2 de outubro de 2010

Cumprimentar o Senhor no Sacrário com respeito e devoção

Nas nossas relações com as pessoas que, por algum motivo, entram na nossa vida, as atitudes que tomamos são diferentes e dependem de muitos factores: importância, posição social que ocupam, grau de intimidade, parentesco, relação profissional, idade, etc.. Cada uma merece um tratamento especial e faz parte da urbanidade e delicadeza tratá-las bem e de uma forma adequada à sua condição.

A caridade ensina-nos a ver em cada pessoa com quem lidamos um filho de Deus, por Ele amado de uma forma generosa e radical. O Sangue de Jesus borbulha em cada ser humano que resgatou e o tornou propício novamente a receber a recompensa eterna, isto é, o Céu, fim para que Deus criou o homem e se encontrava vetado com o pecado de Adão. Se com os nossos próximos devemos este trato de caridade e de justiça, o que não será com Deus, a quem tudo devemos: a vida, a Redenção, o Céu a que podemos chegar com luta na correspondência à graça de Deus.

Por isso, além da gratidão que lhe devemos prestar em todas as circunstâncias, as atitudes para com Ele devem ser necessariamente de respeito e de amor. O que diria uma noiva se o seu noivo lhe oferecesse uma prenda de anos desajustada ao amor que lhe deve ter?

Toda a forma pela qual manifestamos a Deus o nosso amor e a nossa reverência deve provar-se também com o corpo. Por exemplo: fazendo uma genuflexão pausada e devota diante do Sacrário onde Ele nos espera como o grande Amigo e com uma disponibilidade que não conhece limites. Sempre se encontra ali acessível e pronto a ajudar-nos. Passar por um Sacrário sem respeito, ou não manifestando o nosso apreço por essa presença tão relevante e próxima de Deus, seria um acto de desprezo se o fizéssemos voluntariamente, de tibieza, se agíssemos de forma preguiçosa ou pouco reverente e de indiferença, se não tivéssemos para com Jesus eucarístico uma atitude que assinalasse no nosso comportamento o verdadeiro apreço pela sua presença real.

O que faz o corpo faz entender o que vai dentro da nossa alma. Quando genuflectimos diante do Sacrário, afirmamos simultaneamente o nosso amor e a nossa submissão a Deus, ao Jesus escondido, como diria o Beato Jacinto Marto de Fátima. Mas genuflectamos com pausa e elegância. Não sejamos como os soldados que puseram sobre a cabeça de Jesus uma coroa de espinhos. Um dos seus modos de troçar de Cristo era, precisamente, provar, com genuflexões ridículas o seu desprezo por aquele pobre indivíduo, que tanta gente arrastou e acabou por ser condenado à morte pelas autoridades competentes.

Certamente que Jesus compreenderá que alguém, por razões de doença, não possa fazer uma genuflexão adequada quando O saúda no Sacrário. Mas ficará triste e pesaroso, se não mostramos, com o nosso comportamento corporal - que, insiste-se, fala do que sentimos com a nossa alma -, a sua presença real no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Podemos, com a genuflexão, rezar uma breve Comunhão Espiritual ou, mais simples ainda, fazer um curtíssimo acto de Fé na presença real de Jesus: ”Graças e louvores se dêem a todo o momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”; “Senhor Jesus Cristo: esperas-me aí no Sacrário a toda a hora, porque és o meu melhor Amigo”. Ou outra jaculatória eucarística.

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