1 de junho de 2010

Do Pároco

Todos nós sentimos a grande alegria de termos como visita ilustre do nosso país Bento XVI. Foram dias inesquecíveis de júbilo e de oração. E sentimos com certeza a força da presença do sucessor de Pedro, que quis transmitir às suas ovelhas desta terra um voto de confiança e de fé no seu passado, no seu presente e no seu futuro.

Bento XVI é o Pedro actual, esse mesmo apóstolo a quem o Senhor encarregou de pastorear todo o seu rebanho e o obrigou a afirmar por três vezes – antes tinha-O negado outras tantas – que O amava de modo iniludível. Simão sentiu-se constrangido a quando da terceira pergunta do Jesus, mas respondeu-Lhe com humildade e decisão: "Senhor, Tu sabes tudo, tudo sabes que eu Te amo"(Jo 21, 17). Tal como Maria Santíssima nas Bodas de Caná, que deixa ao Filho o cuidado da solução para o problema que Lhe tinha posto: "Não têm vinho"(Jo 2,3), o chefe dos apóstolos, confia à sabedoria exímia do Mestre – e não ao ímpeto emotivo que o caracterizava – o conhecimento da qualidade do seu amor por Cristo: "Tu sabes tudo". Como o saber de Jesus é perfeito, Ele pode ajuizar, melhor do que ninguém, que o amor de Pedro por Si, mau grado as suas fraquezas, é verdadeiro.

Pedro pagou com a sua vida a fidelidade a Jesus e entregou ao seu sucessor, à frente da Igreja de Roma, o poder sobre toda a Igreja que Cristo lhe tinha atribuído pessoalmente. Por isso, o Bispo de Roma, na sequência já milenária da sucessão através dos tempos, é Pedro – a pedra sobre a qual o Senhor fundou a sua Igreja e à qual prometeu que as "portas do inferno não prevalecerão contra ela"(Mt 16,19). Esta garantia faz-nos encarar a pessoa do Papa como aquilo que ele é: o principal responsável por esse instrumento de salvação – a Igreja fundada por Cristo – a quem compete governar, santificar e ensinar todo o rebanho de Jesus, com a autoridade que o Senhor lhe confiou.

Por alguma razão, Santa Catarina de Sena chamava ao Romano Pontífice o "Vice-Cristo na terra". Pedro é o sinal da unidade da Igreja, que Jesus tanto desejou fosse una e compacta, como Ele e o Pai são um só (Jo 17, 21). E é também o garante, através da sucessão ininterrupta desde o início, de que a Palavra de Cristo e os seus ensinamentos são essencialmente os mesmos, não mudando com os tempos nem com as vontades dos homens. Quando Pedro ensina ou governa, sempre o faz com a autoridade que Jesus lhe confiou, pelo que o nosso assentimento deve ser pleno e incondicional, como seria se fosse o próprio Mestre a ensinar-nos pessoalmente.

Penso que todos nós tivemos essa sensação de confiança e de fidelidade quando vimos e ouvimos Bento XVI no Terreiro do Paço, em Fátima ou no Porto. Independentemente de todo o espectáculo maravilhoso de presenciarmos tanta gente junta para acolher o Papa com alegria e coração, como nós, portugueses, sabemos fazer dum modo espontâneo (somos assim, graças a Deus!), pressentíamos que algo de mais extraordinário se estava a passar dentro de nós e à nossa volta. E se perscrutávamos o que nos ia na consciência, concluíamos que não era difícil identificar Bento XVI com o pescador da Galileia, Simão , filho de João, a quem Jesus entregou a chaves da Igreja a que pertencemos, e que nos permitiu, pelo Baptismo, ser filhos de Deus e herdeiros do Reino dos Céus.

Levou com certeza o Papa boas recordações de Portugal. Talvez a melhor e mais reconfortante tenha sido a de que, neste país onde Maria Santíssima deixou, em Fátima, recados de penitência e de oração para todos os homens, continua a haver gente que o ama e o estima , o venera e o respeita, porque sabe que ele é Pedro, a pedra, como atrás se dizia, sobre a qual Jesus edificou a sua Igreja para sempre. Daí a confiança e a fé com que o Santo Padre nos quis revigorar, dizendo, por exemplo, na inesquecível Missa do Terreiro do Paço: "Cristo está sempre connosco e caminha sempre com a sua Igreja, acompanha-a e guarda-a, como Ele nos disse: "Eu estou sempre convosco até aos fins dos tempos (Mt 28, 20).

Quase a terminar o Ano Sacerdotal, rezemos com Maria Santíssima ao seu Filho, pedindo-lhe por Bento XVI e todos os seus colaboradores na hierarquia da Igreja e pelos sacerdotes, para que sejam santos e perseverantes na administração da caridade.

A vida do Santo Cura d’Ars (XII)

Quando o santo pároco morreu não houve qualquer sobressalto nem sequer agonia; embora poucos dias antes tivesse temido a desesperação quando chegasse aquele momento, nada disso aconteceu. Passou assim, como em êxtase, vários dias, e o seu biógrafo F. Trochu defende que o demónio, nessa hora, nada pôde.

Tinha escrito três testamentos. No primeiro estabelecia simplesmente que o seu corpo iria para a terra. No segundo que seria sepultado em Dardilly, sua terra natal. No terceiro que se fizesse a vontade do senhor Bispo. No dia 3 de Agosto – véspera do seu falecimento – chegou um notário e perguntou-lhe diante dos presentes onde queria que sepultassem o seu corpo, ao que respondeu: «Em Ars… mas o meu corpo não vale grande coisa». Adivinhamos o seu ligeiro sorriso ao dizer estas palavras.

O Papa Bento XVI propôs o Cura d’Ars como modelo dos sacerdotes neste ano sacerdotal, «verdadeiro exemplo de Pastor ao serviço da grei de Cristo», dizia em 16 de Março de 2009 quando, pela primeira vez, anunciou a proclamação deste ano. E na Carta de 16 de Junho do mesmo ano expunha alguns pormenores que justificam a nossa devoção.

Citando a sua frase «O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus», o Romano Pontífice aproveitava para valorizar o dom do sacerdócio para a Igreja e para a humanidade. Disse ainda: «Eu mesmo guardo ainda no coração a recordação do primeiro pároco junto de quem exerci o meu ministério de jovem sacerdote: deixou-me o exemplo de uma dedicação sem reservas ao próprio serviço sacerdotal, a ponto de encontrar a morte durante o próprio acto de levar o viático a um doente grave. Depois recordo na memória os inumeráveis irmãos que encontrei e encontro, inclusive durante as minhas viagens pastorais às diversas nações, generosamente empenhados no exercício diário do seu ministério sacerdotal» (Carta para a proclamação de um ano sacerdotal por ocasião do 150º aniversário do dies natalis do Santo Cura d’Ars, 16-VI-2009).

Em Fátima, onde esteve recentemente, aproveitou para voltar a referir-se ao Santo: «Bem sabemos que Deus é Senhor dos seus dons; e a conversão dos homens é graça. Mas somos responsáveis pelo anúncio da fé, da totalidade da fé, e das suas exigências. Queridos amigos, imitemos o Cura d’Ars que assim rezava ao bom Deus: "Concedei-me a conversão da minha paróquia, e eu estou pronto a sofrer o que Vós quiserdes, todo o resto da vida". E tudo fez para arrancar as pessoas à própria tibieza a fim de as reconduzir ao amor» (Discurso nas Vésperas celebradas na Igreja da Santíssima Trindade, 12-V-2010).

E acrescentava: «Há uma solidariedade profunda entre todos os membros do Corpo de Cristo: não é possível amá-Lo, sem amar os seus irmãos. Foi para a salvação deles que João Maria Vianney quis ser sacerdote: "Ganhar as almas para o Bom Deus", declarava ele ao anunciar a sua vocação, aos dezoito anos de idade, tal como Paulo dizia: "Ganhar a todos" (1 Cor 9, 19). O Vigário Geral tinha-lhe dito: «Não há muito amor de Deus na paróquia, vós introduzi-lo-eis». E, na sua paixão sacerdotal, o santo pároco era misericordioso como Jesus no encontro com cada pecador. Preferia insistir sobre o lado atraente da virtude, sobre a misericórdia de Deus diante da qual os nossos pecados são «grãos de areia». Mostrava a ternura de Deus ofendida. Temia que os sacerdotes «se insensibilizassem» e habituassem à indiferença dos seus fiéis: "Ai do Pastor – advertia – que fica calado ao ver Deus ultrajado e as almas perderem-se!"» (Ib.).

Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. Versão online em castelhano:

Oitava do Corpo de Deus

Na Oitava seguinte à solenidade do Corpo de Deus, de 3 a 10 de Junho, haverá exposição solene do Santíssimo Sacramento, 35 minutos antes da Missa da tarde.

CURSO PARA NOIVOS E RECÉM-CASADOS

Organizado pela CENOFA - Centro de orientação familiar, decorrerá nos próximos Sábados (5 e 12 de Junho), das 14h30 às 19h, no nº 115 da Estrada de Telheiras (junto à Igreja).

Temas:

  • Amor e Matrimónio
  • Comunicação no Casal
  • Nós e os Outros –A família alargada
  • O Casal e a Economia Familiar
  • Sexualidade e paternidade Responsável
  • Nós, a Nossa Cultura de Família e Deus connosco

Ficha de Inscrição:

Festas Da Catequese Durante O Mês De Junho

Festas da Primeira Comunhão:

  • Dia 3, 5ª F., Corpo de Deus (Missa das 10,00h): Meninas
  • Dia 6. Domingo (Missa das 10,00h): Rapazes

Dia 26, Sábado, Missa das 18.30h: Festas do Pai-nosso, 1ª Comunhão e Profissão de Fé dos escuteiros que frequentaram a Catequese aos Sábados de tarde.

Obs. – As aulas da Catequese recomeçam no próximo mês de Outubro, em data a divulgar brevemente.

Recolecções Mensais

2ª Feira, dia 7: Homens: 19.15h – Igreja

5ª Feira, dia 17: Senhoras; 19.15h – Igreja

Baptismos E Sacramentos Da Iniciação Cristã Neste Mês De Junho

Sábado, Dia 12, 12.00h

  • Tiago Henrique Bento Prego Lopes - Sacramentos da Iniciação Cristã

Sábado, Dia 19

  • 11.00h: Carolina de Almeida Pais Santos Nunes
  • 12.00h: Maria Ana Caldeira
  • 16.00h: Carolina Botelho Nogueira

Sábado, Dia 26, 11.00h: Solange L. Espírito

12.00h:

  • Ana Rita Esteves – Sacramentos da Iniciação Cristã
  • Rodrigo Esteves – Baptismo
  • Inês Sofia Esteves – 1ª Comunhão

PROCISSÃO DE VELAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU - Dia 9, 4ª Feira, 21.30h

De novo a Paróquia se vai unir e cantar ao redor do andor de Nossa Senhora da Porta do Céu, Padroeira de Telheiras.

O percurso será um pouco diferente dos anos anteriores. Começaremos no Adro da Igreja. Depois: Estrada de Telheiras até Biblioteca Orlando Ribeiro, R. Hermano Neves. Cruzaremos a R. Prof. Francisco Gentil, R. Prof. João Barreira, R. Prof. Henrique Vilhena, R. Prof. Mário Chicó, R. Prof. Francisco Gentil (novamente), desceremos até junto da Estação do Metro, Praça Central e, finalmente, entraremos na Igreja. Enquanto a imagem é reposta no seu camarim habitual, haverá um momento de oração e cânticos marianos. No final, as paroquianas poderão levar consigo uma das flores que serviram para ornamentar os andores.

Pedimos a todos os paroquianos que participem nesta procissão, que terá, para os escuteiros mais novos e as crianças da catequese que se inscrevam previamente, os andores da Beatos Francisco e Jacinta. Com esta manifestação mariana, queremos também agradecer a Nossa Senhora a sua protecção e o seu carinho maternal, tão vivamente dispensados durante a visita recente do Papa Bento XVI a Portugal.

Agradecemos também que os paroquianos que vivam no percurso assinalado, ponham colchas e outras manifestações festivas nas janelas e avisem as pessoas que o possam querer fazer.

NO MÊS PASSADO – Confirmação na nossa Paróquia, Sábado 15 de Maio, 16.00h

D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, no passado dia 15 de Maio, Sábado, administrou o Sacramento da Confirmação a 24 Crismandos preparados na nossa Paróquia. A igreja encheu-se completamente, participando também na Eucaristia então celebrada muitos familiares e pessoas amigas dos que receberam este Sacramento.

Ausência De Sacerdotes

P. Rui:

  • 19 (Sáb) e 20 (Dom): Pregação de um retiro espiritual;
  • 30 (4ª F.) – Início das férias de verão

A acção de graças da Comunhão

Sabemos que sob a aparência do pão eucarístico se contém verdadeira e realmente a substância do Corpo de Jesus, e, unido ao seu Corpo, o seu Sangue, a sua Alma e a sua Divindade. A Comunhão também tem uma aparência exterior – a nossa boca parece receber e engolir um bocado de Pão – mas envolve a união entre a nossa pessoa e a de Cristo.

Sensivelmente nada parece suceder. Só a experiência de sentir o sabor de pão na língua e o seu desfazer-se. A fé diz-nos que Jesus entrou em nós, no nosso corpo, como se fosse uma casa. Que faríamos se, de facto, o Senhor nos viesse visitar a nossa casa? Como O receberíamos?

Se diante de uma visita importante – uma personalidade da política, da Igreja, da cultura, etc. – nós sabemos ser atenciosos e corteses, pensemos no que sucede depois de termos comungado. O Senhor sacramentado permanece enquanto permanecer a aparência de pão. E essa permanência pode durar uns dez minutos. É o tempo da acção de graças.

São uns minutos em que podemos demonstrar o nosso amor a Jesus. Agradecer-Lhe a visita. Pedir-Lhe por tantas intenções. Oferecer-Lhe o nosso pobre corpo e a nossa pobre alma para que deles tome posse e os use à sua vontade. Suplicar o seu perdão pelas nossas faltas e pecados. Existem orações já compostas e guardadas pela Igreja que se podem encontrar nos devocionários. Podem-nos ajudar. Mas o importante é que se dê realmente uma comunhão, uma união de cada um de nós, com tudo o que é, o que não é, e o que gostaria de ser, e o seu Senhor, o seu Deus, Aquele que o ama mais que ninguém (cf. Jo 15,13).

Ajuda-nos sempre o recolhimento, que é uma atitude que leva à procura dentro de nós mesmos. Pode ser conveniente explicar antes, a quem nos acompanha na Missa, que depois ficaremos uns minutos a rezar. Essas pessoas – familiares, amigos, vizinhos – ganharão com esta demora, porque será Jesus quem cada vez mais vai actuar em nós.