1 de março de 2010

Viver os Domingos de São José

São José é um dos Santos de maior devoção na Igreja. É lógico que assim seja uma vez que Deus o escolheu para fazer de pai para o seu Filho Jesus. Com São José poderia aplicar-se aquilo que se afirma sobre Nossa Senhora: Deus podia dar-lhe muitas graças em ordem à missão que lhe ia confiar, convinha que as desse, e por isso deu.

A sua festa celebra-se a 19 de Março, que é também o Dia do Pai, e nos sete Domingos anteriores a Igreja convida-nos a considerar a sua vida ao longo de sete dores e sete alegrias pelas quais passou. Ao olharmos para esses episódios da sua vida podemos pedir-lhe que nos ajude nalgum aspecto da nossa existência cristã.

A primeira dor foi o conhecimento da gravidez de Maria, a sua esposa. Admiramos a caridade de São José. Em nenhum momento admitiu a suspeita sobre a conduta d'Ela e resolveu deixá-la para assumir ele o peso da difamação. Podemos pedir a São José que nos ajude a não pensar nunca mal de ninguém.

A segunda dor foi a carência absoluta de meios para oferecer a Jesus um sítio digno onde nascer em Belém. Admiramos a sua conformidade e paciência para suportar a pobreza. Podemos pedir a São José que nunca nos falte a confiança em Deus, se nos suceder algo de semelhante.

A terceira dor foi a circuncisão de Jesus, oito dias depois de ter nascido, de acordo com a Lei de Deus. Admiramos a sua fidelidade que o leva ao cumprimento da Lei apesar de lhe causar um incómodo tão grande e podemos pedir-lhe que nos ajude a ser fiéis aos nossos compromissos mesmo que eles nos acarretem sacrifícios.

A quarta dor foi a espada que iria atravessar a alma de Maria, anunciada por Simeão, quando apresentaram o Menino no Templo. Admiramos a sua humildade ao saber que ele não teria parte na paixão da Mãe e do Filho e podemos pedir a São José que nos ensine a passar ocultos.

A quinta dor foi a fuga para o Egipto por ameaça de morte do rei Herodes. Admiramos a sua fortaleza ao actuar com prontidão e com inteligência (outro destino poderia ter sido fatal) e pedimos que também nós saibamos ser rijos sem ser irreflectidos quando as circunstâncias nos obrigarem a tomar uma decisão mais difícil.

A sexta dor foi a sua ida para Nazaré, uma terra minúscula da Galileia, habitada por gente muito limitada, que não podia trazer boa fama ao Messias. Admiramos a prudência de São José que soube evitar o perigo de habitar na Judeia e pedimos-lhe que nos faça prudentes, sabendo ponderar os elementos a favor e contra perante as várias alternativas possíveis.

A sétima foi a perda de Jesus em Jerusalém. Foi talvez a dor mais intensa. Deus pedia a São José que ele aceitasse talvez o martírio de Jesus sem a sua protecção. Embora não tivesse culpa nesta perda São José aceitou-a como coisa justa em reparação dos pecados. Podemos pedir-lhe que nos faça penitentes.

Sem comentários:

Enviar um comentário