4 de outubro de 2009

Do Pároco

No mês em que a Igreja dedica, de um modo especial, particular relevo à tradicional devoção da reza do Terço, em honra de Nossa Senhora, como bons filhos da melhor Mãe que Deus nos podia ter dado – lembremo-nos que Ele nos deu a sua própria Mãe –, seria bom que nos propuséssemos honrar Maria Santíssima com todo o fervor.

Para tanto, decerto que ela apreciará que nos esforcemos por rezar o terço diariamente. Mais contente se sentirá se os lares cristãos o fizerem em família, congregando à volta da contas todos os seus membros. Não rejubila uma mãe quando sente ao seu redor os filhos reunidos na doce paz do lar?

Quantos exemplos de bons propósitos e de fidelidade à fé não poderíamos tirar de quem persevera na recitação do terço!

As distracções podem enfraquecer as nossas intenções. Nossa Senhora não se importa com as distracções, desde que nós as não cultivemos por tibieza ou falta de amor. E quando as nossas intenções são deterioradas, a Mãe sempre chama a atenção do filho para mudar de atitude, na sua função educadora. A este propósito, recordo uma história verdadeira, passada com um rapazito filho de uma família, onde a devoção à Virgem Santíssima fazia parte do dia a dia. Como veremos, as suas intenções não eram muito claras.

Mais ou menos no final da manhã, apareceu o referido gaiato junto da mãe, a quem quis oferecer uma pequena flor apanhada num canteiro do quintal. Estava-se em Maio. A mãe sugeriu-lhe, depois de lhe agradecer, que oferecesse a flor a Nossa Senhora. O miúdo foi peremptório: "A flor é para ti e não para Nossa Senhora".

A mãe explicou-lhe que o mês de Maio era dedicado a Maria. Mas o filho não cedeu. Resignada, ia colocar a flor junto da imagem da Mãe de Jesus. O rapaz parou-a. "Ó mãe, que horas são?" Explicou-lhe que se estava perto da hora do almoço. Observou o filho: "Então, pensando melhor, ofereço a flor a Nossa Senhora". A mãe ficou surpreendida com a mudança, sentindo-se satisfeita com ela. E o petiz explicou: "Assim, quando chegar S. José para o almoço e vir a flor junto da sua mulher, vai perguntar: "Maria, quem te ofereceu essa flor? E Nossa Senhora dirá: Foi o..." E acrescentou o seu nome, que certamente iria merecer atenções especiais e louvores de S. José.

Não nos preocupemos muito com a receptividade do Terço. Conta-se que Mons. Fulton Sheen, que pastoreou a populosa diocese de Nova York, era amigo de um rapaz, católico, que namorava uma colega sua, de confissão protestante. Estabeleceram entre si grande amizade. Um dia, a rapariga fez-lhe mais ou menos esta observação: "Os católicos são muito pouco originais na forma como rezam. Por exemplo: o terço. Que sensaboria! Dizem sempre as mesmas palavras durante tempos infindos. Isso é rezar?"

O arcebispo nada lhe respondeu na altura. Alguns dias mais tarde, encontrou-a e perguntou-lhe se tinha estado com o seu namorado. Respondeu-lhe afirmativamente. "E ele – inquiriu – disse que gostava de ti, que te amava?". "Claro, era o que faltava que não dissesse! Sempre me diz isso quando estamos juntos". Monsenhor Fulton Sheen observou: "Como? Ontem, quando esteve contigo, disse-te que te amava?" "É óbvio!" "E anteontem?" "Já lhe disse. Sempre que estamos um com o outro, ele diz-me que me ama". "Mas isso deve ser uma sensaboria! Diz-te sempre a mesma coisa..."

A rapariga entendeu o recado. Quando se ama alguém, não é necessário encontrar palavras complicadas ou ideias sublimes para exprimir o amor. É preciso, sim, ser fiel nos sentimentos e nas obrigações que se contrai com a pessoa amada. É o que fazemos quando rezamos o terço. Manifestamos a Maria o nosso amor com a simplicidade com que uma criança oferece à sua mãe uma flor que tira do jardim. Provavelmente, não será a mais bonita, nem aquela de que a mãe gosta mais. Não é o que importa. O gesto é bem mais significativo do que todo o resto. Por sinal, a namorada acabou por se converter ao catolicismo...

Rezemos devotamente o Terço e metamos mais a nossa Mãe na nossa vida pessoal e familiar.

A vida do Santo Cura d’Ars (IV)

Desde muito cedo o jovem sacerdote se revelou um mestre na arte de ouvir confissões e conduzir os penitentes a uma profunda conversão. O seu primeiro encargo pastoral foi como Vigário Paroquial de Ecully, entre 1815 e 1818. Durante esse período o Pároco confessava-se com ele.

A partir de 1818 foi destinado a Ars, que em 1808 tinha 220 habitantes. Esta aldeia, no ano da sua chegada, recebera por pároco um jovem de 27 anos (João Maria nessa altura já tinha 32), mas este morreu 23 dias depois de tomar posse. Ars era considerada uma espécie de Sibéria, chegando a pensar-se não nomear um novo pároco. Seria nessas circunstâncias administrada a partir de Misérieux, uma paróquia vizinha mais populosa e mais rica. Foi a castelã de Ars, a Menina Anne de Garets (Garets é o nome do Castelo de Ars) quem exigiu a nomeação de um sacerdote; e João Maria foi aquele a quem coube a sorte por não ser muito bem visto em Lyon, a sede da Diocese. 9 de Fevereiro de 1818 é a data da sua entrada em Ars.

A razão pela qual o Padre João Maria era olhado com certa reserva e perplexidade devia-se, fundamentalmente, ao seu exemplo de vida: tentava identificar-se com todas as forças da sua alma com Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote e não alinhava em divertimentos ou conversas que faziam perder o tom sacerdotal. Os seus colegas, por isso, cedo entenderam que se tratava de alguém que sobressaía pela sua humildade.

O novo pároco de Ars, desde que chegou à sua nova paróquia, empreendeu uma luta sem tréguas contra os pecados que se notavam na vida social. Mais do que pecados eram ocasiões de pecado. O Cura d’Ars foi implacável na sua perseguição a várias pragas que grassavam pela freguesia: em primeiro lugar a ignorância religiosa, para o que foi incansável na sua catequese; depois, o trabalho aos Domingos, as tabernas, os bailes e, finalmente, a blasfémia. A sua pregação era muito contundente e não temia ficar mal visto. Dizia tudo o que tinha a dizer recorrendo, por vezes, a uma ponta de ironia.

Mas nada disto teria sido eficaz sem a arma da penitência. Desde que chegou a Ars o novo pároco impôs-se a si mesmo um regime rigorosíssimo de jejum e de vigília para rezar mais e melhor. Ele estava convencido que a penitência que mais agradava a Deus e mais derrotava o demónio era privar-se da comida, da bebida e do sono para orar abundantemente. (cf. Rev.º Tailhades, Processo do ordinário, p. 1516).

(Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. [versão online em castelhano])

Mudança de hora na madrugada de 25 de Outubro, Domingo

Na madrugada de Domingo (25/10), concretamente, às 2.00h, os relógios atrasam uma hora. Entra-se na chamada "hora de inverno". As Missas de Domingo, 25/10, às 10.00h, 12.00h e 19.00h serão celebradas, obviamente, de acordo com a "hora de inverno".

HORÁRIO DE MISSAS DE SETEMBRO/2009 A JUNHO DE 2010

De 2ª Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h

Sábados: 18.30h

Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h

Obs – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento

CATEQUESE

Inscrições para o Ano Catequético 2009/2010: Continuam abertas até 2 de Outubro, 2ª Feira. Os pais podem apresentar as matrículas dos seus filhos na Secretaria, nas horas normais de atendimento. As aulas começarão na 5ª Feira, 8 de Outubro.

Horário de Aulas no ano de 2009/2010:

  1. Catequese do 1º ao 7º Ano: a) Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Domingos: 11.00h-11.45h b) Rapazes: 2ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Sábados: 11.00h-11.45h
  2. Catequese do 8º ao 10º Ano: Domingos, 11h-11.45h, Colégio Alemão

Obs. – Reuniões de Pais dos alunos da Catequese: Grupo 1. b): 01 de Outubro, 5ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja Grupo 2. : 12 de Outubro, 2ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja

Curso de Preparação para o Crisma (adultos): Início a 5 de Novembro, 5ª Feira, 19.15h. As aulas, num total de 15, serão dadas às 5ªs Feiras, das 19.15h-20.00h. Inscrições abertas até 30 de Outubro, 6ª Feira, nas horas de funcionamento da Secretaria. Na aula inicial serão apresentados os horários definitivos.

Curso de Catecúmenos: Início a 19 de Outubro, 2ª Feira, 19.15h, As aulas, num total de 20, serão dadas às 2ªs Feiras, das 19.15h-20.00h. Inscrições até 16 de Outubro, 6ª Feira, nas horas de funcionamento da Secretaria. Na aula inicial serão apresentados os horários definitivos.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE O MÊS DE OUTUBRO

P. Rui: 2ª Feira, dia 5 a Sábado, dia 10

RECOLECÇÕES MENSAIS EM OUTUBRO 2009

Homens: 2ª Feira, Dia 05, 19.15h – Salão da Igreja, à R. Filipe Duarte

Senhoras: 5ª Feira, Dia 08, 19.15h – Igreja

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM OUTUBRO

Acantonamento dos Lobitos na Quinta das Tílias, (Venda Seca – Belas): das 21.00h de 09/10, 6ª F., às 17.00h, de 10/10, Sábado.

Acampamento dos Pioneiros a 9, 10 e 11 de Outubro: Local misterioso, a descobrir pelos participantes

"Manhã para ti". Actividade do Agrupamento, a 17 de Outubro, Sábado, com a participação em ateliers que exigem inscrição prévia.

BAPTISMOS NESTE MÊS DE OUTUBRO DE 2009

Sábado, dia 10, 12.00h: Gonçalo M. Faria Seixas

A cumplicidade dos Anjos

«Conquista o Anjo da Guarda daquele que queres trazer para o teu apostolado. – É sempre um grande "cúmplice"» (SÃO JOSEMARIA, Caminho 563). Este ponto, com a sua brevidade habitual, apresenta-nos um belo panorama para a tarefa da nova evangelização em que estamos empenhados.

Sabemos que todos os homens têm um Anjo da Guarda. «Desde a infância até à morte – ensina o Catecismo da Igreja Católica no n. 336 – a vida humana é acompanhada pela sua assistência. "Cada fiel tem a seu lado um Anjo como protector e pastor para o guiar na vida" (SÃO BASÍLIO, C. Eunómio 3,1; PG 29,656B)».

Devemos encarar esta realidade como mais uma manifestação do amor de Deus pelo ser humano, colocando alguém, muito mais poderoso e inteligente do que ele, para o ajudar a encontrar com mais eficácia e mais facilidade a porta do Céu. Companheiro constante da nossa vida, desempenha as suas funções com um amor e uma dedicação inexcedíveis. Quando o Senhor nos chamar para a vida eterna, ficaremos decerto admirados com todos os pormenores de auxílio que ele nos prestou. E compreenderemos como, em certas circunstâncias de maior dificuldade, a sua ajuda, discreta e silenciosa, foi fundamental para tomarmos as melhores opções, que podem ter sido difíceis e exigir da nossa parte um exercício de humildade e de fortaleza muito exigentes.

Nessa "conquista" de que nos fala S. Josemaria, compreendemos como o Anjo da Guarda se prontifica a auxiliar a pessoa a seu cargo e ficará muito agradecido pelas intenções que lhe manifestamos, ao dizer-lhe, por exemplo, que gostaríamos que o seu protegido desse um passo concreto para se aproximar mais de Cristo. Pode receber esta sugestão como uma pista para animar esse nosso amigo a recebê-la da melhor maneira, facilitando assim a nossa acção apostólica.

Se é certo que ao Anjo da Guarda não é acessível a nossa intimidade – ela é como um santuário onde só nós, de um modo imperfeito, e Deus, porque é omnisciente duma forma totalmente perfeita, podem penetrar –, a sua inteligência superior e o seu zelo pela nossa salvação levam-no a ter um conhecimento muito profundo do que se passa no nosso interior. Mas se nós, duma forma voluntária, o abrimos, ele poderá auxiliar-nos com maior proveito. Assim, falemos com ele e com os dos nossos amigos com franqueza e simplicidade, para que destes colóquios resultem os maiores benefícios espirituais.

São de facto nossos cúmplices na tarefa da evangelização. Anseiam pela nossa palavra dirigida àqueles que eles guardam e guiam; anseiam pela nossa amizade, pela nossa oração e pelo nosso zelo. Se nos fizermos seus amigos será mais fácil e mais eficaz a nossa tarefa.