1 de maio de 2010

CURSO PARA NOIVOS E RECÉM-CASADOS

Organizado pela CENOFA - Centro de orientação familiar, decorrerá nos próximos Sábados (5 e 12 de Junho), das 14h30 às 19h, no nº 115 da Estrada de Telheiras (junto à Igreja).

Temas:

  • Amor e Matrimónio
  • Comunicação no Casal
  • Nós e os Outros –A família alargada
  • O Casal e a Economia Familiar
  • Sexualidade e paternidade Responsável
  • Nós, a Nossa Cultura de Família e Deus connosco

Ficha de Inscrição:

Do Pároco

Receber o Santo Padre no nosso país não é só um privilégio, mas uma grande manifestação da graça de Deus.

Bento XVI é o sucessor de Pedro, o apóstolo a quem o Senhor concedeu o governo de toda a Igreja que Ele fundou e se mantém, desde o momento em que surgiu, fiel à doutrina, fiel à unidade tão desejada pelo próprio Jesus, fiel aos desígnios e fins que o Mestre lhe prescreveu, numa palavra, fiel a Cristo.

A presença do Papa entre nós fala-nos da maior confissão religiosa que o mundo conhece e, por certo, a mais amada. Nem sempre a sua vida é fácil, porque o próprio Fundador avisou de que segui-Lo é pegar na cruz todos os dias e ser sinal de contradição. E quando assim acontece, está-se no caminho certo, o das Bem-aventuranças: “Bem-aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem. e disserem toda a espécie de mal por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos Céus...” (Mt. 5, 12).

Não admira, pois, que ela seja a instituição viva que conheceu, ao longo dos seus quase dois mil anos de existência, o maior número de incompreensões e de perseguições. Estes eventos fazem parte do seu “pão nosso de cada dia”, que nem sempre é fácil de aceitar, e lembra que, quem a ataca, por vezes, fá-lo duma forma tão agressiva e tão despropositada, que parece não agir apenas por sua inspiração. Dir-se-ia instrumento nas mãos de forças de um mal sobrehumano, que deixa o seu ferrete viscoso e repelente no modo como age e como incita os seus sequazes a tratar a Igreja ou os seus membros.

Para estes detractores, não importa ser justo ou dizer a verdade com clareza. O que se persegue é o escândalo, a atemorização dos crentes, o enxovalho mais asqueroso dos seus dirigentes, tentar tornar a Igreja fundada por Cristo num conjunto de criminosos e ocultadores de histórias nojentas, que sem deixarem de ser reais – o pecado humano é sempre feio e mau– envolve um número ínfimo dos fiéis da Igreja.

Por ser quem é, isto é, a Igreja que Cristo fundou, dá o exemplo de reconhecer os pecados dos seus membros e pedir perdão. Confesso que não sei se outra instituição congénere já realizou gestos semelhantes e, quem sabe, por motivos muito mais gravosos e abundantes. Mas isso não é o importante. O que interessa é que a Igreja sabe pedir perdão, dando exemplo de humildade e reconhecendo que nem sempre os seus membros amaram a mensagem de caridade que o Mestre lhe deixou.

Bento XVI vai a Fátima visitar Nossa Senhora, essa Mãe tão carinhosa que apareceu a três humildes zagaletes da Serra de Aire em 1917, e, dum modo mais específico, deu a entender à pequenita Jacinta (hoje Beata Jacinta), que o Papa teria de sofrer muito. Também isto não constitui novidade na vida dos Romanos Pontífices. S. Pedro morreu crucificado, os seus sucessores dos primeiros tempos foram martirizados quase sem excepção e, ao longo dos dois milénios da Igreja, quantos não tiveram de suportar vexames, ataques e brutalidades, que às vezes partiam dos próprios senhores do poder, que lhe deviam respeito e veneração como crentes.

A História não se repete, porque é feita por homens diferentes, mas o pecado humano é sempre igual. Por isso, não é original nem surpreendente o que nos magoa tanto, quando, com certa insistência depressiva e patológica, abrimos jornais, ouvimos rádio ou vemos televisão. Cada qual quer que o Papa e a Igreja se comportem da maneira mais adequada a que os seus leitores, os seus ouvintes, ou os seus espectadores lhes dêem crédito.

Compete-nos, na dor que nos assaca, manter a tranquilidade e a alegria dos filhos de Deus e da Igreja. E saber, junto de Maria Santíssima, pedir perdão a Deus por todos os pecados humanos – de nós, fiéis da Igreja, do presente e do passado – e de todos os que, por razões tão estranhas, empolam misérias repugnantes como juízes que estão acima do bem e do mal e tudo podem condenar com um rigor e uma inflexibilidade que, provavelmente, não aplicam, com tanto zelo, a outras condutas condenáveis e mais frequentes.

Não será toda esta sanha uma prova bem patente da importância que a Igreja tem nos nossos dias e da expectativa que existe entre as pessoas sobre a sua santidade?

A vida do Santo Cura d’Ars – (XI)

O povo atribuía ao santo pároco muitas curas milagrosas, embora ele sempre responsabilizasse a sua querida Santa Filomena, uma virgem mártir dos primeiros tempos do cristianismo, de quem tinha obtido uma relíquia e por quem nutria uma profunda devoção. Certo dia, uma mãe trouxe-lhe um filho com um tumor debaixo do olho para que o benzesse; quando o benzia, a senhora tomou a mão e fez com que tocasse no tumor, o qual desapareceu imediatamente; o facto divulgou-se e o Santo andava a fugir com a cara entre as mãos porque era evidente que a atribuição a Santa Filomena era difícil de estabelecer.

Mas embora fosse sensível à dor alheia não era curandeiro. Sabia que a dor é preciosa para quem tem fé. Às vezes chegava a dizer: «A maior cruz é não ter cruz» (Jeanne Marie CHANAY, Processo do Ordinário, p. 683). E a quem lhe falava de penas dizia: «Tanto melhor, meu amigo, tanto melhor!» (Irmão ATANÁSIO, Ib., p. 670). Dizia a certo doente: «Meu amigo, não sei se hei-de rezar pela sua cura. Não convém tirar a cruz das costas dos que a sabem levar tão bem» (Processo apostólico in genere, p. 346). Estas e outras frases ajudam a entender que apesar de alguns milagres amava a Cruz e os padecimentos.

O Santo Cura d'Ars padeceu de doenças várias e as suas penitências corporais foram muito duras. Em Maio de 1843 adoeceu até ao ponto de ficar de cama. Mesmo então não perdeu o bom humor. O Doutor Saunier, seu médico habitual, convocou outros três médicos, que vieram a correr. «Ao ver toda a Faculdade junto à cama disse a rir: “Sustento neste momento um grande combate”. “Contra quem, senhor padre?”, perguntaram-lhe e ele respondeu: “Contra quatro médicos. Se chegar outro dou-me por morto”» (Senhora DES GARETS, Carta de 14-V-1843).

Dessa doença recuperou, mas em 1859 tudo indica que o santo pressentiu que se aproximava o seu fim. À uma da manhã de Sábado, dia 30 de Julho, sentiu que se esfriava, apesar do tempo caloroso e de trovoada; estava no seu quarto e Catarina Lassagne tinha ficado sem ele saber no quarto ao lado; o santo pediu-lhe para ir chamar o seu confessor porque era o seu «pobre fim», mas que não se ocupasse do médico. Catarina naturalmente obedeceu ao primeiro mas desobedeceu ao segundo, e começou uma lenta agonia que terminaria às duas da manhã de 4 de Agosto; tinha 73 anos e 41 de pároco em Ars.

Durante a sua última doença alguém sacudiu as moscas para que não o incomodassem – era Verão –, ao que ele disse: «Deixe lá as pobres moscas… Não há nada incómodo fora do pecado». A sua morte deu-se cheia de paz.

Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. Versão online em castelhano:

ENCONTRO DO SENHOR D. JOAQUIM MENDES, BISPO AUXILIAR DE LISBOA COM OS CRISMANDOS

Gentilmente, quis o Senhor D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, que administrará o Sacramento da Confirmação em 15/05, Sábado, às 16.00h, encontrar-se com os Crismandos da nossa Paróquia no dia 10, 2ª F, às 19.15h. A todos se convoca para estarem presentes.

FESTAS DA CATEQUESE DURANTE O MÊS DE MAIO

Confirmação: Sábado, 15 de Maio, 16.00h (Missa): Preside e administra o Sacramento: D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa

Profissão de Fé: Domingo, 23, Missa das 10.00h

Festa do Pai-nosso: Domingo, 30 Missa das 10.00h

Festa da Primeira Comunhão: Em Junho, a 3, 5ª F., Corpo de Deus (raparigas) e a 6, Domingo, Missa das 10h (rapazes)

Obs. - As aulas de Catequese terminam na última semana de Maio para todos os alunos. Para aqueles que participam nas diversas Festas que se assinalam, no próprio dia em que elas se realizam.

CURSOS QUE PODE FREQUENTAR NA NOSSA PARÓQUIA NESTE MÊS

Curso de Teologia para Todos –Uma vez por mês. Próxima sessão:

  • Dia 20, 3ª Feira, 19.15h: e 21.50h. Tema: A dignidade da Vida da Pessoa. Orientação: P. João Campos.

Curso de Preparação para o Crisma - Orientação: P. Rui Rosas da Silva

  • Dia 06, 5ª Feira, 19.15h
  • 10, 2ª F, 19.15h: Encontro com D. Joaquim Mendes;
  • 14, 6ª F, 21.30h: Celebração Penitencial na Igreja.

Curso Bíbllico sobre o sacerdócio: Segundo a ordem de Melquisedec (Orientação: P. José Miguel Ferreira Martins)

  • Dia 20, 5ª Feira, 21.30h: O Sacerdócio de Maria Obs. - Este curso destina-se a toda a Vigararia II, à qual pertence a nossa Paróquia. Realiza-se no Salão Paroquial da Igreja da Portela: Av. dos Descobrimentos, n. 4 (Portela)

FUNCIONAMENTO DA IGREJA DURANTE OS DIAS DE VISITA DE BENTO XVI A PORTUGAL

Dia 11, 3ª Feira: Não se celebrará a Missa das 18.30h; A Igreja estará fechada de tarde

Dia 12, 4ª Feira: Não se celebrará a Missa das 18.30h; A Igreja estará fechada de tarde

Dia 13, 5ª Feira: Não se celebrará a Missa das 12.15h; A Igreja estará fechada de manhã

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, dia 17: Homens: 19.15h – Igreja

5ª Feira, dia 20: Senhoras; 19.15h – Igreja

Obs. - Os dias normais das Recolecções foram alterados, fundamentalmente pela vinda a Portugal de Bento XVI e também por haver reuniões com os pais dos nossos alunos de catequese

BAPTISMOS NESTE MÊS DE MAIO

Domingo, 02, 19.00h: Joana de Castro Sousa Lains

Sábado, 15, 12.00h: Pedro Santos (Recebe os três Sacramentos da Iniciação Cristã)

Sábado, 29, 12.00h: Manuel Maria Abrantes

DIA DE ORAÇÃO NA PARÓQUIA PELA PRÓXIMA VINDA DE BENTO XVI A PORTUGAL

A fim de receber com fruto o Santo Padre entre nós e pedindo que muitas pessoas aceitem estar com ele nas Missas e se preparem bem para elas, a Paróquia promove um dia de oração diante do Santíssimo Sacramento exposto solenemente (em baixo indicam-se as horas entre as quais decorrerá a exposição).

A todos os que não puderem participar e especialmente aos doentes acamados, recorda-se que o Papa Bento XVI, expressamente, confia que todos ofereçam as suas contrariedades diárias e as dores pela sua pessoa e intenções:

10.30h-12.00h (Especialmente para Pessoas Idosas) 10.00h – Exposição Solene do Santíssimo Sacramento; 10.30h – Oração meditada sobre textos do Santo Padre; 11.15h – Reza do Terço; 12.00h – Encerramento. Obs – Haverá Missa, como habitualmente, às 12.15h

16.15h-18.15h 16.15h – Exposição Solene do Santíssimo Sacramento 16.45h – Via-Sacra 17.30h – Reza do Terço (presença de crianças da Catequese) 18.00h – Oração meditada sobre textos do Santo Padre; 18.15h – Encerramento. Obs – Haverá Missa, como habitualmente, às 18.30h 21.30h-23.00h (Famílias e profissionais) 21.30h – Exposição Solene do Santíssimo Sacramento 22.00h – Reza do Terço 22.45h – Oração meditada sobre textos do Santo Padre; 23.00h – Encerramento.

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM MAIO

Dia 8: Manhã alegre e descontraída com os pais. No final: churrascada;

Dia 15 e 16: Acção de formação para dirigentes e candidatos a dirigentes sobre a nova proposta educativa do CNE (Núcleo Oriental de Lisboa)

Dia 22: Lobitos e exploradores – participação numa actividade de Núcleo: Festa do Sol e Idade Verde.

O amor ao Papa

Os Evangelhos são unânimes em atribuir à figura de Simão Pedro um peso especial no conjunto dos Doze. São João dá-nos notícia de que logo no primeiro encontro com Jesus, o Senhor lhe anunciou que o seu nome seria mudado de Simão para Cefas, que quer dizer Pedra (cf. Jo 1,42). São Mateus narra o momento em que Simão recebeu com o nome a sua solene explicação «Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu» (Mt 16,18-19). Por isso os Apóstolos começaram a ter uma deferência para com ele (cf. Jo 20,4-5) e os inimigos da Igreja que estava a nascer desde cedo procuraram atacá-lo (cf. Act 12,1-5).

O Papa, seja quem for, é o sucessor de Pedro à frente da Igreja. Esse é o motivo do nosso amor para com ele e também do ódio dos inimigos de Cristo. Nem uma nem outra coisa têm por motivo fundamental as características deste ou daquele Papa, mas sobretudo o facto de ter recebido o «poder das chaves» (cf. Mt 16,19).

O nosso amor ao Papa não deve, portanto, estar tão dependente de uma visão exclusivamente humana como da fé. A fé na Igreja é parte integrante da profissão que renovamos todos os Domingos: «Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica». Ora o Papa é o fundamento da unidade, vigilante sobre a santidade, vínculo da universalidade e catolicidade e sucessor do Apóstolo Pedro, cabeça do colégio apostólico. O Papa é como a garantia da nossa fé na Igreja, e a fé na Igreja a única via para assegurar a nossa fé em Cristo e no Pai todo-poderoso.

Este amor não deve ser teórico, embora se apoie em considerações doutrinais. Amor é a vontade do bem para a pessoa amada, envolvendo algum sacrifício pessoal para o obter. O amor ao Papa deve levar-nos a rezar pela sua pessoa, pela saúde e pelas suas intenções e a oferecer a Deus pequenos sacrifícios.

Dentro de alguns dias receberemos a visita do Papa Bento XVI, que conta com 83 anos. O nosso amor por ele inflama-se mais com a alegria de o receber. Sabemos que nos dirá aquilo que Cristo nos diria se nos visitasse. Preparamos a nossa alma para o escutar. E vale a pena contagiar a outros este nosso amor.