1 de maio de 2010

O amor ao Papa

Os Evangelhos são unânimes em atribuir à figura de Simão Pedro um peso especial no conjunto dos Doze. São João dá-nos notícia de que logo no primeiro encontro com Jesus, o Senhor lhe anunciou que o seu nome seria mudado de Simão para Cefas, que quer dizer Pedra (cf. Jo 1,42). São Mateus narra o momento em que Simão recebeu com o nome a sua solene explicação «Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu» (Mt 16,18-19). Por isso os Apóstolos começaram a ter uma deferência para com ele (cf. Jo 20,4-5) e os inimigos da Igreja que estava a nascer desde cedo procuraram atacá-lo (cf. Act 12,1-5).

O Papa, seja quem for, é o sucessor de Pedro à frente da Igreja. Esse é o motivo do nosso amor para com ele e também do ódio dos inimigos de Cristo. Nem uma nem outra coisa têm por motivo fundamental as características deste ou daquele Papa, mas sobretudo o facto de ter recebido o «poder das chaves» (cf. Mt 16,19).

O nosso amor ao Papa não deve, portanto, estar tão dependente de uma visão exclusivamente humana como da fé. A fé na Igreja é parte integrante da profissão que renovamos todos os Domingos: «Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica». Ora o Papa é o fundamento da unidade, vigilante sobre a santidade, vínculo da universalidade e catolicidade e sucessor do Apóstolo Pedro, cabeça do colégio apostólico. O Papa é como a garantia da nossa fé na Igreja, e a fé na Igreja a única via para assegurar a nossa fé em Cristo e no Pai todo-poderoso.

Este amor não deve ser teórico, embora se apoie em considerações doutrinais. Amor é a vontade do bem para a pessoa amada, envolvendo algum sacrifício pessoal para o obter. O amor ao Papa deve levar-nos a rezar pela sua pessoa, pela saúde e pelas suas intenções e a oferecer a Deus pequenos sacrifícios.

Dentro de alguns dias receberemos a visita do Papa Bento XVI, que conta com 83 anos. O nosso amor por ele inflama-se mais com a alegria de o receber. Sabemos que nos dirá aquilo que Cristo nos diria se nos visitasse. Preparamos a nossa alma para o escutar. E vale a pena contagiar a outros este nosso amor.

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