1 de dezembro de 2010

Missa gregoriana na véspera de Natal


Dia 24, 6ªf, às 18h30, contaremos com a presença da Capella Gregoriana Incarnationis que irá acompanhar a missa vespertina do Natal com o repertório próprio dessa festa litúrgica. Deixa-se aqui as partituras gregorianas em latim e suas respectivas traduções:

Proprium cum ordinario ad Missam in Vigilia Nativitatis Domini Iesu Christi

Evento publicado na rede social Facebook.

Post scriptum - Gravações da actuosa participatio (24-XII-2010):

Do Pároco

Estamos em pleno período do Advento. Nele devemos preparar-nos da melhor maneira para receber o Messias prometido, o Cristo Jesus.

Vamos encontrá-Lo, no dia do seu aniversário, não como triunfador impetuoso de toda a humanidade, mas apenas como uma simples criança acabada de nascer, dependente em tudo de seus pais. Tratam d’Ele com a delicadeza do amor que sabem dar duas criaturas muito simples e nada opulentas. Ele é um artesão, ela uma jovem judia, natural da Galileia, que será a mais excelente das mães que a história conheceu e conhecerá. Chama-se Maria. Juntamente com o seu marido, José, não necessitará de grandes teorias pedagógicas ou didácticas para educar o recém-nascido. Basta-lhe o amor que derrama o seu coração e também o do santo varão com quem se desposou.

A cena com que deparamos não poderia ser mais surpreendente. Jesus, o filho de Maria, nasceu num presépio, não num palácio, ou, ao menos, num casebre humano. Todo o interior desse espaço pouco atraente nos recorda que aí habitam ou passam, habitualmente, animais, como as ovelhas dos rebanhos, os bois e as vacas que ajudam o homem com o seu trabalho e com o que oferecem tão generosamente: a sua carne e o seu leite. Como berço primário, uma manjedoira. Uma luz ténue, na noite já crescida, ilumina o casal e o seu rebento, que dorme, regalado, entre as palhinhas, a sua cama improvisada.

Sabemos que José e Maria, pressurosamente, procuraram um lugar mais digno para o nascimento de Jesus. Mas tudo lhes foi recusado. Nem em casas particulares – talvez de alguns parentes do artesão, cuja família era oriunda de Belém, a terra de David, seu antepassado –, até à estalagem a que foram bater, certamente a abarrotar de israelitas que tinham chegado até aí para cumprirem o incómodo recenseamento que o longínquo imperador de Roma havia ordenado. Não foi, pois, por incúria ou pouco esforço dos seus pais que Jesus nasceu no presépio. As circunstâncias mostraram-se o mais adversas possível. Dir-se-ia que a indiferença e o egoísmo humano foram os grandes motores da recusa sistemática ao bom acolhimento desses jovens viandantes, apesar das súplicas e razões apresentadas por José. Como que houve um cruzar de braços universal, acompanhado por expressões “tenham paciência”, “não posso tratar agora do vosso problema”, “arranjem-se como puderem”, “como se atrevem a importunar gente de bem a esta hora?”, etc.

Com grande dor de alma, sobretudo por parte de José, apareceu, como recurso último, o presépio. Com que vergonha e pena não veria a situação de Maria agravar-se de momento a momento, sem conseguir encontrar um final minimamente adequado. A futura mãe de Jesus acalmá-lo-ia, dava-lhe ânimo e tentava despreocupá-lo. É provável que José não tenha deixado entrar Maria naquele tugúrio, sem que primeiro o tenha asseado minimamente.

Depois, conhecemos bem a história. Nasceu aí Jesus, criador do universo, que não quis ser um ser humano esquisito, mas uma criança imberbe e inerme como todos nós fomos, para ser educada e aprender a ser homem com o exemplo dos seus pais. Daqui a pouco, se aí nos mantivermos, veremos chegar mais gente simples e humilde. São os pastores que, animados pelos anjos que cruzaram o espaço celeste, lhes anunciaram a nascida do Salvador. Seria possível que outro tipo de pessoas entendesse a mensagem angélica? Todo o presépio é um convite à humildade e à simplicidade. Aprendamos a sua lição, festejando com os seus visitantes como é bela a cena que descobriram.

E ao notarmos que eles oferecem os seus presentes com a naturalidade das suas posses, entreguemos aí o nosso orgulho e a nossa auto-suficiência, depondo-os nas mãos de Jesus, Maria e José, os membros da família mais unida e carinhosa de que nos fala a história dos homens.

Imagem: Presépio de Machado de Castro.

Tradições da Quadra do Natal

O Natal não é mera recordação de um acontecimento que sucedeu na história: é um mistério, cujo centro é a morte e ressurreição de Jesus Cristo, sempre presente e operante em toda celebração litúrgica.

Ao redor da liturgia de Natal formou-se, no decurso dos séculos, uma série de costumes que contribuíram para criar um ambiente festivo nos templos, na intimidade das famílias e nas ruas das aldeias e cidades.

A DATA DE 25 DEZEMBRO

Não se sabe ao certo quando foi a data exacta do nascimento de Jesus, mas já no ano 336 se celebrava neste dia. Alguns afirmam poder ter sido fixada no sentido de encaminhar para o verdadeiro Deus a “adoração ao Sol” das religiões naturais celebrada no solstício de Inverno. Outros dizem provir de se pensar que o dia da morte de Jesus tinha sido a 25 de Março. Crenças dessas épocas continham a exigência de que, dada a sua perfeição, devia ter sido concebido no mesmo dia; o que levaria o nascimento para o dia 25 de Dezembro, nove meses depois.

Artigo de Vittorio Messori no Corriere della Sera (2003): «Jesus Nasceu Mesmo Num Dia 25 De Dezembro»

CÂNTICOS DE NATAL

Os mais antigos que se conhecem surgem no século V com a finalidade de levar a Boa Nova aos aldeãos e camponeses que não sabiam ler. As suas letras falavam em linguagem popular do mistério da Encarnação. Chamava-se "villanus" ao aldeão, pelo que, por exemplo, na língua castelhana, estes cânticos sejam conhecidos como “villancicos”. Num tom simples e engenhoso, descrevem os sentimentos da Virgem Maria e dos pastores perante o Nascimento de Jesus. No século XIII estendem-se por todo o mundo juntamente com os presépios.

PRESÉPIOS

No ano 1223 São Francisco de Assis deu origem aos presépios que actualmente conhecemos, popularizando num costume o que até aí era celebrado só na liturgia.

Não se tem por certo a presença do burro e do boi (ou vaca), que provém de uma interpretação forçada do texto bíblico (Isaías 1, 3 e Habacuc 3, 2), apesar de aparecerem na representação do séc. IV, descoberta nas catacumbas de São Sebastião, em 1877. O nome de “presépio” que lhe damos em Portugal deriva do latim "praesepium", que significa "manjedoura" e aparece no texto evangélico. Onde há manjedoura pode haver animais.

ÁRVORE DE NATAL

Os antigos germânicos relacionavam uma grande árvore com "Odim", deus a quem rendiam culto no solstício de inverno, quando se supunha que a vida se renovava. Enfeitavam então um pinheiro com tochas e em torno da árvore dançavam e cantavam.

Conta-se que S. Bonifácio, evangelizador da Alemanha, teria derrubado uma árvore dessas, plantando no mesmo lugar uma outra. Queria assim lembrar que a vitória de Cristo na “árvore” da Cruz se sobrepôs às consequências do pecado original, este associado à “árvore” do Paraíso. Ornamentou-o depois com maçãs (lembrando o pecado original) e velas (recordando Cristo, a "Luz do mundo"). Era o início do costume que se difundiu por toda a Europa, na Idade Média.

A estrela no pinheiro, lembra a que guiou os Magos e a luz da fé e do amor que guia as nossas vidas. Todas as luzes desta época aliás nos lembram a alegria do dar à luz a "Luz do mundo".

PRESENTES DE NATAL

A prática de trocar presentes felicitando-se mutuamente pode ter sido sugerida pela que existia em Roma no primeiro dia do ano, chamado “estreia”, que acontecia no início de Janeiro desde 46 a.C., data em que foi mudada de Março para essa altura. É um gesto que evoca o dos Reis Magos e lembra que Jesus afirmou que considerava como feito a Si mesmo qualquer acto de caridade para com outra pessoa.

CARTÕES DE NATAL

O costume de enviar mensagens de Natal pode ter surgido nas escolas inglesas, onde se pedia aos estudantes que redigissem algum texto sobre a temporada das próximas férias e o enviassem pelo correio aos pais. Em 1843, surgiram os primeiros cartões de Natal impressos, com a intenção de pôr ao alcance do povo inglês as obras de arte que representavam o Nascimento. Em 1860, Thomas Nast organizou a primeira grande venda de cartões de Natal em que aparecia impressa a frase "Feliz Natal".

PAI NATAL

Parece ter tido origem na personalidade bondosa do Bispo São Nicolau, nascido na Turquia no ano 280. Na Alemanha terá sido associado ao Natal e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhará o nome de Santa Claus, e em Portugal o de Pai Natal.

Até o final do século XIX, era representado com roupa de inverno de cor castanha ou verde escura. Em 1886, o cartoonista alemão Thomas Nast criou-lhe uma nova roupa de cores vermelha e branca com cinto preto, que foi apresentada na revista Harper’s Weeklys no mesmo ano. Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola divulgou-a com esse mesmo figurino por serem também as cores da bebida.

Apesar de todas as histórias inventadas posteriormente à volta do personagem, a figura ainda mantém, em relação à possível origem, um exemplo de generosidade, de dar a quem não tem, indo ao encontro das necessidades dos outros, que são virtudes bem cristãs e do Natal.

Missas na Quadra Natalícia

  • Dia 24, 6ª Feira (Véspera do Natal) : Missas
  • Dia 25, Sábado, Dia de Natal - Dia Santo: 10.00h, 12.00h e 19.00h
  • Dia 1 de Janeiro de 2011, Sábado, Dia Santo : Missas - 10.00h, 12.00h e 19.00h

Confissões do Natal

Para facilitar aos paroquianos a recepção do Sacramento da Reconciliação, para além dos horários habituais, haverá Confissões:

  • Dia 19, Domingo: 17.00h-20.00h
  • Dia 21, 3ª Feira: 16.00h-20.00h
  • Dia 22, 4ª Feira: 16.00h-20.00h
  • Dia 23, 5ª Feira: 16.00h-20.00h

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS

  • Clínica Psiquiátrica de São José - Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus: Azinhaga da Torre do Fato, nº 8, Tel.: 217125110 - de 2ªf. a sáb.: 17h30; Domingos: 10h
  • Lar Maria Droste - Irmãs do Bom Pastor: Travessa da Luz, 2, Tel.:217140086. 2ªf.-sáb.: 7h30; Domingos: 8h30.
  • Colégio Planalto: R. Armindo Rodrigues, n. 11 - Alto da Faia, Tel. 217541530. 2ª-6ªf.: 7h50. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados.
  • Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

RECOLECÇÕES MENSAIS NESTE MÊS NA PARÓQUIA

CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS NA NOSSA PARÓQUIA NO DECURSO DESTE MÊS

  1. CATECÚMENOS: Orientação: P. Rui Rosas da Silva; 3ªs Feiras, 19.15h. Dia 07 – Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro; Dia 14– A Igreja Católica: sua fundação e segunda vinda de Jesus Cristo;
  2. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA: Orientação - P. Rui Rosas da Silva; 4ªs Feiras, 19.15h. Dia 15: Os Sacramentos – Noção e eficácia na vida do cristão; dia 22: Os Sacramentos da Iniciação Cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia.

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS

  • Dia 03, 6ª F. – Realização da Vigília de Oração, tempo de aprofundamento e de oração.
  • Dia 04, Sáb – Celebração da Promessa, perante o altar, diante dos irmãos escuteiros e na presença da Comunidade Cristã. Fazem a sua Promessa dois dirigentes do nosso Agrupamento.
  • Dia 10, 6ª F. – Organização do Ora Anima, espaço de oração mensal para os animadores de todos os Agrupamentos do Núcleo Oriental de Lisboa.
  • Dia 11, Sáb – Duas apresentações do Presépio Vivo: uma de manhã e outra à tarde. À noite: Jantar de Natal no Colégio Planalto.

Mais informações

BAPTISMOS NESTE MÊS

Sábado, Dia 11, 12.00h: Madalena R. Nogueira de Sousa

Não esquecer a Bênção dos Bebés e Crianças, 8/12/2010 16h30.

VIGÍLIA DE 24 HORAS PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS E PELAS BODAS DE OIRO SACERDOTAIS DO SENHOR CARDEAL PATRIARCA: DIAS 14-15 (3ª e 4ª Feira), IGREJA DA PO

Tendo em atenção a necessidade de vocações sacerdotais na nossa diocese e por ocasião das Bodas de Oiro Sacerdotais do Senhor Cardeal Patriarca, as diversas Vigarias do Patriarcado promovem, mensalmente, uma Vigília de Oração de 24 horas diante do Santíssimo Sacramento. À nossa Vigararia – a II – cabe-lhe realizar esta iniciativa nos dias que se indicam acima. Cada Paróquia tem uma ou mais horas de adoração. À nossa Paróquia coube-lhe o período de tempo entre as 0 horas (Meia noite) e a 1 hora do dia 15, 4ª Feira. Certamente, uma hora penitente, mas propícia a rezar bem pelas duas intenções desta Vigília. Pede-se aos paroquianos que tenham carro e se decidam a ir, no caso de ser possível, ofereçam alguma boleia a quem o necessitar, comunicando previamente na Secretaria. Partida para a Portela às 23.30h e regresso à Igreja às 1.20h.

NOVENA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Iniciada no dia 30 de Novembro, esta devoção própria do tempo litúrgico em curso, destina-se a honrar a nossa Padroeira, a Imaculada Conceição. Assim, entre a data referida e o dia 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, em todas as homilias, abordar-se-á um tema mariano, assim orientados:

  • Dia 30/11, 3ª F.: Anunciação. Maria nos planos de Deus: A vocação cristã;
  • dia 1/12, 4ª F.: A Visitação de Nossa Senhora: Generosidade e serviço;
  • dia 2, 5ª F.: Ida a Belém de Maria e José – nascimento de Jesus: Vida interior. Intimidade com Jesus;
  • dia 3, 6ª F.: A perda e o encontro do Menino Jesus no templo: Pecado e Confissão;
  • dia 4, Sáb.: Maria em Nazaré e nas Bodas de Caná: Santificação da vida quotidiana; dia 5, Dom.: Maria Junto da Cruz: A Cruz na vida do cristão;
  • dia 6, 2ª F.: Pentecostes. Maria na vida da Igreja. Apostolado;
  • dia 7, 3ª F.: Assunção e Coroação de Nossa Senhora: Maria na vida do cristão. Piedade mariana;
  • dia 8, 4ª F.: Solenidade da Imaculada Conceição – O dogma e a Festa; esperança de ser santos com a intercessão de Nossa Senhora.

PEREGRINAÇÃO ANUAL A FÁTIMA: 4ª FEIRA, DIA 1, FERIADO NACIONAL

Como é tradicional realiza-se neste primeiro dia de Dezembro, Feriado Nacional, a Peregrinação da nossa Paróquia a Fátima. Neste ano, o seu programa é o seguinte:

  • 08.45h-09.20h – Chegada das pessoas que se inscreveram no autocarro. Este estará junto ao cruzamento da Estrada de Telheiras com a R. Prof. Francisco Gentil
  • 09.30h – Partida do autocarro para Fátima
  • 11.30h – Chegada a Fátima (Aljustrel-Valinhos)
  • 11.45h–Recitação do Terço (Valinhos)
  • 12.30h – Visita em Aljustrel às casas dos Pastorinhos
  • 13.15h – Partida do autocarro para a zona do santuário
  • 13.30h – Almoço numa das Casas de Retiros do Santuário para quem se inscrever
  • 14.45h – Via-Sacra (Arcadas do Santuário)
  • 15.30h – Santa Missa – Capelinha das Aparições
  • 17.00h – Regresso a Lisboa – Telheiras
  • 18.30h –19.00h – Chegada do autocarro a Telheiras, ao mesmo local da partida

Obs. – Far-se-á uma paragem de 15min numa estação de serviço da auto-estrada, nas viagens de ida e volta.

VIGÍLIA PELA VIDA NASCENTE E OUTRAS CELEBRAÇÕES QUE A COMPLETAM

Realizou-se no passado dia 27 de Novembro, às 21.30h, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, a “Vigília pela Vida Nascente”, iniciativa do início do Advento do Santo Padre, o Papa Bento XVI, que pediu a todos os Bispos das diversas dioceses que o acompanhassem nesta iniciativa tão oportuna e actual.

Como seu complemento, haverá outras celebrações. Assim:

  • A nível local, paroquial: Dia 8, 4ª Feira: Bênção dos Bebés e crianças até aos 5 anos. Na Igreja paroquial de Nossa Senhora da Porta do Céu: 16.30h. O programa será exposto num cartaz explicativo.
  • Dia 19, Domingo, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, com início às 16.00h: Bênção das imagens do Menino Jesus, a venerar nos Presépios Familiares.

CABAZ DO NATAL

Todos os anos, a nossa Paróquia costuma fornecer a famílias desfavorecidas o CABAZ DO NATAL. Consta de um conjunto de géneros alimentícios e roupa. É fornecida pelas dádivas que nos vão oferecendo. Os géneros alimentícios são o resultado do que nos proporcionam os paroquianos, sobretudo nas duas primeiras semanas de Dezembro e, num auxílio substancial, os pais do Colégio Planato. Neste ano, prevemos que as famílias beneficiadas sejam à roda de setenta. Também pretendemos, sempre de colaboração com o Colégio Planato e os nossos paroquianos, oferecer uma refeição natalícia àqueles que receberem o Cabaz do Natal: ao todo 120 pessoas.

Nesta conformidade, indicamos que os dias e as horas desta iniciativa serão: Salão da Igreja (à R. Filipe Duarte) - 3ª Feira, dia 21 (10.30h-12.00h) : Distribuição de roupa; 4ª Feira, dia 22 (10.30h-12.00h): distribuição dos géneros alimentícios; Colégio Planalto - 5ª Feira, dia 23, 12.30h: Almoço natalício.

Como atrás dissemos, nas duas primeiras semanas de Dezembro, recolheremos os géneros alimentícios, as roupas e as doações monetárias para financiar essa nossa iniciativa. Estamos certos de que os nossos paroquianos, numa época de crise económica tão acentuada, serão ainda mais generosos do que nos anos anteriores. Desde já, que Deus lhes pague.

7 de novembro de 2010

Do Pároco

Temos o mês de Novembro para pensar na nossa vida e também, sem medo nem vertigens desnecessárias, na nossa morte. Sabemos que ela é traumática e não foi querida por Deus para o homem no plano inicial da nossa criação. Quando este se afasta de Deus, pelo pecado original, ela surge, inexorável, de acordo com o que havia dito o Criador aos nossos primeiros pais.

Deus, porém, não deixa o homem abandonado ao seu destino. Pelo contrário, promete-lhe imediatamente que, da linhagem da mulher (Gén. 3, 14), virá ao mundo alguém que retirará ao demónio o poder tirânico com que ele ficou sobre a nossa espécie. O "pai da mentira", como lhe chamou Jesus, se ganhou esta batalha inicial, foi depois vencido pela Redenção de Jesus Cristo. Com a sua Paixão e Morte e, depois, com a gloriosa Ressurreição, Jesus reconquistou para o homem a graça de Deus e a filiação divina, o que nos permitiu novamente entrar no Reino dos Céus.

No primeiro dia deste mês, congratulámo-nos com toda a gente santa – entre esta, certamente tantos amigos nossos e familiares – que já goza, no Céu, a felicidade eterna. No dia seguinte, implorámos a compaixão de Deus para todas aquelas pessoas que ainda aguardam, no purgatório, o momento de entrarem no Reino dos Céus de forma definitiva. Depois, fomo-nos lembrando, nesta altura outonal, em que as folhas das árvores caducas vão tombando no chão das nossas ruas e das nossas praças, que um espectáculo semelhante sucede com as almas que caem diariamente na eternidade. Mais ainda: enfrentámo-nos com a realidade de que um dia, uma dessas folhas será a nossa alma, a quem Jesus, com toda a sua justiça e misericórdia, indicará o lugar que havemos de ocupar na eternidade.

Tudo isto certamente nos levou a meditar na vida terrena, que é provisória, e que constitui a oportunidade que Deus nos dá para, com a força da sua graça e a nossa correspondência, chegarmos um dia ao Céu, fim para que Deus nos criou com todo o seu Amor e no qual Se empenha com toda a sua boa vontade e sentido de responsabilidade. O Ser mais interessado e que mais nos incita a entrar no Céu é o próprio Deus, que não se poupa nenhum esforço para nos fazer aí chegar, sempre com um absoluto respeito pela nossa condição de seres livres, criados à sua imagem e semelhança. Se não quisermos o que Deus para nós arquitectou, Ele respeitará a nossa decisão.

Sentimos com esta reflexão que precisamos de melhorar a nossa relação com Deus, de nos aproximarmos mais d’Ele para compreenderemos e saborearmos como bons filhos o seu grande Amor para connosco.

E o final deste mês propicia-nos uma excelente oportunidade para o fazer, porque vamos entrar no tempo do Advento. Em concreto, o primeiro Domingo deste tempo litúrgico é já no dia 28 deste mês. Aliás, como Advento e Natal andam juntos, sentimos já que nas ruas de Lisboa começam as iluminações próprias desta quadra do ano. Por isso, mais uma razão para nos começarmos a preparar com esmero para a vinda do Senhor.

Será bom que nos familiarizemos com as figuras que tornaram possível o nascimento de Jesus, Deus encarnado. Em primeiro lugar, com Nossa Senhora, que aceitou a vontade de Deus incondicionalmente, dizendo de si mesma ser a serva do Senhor para que o Verbo encarnasse e iniciasse o nosso processo de Redenção. Em seguida, com S. José, seu marido, que tudo fez, dum modo calado e humilde, para que Jesus pudesse vir ao mundo, apesar das duras dificuldades dessa sua incumbência. E ainda com S. João Baptista, que só quis ser aquilo que a sua missão divina lhe consignou: preparar proximamente a vinda do Messias prometido.

E preparemos o interior da consciência com uma confissão reparadora dos nossos pecados, sabendo que Jesus não veio chamar os justos, mas os pecadores. Não receemos ter esta condição se, com humildade, nos pusermos integralmente nas mãos do Senhor.

Imagem: Nossa Senhora da Conceição – Pintura de Zurbarán

Santo Agostinho – Não sabemos o que havemos de pedir a Deus

Talvez perguntes ainda por que razão diz o Apóstolo [São Paulo] "Não sabemos o que havemos de pedir nas nossas orações" [Rom 8,26], uma vez que é impossível pensar que aqueles a quem se dirigia desconhecessem a oração do Senhor.

Na verdade, também o Apóstolo experimentou a sua incapacidade de pedir o que convém. De facto, quando sentia o espinho que lhe fora deixado na carne, o anjo de Satanás que o esbofeteava para não se ensoberbecer com a sublimidade das revelações, três vezes pedia ao Senhor para o libertar desse tormento, ignorando certamente o que lhe era conveniente pedir. E ouviu a resposta de Deus, explicando-lhe a razão por que não se realizava nem era conveniente o que pedia um homem tão santo: Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta o meu poder [2 Cor 12,9].

Certamente, nas tribulações, que tanto nos podem ser úteis como prejudiciais, não sabemos o que devemos pedir; mas como elas nos são tão duras e difíceis e contrárias à inclinação da nossa débil natureza, pedimos para sermos livres delas. Mas confiemos em Deus nosso Senhor. Se Ele não afasta de nós tais provações, nunca pensemos que Ele nos abandona; ao contrário, pela paciente tolerância destes males, esperemos obter bens melhores. É assim que na fraqueza se manifesta o seu poder. Isto está escrito para que ninguém se glorie, quando alcança de Deus alguma coisa que lhe pediu com impaciência e que afinal seria melhor não alcançar; e também para que ninguém desanime ou desespere da misericórdia divina, quando Deus não o atende naquilo que lhe pediu e que, possivelmente, ou seria para ele causa de um mal maior, ou ocasião de ruína total, se viesse a cair na sedução da prosperidade. Em tais circunstâncias não sabemos o que havemos de pedir.

(...) Portanto, se alguma coisa acontece contra o que pedimos na oração, nunca duvidemos de que o mais vantajoso é o que acontece segundo a vontade de Deus e não segundo a nossa, e suportemos com paciência tal contrariedade, dando graças a Deus por tudo. Temos nisto o exemplo do nosso divino Medianeiro, que disse na véspera da sua Paixão: Pai, se é possível, afaste-se de Mim este cálice; mas, sublimando a vontade assumida na Encarnação, imediatamente acrescentou: Não se faça, porém, a minha vontade, mas a tua [Mt 26,39]. E foi assim que pela obediência de um só veio para todos a justiça [Rom 5,19].

Excerto da Carta de St. Agostinho a Proba.

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS QUE NÃO A IGREJA PAROQUIAL

  • Clínica Psiquiátrica de São José - Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus: Azinhaga da Torre do Fato, nº 8, Tel.: 217125110 - de 2ªf. a sáb.: 17h30; Domingos: 10h
  • Lar Maria Droste - Irmãs do Bom Pastor: Travessa da Luz, 2, Tel.:217140086. 2ªf.-sáb.: 7h30; Domingos: 8h30.
  • Colégio Planalto: R. Armindo Rodrigues, n. 11 - Alto da Faia, Tel. 217541530. 2ª-6ªf.: 7h50 Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados.
  • Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM NOVEMBRO 2010 NA PARÓQUIA

  • Senhoras: 5ª Feira, Dia 11 - 19.15h
  • Homens: 2ª Feira, Dia 15 - 19.15h

O que é uma recolecção?

CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS NA NOSSA PARÓQUIA NO DECURSO DESTE MÊS

CATECÚMENOS - Orientação: P. Rui Rosas da Silva; 3ªs Feiras, 19.15h. Dia 02 – A Fé Sobrenatural; Dia 09 – A Santíssima Trindade; Dia 23 – A Criação; Dia 30 – A elevação sobrenatural do homem e o pecado original;
  1. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA - Orientação: P. Rui Rosas da Silva; 4ªs Feiras, 19.15h. Dia 03 Breve História da Salvação – I Parte; dia 17 - Breve História da Salvação – II Parte
  2. CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS. Orientação: P. João Paulo de Campos: 5ª Feira, Dia 18, 19.15h ou 21.30h. II Sessão – Atitude perante Deus

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS - Nov.2010

  • Dia 6: Participação no Dia de Núcleo, que decorrerá em Arroios. Servirá para reunir todos os agrupamentos do Núcleo Oriental de Lisboa. Início da Catequese.
  • Dia 13: Conselho de Agrupamento para aprovação do relatório e contas do último ano escutista. Magusto de S. Martinho.
  • Dia 20: Raid de Orientação dos Pioneiros em Monsanto.
  • Dia 30: Aniversário da fundação do Agrupamento.

Mais informações.

BAPTISMOS E CASAMENTOS EM NOVEMBRO DE 2010

Baptismos:

  • 3ª Feira, Dia 02, 11.00h – Cléo Maria da Silva Santos
  • Domingo, dia 14: 16.30h – Maria Amadis Santos Silva
  • Sábado, Dia 27: 12.00h – Miguel Arza Moreira

Casamentos:

  • Dia 27, 12.00h: Juan Francisco Arza e Sofia Reis Moreira

DAR A QUEM NECESSITA

A fim de se conseguir uma maior fecundidade na distribuição de bens a pessoas carecidas, que tanto procuram a nossa paróquia, gostava de reunir quem queira colaborar nesta benemérita acção e, simultaneamente, preparar desde já, com tempo, a distribuição do próximo Cabaz do Natal, que constitui uma tradição da nossa paróquia. O dia e a hora escolhida foram os seguintes: 3ª Feira, Dia 16, 19.15h, no Salão da Igreja.

ESTANDARTES DO NATAL

Desde há algum tempo, que estão à venda na nossa paróquia estandartes para o Natal. Pode encontrar-se um exemplar exposto no fundo da Igreja, num local onde habitualmente se vende A VOZ DA VERDADE e se dispõem eventos vários e se deixa também o Boletim Paroquial.

Juntamente com o exemplar que se adquire, leva-se um Evangelho Diário para 2011, que nos facilita a leitura quotidiana dum texto do Novo Testamento. O conjunto do estandarte e do livro custa 12 Euros.

A finalidade desta iniciativa é dar um cunho cristão ao Natal, que tem sido confundido, com frequência, nos últimos anos, com uma mera festa consumista, onde há prendas e reuniões familiares, mas se esquece que o verdadeiro festejado é Jesus, que assume a nossa natureza para nos redimir, reconquistando para o homem a graça de Deus e a filiação divina, que os nossos primeiros pais tinham perdido ao afastarem-se de Deus.

Colocar no exterior de uma janela ou de uma sacada da nossa casa este estandarte é um sinal claro de reevangelização. Que haja alegria, prendas e muitos encontros familiares no dia de Natal é excelente, desde que não se reduza esta festa a isso, acantonando Jesus para um lugar secundário, ou esquecendo-O de todo.

O SINAL LITÚRGICO

Um "sinal" é uma "realidade que orienta para outra" (St.º Agostinho), para aquilo que significa. Os sinais litúrgicos são também "simbólicos", ou seja, foram estabelecidos pela vontade com base nalgum fundamento na realidade da coisa usada.

Jesus usava "sinais naturais" nos milagres (lodo, saliva, água, etc.) tomando em consideração que a pessoa humana chega ao invisível através do visível e capta através do sensível o que é "supra-sensível". Mantinha assim a linha da Encarnação da Palavra que tornou possível a plena revelação e também o conhecimento de Deus invisível e transcendente.

Os sinais litúrgicos têm a dupla dimensão de significar "a salvação" em Cristo e o "culto" a Deus. Uns foram instituídos por Cristo – os 7 Sacramentos – e outros pela sua Igreja – os sacramentais.

SINAIS LITÚRGICOS RELACIONADOS COM GESTOS E ATITUDES DO CORPO

Estes brotam da totalidade do homem – matéria e espírito – e são gestos e atitudes "externas" que provocam, intensificam ou explicitam as atitudes "internas".

Passamos a ver os mais importantes:

O SINAL DA CRUZ

Há testemunho de ser usado pelo menos desde o século II. Tertuliano, nos finais desse século, diz que os cristãos o faziam frequentemente (ao iniciar uma caminhada, ao sair ou entrar em casa, ao vestir-se, ao lavar-se, ao comer, ao deitar-se, ao sentar-se, etc.).

Durante os primeiros séculos viu-se como expressão da fé em determinados dogmas trinitários-cristológicos, a forma de dispor os dedos da mão, ou ao realizá-lo sobre coisas ou pessoas. No Oriente mantém-se em muitas igrejas esta interpretação.

Vai geralmente acompanhado das palavras: "Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo". Os orientais costumam empregar a fórmula "Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tem piedade de nós".

O gesto recorda a fonte de toda a santificação: o sacrifício de Cristo; e a fórmula é um acto de fé na Santíssima Trindade e de ardente súplica.

É como o selo de Cristo, uma profissão de fé n'Ele, uma afirmação do seu poder soberano, uma invocação de graça de Deus implorada pelos méritos de Cristo, morto na Cruz (faz-se sobre a testa, sobre os lábios e sobre o peito; como bênção de coisas e pessoas; etc.).

A signação com a cruz tem também sentido de exorcismo desde tempos muito remotos (século II).

BENTO XVI, o actual Romano Pontífice, expressou assim o seu parecer sobre este sinal:

"A Cruz é a manifestação enternecedora do acto do amor infinito, com que o Filho de Deus salvou o homem do pecado e da morte. Por isso, o sinal da Cruz é o gesto fundaental da nossa oração, da prece do cristão. Fazer o sinal da Cruz como vamos fazer agora na Bênção,. significa manifestar um sim visível e público Àquele que morreu por nós e ressuscitou".

BENTO XVI, Castel Gandolfo, Angelus de 11/IX/2005

2 de outubro de 2010

Do Pároco

Com o mês de Outubro, recomeça a nossa vida laboral em pleno e o dia a dia corrente, que nos vai preencher a vida até que, no próximo verão, gozemos as férias habituais desta época do ano.

Tudo parece igual e tudo parece diferente. A vida tem contrastes. Graças a Deus que há muitas realidades diversas, que nos fazem reflectir sobre a beleza das coisas, dos acontecimentos e das pessoas que vamos conhecendo. E um rol de realidades sempre iguais: atravessamos habitualmente as mesmas ruas, passamos pelas mesmas casas, os mesmos monumentos, convivemos com as mesmas pessoas, levantamo-nos a uma hora mais ou menos certa, deitamo-nos quando o sono nos ataca, de uma forma geral em momentos que já previmos.

É possível que nos lamentemos, de vez em quando, da lenga-lenga do dia a dia, dos horários que temos de cumprir, da falta de variedade de ideias e de gostos daqueles que partilham connosco o quotidiano. Lamentamo-nos de ser tudo tão semelhante e pouco original, mas enfurecemo-nos quando há um atraso num comboio ou em algum outro meio de transporte público. Sejamos cordatos: já pensámos o que seria ter de apanhar um autocarro, cujo horário de partida dependesse da boa disposição do motorista?

A nossa Mãe Igreja, a mais profunda conhecedora do homem através dos ensinamentos que Cristo lhe confiou, deste mês até às próximas férias estivais apresenta-nos uma série muito polifacetada de festas e de situações, mas convida-nos a uma constância de ânimo e de atitude, que sempre está determinada pelo 1º Mandamento da Lei de Deus: “Adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas”. Sendo este o ponto de referência que deve condicionar – no bom sentido – a orientação da nossa vida em relação a Deus e aos nossos semelhantes, propõe-nos já neste mês de Outubro, que renovemos o nosso amor à Nossa Mãe do Céu e Mãe de Deus, rezando-lhe com mais amor e devoção a oração sua preferida, própria de uma mãe que tem muitos filhos em todos os escalões da sociedade, desde as elites intelectuais ao mais terra a terra trabalhador rural: o Terço.

Com Novembro, recorda-nos primeiramente que o nosso destino eterno é o Céu, na Solenidade de Todos os Santos, e também que a vida dos nossos parentes e amigos – e a nossa própria - não acaba aqui na terra, pelo que devemos continuar a lembrá-los sempre com a nossa oração e os nossos sufrágios, mas especialmente no Dia de Fiéis Defuntos.

Depois, surge o Advento, tempo de espera da vinda do Salvador, que vai encarnar no seio de Maria Santíssima. Nossa Senhora, para tanto, foi isenta do pecado original, como celebramos no dia 8 de Dezembro, com a Solenidade da Imaculada Conceição. Algum tempo mais tarde, revemos o nascimento de Jesus no Presépio de Belém. É o seu Natal e devemos dar-Lhe a boa prenda de olhar para a sua humildade, pobreza e disponibilidade, para que o nosso coração, com luta contínua e a pouco e pouco, se vá tornando manso e humilde como o do próprio Jesus. Ao seu nascimento associam-se tantas recordações familiares nossas e tantas festas litúrgicas singelas, como a vinda dos Magos, de longes terras, para O adorar. No entanto, se a hora da Cruz ainda não chegou para o Menino, vemo-la preconizada na tragédia dos Santos Inocentes.

Começa o novo ano sob a égide de Maria: Nossa Senhora Rainha do Mundo (1 de Janeiro). Semanas depois, a Igreja convida- nos à oração e à penitência mais intensa, na Quaresma, a fim de prepararmos adequadamente a Páscoa da Resssurreição. Antes, contemplamos a dor de Cristo na Paixão e o oferecimento incondicional de Si mesmo ao Pai, na Sua Morte, que seria um fracasso se não tivesse havido a Ressurreição gloriosa, onde Ele Se apresenta como Senhor da Vida e da Morte.

Cristo sobe aos Céus na Ascensão, mas envia o dador da Graça, que é o Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Se Jesus foi para o seu Reino e não O vemos entre nós sensivelmente, sabemos que a Solenidade do Corpo de Cristo nos fala do seu desejo de estar próximo e acessível a todos os homens, mantendo-Se, dia e noite, nos Sacrários de toda a terra para que O procuremos, com Ele dialoguemos e Lhe peçamos tudo aquilo de que necessitamos.

Nos finais de Junho, sublinhamos que a Igreja fundada por Cristo, além de ter em todos os Apóstolos os apoios firmes que o Senhor preparou, deve de sobremaneira a Pedro e a Paulo, o primeiro como Chefe de toda a cristandade, o segundo como o maior evangelizador dos primeiros tempos, a sua solidez fundamentada em Cristo Senhor.

Já entramos de novo nas férias estivais. Aproveitámos toda esta diversidade de eventos e situações para vivermos como bons filhos de Deus? Não esqueçamos ainda que no período mais agudo deste tempo de descanso, nos alegramos com Jesus no dia 15 de Agosto, para recordarmos que a Sua e a nossa Mãe Maria Santíssima, foi assumpta ao Céu em corpo e alma, graças à sua santidade exemplar e à vontade das Pessoas da Santíssima Trindade a terem junto de Si, tal como viveu na terra, a mais excelsa criatura que saiu do género humano.

Na diversidade das suas festas e celebrações, sejamos bons filhos da Igreja para sermos bons filhos de Deus. É isto que ela nos pede e Deus deseja.

CONSIDERAÇÕES DOS ROMANOS PONTÍFICES SOBRE O TERÇO

  1. (O Terço é) muito eficaz para pedir os dons celestiais (...), pois não só serve para repelir os males e afastar as calamidades – como se prova abertamente pela história da Igreja – mas porque fomenta abundantemente a vida da Igreja” (Paulo VI, Enc. Christi Matri Rosarii).
  2. “Ao crescerem os males é necessário que cresça a piedade do povo de Deus. Por isso, ardentemente desejamos, veneráveis irmãos, que indo à frente de vós, exortando e impulsionando, se rogue com mais instância durante o mês de Outubro (...) com a recitação piedosa do Terço de Maria, clementíssima Mãe. É muito adequada essa forma de oração ao sentir do povo de Deus, e muito eficaz para pedir os dons celestiais.” IBIDEM
  3. “A ele (o Terço) dedicaram os nossos predecessores vigilante atenção e grande solicitude, recomendando com frequência a sua reza frequente, favorecendo a sua difusão, explicando a sua natureza, reconhecendo a sua aptidão para desenvolver uma oração contemplativa, de louvor e de súplica ao mesmo tempo, e recordando a sua conatural eficácia para promover a vida cristã e o empenho apostólico. Também nós, desde a nossa primeira audiência geral do nosso pontificado (...) manifestámos o nosso interesse pela piedosa prática do Terço, e posteriormente sublinhámos o seu valor em múltiplas circunstâncias, normais umas, graves outras.” IBIDEM
  4. “(...) conservai zelosamente esse terno e confiado amor à Virgem Santíssima (...). Não o deixeis nunca esfriar. Que não seja um amor abstracto, mas encarnado. Sede fiéis aos exercícios de piedade mariana tradicionais na Igreja: a oração do Angelus, o mês de Maria e, de modo muito especial, o Terço. Oxalá ressurgisse o formoso costume de rezar o Terço em família.” (João Paulo II, Homilia. 12/10/80)
  5. “O Terço é a minha oração predilecta (..) Com a sequência das Ave-Marias passam diante dos olhos da alma os episódios principais da vida de Jesus Cristo. O Terço, no seu conjunto, consta dos mistérios gozosos, doloroso e gloriosos (*), e põem-nos em comunicação vital com Jesus Cristo através - pode assim dizer-se - do Coração da sua Mãe. Ao mesmo tempo, o nosso coração pode incluir nestas dezenas do Terço todos os factos que intervêm na vida do indivíduo, a família, a nação, a Igreja, a humanidade. Experiências pessoais ou do próximo, sobretudo de pessoas mais próximas, ou que enchem mais o coração. Deste modo, a simples oração do Terço sintoniza com o ritmo da vida humana”, (João Paulo II, Aloc. 29/10/78).

(*) Este texto é anterior à sugestão feita por João Paulo II para incluir também os Mistérios Luminosos.

BAPTISMOS E MATRIMÓNIOS NO MÊS DE OUTUBRO DE 2010

Matrimónios

  • Domingo, Dia 03, 16.00h: Pedro Guerreiro Teixeira e Joana Barreiros
  • Sábado, Dia 23, 15.00h: Luís Lagoa e Eva Baptista

Baptismos

  • Sábado, Dia 09, 12.00h: Matilde Flores Simão Baleizão
  • 16.00h: Gonçalo Aguiar de Matos Simão
  • Sábado, Dia 23, 12.00h: Maria Leonor Soares da Cunha

MUDANÇA DE HORA NA MADRUGADA DE 31 DE OUTUBRO, DOMINGO

Na madrugada de Domingo (31/10), concretamente, às 2.00h, os relógios atrasam uma hora. Entra-se na chamada “hora de inverno”.

HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU) DURANTE O

Ver horário habitual.

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO SITUADOS NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS:

  • Clínica Psiquiátrica de São José - Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus: Azinhaga da Torre do Fato, nº 8, Tel.: 217125110 - de 2ªf. a sáb.: 17h30; Domingos: 10h
  • Lar Maria Droste - Irmãs do Bom Pastor: Travessa da Luz, 2, Tel.:217140086. 2ªf.-sáb.: 7h30; Domingos: 8h30.
  • Colégio Planalto: R. Armindo Rodrigues, n. 11 - Alto da Faia, Tel. 217541530. 2ª-6ªf.: 7h50 Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados.
  • Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM OUTUBRO 2010

  • Senhoras: 5ª f., dia 14 - 19h15
  • Homens: 2ª f., dia 18 - 19h15

CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS EM 2010/2011, NA NOSSA PARÓQUIA

I. CATEQUESE

  • DE CRIANÇAS - Começo das aulas: Semana que se inicia na 2ª feira , dia 11 de Outubro. - Horário das aulas neste ano lectivo 2010/11: Do 1º ao 7º ano: a) Raparigas - 5ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Domingos: 11.00h-11.45h b) Rapazes - 2ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Sábados: 11.00h-11.45h Do 8º ao 10º ano: Domingos, 11.00h-11.45h, Colégio Alemão - Reuniões de pais (8º-10º ano): 06 de Outubro, 4ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja
  • DE ADULTOS Catecúmenos: Orientação: P. Rui Rosas da Silva; as Aulas começam a 7 de Outubro, 5ª Feira – 19.15h. A administração dos Sacramentos de Iniciação Cristã aos catecúmenos, salvo indicação diferente em algum caso particular, terá lugar na Vigília Pascal de 2011, Sábado, 23 de Abril. Preparação para o crisma: Orientação: P. Rui Rosas da Silva. as Aulas começam a 14 de Outubro, 5ª Feira. A administração do Crisma será presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, a 28/05/2011, Sábado, às 16h00. Obs. – Na primeira aula destes cursos para adultos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições.

II. CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS

Curso de Teologia para Todos: Orientação Pe. João Campos; Ritmo: uma vez por mês, entre Outubro de 2010 e Junho de 2011 As aulas iniciar-se-ão a 28/10, 5ª Feira, às 19.15h (repetindo-se a sessão às 21.30, no mesmo dia). Aí serão dadas informações diversas sobre a realização do Curso. Os temas a desenvolver ao longo das aulas são os seguintes:

  • 28/10, 5ª F.: A existência de Deus;
  • 18/11, 5ª F.: Atitude perante Deus;
  • 20/01, 5ª F.: Deus Trino: um Amor que se dá;
  • 17/02, 5ª F.: Mistério Pascal: Centro e Origem de tudo,
  • 17/03, 5ª F.: Que arrasta a Igreja?;
  • 7/04: 5ª F.: A História e a Igreja;
  • 19/05, 5ª F.: A Igreja e o Estado;
  • 16/06, 5ª F.: Imortalidade.

Os dias e as horas poderão adaptar-se segundo o entendimento entre as pessoas que se inscreverem.

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS – Neste Mês de Outubro

  • Dia 7: Conselho de Pais e de Encarregados de Educação;
  • Dias 8, 9 e 10: 2ª Secção: Acantonamento em Santa Maria dos Olivais
  • Dia 16: Participação do Agrupamento na actividade Jota/Joti (Jamboree no ar e pela Internet)

Site do Agrupamento

DAR A QUEM NECESSITA

Gostaríamos de socorrer mais gente necessitada, através dos generosos donativos que nos chegam dos nossos paroquianos e amigos. Comida (géneros duráveis), dinheiro, roupa, calçado e pagamento de contas de farmácia, de luz, renda de casa, etc. Pensávamos realizar estas actividades (verdadeiras obras de misericórdia) na primeira 6ª Feira de cada mês, em honra do Sagrado Coração de Jesus. Para este feito, precisávamos de dádivas e também de voluntários. Gostaria de me reunir com os voluntários no próximo dia 19/10, 3ª Feira, às 21,30h, no Salão da Igreja. Mãos à obra? A sua colaboração é fundamental.

Cumprimentar o Senhor no Sacrário com respeito e devoção

Nas nossas relações com as pessoas que, por algum motivo, entram na nossa vida, as atitudes que tomamos são diferentes e dependem de muitos factores: importância, posição social que ocupam, grau de intimidade, parentesco, relação profissional, idade, etc.. Cada uma merece um tratamento especial e faz parte da urbanidade e delicadeza tratá-las bem e de uma forma adequada à sua condição.

A caridade ensina-nos a ver em cada pessoa com quem lidamos um filho de Deus, por Ele amado de uma forma generosa e radical. O Sangue de Jesus borbulha em cada ser humano que resgatou e o tornou propício novamente a receber a recompensa eterna, isto é, o Céu, fim para que Deus criou o homem e se encontrava vetado com o pecado de Adão. Se com os nossos próximos devemos este trato de caridade e de justiça, o que não será com Deus, a quem tudo devemos: a vida, a Redenção, o Céu a que podemos chegar com luta na correspondência à graça de Deus.

Por isso, além da gratidão que lhe devemos prestar em todas as circunstâncias, as atitudes para com Ele devem ser necessariamente de respeito e de amor. O que diria uma noiva se o seu noivo lhe oferecesse uma prenda de anos desajustada ao amor que lhe deve ter?

Toda a forma pela qual manifestamos a Deus o nosso amor e a nossa reverência deve provar-se também com o corpo. Por exemplo: fazendo uma genuflexão pausada e devota diante do Sacrário onde Ele nos espera como o grande Amigo e com uma disponibilidade que não conhece limites. Sempre se encontra ali acessível e pronto a ajudar-nos. Passar por um Sacrário sem respeito, ou não manifestando o nosso apreço por essa presença tão relevante e próxima de Deus, seria um acto de desprezo se o fizéssemos voluntariamente, de tibieza, se agíssemos de forma preguiçosa ou pouco reverente e de indiferença, se não tivéssemos para com Jesus eucarístico uma atitude que assinalasse no nosso comportamento o verdadeiro apreço pela sua presença real.

O que faz o corpo faz entender o que vai dentro da nossa alma. Quando genuflectimos diante do Sacrário, afirmamos simultaneamente o nosso amor e a nossa submissão a Deus, ao Jesus escondido, como diria o Beato Jacinto Marto de Fátima. Mas genuflectamos com pausa e elegância. Não sejamos como os soldados que puseram sobre a cabeça de Jesus uma coroa de espinhos. Um dos seus modos de troçar de Cristo era, precisamente, provar, com genuflexões ridículas o seu desprezo por aquele pobre indivíduo, que tanta gente arrastou e acabou por ser condenado à morte pelas autoridades competentes.

Certamente que Jesus compreenderá que alguém, por razões de doença, não possa fazer uma genuflexão adequada quando O saúda no Sacrário. Mas ficará triste e pesaroso, se não mostramos, com o nosso comportamento corporal - que, insiste-se, fala do que sentimos com a nossa alma -, a sua presença real no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

Podemos, com a genuflexão, rezar uma breve Comunhão Espiritual ou, mais simples ainda, fazer um curtíssimo acto de Fé na presença real de Jesus: ”Graças e louvores se dêem a todo o momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”; “Senhor Jesus Cristo: esperas-me aí no Sacrário a toda a hora, porque és o meu melhor Amigo”. Ou outra jaculatória eucarística.

1 de setembro de 2010

Do Pároco

O tempo de férias sumiu-se, deixando certamente as saudades dos dias calmos e reconfortantes. Retemperam-se forças, regressámos ao de sempre: o trabalho, a lufa-lufa, a família a que pertencemos. De certo modo, reencontramo-nos com nós mesmos. Somos quem somos e como somos, o panorama da vida voltou a ser o que era e como era. Esperam-nos as mesmas lutas, as mesmas pessoas, os mesmos horários, as mesmas angústias, o mesmo dia a dia.

É provável que o peso do tempo já percorrido por nós ao longo dos anos nos dê uma certa sensação de cansaço e de solidão. Mas não esqueçamos que ao nosso lado, se O procuramos, está o Senhor da nossa vida e da nossa razão de ser. Juntamente com Ele, a sua Mãe, que se está no céu em corpo e alma, acompanha sempre seu Filho nos seus desígnios de salvação.

Maria é a boa Mãe que nunca nos desampara e sempre se ocupa de nós com o seu amor maternal. E este tipo de amor tem sempre duas características bem delimitadas. Por um lado, é constante e afectivo, zeloso e delicado, prudente e exigente, como o de uma boa educadora; e, por outro, é o mais adequado, no modo como se realiza, ao que cada filho espera e aprecia nas relações com a sua mãe. Efectivamente, uma boa mãe gera dum modo espontâneo e natural o discernimento do que cada um dos seus filhos necessita do amor que ela lhes tem.

É sempre o mesmo amor para todos. Nunca há, porém, para uma boa mãe, dois filhos iguais. Por isso, não se perdoa a si mesma tratá-los de maneira uniforme. Um como que exige que lhe dirija uma palavra mais forte de apoio em circunstâncias difíceis; outro, que nada diga, porque se intimida com tal insinuação; o primeiro gosta de um doce especial que ela sempre fez nos seus anos; o segundo prefere, com o andar da idade, festejar o seu aniversário com os amigos; fazer ao primeiro um elogio pelas suas notas ou pelos seus triunfos profissionais, sabe-lhe a mel; ao segundo, é conveniente nada dizer e gozar caladamente os seus triunfos. Etc..

Maria é assim que nos trata, porque é a melhor entre todas as mães. Lembremo-nos que Deus a escolheu para ser a Sua. Ora Deus, escolhe sempre o melhor. Mas quis também que Ela fosse nossa Mãe, recordando, decerto, todo o carinho, todo o amor e todo o exemplo que dela recebeu, enquanto o educou e viu crescer em Nazaré. Na verdade, que outra Mãe melhor nos poderia ter dado Deus? Maria não aparece nos triunfos terrenos de Cristo, sobretudo quando entra triunfalmente em Jerusalém, vitoriado por uma imensa multidão que, alguns dias depois, O condena miseravelmente à morte na Cruz. Mas aí se encontra Ela, porque é uma boa Mãe e o seu Filho necessita da sua presença alentadora.

Não estamos, pois, sozinhos neste recomeço do ano laboral. Cristo e a sua Mãe acompanham-nos, passo a passo, porque desejam a nossa santidade e, por seu intermédio, a nossa salvação. Pode, por vezes, ser um pouco mais difícil encontrarmos Cristo na agrura dos caminhos que é preciso calcorrear na nossa vida. Nesses momentos, recorramos ao auxílio da nossa Mãe, que nos abraçará com o seu carinho e nos mostrará o Senhor, seu Filho. Encontrá-lo-emos, precisamente, nos incitamentos que sentimos dentro de nós a ser perseverantes, a levar a carga das dificuldades amparados no seu auxílio, a animar-nos a superar e a superar-nos perante os obstáculos que o dia a dia nos antepõe e a saber discernir o que é um verdadeiro degrau que é preciso subir de uma pedra de tropeço falsa que a nossa imaginação forjou e tanto nos atormenta.

Confiemos a Cristo e à Virgem Santíssima os nossos cuidados e não andemos pela vida como se Eles os dois não fossem, realmente, os nossos maiores amigos sempre atentos às nossas verdadeiras e reais necessidades.

Imagem: Mater Dolorosa, tela de EL GRECO.(Nossa Senhora das Dores -15 de Setembro).

Textos do Papa Bento XVI em Portugal (III)

«"É necessário que um se torne connosco testemunha da ressurreição": dizia Pedro. E o seu Sucessor actual repete a cada um de vós: Meus irmãos e irmãs, é necessário que vos torneis comigo testemunhas da ressurreição de Jesus. Na realidade, se não fordes vós as suas testemunhas no próprio ambiente, quem o será em vosso lugar? O cristão é, na Igreja e com a Igreja, um missionário de Cristo enviado ao mundo. Esta é a missão inadiável de cada comunidade eclesial…» (Homilia, Praça dos Aliados, Porto, 14-V-2010).

«Nada impomos, mas sempre propomos, como Pedro nos recomenda numa das suas cartas: "Venerai Cristo Senhor em vossos corações, prontos sempre a responder a quem quer que seja sobre a razão da esperança que há em vós" (1 Ped 3,15). E todos afinal no-la pedem, mesmo quem pareça que não. Por experiência própria e comum, bem sabemos que é por Jesus que todos esperam. De facto, as expectativas mais profundas do mundo e as grandes certezas do Evangelho cruzam-se na irrecusável missão que nos compete, pois "sem Deus, o ser humano não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja. Perante os enormes problemas do desenvolvimento dos povos, que quase nos levam ao desânimo e à rendição, vem em nosso auxílio a palavra do Senhor Jesus Cristo que nos torna cientes deste dado fundamental: ‘Sem Mim, nada podeis fazer’ (Jo 15,5), e encoraja: ‘Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo’ (Mt 28,20)" (Bento XVI, Enc. Caritas in veritate, 78)» (Ib.).

«Mas, se esta certeza nos consola e tranquiliza, não nos dispensa de ir ao encontro dos outros. Temos de vencer a tentação de nos limitarmos ao que ainda temos, ou julgamos ter, de nosso e seguro: seria morrer a prazo, enquanto presença de Igreja no mundo, que aliás só pode ser missionária, no movimento expansivo do Espírito. Desde as suas origens, o povo cristão advertiu com clareza a importância de comunicar a Boa Nova de Jesus a quantos ainda não a conheciam» (Ib.)

«Trata-se de um mandato cuja fiel realização "deve seguir o mesmo caminho de Cristo: o caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação própria até à morte, de que Ele saiu vencedor pela sua ressurreição" (Conc. Ecum. Vaticano II, Decr. Ad gentes, 5). Sim! Somos chamados a servir a humanidade do nosso tempo, confiando unicamente em Jesus, deixando-nos iluminar pela sua Palavra: "Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça" (Jo 15,16). Quanto tempo perdido, quanto trabalho adiado, por inadvertência deste ponto! Tudo se define a partir de Cristo, quanto à origem e à eficácia da missão: a missão recebemo-la sempre de Cristo, que nos deu a conhecer o que ouviu a seu Pai, e somos nela investidos por meio do Espírito na Igreja. Como a própria Igreja, obra de Cristo e do seu Espírito, trata-se de renovar a face da terra a partir de Deus, sempre e só de Deus!» (Ib.).

Compilação Bento XVI em Portugal

NO MÊS PASSADO: AGOSTO DE 2010

Celebrou-se, no passado dia 15 de Agosto, neste ano Domingo, a Solenidade da Assunção da Virgem Nossa Senhora aos Céus. As Missas das 11.00h e, depois, a da tarde, às 19.00h, registaram um bom número de presenças, apesar das férias afastarem muitas pessoas de Lisboa. Entre as 17.30h e as 19.00h, houve Exposição Solene do Santíssimo Sacramento, rezando-se o Terço, como habitualmente antes da Missa da tarde.

Reorganização do acompanhamento sacerdotal

O P. José Ferreira Martins - que muitas horas dedicou à Paróquia durante estes seis primeiros anos, ao princípio até como Vigário Paroquial -, passará este ano a estar ainda menos presente, chamado por muitas incumbências pastorais que a sua vida de sacerdote lhe exigem. Como pároco, não posso deixar de aproveitar para manifestar em nome da paróquia o agradecimento pelo seu trabalho esmerado e persistente, deixando em tantas actividades paroquiais a sua marca de zelo, de ordem e de competência. Agradeço ainda ter manifestado a sua disponibilidade para continuar a realizar os Cursos Bíblicos como até aqui. Rezaremos pelas suas novas tarefas.

Além do P. Enrique Calvo, que já nos acompanhou no ano anterior, passará a colaborar mais frequentemente na paróquia a partir deste ano o P. Carlos Santamaria.

BAPTISMOS EM SETEMBRO DE 2010:

  1. Sábado, dia 04: 11.00h – Maria Leonor da Conceição 12.15h – Nuno Martins Lopes dos Santos
  2. Sábado, dia 11: 12.00h– Luís Miguel da Cunha António
  3. Sábado, dia 18: 12.00h – Maria Amadis Santos Silva

DAR A QUEM NECESSITA

Precisamos de atender as famílias que se encontram em situação difícil, quer por falta de comida, quer ainda, nesta altura do ano, porque precisam de pagar fortes quantias, apesar das ajudas que podem receber, com os livros escolares dos filhos. Aceitam-se, pois, ofertas dos dois tipos assinalados: géneros alimentícios duráveis e dinheiro. A vossa generosidade nunca faltou nestas ocasiões. Muito obrigado.

HORÁRIO DE MISSAS NA IGREJA PAROQUIAL DE TELHEIRAS (NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU) DURANTE O MÊS DE SETEMBRO DE 2010

  1. Domingos - 10.00h, 12.00h e 19.00h
  2. Até dia 11, Sábado - de 2ª Feira a Sábado: 18.30h;
  3. A partir de dia 13, 2ª Feira: de 2ª Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h; Sábados: 18.30h

Obs – O Horário de Missas dos Domingos e o exposto em 3) manter-se-ão em vigor até 30 de Junho de 2011, 5ª Feira, salvo alguma indicação em contrário ou pontual.

HORÁRIO DE MISSAS NOUTROS LUGARES DE CULTO SITUADOS NO TERRITÓRIO DA PARÓQUIA DE TELHEIRAS

  1. Clínica Psiquiátrica de S. José – Irmãs Hospitaleiras do S.C.J: (Azinhaga da Torre do Fato, n. 8, Tel.: 21725110) – De 2º Feira a Sábado: 17.00h; Domingos: 10.00h.
  2. Lar Maria Droste – Irmãs do Bom Pastor: (Tv. da Luz, 2, Tel.: 217140086) – De 2º Feira a Sábado: 7.30h; Domingos: 8.30h.
  3. Colégio Planalto (R. Armindo Rodrigues, n. 11 – Alto da Faia, Tel. 217541530) – De 2ª Feira a 6ª Feira: 7.50h. Esta Missa só é celebrada durante o ano escolar, com excepção dos períodos de férias e dias feriados. Neste mês, começa a ser celebrada no dia 13, 2ª Feira.

Obs – É conveniente, se durante algum tempo não frequenta regularmente uma destas Missas, telefonar antes a confirmar o horário.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM SETEMBRO 2010

Senhoras: 5ª Feira, Dia 09 - 19.15h, Igreja

Homens: 2ª Feira, Dia 20 - 19.15h, Igreja

CATEQUESE E CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS EM 2010/2011, NA NOSSA PARÓQUIA

I. CATEQUESE

a) DE CRIANÇAS

  1. Inscrições para o Ano Catequético 2010/2011: Abertas até 1 de Outubro, 6ª Feira.
  2. Os pais podem apresentar as matrículas dos seus filhos na Secretaria, nas horas normais de atendimento: 3ª a 6ª Feira, 16.30h-18.00h,
  3. Começo das aulas: Semana que se inicia na 2ª Feira, dia 11 de Outubro.
  4. Horário da Aulas no ano de 2010/2011: a. Grupo 1: Do 1º ao 7º Ano (Grupo 1): i) Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Domingos: 11.00h-11.45h ii) Rapazes: 2ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Sábados: 11.00h-11.45h b. Grupo 2: Do 8º ao 10º Ano: Domingos, 11.00h-11.45h, Colégio Alemão
  5. Reuniões de Pais dos alunos da Catequese: a. Grupo 1.: i): 27 de Setembro, 2ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja ii) 28 de Setembro, 3ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja b. Grupo 2.: 29 de Setembro, 4ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja

b) DE ADULTOS

  1. CATECÚMENOS: Orientação: P. Rui Rosas da Silva; as Aulas começam a 7 de Outubro, 5ª Feira – 19.15h. A administração dos Sacramentos de Iniciação Cristã aos catecúmenos, salvo indicação diferente em algum caso particular, terá lugar na Vigília Pascal de 2011, Sábado, 23 de Abril.
  2. PREPARAÇÃO PARA O CRISMA: . Orientação: P. Rui Rosas da Silva. as Aulas começam a 14 de Outubro, 5ª Feira. A administração do Crisma será presidida por D. Joaquim Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, a 28/05/2011, Sábado, às 16.00h. Obs. – Na primeira aula destes cursos para adultos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições.

II. CURSOS DE FORMAÇÃO PARA ADULTOS

  1. A PALAVRA DE DEUS. Orientação: P. José Miguel Ferreira Martins. Ritmo: uma vez por mês, entre Outubro de 2010 e Junho de 2011.Obs – A temática deste Curso acompanha a orientação Pastoral do Patriarcado de Lisboa para o ano de 2010/2011. O seu horário será afixado a 20 de Setembro de 2010 (2ª Feira).
  2. CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS. Orientação: P. João Paulo de Campos: Ritmo: uma vez por mês, entre Outubro de 2010 e Junho de 2011. Temática das aulas 2010/011: A FÉ, A VERDADE E A RAZÃO: Existência de Deus, Vida além da morte, Evolução, etc. O seu horário será afixado a 20 de Setembro de 2010 (2ª Feira).

A oração mental - III

A oração mental, como qualquer conversa, não está isenta de dificuldades e perigos. Quem não experimentou o aparente fracasso de uma conversa? Quem não sentiu que do outro lado não havia correspondência? Quem nunca abandonou o convívio do amigo por um mero motivo de egoísmo?

Assim também com Deus, mas com uma diferença: é que este amigo «nunca atraiçoa» (cf. SÃO JOSEMARIA, Caminho 88). Quando sentimos que algo vai mal não podemos atribuir isso a um desinteresse do Senhor por nós; quando muito seria verdade o contrário. E vale sempre a pena perseverar na oração, mesmo quando aparecem as dificuldades.

Uma primeira dificuldade é a dispersão: a alma distrai-se continuamente com as preocupações da vida ou com as ânsias do dia que começa. Nesse caso vale a pena aproveitar precisamente essas coisas que nos distraem para falar delas com Deus. E então vemos soluções para o que nos preocupa e descobrimos a bondade no que nos angustia.

Uma segunda dificuldade é a secura: parece que a alma não sabe falar com Deus, tudo lhe custa um esforço desproporcionado. É uma das dores espirituais mais fortes. A alma não entende, porque não consegue falar com o seu Deus e quase sente vontade de chorar ou de desistir. Nessas alturas, deixemos que seja o coração a falar (cf. Caminho 102).

Uma terceira dificuldade: o cansaço. Quantas vezes a Escritura nos fala dos Apóstolos adormecidos na oração (cf. Lc 9,32; Mc 14,37)! Ajuda-nos mudar de posição, lavar a cara, escrever a nossa oração. Mas não desistamos. E se adormecemos o nosso Pai Deus sabe a pasta de que estamos feitos.

Uma quarta dificuldade: a aparente esterilidade da nossa vida e da nossa oração. De que me serve rezar? Tudo continua na mesma. É como se o demónio nos segredasse ao ouvido que abandonemos a oração. Não somos talhados para tão grandes voos. Somos gente vulgar… A oração é sempre eficaz (cf. Mt 7,7-11; Caminho 83, 96 e 101).

31 de agosto de 2010

AGRUPAMENTO DO CNE Nº 683 DE TELHEIRAS

Este mês de Setembro é o do regresso e o do início das actividades habituais. Assim:
  • Dia 11, Sábado: Conselho de Agrupamento – Definição das grandes linhas de orientação do novo ano escutista;
  • Dia 18, Sábado: Renovar, Arrumar, Proporcionar – Limpezas e arrumações da sede, recentemente renovada;
  • Dia 25, Sábado: Início oficial de actividades e Cerimónia da Passagem das Secções.

1 de agosto de 2010

Do pároco

Neste mês estival de Agosto, o mês de férias por excelência, quem de nós não pretenderia que ele se prolongasse indefinidamente, dando lugar a um mundo pleno de descanso e de tranquilidade. Esta realidade impossível para nós, foi possível para Deus Nosso Senhor, ao chamar a sua Mãe, Maria Santíssima para o Céu, o descanso eterno, não como acontecerá a nós ao morrermos, mas na plenitude do seu ser humano, isto é, em corpo e alma, como a Igreja declara no dogma da Assunção de Nossa Senhora. Certamente que, antes de qualquer mérito alcançado pela Virgem Santíssima na sua existência, Deus já a tinha escolhido para ser sua Mãe, pelo que a dotou com uma série ímpar de qualidades e prerrogativas, de entre as quais podemos sublinhar a isenção do pecado original.

Mas ao levá-la para o Céu, não incorreu em qualquer manifestação de nepotismo. Realizou um acto coerente de justiça para com aquela que, na sua vida terrena jamais pecou com o corpo ou com a alma. Mais ainda: em Maria realizou-se a plenitude da virtude, e não apenas a inexistência do pecado.

A vida desta mulher judia foi um constante hino de amor à vontade de Deus. Já perto do fim da Sua vida terrena, Cristo quis que ela assumisse a nossa maternidade, a fim de que, no Céu, quando para aí fosse levada, nós pudéssemos contar, juntamente com a misericórdia amorosíssima de Santíssima Trindade, a intercessão poderosa de uma Mãe comum a Deus e ao homem. Deste modo, guardando as devidas distâncias entre Deus criador e as criaturas que Ele determinou que existissem, Nossa Senhora, sendo criatura humana e, simultaneamente, Mãe de Deus, como que torna mais próximas a humanidade da divindade e a divindade da humanidade.

A sua Assunção determinou que existisse, a partir desse momento, no Céu, uma família semelhante àquela que nós conhecemos ao nascermos e ao sermos educados. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo são, já por si, uma Família unida e cheia de Amor, pois o Pai é origem de toda a paternidade, o Filho de toda a filiação e o Espírito Santo é o Amor na sua absoluta perfeição. Ora, o amor é a qualidade essencial que deve presidir à vida familiar. Desde que Maria Santíssima foi assumpta aos Céus, temos aí também uma Mãe, como tivemos ou temos ainda aqui na terra. Mãe verdadeira, que intercede pelos seus filhos, que os educa, que os protege e deseja ardentemente que o seu futuro seja o melhor. E há melhor futuro do que o Reino dos Céus, onde a felicidade é perfeita?

Nossa Senhora pede por nós, solicita constantemente a Deus o nosso bem e o nosso futuro eterno. Quer ver todos os seus filhos no Céu, porque sabe que só aí é que eles podem ser verdadeiramente felizes e não noutro lugar. Tal como a nossa mãe terrena, também a Virgem Santa é perseverante na ajuda que nos possa prestar. Lembremo-nos do seu gesto cheio de ternura e de amizade real, quando palmilha longos quilómetros para ajudar a sua já anciã parente Isabel, a futura mãe de João Baptista. E se fez isto com uma sua familiar, quanto maior não será o seu desvelo para com aqueles que são seus filhos, irmãos de Cristo e filhos de Deus!

Ninguém pode ter mais capacidade de intercessão junto de Deus, porque Maria reúne em si os três laços de maior intimidade familiar com a Santíssima Trindade. É Filha de Deus Pai (predilectíssima pela sua santidade), Mãe de Deus Filho (gratíssimo por tê-Lo recebido em seu seio e educado de forma tão eficiente) e Esposa de Deus Espírito Santo (que sempre admirou em Nossa Senhora a sua plena identificação com os desígnios divinos que Ele lhe inspirou).

Neste mês de Agosto, tão cheio de férias e de descanso, rezemos muito a Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe, pedindo-lhe que nos ensine a descansar em Deus, fonte de toda a paz e alegria, aceitando a sua vontade como ela e o seu Filho Jesus. Podemos ter a certeza de que, quando as nossas mãos estão vazias de mérito (e tantas vezes será esse o seu estado!), Maria segredará a Jesus: “È certo que este teu irmão nada faz de recomendável. A sua vida é, realmente, um deserto de virtude, uma autêntica desgraça. Mas há nele pelo menos o meu amor de Mãe, que eu sei que tanto e tanto Te agrada. Foi isso que me pediste na Cruz – que eu fosse sua Mãe e o amasse como tal. E é esse meu amor maternal que eu ponho agora nas tuas mãos, para que lhe sirva de mérito e o possas julgar, se isso for possível, ainda com mais misericórdia!”

Tela de Murillo, século XVII

Textos do Papa Bento XVI em Portugal (II)

«No nosso tempo em que a fé, em vastas zonas da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento, a prioridade que está acima de todas é tornar Deus presente neste mundo e abrir aos homens o acesso a Deus. Não a um deus qualquer, mas àquele Deus que falou no Sinai; àquele Deus cujo rosto reconhecemos no amor levado até ao extremo (cf. Jo 13,1) em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Queridos irmãos e irmãs, adorai Cristo Senhor em vossos corações (cf. 1 Ped 3,15)! Não tenhais medo de falar de Deus e de ostentar sem vergonha os sinais da fé, fazendo resplandecer aos olhos dos vossos contemporâneos a luz de Cristo, tal como a Igreja canta na noite da Vigília Pascal que gera a humanidade como família de Deus» (Discurso na Bênção das Velas, Fátima, 12-V-2010).

«Mais sete anos e voltareis aqui para celebrar o centenário da primeira visita feita pela Senhora «vinda do Céu», como Mestra que introduz os pequenos videntes no conhecimento íntimo do Amor Trinitário e os leva a saborear o próprio Deus como o mais belo da existência humana. Uma experiência de graça que os tornou enamorados de Deus em Jesus, a ponto da Jacinta exclamar: “Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo. Quando Lho digo muitas vezes, parece que tenho um lume no peito, mas não me queimo”. E o Francisco dizia: “Do que gostei mais foi de ver a Nosso Senhor, naquela luz que Nossa Senhora nos meteu no peito. Gosto tanto de Deus!” (Memórias da Irmã Lúcia, I, 40 e 127). Irmãos, ao ouvir estes inocentes e profundos desabafos místicos dos Pastorinhos, poderia alguém olhar para eles com um pouco de inveja por terem visto, ou com a desiludida resignação de quem não teve essa sorte mas insiste em ver. A tais pessoas, o Papa diz como Jesus: “Não andareis vós enganadas, ignorando as Escrituras e o poder de Deus?” (Mc 12,24). As Escrituras convidam-nos a crer: “Felizes os que acreditam sem terem visto” (Jo 20,29), mas Deus – mais íntimo a mim mesmo de quanto o seja eu próprio (cf. Santo Agostinho, Confissões, III, 6, 11) – tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível, tornando-a capaz de alcançar o não-sensível, o não-visível aos sentidos. Para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma (cf. Card. Joseph Ratzinger, Comentário teológico da Mensagem de Fátima, ano 2000). Sim! Deus pode alcançar-nos, oferecendo-Se à nossa visão interior.» (Homilia, Fátima, 13-V-2010).

«Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída. Aqui revive aquele desígnio de Deus que interpela a humanidade desde os seus primórdios: “Onde está Abel, teu irmão? […] A voz do sangue do teu irmão clama da terra até Mim” (Gn 4,9). O homem pôde despoletar um ciclo de morte e terror, mas não consegue interrompê-lo… Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162)» (Ib.).

«Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade» (Ib.).

Compilação Bento XVI em Portugal

Curso para noivos e recém-casados

Em Setembro haverá na paróquia um "Curso para Noivos". Decorrerá ao fim de semana, nos dias

  • 17 (6ª Feira, à noite, 21h30-23h)
  • 18 (Sábado, de tarde, 14h30-18h30)
  • 19 (Domingo, de manhã, 10h-11h30)

Organizado pela CENOFA - Centro de orientação familiar, decorrerá no nº 115 da Estrada de Telheiras (junto à Igreja).

Temas:

  • Amor e Matrimónio
  • Comunicação no Casal
  • Nós e os Outros –A família alargada
  • O Casal e a Economia Familiar
  • Sexualidade e paternidade Responsável
  • Nós, a Nossa Cultura de Família e Deus connosco

P.f. preencher e entregar na Secretaria da Paróquia a Ficha de Inscrição.

MISSAS NA PARÓQUIA DURANTE O MÊS DE AGOSTO

2ª Feira a Sábado: 18h30
Domingos: 11h e 19h

Recolecções neste mês

Durante este mês de Agosto não haverá as habituais recolecções, que serão retomadas em Setembro próximo.

BAPTISMOS NESTE MÊS DE AGOSTO

Sábado, dia 7, 16.00h: Helena Maria Leite Pina

Domingo, dia 15, 12.15h: João Pedro e Yara de Sá Soares

Sábado. dia 21,

  • 11.00h: Mariana de Filipe Nunes Vaz
  • 16.00h: Daniel e Duarte Mendes Mascarenhas

Sábado, dia 28, 12.00h: João Maria e Maria Rita M. Patrício Brás Coimbra

DÁDIVAS DE COMIDA

Devido à situação financeira que estamos a viver, há cada vez mais pessoas que necessitam de auxílio alimentar, por vezes imediato, para poderem ter acesso ao “pão” de que carecem pessoal ou familiarmente . Pedimos a todos os paroquianos, que têm sido generosos sempre que solicitados, que procurem deixar na igreja – junto da porta de acesso ao coro alto –, bens alimentares duráveis, que possam ser oferecidos a quem os pede por verdadeira necessidade. Esperamos com este pedido poder dar alimento a quem nos procura cada vez com mais frequência. Se, eventualmente, é oneroso o transporte dos géneros alimentícios, também se aceitam, para esse efeito, dádivas em dinheiro.

AUSÊNCIA DE SACERDOTES (Agosto)

P. João Campos: 16 a 31: Férias de Verão

P. José Miguel: 1 a 15: Actividade Pastoral; 16 a 31: Férias de Verão

CATEQUESE DE 2010/2011 NA NOSSA PARÓQUIA

Inscrições a partir de 1 de Julho, 5ª feira, na secretaria.
  • De crianças: Afixação de horários - 1 de Setembro, 4ª feira Início das aulas - semana que se inicia a 11 de Outubro
  • De adultos: Catecúmenos - as aulas começam a 7 de Outubro, 5ª feira - 19h15 Preparação para o crisma - as aulas começam a 14 de Outubro, 5ª feira, às 19h15 Obs. – Na primeira aula destes cursos para adultos serão especificados os horários e entregues os sumários das diversas lições.

MISSAS NA PARÓQUIA, A PARTIR DO PRÓXIMO MÊS DE SETEMBRO

No mês de Setembro, as três Missas dominicais (10.00h, 12.00h e 19.00h) voltarão a ser celebradas, bem como, a partir de 2ª Feira, 13/09, a Missa das 12.15h, (de 2ª Feira a 6ª Feira).

NO MÊS PASSADO - IMPOSIÇÃO DE ESCAPULÁRIOS DE NOSSA SENHORA DO CARMO

Missa das 18h30 de 16 de Julho - Festa de Nossa Senhora do Carmo

Como é habitual na nossa Paróquia, no dia de Nossa Senhora do Carmo, procedeu-se à imposição de Escapulários às pessoas que o solicitaram.

Este costume piedoso, tão recomendado desde há longos séculos pela Igreja, manifesta o amor zeloso de Nossa Senhora pelos seus filhos, os homens, desde que assumiu a sua maternidade no Calvário, pouco antes da morte de Jesus.

Nossa Senhora, como todas as mães, quer ver o futuro dos seus filhos bem assegurado. Para a Virgem Santíssima, só há verdadeiro descanso quando sabe que os seus filhos estão no Céu, junto de Jesus e da Trindade Santíssima. O uso do escapulário facilita essa ambição de Maria. Mas uma boa Mãe é sempre exigente relativamente ao comportamento dos seus filhos, pelo que o Escapulário imposto deve significar para quem o usa um compromisso sério de vida cristã.

A oração mental (II)

A oração mental, tal como qualquer conversa, requer algumas condições. Quando queremos abrir o coração em confidência de amigo tentamos que não haja interrupções e procuramos a sua proximidade sensível, à vista e ao ouvido, porque nos interessa conhecer as suas reacções e as suas respostas.

Por vezes vamos passear para um lugar sossegado, outras vezes sentamo-nos tranquilamente, mas sempre evitamos tudo o que possa dispersar a atenção ou quebrar o diálogo. E todos temos experiência de como essas conversas são tão compensadoras porque enchem a nossa existência de paz e de uma serena alegria.

O mesmo princípio de actuação deve ser aplicado ao nosso diálogo com o nosso Pai Deus ou com Jesus, através do Espírito Santo que é quem nos revela como devemos orar (cf. Rm 8,26). Para não sermos interrompidos, para não sermos atraídos por outros assuntos, e uma vez que não podemos ver nem ouvir com os nossos sentidos corporais Aquele com quem falamos, requer-se que rodeemos esses tempos de alguma protecção. Ajuda-nos entrar numa igreja e situar-nos diante do Sacrário. Quando isso não é possível, o Senhor aconselha: «entra no teu quarto e fecha a porta» (Mt 6,6). O «quarto» pode não ser o sítio onde dormimos, mas alguma divisão da casa onde nos conseguimos isolar.

Além disso, importa ter com que ler e escrever. Gostávamos de falar com o Senhor de tantos assuntos e por vezes, no momento de fazer oração, eles não nos ocorrem: então abrimos um livro – pode ser o Evangelho ou um livro espiritual – ou a nossa agenda onde fomos tomando apontamentos das coisas da nossa alma (cf. Caminho n. 97).

Para quem tem um dia cheio de ocupações e filhos pequenos, pode ajudar o exemplo do próprio Senhor: Ele retirava-Se a orar muito cedo, antes que o dia começasse (cf. Mc 1,35). Essa generosidade implica que cuidemos da hora de deitar e, se algum dia não nos podemos deitar tão cedo quanto seria aconselhável, que saibamos oferecer a Deus o sacrifício de uma noite menos reparadora. Mas não deixemos a oração para tarde. Esse adiamento pode parecer prudência e, no entanto, revela-se frequentemente uma ingenuidade porque nos retira daquilo que é mais importante (cf. Lc 10,42).

É preferível que este diálogo seja diário, mesmo que curto – bastam dez a quinze minutos –, a tê-lo esporadicamente e de modo longo. Uma vez que Deus está sempre disponível para nos ouvir aproveitemos essa proximidade. Como há tanto que fazer não é bom prolongar esse tempo quando recebemos consolos (cf. Caminho 99).

1 de julho de 2010

Do pároco

Julho sabe a férias, tempo de descanso e de preparação do próximoano laboral.

As suas características especiais fazem-nos lembrar de que há momentos de pausa que devem ser muito bem aproveitados para pôr a nossa vida em ordem.

E isto não é possível sem nos fixarmos em quem devemos lembrar antes de qualquer outra realidade. Para o efeito, recordemos o 1º Mandamento da Lei de Deus: “Adorar e amar a Deus sobre todas as coisas”.

Somos criaturas de Deus. O que significa que a Deus tudo devemos. Não há nada que com Ele não se relacione ou que d’Ele seja autónomo. Por isso, este tempo de descanso e de pausa não terá qualquer significado coerente se não for aproveitado para alcançarmos um melhor relacionamento com Ele, rectificando o que está menos bem – ou mal – e dando graças por tudo aquilo que fizemos de acordo com o que Ele deseja. Fazer a vontade de Deus é sempre fazer o melhor que se pode fazer, porque é cumprir um desejo amoroso de Quem é perfeito em tudo, incluindo naquilo que pede aos outros para levar a cabo.

Tudo o que Deus quer que façamos é orientado pela sua caridade, ou seja, pelo seu amor perfeito pelas criaturas. Inclui a justiça: Deus não nos pede o que não podemos – “Ninguém é tentado acima das suas próprias forças”(1 Cor 10, 13), diz-nos S. Paulo – ou que não é bom para nós – os desígnios de Deus sempre e apenas visam o nosso maior bem. E inclui a misericórdia: Deus compreende as nossas debilidades e é capaz de perdoar, assim como sempre nos ajuda com a sua graça a realizar as tarefas de que nos incumbe. Às vezes podem tornar-se árduas e, aparentemente, inacessíveis às nossas forças e, sobretudo, aos nossos gostos. S. Paulo também sofreu tribulações desse tipo e queixou-se. Interiormente, porém, ouviu uma voz divina que lhe garantia: “Basta-te a minha graça!” (2 Cor 12, 9).

Vamos para férias, mas não punhamos Deus no cabide do esquecimento, mais ou menos voluntário. Preparemos estes dias com calma e peçamos ajuda ao Senhor para que não só não O esqueçamos, como andemos mais acompanhados por Ele em todas as circunstâncias. Sobretudo, deixemos que Ele entre com facilidade no nosso coração. Levemos connosco algum bom livro de formação, que nos anime a percebê-Lo melhor e a não termos receio de que Ele se abeire de nós. Falemos com Deus como seus filhos que somos, isto é, com inteira confiança e como desejo de ganhar maior intimidade com a sua realidade.

À partida, não devemos ir para férias, escolhendo um local duvidosamente honesto ou onde não sejamos capazes de cumprir o preceito de ouvir Missa inteira aos domingos e nos dias de preceito. Como alguém dizia, pôr de lado Deus neste tempo é esquecer que Ele é omnipresente, ou seja, está em toda a parte e em toda a parte Se pôe à nossa disposição. A questão é que queiramos encontrá-Lo. E haverá lugar mais adequado do que o silêncio de uma igreja, onde Ele, dia e noite, com uma disponibilidade total, se deixa acercar por todos os que O procuram no Sacrário?

Como vemos, é só uma questão de boa vontade. Apliquemo-la. Não façamos das nossas férias um espaço sem sentido, onde o egoísmo se contrapõe e sobrepõe a tudo o que é digno na nossa condição de filhos de Deus, que mereceu que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade dignificasse a nossa natureza com a sua Encarnação. E não de uma forma etérea ou confusa. Cristo foi um de nós, exactamente igual – salvo no pecado. Exceptuando a sua concepção miraculosa, por obra do Espírito Santo, cresceu no seio materno de Nossa Senhora como qualquer bebé. Nasceu ao fim do tempo de gravidez habitual. E teve de ser tratado pelos seus pais de forma carinhosa e constante, nos primeiros anos da sua vida, sob pena de não poder sobreviver como toda a criança que dá os primeiros passos aqui na terra. Deus fez-Se homem verdadeiro para nos dizer que vale a pena ser homem! Mas só o vale se, como Jesus Cristo, nós pudermos dizer – decerto com uma veemência muito mais frouxa: “O meu alimento é fazer a vontade de meu Pai”!