1 de novembro de 2009

Do Pároco

Nosso Senhor ensinou-nos, com o seu exemplo e a sua palavra, a amar o próximo como a nós mesmos. Esta é a doutrina da caridade, a que Jesus quis que o homem, resgatado pelo seu Sacrifício Redentor, vivesse com todas as suas forças naturais ajudado pela graça de Deus.

Sabemos que o nosso próximo é qualquer pessoa que está perto de nós, quer por razões de lugar – o "Bom Samaritano" acudiu a um desconhecido ao passar por ele ocasionalmente –, como de relação: familiar, profissional ou social.

Quem entra desta maneira na nossa vida, deve merecer o nosso amor e a nossa dedicação mais veemente, porque se contrai com ele uma obrigação especial de fraternidade. Deus é Pai de todos os homens e nenhum, entre estes, pode ser indiferente para nós. No entanto, Ele pretende que a nossa caridade, tal como a sua constante misericórdia e compaixão, recaia sobre quem, pela sua proximidade, passa a fazer mais parte de nós mesmos.

A Igreja, nossa boa e generosa Mãe, recorda-nos que ela não é apenas o conjunto de fiéis que vivem neste momento sobre a terra e constituem a Igreja Militante. O seu âmbito é muito mais vasto, pois chega ao Céu, onde se encontra a Igreja Triunfante, de que fazem parte as almas que já participam por toda a eternidade da felicidade de Deus. Delas fasemos memória no Dia de Todos os Santos, em 1 de Novembro. Estas almas já não precisam das nossas orações, mas devemos pedir-lhes que sejam poderosas intercessoras junto de Deus.

A Igreja Padecente é formada pelas almas dos que já morreram e ainda se preparam, no Purgatório, através da purificação, para entrar no Céu. São dilectas e santas, pelo que também podem ser nossas intercessoras junto de Deus. Vivem a caridade de uma maneira ordenada e santa, pedindo por todos nós que ainda vivemos nesta vida terrena, nomeadamente pelos que, com generosidade, rezam pelo fim dos seus sofrimentos, e também pelos que lhes são mais próximos.

É por esta razão que em Novembro, a que o povo chama habitualmente "O mês das Almas", a Igreja dedica o dia 2 – Comemoração de todos os fiéis defuntos – a orar pelas almas do Purgatório. É um dever que todos temos. Em primeiro lugar, pelas que estamos mais obrigados. São as dos nossos familiares e amigos, que connosco aqui conviveram e fizeram parte da nossa existência mais intimamente. Como, porém, qualquer alma é nossa irmã, devemos pedir por todas as que estão no Purgatório, fazendo menção especial de aquelas que, aqui na terra, por razões que Deus e elas mesmo conhecerão, têm pouca ou nenhuma gente que se lembra delas.

Certamente que devemos, para além dos sufrágios que possamos oferecer – celebração de Missas, Terços por essa intenção ou outras orações – oferecer sacrifícios. Não é necessário que sejam muito grandes e podemos dar-lhes um sentido positivo. Por exemplo: realizar o trabalho que temos entre mãos com perfeição e esforço, rezar mais e com atenção redobrada as orações vocais, tratar melhor alguma pessoa que nos irrita habitualmente, perdoar a quem, talvez sem se dar conta, cometeu alguma incorrecção ou injustiça para connosco, manifestar um gesto de delicadeza e estima para com algum familiar ou amigo que necessita de carinho humano naquele momento, ajudar, sem nos fazermos notar, alguém que necessite do nosso auxílio, etc.

Maria Santíssima, Mãe de todas as almas, com que satisfação não verá que os seus filhos, aqui na terra e também no Céu, rezam pelos seus irmãos que sofrem no Purgatório. Ela poderá ter, para com Jesus, a mesma influência que conhecemos nas Bodas de Caná. E realizar o grande milagre de, durante o "Mês das Almas", levar para o Céu muitas delas, a fim de gozarem, pela sua intercessão e pelos nossos rogos, a bem-aventurança eterna.

A vida do Santo Cura d’Ars (V)

Desde 1818 que o pároco de Ars se esforçava por converter o seu rebanho. Para isso não se poupava. Fazia penitências duríssimas: jejuns muito rigorosos até ao ponto de parecer quase esquelético, usava umas disciplinas que lhe causavam sangue, e rezava intensamente a Deus.

Declarava muitas vezes ao Senhor que estava disposto a sofrer tudo aquilo que Ele quisesse a troco da conversão da sua gente. E Deus ouvia o seu rogo. Preocupavam-no os homens que pareciam mais reservados a manifestar a sua piedade. Dizia o bom Cura: «A devoção é muito mais influente quando eles a praticam».

O certo é que pouco a pouco foi conseguindo ganhar aquelas almas rudes mas simples e, na maior parte dos casos, ignorantes. Dedicou-se afanosamente a catequisar os seus paroquianos e para os ganhar não pregava com doçura mas com exigência. E sempre com sinceridade. Toda a gente sentia que a sua palavra lhe saía do coração e era sincera.

Estava também preocupado com as meninas, sobretudo as mais pobres, as órfãs, aquelas que não tinham um lar verdadeiro que as acolhesse. Então criou uma instituição para albergar estas raparigas que ele muitas vezes recolhia na rua, a que deu o nome de «Providência», e confiou o seu governo a três mulheres da sua total confiança.

Um dia o Santo acompanhou a uma rapariga que tinha encontrado perdida até à porta da «Providência». Abriu-lhe Catarina Lassagne, a directora, e ele disse-lhe:

– Recebe esta menina que Deus nos envia. – Mas, senhor Padre, já não resta uma única cama! – Sempre resta a tua! A jovem directora só duvidou por um instante da Providência. Com vivo arrependimento abriu os braços à desgraçada e estreitou-a contra o coração. Este episódio mostra bem não só a santidade do sacerdote mas como conseguia formar no seu modo de viver os que tinha ao seu redor.

(Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. [versão online em castelhano])

Aura Miguel em Telheiras

No próximo dia 19 deste mês, 5ª feira, às 21h30, a jornalista da Rádio Renascença dedicada ao Vaticano virá à nossa paróquia para nos falar sobre o lugar de Portugal no coração de João Paulo II e Bento XVI.

Fátima – Peregrinação da Paróquia Dia 01/12/09, 3ª Feira (Feriado)

PROGRAMA (1)

  • 8.30h-8.45h–Chegada das pessoas que se inscreveram no autocarro. Este estará junto ao cruzamento da Estrada de Telheiras com a R. Prof. Francisco Gentil (2)
  • 9.00h –Partida do autocarro para Fátima;
  • 11.00h – Chegada a Fátima;
  • 12.00h –Recitação do Terço (Capelinha das Aparições);
  • 12.30h – Santa Missa (Capelinha das Aparições);
  • 13.30h – Almoço na Casa de Retiros Nª Srª Carmo (2)
  • 15.15h – Via-Sacra;
  • 16.00h – Saída do autocarro para Aljustrel e Valinhos;
  • 17.00h – Regresso a Lisboa – Telheiras;
  • 18.30h –19.00h – Chegada do autocarro a Telheiras, ao mesmo local da partida (3)

......................................... (1) Serão acrescentados outros pormenores dentro de alguns dias (2) Preço de viagem por pessoa: 10 Euros (2) Só para as pessoas que se inscreveram. Preço do almoço: 9 Euros pessoa adulta; 5 Euros criança até aos 12 anos (3) Far-se-á uma paragem de 15m numa estação de serviço, nas viagens de ida e volta.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE O MÊS DE NOVEMBRO

P. José Miguel: De 3ª Feira, dia 3 a Domingo, dia 8, ao fim da manhã.

P. João Campos: De 6ª Feira, dia 27 a 3ª Feira, dia 2/12, da parte da manhã

CATEQUESE DE ADULTOS

Curso de Catecúmenos: Aulas durante este mês 2ªs Feiras, 19.15h (Salão da Igreja, orientação: P. Rui Rosas da Silva)

  • Aula n. 3 (Dia 09): A Existência de Deus
  • Aula n. 4 (Dia 16): A Fé Sobrenatural.

CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS (Orientação: P. João Campos): Uma vez por mês; de Novembro/2009 a Maio/2010, 3ªs Feiras, 19.15h, no Salão da Igreja. Neste mês:

  • Dia 24 – Apresentação do Curso sobre moral e oração. Tema: A Arte de Viver.

Curso de Preparação para o Crisma (Orientação: P. Rui Rosas da Silva): Aulas durante este mês: 5ªs Feiras, 19.15h (Salão da Igreja)

  • Dia 05: Apresentação do calendário de aulas e resumo das matérias a tratar
  • Dia 19: Os meios de salvação propostos por Deus aos homens
  • Dia 26 : Breve História da Salvação – Da criação do homem a Jesus Cristo: momentos mais relevantes

CATEQUESE DE CRIANÇAS

Iniciou-se o nosso Ano Catequético no dia 8 de Outubro passado, encontrando-se em pleno funcionamento todas as as classes. Saliente-se ainda que já começou a 24 de Outubro a catequese que o Agrupamento n. 683 de Escuteiros quis que se realizasse entre as suas actividades.

Graças a Deus, o número de crianças inscritas aumentou notavelmente.

Palestras para as Mães da catequese, Domingos às 11h na Paróquia:

1ª sessão - 18 de Outubro

2ª sessão - 15 de Novembro

3ª sessão - 13 de Dezembro

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM NOVEMBRO

Dia 1 de Novembro: Dia de Núcleo, evento anual em que participam todos os escuteiros do Núcleo Oriental de Lisboa. Este ano o Agrupamento que nos acolhe é o 760 do Beato que festeja 25 anos de existência. Dias 14 e 15 Novembro: Actividade de Guias do Grupo Pioneiro, com pernoita no Abrigo. Dias 28 e 29 Novembro: Participação do Agrupamento na campanha de recolha de alimentos, para o Banco Alimentar conta a fome.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM NOVEMBRO 2009

Homens: 2ª Feira, Dia 2, 19.15h – Salão da Igreja, à R. Filipe Duarte. Senhoras: 5ª Feira, Dia 12, 19.15h – Igreja

BAPTISMOS NESTE MÊS DE NOVEMBRO DE 2009

Sábado, dia 07, 12.00h – Tiago Tavares Chora

Sábado, dia 21, 12.00h - João Monteiro Monteiro e António Monteiro Martins

CABAZ DO NATAL

Na próxima semana começará a preparação do CABAZ DO NATAL. Com ele, e seguindo já uma tradição da nossa Paróquia, procuraremos dar um Natal mais feliz a famílias que necessitam da nossa ajuda. Agradecemos, desde já, que nos deixem as vossas ofertas de bens alimentícios duráveis, que podem compreender também produtos próprios da quadra natalícia.

Curso Bíblico sobre o Sacerdócio - "Segundo a Ordem de Melquisedec"

Orientado pelo P. José Miguel Ferreira Martins, este curso é organizado pela II viagararia de Lisboa, a que pertence a nossa Paróquia. Consta de sete sessões, entre Novembro de 2009 e Maio de 2010. Terá lugar no Salão paroquial da Igreja da Portela, à Av. dos Descobrimentos, n. 4 - Portela. Primeira sessão: 12 de Novembro, 5ª feira, 21.30h. Tema: o sacerdócio natural.

Mais informação.

O uso do Crucifixo

No mês de Novembro a Igreja termina o ano litúrgico celebrando solenemente a realeza do Senhor: Jesus Cristo, Rei do Universo. Não o faz movida por um triunfalismo ôco como poderia ser o de associar o reino de Cristo a coisas deste mundo (cf. Rm 14,17).

«Aqueles que esperavam do Messias um poderio temporal visível enganavam-se» (São Josemaria, Cristo que passa, 180). Mas a Igreja não pode deixar de celebrar o triunfo de Cristo, o seu poder e glória, sob pena de se esvaziar a si mesma acerca daquilo que Ela procura. «Verdade e justiça; paz e alegria no Espírito Santo. Esse é o reino de Cristo: a acção divina que salva os homens e que culminará quando a história acabar, e o Senhor, que Se senta no mais alto do Paraíso, vier julgar definitivamente os homens» (ib.).

Cada um de nós procura também celebrar o triunfo de Cristo. Um triunfo que já se deu, mas que ainda não se consumou completamente. Já estamos salvos, já somos filhos de Deus, mas ainda não se revelou o que havemos de ser (cf. 1 Jo 3,2). No entanto, se só esperássemos o triunfo futuro teríamos uma desilusão, porque o que havemos de receber em plenitude já se está a dar em nós. Por isso podemos e devemos celebrar esse triunfo.

De que modo? Recordando o que constitui essencialmente o triunfo de Cristo e o seu reino: a sua entrega na Cruz. É na Cruz que Jesus obtém do Pai, para nós, todas as graças: o perdão, a filiação divina, os Sacramentos, a inabitação do Espírito Santo e até a filiação a Maria. Celebrar o triunfo de Cristo é venerar a sua Cruz.

Por isso todo o cristão há-de olhar o Crucifixo, a imagem de Cristo pregado na Cruz, com uma palavra afectuosa, com um beijo, com um gesto que indique a veneração. É bom ter algum na nossa casa, no nosso quarto, na nossa mesa de trabalho enquanto trabalhamos. «O teu Crucifixo. – Como cristão, deverias trazer sempre contigo o teu Crucifixo. E colocá-lo sobre a tua mesa de trabalho. E beijá-lo antes de te entregares ao descanso e ao acordar. E quando o pobre corpo se rebelar contra a tua alma, beija-o também» (Idem, Caminho, 302).