31 de agosto de 2010

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS

Este mês de Setembro é o do regresso e o do início das actividades habituais. Assim:
  • Dia 11, Sábado: Conselho de Agrupamento – Definição das grandes linhas de orientação do novo ano escutista;
  • Dia 18, Sábado: Renovar, Arrumar, Proporcionar – Limpezas e arrumações da sede, recentemente renovada;
  • Dia 25, Sábado: Início oficial de actividades e Cerimónia da Passagem das Secções.

1 de agosto de 2010

Do pároco

Neste mês estival de Agosto, o mês de férias por excelência, quem de nós não pretenderia que ele se prolongasse indefinidamente, dando lugar a um mundo pleno de descanso e de tranquilidade. Esta realidade impossível para nós, foi possível para Deus Nosso Senhor, ao chamar a sua Mãe, Maria Santíssima para o Céu, o descanso eterno, não como acontecerá a nós ao morrermos, mas na plenitude do seu ser humano, isto é, em corpo e alma, como a Igreja declara no dogma da Assunção de Nossa Senhora. Certamente que, antes de qualquer mérito alcançado pela Virgem Santíssima na sua existência, Deus já a tinha escolhido para ser sua Mãe, pelo que a dotou com uma série ímpar de qualidades e prerrogativas, de entre as quais podemos sublinhar a isenção do pecado original.

Mas ao levá-la para o Céu, não incorreu em qualquer manifestação de nepotismo. Realizou um acto coerente de justiça para com aquela que, na sua vida terrena jamais pecou com o corpo ou com a alma. Mais ainda: em Maria realizou-se a plenitude da virtude, e não apenas a inexistência do pecado.

A vida desta mulher judia foi um constante hino de amor à vontade de Deus. Já perto do fim da Sua vida terrena, Cristo quis que ela assumisse a nossa maternidade, a fim de que, no Céu, quando para aí fosse levada, nós pudéssemos contar, juntamente com a misericórdia amorosíssima de Santíssima Trindade, a intercessão poderosa de uma Mãe comum a Deus e ao homem. Deste modo, guardando as devidas distâncias entre Deus criador e as criaturas que Ele determinou que existissem, Nossa Senhora, sendo criatura humana e, simultaneamente, Mãe de Deus, como que torna mais próximas a humanidade da divindade e a divindade da humanidade.

A sua Assunção determinou que existisse, a partir desse momento, no Céu, uma família semelhante àquela que nós conhecemos ao nascermos e ao sermos educados. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são, já por si, uma Família unida e cheia de Amor, pois o Pai é origem de toda a paternidade, o Filho de toda a filiação e o Espírito Santo é o Amor na sua absoluta perfeição. Ora, o amor é a qualidade essencial que deve presidir à vida familiar. Desde que Maria Santíssima foi assumpta aos Céus, temos aí também uma Mãe, como tivemos ou temos ainda aqui na terra. Mãe verdadeira, que intercede pelos seus filhos, que os educa, que os protege e deseja ardentemente que o seu futuro seja o melhor. E há melhor futuro do que o Reino dos Céus, onde a felicidade é perfeita?

Nossa Senhora pede por nós, solicita constantemente a Deus o nosso bem e o nosso futuro eterno. Quer ver todos os seus filhos no Céu, porque sabe que só aí é que eles podem ser verdadeiramente felizes e não noutro lugar. Tal como a nossa mãe terrena, também a Virgem Santa é perseverante na ajuda que nos possa prestar. Lembremo-nos do seu gesto cheio de ternura e de amizade real, quando palmilha longos quilómetros para ajudar a sua já anciã parente Isabel, a futura mãe de João Baptista. E se fez isto com uma sua familiar, quanto maior não será o seu desvelo para com aqueles que são seus filhos, irmãos de Cristo e filhos de Deus!

Ninguém pode ter mais capacidade de intercessão junto de Deus, porque Maria reúne em si os três laços de maior intimidade familiar com a Santíssima Trindade. É Filha de Deus Pai (predilectíssima pela sua santidade), Mãe de Deus Filho (gratíssimo por tê-Lo recebido em seu seio e educado de forma tão eficiente) e Esposa de Deus Espírito Santo (que sempre admirou em Nossa Senhora a sua plena identificação com os desígnios divinos que Ele lhe inspirou).

Neste mês de Agosto, tão cheio de férias e de descanso, rezemos muito a Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe, pedindo-lhe que nos ensine a descansar em Deus, fonte de toda a paz e alegria, aceitando a sua vontade como ela e o seu Filho Jesus. Podemos ter a certeza de que, quando as nossas mãos estão vazias de mérito (e tantas vezes será esse o seu estado!), Maria segredará a Jesus: “È certo que este teu irmão nada faz de recomendável. A sua vida é, realmente, um deserto de virtude, uma autêntica desgraça. Mas há nele pelo menos o meu amor de Mãe, que eu sei que tanto e tanto Te agrada. Foi isso que me pediste na Cruz – que eu fosse sua Mãe e o amasse como tal. E é esse meu amor maternal que eu ponho agora nas tuas mãos, para que lhe sirva de mérito e o possas julgar, se isso for possível, ainda com mais misericórdia!”

Tela de Murillo, século XVII

Textos do Papa Bento XVI em Portugal (II)

«No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo (cf. Jo 13,1) em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Queridos irmãos e irmãs, adorai Cristo Senhor em vossos corações (cf. 1 Ped 3,15)! Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo, tal como a Igreja canta na noite da Vigília Pascal que gera a humanidade como família de Deus» (Discurso na Bênção das Velas, Fátima, 12-V-2010).

«Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. Uma experiência de graça que os tornou enamorados de Deus em Jesus, a ponto da Jacinta exclamar: “Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo”. E o Francisco dizia: “Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!” (Memórias da Irmã Lúcia, I, 40 e 127). Irmãos, ao ouvir estes inocentes e profundos desabafos místicos dos Pastorinhos, poderia alguém olhar para eles com um pouco de inveja por terem visto, ou com a desiludida resignação de quem não teve essa sorte mas insiste em ver. A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: “Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?” (Mc 12,24). As Escrituras convidam-nos a crer: “Felizes os que acreditam sem terem visto” (Jo 20,29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Card. Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior.» (Homilia, Fátima, 13-V-2010).

«Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: “Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim” (Gn 4,9). O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo… Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162)» (Ib.).

«Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade» (Ib.).

Compilação Bento XVI em Portugal

Curso para noivos e recém-casados

Em Setembro haverá na paróquia um "Curso para Noivos". Decorrerá ao fim de semana, nos dias

  • 17 (6ª Feira, à noite, 21h30-23h)
  • 18 (Sábado, de tarde, 14h30-18h30)
  • 19 (Domingo, de manhã, 10h-11h30)

Organizado pela CENOFA - Centro de orientação familiar, decorrerá no nº 115 da Estrada de Telheiras (junto à Igreja).

Temas:

  • Amor e Matrimónio
  • Comunicação no Casal
  • Nós e os Outros –A família alargada
  • O Casal e a Economia Familiar
  • Sexualidade e paternidade Responsável
  • Nós, a Nossa Cultura de Família e Deus connosco

P.f. preencher e entregar na Secretaria da Paróquia a Ficha de Inscrição.

MISSAS NA PARÓQUIA DURANTE O MÊS DE AGOSTO

2ª Feira a Sábado: 18h30
Domingos: 11h e 19h

Recolecções neste mês

Durante este mês de Agosto não haverá as habituais recolecções, que serão retomadas em Setembro próximo.

BAPTISMOS NESTE MÊS DE AGOSTO

Sábado, dia 7, 16.00h: Helena Maria Leite Pina

Domingo, dia 15, 12.15h: João Pedro e Yara de Sá Soares

Sábado. dia 21,

  • 11.00h: Mariana de Filipe Nunes Vaz
  • 16.00h: Daniel e Duarte Mendes Mascarenhas

Sábado, dia 28, 12.00h: João Maria e Maria Rita M. Patrício Brás Coimbra

DÁDIVAS DE COMIDA

Devido à situação financeira que estamos a viver, há cada vez mais pessoas que necessitam de auxílio alimentar, por vezes imediato, para poderem ter acesso ao “pão” de que carecem pessoal ou familiarmente . Pedimos a todos os paroquianos, que têm sido generosos sempre que solicitados, que procurem deixar na igreja – junto da porta de acesso ao coro alto –, bens alimentares duráveis, que possam ser oferecidos a quem os pede por verdadeira necessidade. Esperamos com este pedido poder dar alimento a quem nos procura cada vez com mais frequência. Se, eventualmente, é oneroso o transporte dos géneros alimentícios, também se aceitam, para esse efeito, dádivas em dinheiro.

AUSÊNCIA DE SACERDOTES (Agosto)

P. João Campos: 16 a 31: Férias de Verão

P. José Miguel: 1 a 15: Actividade Pastoral; 16 a 31: Férias de Verão

CATEQUESE DE 2010/2011 NA NOSSA PARÓQUIA

Inscrições a partir de 1 de Julho, 5ª feira, na secretaria.
  • De crianças: Afixação de horários - 1 de Setembro, 4ª feira Início das aulas - semana que se inicia a 11 de Outubro
  • De adultos: Catecúmenos - as aulas começam a 7 de Outubro, 5ª feira - 19h15 Preparação para o crisma - as aulas começam a 14 de Outubro, 5ª feira, às 19h15 Obs. – Na primeira aula destes cursos para adultos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições.

MISSAS NA PARÓQUIA, A PARTIR DO PRÓXIMO MÊS DE SETEMBRO

No mês de Setembro, as três Missas dominicais (10.00h, 12.00h e 19.00h) voltarão a ser celebradas, bem como, a partir de 2ª Feira, 13/09, a Missa das 12.15h, (de 2ª Feira a 6ª Feira).

NO MÊS PASSADO - IMPOSIÇÃO DE ESCAPULÁRIOS DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Missa das 18h30 de 16 de Julho - Festa de Nossa Senhora do Carmo

Como é habitual na nossa Paróquia, no dia de Nossa Senhora do Carmo, procedeu-se à imposição de Escapulários às pessoas que o solicitaram.

Este costume piedoso, tão recomendado desde há longos séculos pela Igreja, manifesta o amor zeloso de Nossa Senhora pelos seus filhos, os homens, desde que assumiu a sua maternidade no Calvário, pouco antes da morte de Jesus.

Nossa Senhora, como todas as mães, quer ver o futuro dos seus filhos bem assegurado. Para a Virgem Santíssima, só há verdadeiro descanso quando sabe que os seus filhos estão no Céu, junto de Jesus e da Trindade Santíssima. O uso do escapulário facilita essa ambição de Maria. Mas uma boa Mãe é sempre exigente relativamente ao comportamento dos seus filhos, pelo que o Escapulário imposto deve significar para quem o usa um compromisso sério de vida cristã.

A oração mental (II)

A oração mental, tal como qualquer conversa, requer algumas condições. Quando queremos abrir o coração em confidência de amigo tentamos que não haja interrupções e procuramos a sua proximidade sensível, à vista e ao ouvido, porque nos interessa conhecer as suas reacções e as suas respostas.

Por vezes vamos passear para um lugar sossegado, outras vezes sentamo-nos tranquilamente, mas sempre evitamos tudo o que possa dispersar a atenção ou quebrar o diálogo. E todos temos experiência de como essas conversas são tão compensadoras porque enchem a nossa existência de paz e de uma serena alegria.

O mesmo princípio de actuação deve ser aplicado ao nosso diálogo com o nosso Pai Deus ou com Jesus, através do Espírito Santo que é quem nos revela como devemos orar (cf. Rm 8,26). Para não sermos interrompidos, para não sermos atraídos por outros assuntos, e uma vez que não podemos ver nem ouvir com os nossos sentidos corporais Aquele com quem falamos, requer-se que rodeemos esses tempos de alguma protecção. Ajuda-nos entrar numa igreja e situar-nos diante do Sacrário. Quando isso não é possível, o Senhor aconselha: «entra no teu quarto e fecha a porta» (Mt 6,6). O «quarto» pode não ser o sítio onde dormimos, mas alguma divisão da casa onde nos conseguimos isolar.

Além disso, importa ter com que ler e escrever. Gostávamos de falar com o Senhor de tantos assuntos e por vezes, no momento de fazer oração, eles não nos ocorrem: então abrimos um livro – pode ser o Evangelho ou um livro espiritual – ou a nossa agenda onde fomos tomando apontamentos das coisas da nossa alma (cf. Caminho n. 97).

Para quem tem um dia cheio de ocupações e filhos pequenos, pode ajudar o exemplo do próprio Senhor: Ele retirava-Se a orar muito cedo, antes que o dia começasse (cf. Mc 1,35). Essa generosidade implica que cuidemos da hora de deitar e, se algum dia não nos podemos deitar tão cedo quanto seria aconselhável, que saibamos oferecer a Deus o sacrifício de uma noite menos reparadora. Mas não deixemos a oração para tarde. Esse adiamento pode parecer prudência e, no entanto, revela-se frequentemente uma ingenuidade porque nos retira daquilo que é mais importante (cf. Lc 10,42).

É preferível que este diálogo seja diário, mesmo que curto – bastam dez a quinze minutos –, a tê-lo esporadicamente e de modo longo. Uma vez que Deus está sempre disponível para nos ouvir aproveitemos essa proximidade. Como há tanto que fazer não é bom prolongar esse tempo quando recebemos consolos (cf. Caminho 99).