2 de outubro de 2010

Do Pároco

Com o mês de Outubro, recomeça a nossa vida laboral em pleno e o dia a dia corrente, que nos vai preencher a vida até que, no próximo verão, gozemos as férias habituais desta época do ano.

Tudo parece igual e tudo parece diferente. A vida tem contrastes. Graças a Deus que há muitas realidades diversas, que nos fazem reflectir sobre a beleza das coisas, dos acontecimentos e das pessoas que vamos conhecendo. E um rol de realidades sempre iguais: atravessamos habitualmente as mesmas ruas, passamos pelas mesmas casas, os mesmos monumentos, convivemos com as mesmas pessoas, levantamo-nos a uma hora mais ou menos certa, deitamo-nos quando o sono nos ataca, de uma forma geral em momentos que já previmos.

É possível que nos lamentemos, de vez em quando, da lenga-lenga do dia a dia, dos horários que temos de cumprir, da falta de variedade de ideias e de gostos daqueles que partilham connosco o quotidiano. Lamentamo-nos de ser tudo tão semelhante e pouco original, mas enfurecemo-nos quando há um atraso num comboio ou em algum outro meio de transporte público. Sejamos cordatos: já pensámos o que seria ter de apanhar um autocarro, cujo horário de partida dependesse da boa disposição do motorista?

A nossa Mãe Igreja, a mais profunda conhecedora do homem através dos ensinamentos que Cristo lhe confiou, deste mês até às próximas férias estivais apresenta-nos uma série muito polifacetada de festas e de situações, mas convida-nos a uma constância de ânimo e de atitude, que sempre está determinada pelo 1º Mandamento da Lei de Deus: “Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas”. Sendo este o ponto de referência que deve condicionar – no bom sentido – a orientação da nossa vida em relação a Deus e aos nossos semelhantes, propõe-nos já neste mês de Outubro, que renovemos o nosso amor à Nossa Mãe do Céu e Mãe de Deus, rezando-lhe com mais amor e devoção a oração sua preferida, própria de uma mãe que tem muitos filhos em todos os escalões da sociedade, desde as elites intelectuais ao mais terra a terra trabalhador rural: o Terço.

Com Novembro, recorda-nos primeiramente que o nosso destino eterno é o Céu, na Solenidade de Todos os Santos, e também que a vida dos nossos parentes e amigos – e a nossa própria - não acaba aqui na terra, pelo que devemos continuar a lembrá-los sempre com a nossa oração e os nossos sufrágios, mas especialmente no Dia de Fiéis Defuntos.

Depois, surge o Advento, tempo de espera da vinda do Salvador, que vai encarnar no seio de Maria Santíssima. Nossa Senhora, para tanto, foi isenta do pecado original, como celebramos no dia 8 de Dezembro, com a Solenidade da Imaculada Conceição. Algum tempo mais tarde, revemos o nascimento de Jesus no Presépio de Belém. É o seu Natal e devemos dar-Lhe a boa prenda de olhar para a sua humildade, pobreza e disponibilidade, para que o nosso coração, com luta contínua e a pouco e pouco, se vá tornando manso e humilde como o do próprio Jesus. Ao seu nascimento associam-se tantas recordações familiares nossas e tantas festas litúrgicas singelas, como a vinda dos Magos, de longes terras, para O adorar. No entanto, se a hora da Cruz ainda não chegou para o Menino, vemo-la preconizada na tragédia dos Santos Inocentes.

Começa o novo ano sob a égide de Maria: Nossa Senhora Rainha do Mundo (1 de Janeiro). Semanas depois, a Igreja convida- nos à oração e à penitência mais intensa, na Quaresma, a fim de prepararmos adequadamente a Páscoa da Resssurreição. Antes, contemplamos a dor de Cristo na Paixão e o oferecimento incondicional de Si mesmo ao Pai, na Sua Morte, que seria um fracasso se não tivesse havido a Ressurreição gloriosa, onde Ele Se apresenta como Senhor da Vida e da Morte.

Cristo sobe aos Céus na Ascensão, mas envia o dador da Graça, que é o Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Se Jesus foi para o seu Reino e não O vemos entre nós sensivelmente, sabemos que a Solenidade do Corpo de Cristo nos fala do seu desejo de estar próximo e acessível a todos os homens, mantendo-Se, dia e noite, nos Sacrários de toda a terra para que O procuremos, com Ele dialoguemos e Lhe peçamos tudo aquilo de que necessitamos.

Nos finais de Junho, sublinhamos que a Igreja fundada por Cristo, além de ter em todos os Apóstolos os apoios firmes que o Senhor preparou, deve de sobremaneira a Pedro e a Paulo, o primeiro como Chefe de toda a cristandade, o segundo como o maior evangelizador dos primeiros tempos, a sua solidez fundamentada em Cristo Senhor.

Já entramos de novo nas férias estivais. Aproveitámos toda esta diversidade de eventos e situações para vivermos como bons filhos de Deus? Não esqueçamos ainda que no período mais agudo deste tempo de descanso, nos alegramos com Jesus no dia 15 de Agosto, para recordarmos que a Sua e a nossa Mãe Maria Santíssima, foi assumpta ao Céu em corpo e alma, graças à sua santidade exemplar e à vontade das Pessoas da Santíssima Trindade a terem junto de Si, tal como viveu na terra, a mais excelsa criatura que saiu do género humano.

Na diversidade das suas festas e celebrações, sejamos bons filhos da Igreja para sermos bons filhos de Deus. É isto que ela nos pede e Deus deseja.

CONSIDERAÇÕES DOS ROMANOS PONTÍFICES SOBRE O TERÇO

  1. (O Terço é) muito eficaz para pedir os dons celestiais (...), pois não só serve para repelir os males e afastar as calamidades – como se prova abertamente pela história da Igreja – mas porque fomenta abundantemente a vida da Igreja” (Paulo VI, Enc. Christi Matri Rosarii).
  2. “Ao crescerem os males é necessário que cresça a piedade do povo de Deus. Por isso, ardentemente desejamos, veneráveis irmãos, que indo à frente de vós, exortando e impulsionando, se rogue com mais instância durante o mês de Outubro (...) com a recitação piedosa do Terço de Maria, clementíssima Mãe. É muito adequada essa forma de oração ao sentir do povo de Deus, e muito eficaz para pedir os dons celestiais.” IBIDEM
  3. “A ele (o Terço) dedicaram os nossos predecessores vigilante atenção e grande solicitude, recomendando com frequência a sua reza frequente, favorecendo a sua difusão, explicando a sua natureza, reconhecendo a sua aptidão para desenvolver uma oração contemplativa, de louvor e de súplica ao mesmo tempo, e recordando a sua conatural eficácia para promover a vida cristã e o empenho apostólico. Também nós, desde a nossa primeira audiência geral do nosso pontificado (...) manifestámos o nosso interesse pela piedosa prática do Terço, e posteriormente sublinhámos o seu valor em múltiplas circunstâncias, normais umas, graves outras.” IBIDEM
  4. “(...) conservai zelosamente esse terno e confiado amor à Virgem Santíssima (...). Não o deixeis nunca esfriar. Que não seja um amor abstracto, mas encarnado. Sede fiéis aos exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração do Angelus, o mês de Maria e, de modo muito especial, o Terço. Oxalá ressurgisse o formoso costume de rezar o Terço em família.” (João Paulo II, Homilia. 12/10/80)
  5. “O Terço é a minha oração predilecta (..) Com a sequência das Ave-Marias passam diante dos olhos da alma os episódios principais da vida de Jesus Cristo. O Terço, no seu conjunto, consta dos mistérios gozosos, doloroso e gloriosos (*), e põem-nos em comunicação vital com Jesus Cristo através - pode assim dizer-se - do Coração da sua Mãe. Ao mesmo tempo, o nosso coração pode incluir nestas dezenas do Terço todos os factos que intervêm na vida do indivíduo, a família, a nação, a Igreja, a humanidade. Experiências pessoais ou do próximo, sobretudo de pessoas mais próximas, ou que enchem mais o coração. Deste modo, a simples oração do Terço sintoniza com o ritmo da vida humana”, (João Paulo II, Aloc. 29/10/78).

(*) Este texto é anterior à sugestão feita por João Paulo II para incluir também os Mistérios Luminosos.

BAPTISMOS E MATRIMÓNIOS NO MÊS DE OUTUBRO DE 2010

Matrimónios

  • Domingo, Dia 03, 16.00h: Pedro Guerreiro Teixeira e Joana Barreiros
  • Sábado, Dia 23, 15.00h: Luís Lagoa e Eva Baptista

Baptismos

  • Sábado, Dia 09, 12.00h: Matilde Flores Simão Baleizão
  • 16.00h: Gonçalo Aguiar de Matos Simão
  • Sábado, Dia 23, 12.00h: Maria Leonor Soares da Cunha

MUDANÇA DE HORA NA MADRUGADA DE 31 DE OUTUBRO, DOMINGO

Na madrugada de Domingo (31/10), concretamente, às 2.00h, os relógios atrasam uma hora. Entra-se na chamada “hora de inverno”.

HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU) DURANTE O

Ver horário habitual.

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO SITUADOS NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS:

  • Clínica Psiquiátrica de São José - Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus: Azinhaga da Torre do Fato, nº 8, Tel.: 217125110 - de 2ªf. a sáb.: 17h30; Domingos: 10h
  • Lar Maria Droste - Irmãs do Bom Pastor: Travessa da Luz, 2, Tel.:217140086. 2ªf.-sáb.: 7h30; Domingos: 8h30.
  • Colégio Planalto: R. Armindo Rodrigues, n. 11 - Alto da Faia, Tel. 217541530. 2ª-6ªf.: 7h50 Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados.
  • Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM OUTUBRO 2010

  • Senhoras: 5ª f., dia 14 - 19h15
  • Homens: 2ª f., dia 18 - 19h15

CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS EM 2010/2011, NA NOSSA PARÓQUIA

I. CATEQUESE

  • DE CRIANÇAS - Começo das aulas: Semana que se inicia na 2ª feira , dia 11 de Outubro. - Horário das aulas neste ano lectivo 2010/11: Do 1º ao 7º ano: a) Raparigas - 5ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Domingos: 11.00h-11.45h b) Rapazes - 2ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Sábados: 11.00h-11.45h Do 8º ao 10º ano: Domingos, 11.00h-11.45h, Colégio Alemão - Reuniões de pais (8º-10º ano): 06 de Outubro, 4ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja
  • DE ADULTOS Catecúmenos: Orientação: P. Rui Rosas da Silva; as Aulas começam a 7 de Outubro, 5ª Feira – 19.15h. A administração dos Sacramentos de Iniciação Cristã aos catecúmenos, salvo indicação diferente em algum caso particular, terá lugar na Vigília Pascal de 2011, Sábado, 23 de Abril. Preparação para o crisma: Orientação: P. Rui Rosas da Silva. as Aulas começam a 14 de Outubro, 5ª Feira. A administração do Crisma será presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, a 28/05/2011, Sábado, às 16h00. Obs. – Na primeira aula destes cursos para adultos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições.

II. CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS

Curso de Teologia para Todos: Orientação Pe. João Campos; Ritmo: uma vez por mês, entre Outubro de 2010 e Junho de 2011 As aulas iniciar-se-ão a 28/10, 5ª Feira, às 19.15h (repetindo-se a sessão às 21.30, no mesmo dia). Aí serão dadas informações diversas sobre a realização do Curso. Os temas a desenvolver ao longo das aulas são os seguintes:

  • 28/10, 5ª F.: A existência de Deus;
  • 18/11, 5ª F.: Atitude perante Deus;
  • 20/01, 5ª F.: Deus Trino: um Amor que se dá;
  • 17/02, 5ª F.: Mistério Pascal: Centro e Origem de tudo,
  • 17/03, 5ª F.: Que arrasta a Igreja?;
  • 7/04: 5ª F.: A História e a Igreja;
  • 19/05, 5ª F.: A Igreja e o Estado;
  • 16/06, 5ª F.: Imortalidade.

Os dias e as horas poderão adaptar-se segundo o entendimento entre as pessoas que se inscreverem.

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS – Neste Mês de Outubro

  • Dia 7: Conselho de Pais e de Encarregados de Educação;
  • Dias 8, 9 e 10: 2ª Secção: Acantonamento em Santa Maria dos Olivais
  • Dia 16: Participação do Agrupamento na actividade Jota/Joti (Jamboree no ar e pela Internet)

Site do Agrupamento

DAR A QUEM NECESSITA

Gostaríamos de socorrer mais gente necessitada, através dos generosos donativos que nos chegam dos nossos paroquianos e amigos. Comida (géneros duráveis), dinheiro, roupa, calçado e pagamento de contas de farmácia, de luz, renda de casa, etc. Pensávamos realizar estas actividades (verdadeiras obras de misericórdia) na primeira 6ª Feira de cada mês, em honra do Sagrado Coração de Jesus. Para este feito, precisávamos de dádivas e também de voluntários. Gostaria de me reunir com os voluntários no próximo dia 19/10, 3ª Feira, às 21,30h, no Salão da Igreja. Mãos à obra? A sua colaboração é fundamental.

Cumprimentar o Senhor no Sacrário com respeito e devoção

Nas nossas relações com as pessoas que, por algum motivo, entram na nossa vida, as atitudes que tomamos são diferentes e dependem de muitos factores: importância, posição social que ocupam, grau de intimidade, parentesco, relação profissional, idade, etc.. Cada uma merece um tratamento especial e faz parte da urbanidade e delicadeza tratá-las bem e de uma forma adequada à sua condição.

A caridade ensina-nos a ver em cada pessoa com quem lidamos um filho de Deus, por Ele amado de uma forma generosa e radical. O Sangue de Jesus borbulha em cada ser humano que resgatou e o tornou propício novamente a receber a recompensa eterna, isto é, o Céu, fim para que Deus criou o homem e se encontrava vetado com o pecado de Adão. Se com os nossos próximos devemos este trato de caridade e de justiça, o que não será com Deus, a quem tudo devemos: a vida, a Redenção, o Céu a que podemos chegar com luta na correspondência à graça de Deus.

Por isso, além da gratidão que lhe devemos prestar em todas as circunstâncias, as atitudes para com Ele devem ser necessariamente de respeito e de amor. O que diria uma noiva se o seu noivo lhe oferecesse uma prenda de anos desajustada ao amor que lhe deve ter?

Toda a forma pela qual manifestamos a Deus o nosso amor e a nossa reverência deve provar-se também com o corpo. Por exemplo: fazendo uma genuflexão pausada e devota diante do Sacrário onde Ele nos espera como o grande Amigo e com uma disponibilidade que não conhece limites. Sempre se encontra ali acessível e pronto a ajudar-nos. Passar por um Sacrário sem respeito, ou não manifestando o nosso apreço por essa presença tão relevante e próxima de Deus, seria um acto de desprezo se o fizéssemos voluntariamente, de tibieza, se agíssemos de forma preguiçosa ou pouco reverente e de indiferença, se não tivéssemos para com Jesus eucarístico uma atitude que assinalasse no nosso comportamento o verdadeiro apreço pela sua presença real.

O que faz o corpo faz entender o que vai dentro da nossa alma. Quando genuflectimos diante do Sacrário, afirmamos simultaneamente o nosso amor e a nossa submissão a Deus, ao Jesus escondido, como diria o Beato Jacinto Marto de Fátima. Mas genuflectamos com pausa e elegância. Não sejamos como os soldados que puseram sobre a cabeça de Jesus uma coroa de espinhos. Um dos seus modos de troçar de Cristo era, precisamente, provar, com genuflexões ridículas o seu desprezo por aquele pobre indivíduo, que tanta gente arrastou e acabou por ser condenado à morte pelas autoridades competentes.

Certamente que Jesus compreenderá que alguém, por razões de doença, não possa fazer uma genuflexão adequada quando O saúda no Sacrário. Mas ficará triste e pesaroso, se não mostramos, com o nosso comportamento corporal - que, insiste-se, fala do que sentimos com a nossa alma -, a sua presença real no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Podemos, com a genuflexão, rezar uma breve Comunhão Espiritual ou, mais simples ainda, fazer um curtíssimo acto de Fé na presença real de Jesus: ”Graças e louvores se dêem a todo o momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”; “Senhor Jesus Cristo: esperas-me aí no Sacrário a toda a hora, porque és o meu melhor Amigo”. Ou outra jaculatória eucarística.