1 de junho de 2010

A acção de graças da Comunhão

Sabemos que sob a aparência do pão eucarístico se contém verdadeira e realmente a substância do Corpo de Jesus, e, unido ao seu Corpo, o seu Sangue, a sua Alma e a sua Divindade. A Comunhão também tem uma aparência exterior – a nossa boca parece receber e engolir um bocado de Pão – mas envolve a união entre a nossa pessoa e a de Cristo.

Sensivelmente nada parece suceder. Só a experiência de sentir o sabor de pão na língua e o seu desfazer-se. A fé diz-nos que Jesus entrou em nós, no nosso corpo, como se fosse uma casa. Que faríamos se, de facto, o Senhor nos viesse visitar a nossa casa? Como O receberíamos?

Se diante de uma visita importante – uma personalidade da política, da Igreja, da cultura, etc. – nós sabemos ser atenciosos e corteses, pensemos no que sucede depois de termos comungado. O Senhor sacramentado permanece enquanto permanecer a aparência de pão. E essa permanência pode durar uns dez minutos. É o tempo da acção de graças.

São uns minutos em que podemos demonstrar o nosso amor a Jesus. Agradecer-Lhe a visita. Pedir-Lhe por tantas intenções. Oferecer-Lhe o nosso pobre corpo e a nossa pobre alma para que deles tome posse e os use à sua vontade. Suplicar o seu perdão pelas nossas faltas e pecados. Existem orações já compostas e guardadas pela Igreja que se podem encontrar nos devocionários. Podem-nos ajudar. Mas o importante é que se dê realmente uma comunhão, uma união de cada um de nós, com tudo o que é, o que não é, e o que gostaria de ser, e o seu Senhor, o seu Deus, Aquele que o ama mais que ninguém (cf. Jo 15,13).

Ajuda-nos sempre o recolhimento, que é uma atitude que leva à procura dentro de nós mesmos. Pode ser conveniente explicar antes, a quem nos acompanha na Missa, que depois ficaremos uns minutos a rezar. Essas pessoas – familiares, amigos, vizinhos – ganharão com esta demora, porque será Jesus quem cada vez mais vai actuar em nós.

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