5 de abril de 2009

SEMANA SANTA NA PARÓQUIA DE TELHEIRAS

  • 5 de Abril, Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
    Missas às horas normais de Domingo.
    Entrada Solene com benção de ramos: 10h e 19h
    Procissão de Ramos, seguida de Missa: 12h
  • 9 de Abril, 5ª Feira Santa
    19h: Missa Vespertina da Ceia do Senhor. No final, Procissão com o Santíssimo Sacramento até ao seu lugar de recolha (Monumento), onde permanecerá à adoração dos fiéis até às 22h30.
    Haverá um horário especial de confissões para os paroquianos que partirem de férias mais cedo, na 5ª Feira, 25, 21h30-22h30 e 6ª Feira, 26, no mesmo horário.
  • 10 de Abril, 6ª Feira Santa
    Das 10h às 16h: Adoração do Santíssimo Sacramento; Confissões
    Não se celebra a Missa às 12h15.
    16h: Celebração da Paixão do Senhor.
  • 11 de Abril, Sábado Santo
    21h30: Solene Vigília Pascal. Inclui a administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã a Catecúmenos e a crianças em idade de Catequese e a administração do Baptismo a crianças com menos de 6 anos.
  • 12 de Abril, Domingo de Páscoa
    Santa Missa às 10h, 12h e 19h
    Entre as 15h e as 18h: visitas às casas dos paroquianos que o solicitarem, principalmente os que têm doentes. Se não for possível nas horas e datas indicadas combinar com tempo na Secretária.

CATEQUESE

De acordo com o Calendário Catequético, o recomeço das aulas está marcado para o dia 14 de Abril, 3ª Feira a seguir ao Domingo de Páscoa.

Catequese

A Bênção

«Bênção» procede do latim benedictio, do verbo benedico, «bendigo», «digo algo de bom», «digo algo a favor de alguém», «louvo». Quando aquele que «diz» é um homem a sua bênção deve aplicar-se sempre ao que é verdadeiro: não posso louvar o que é mau e vergonhoso, o que é desonesto. O homem deve bendizer sobretudo Deus.

Mas a bênção tem outro significado quando aquele que «diz», aquele que fala, tem algum poder, alguma autoridade. Neste caso «benzer» ou «abençoar» é derramar o bem sobre outro, invocar para ele o bem, protegê-lo, ajudá-lo, rodeá-lo do favor. É isto que sucede quando quem abençoa é Deus.

Assim quando nós abençoamos os alimentos que vamos tomar louvamos a Deus por nos ter dado tais alimentos. Quando nos benzemos invocamos a protecção de Deus e a sua ajuda sobre nós. Ambas as coisas são compatíveis no mesmo momento, por exemplo quando abençoamos as refeições.

A bênção adquire maior solenidade quando pedimos a Deus que nos abençoe através de um seu ministro. Isso sucede sobretudo na Bênção de despedida da Santa Missa, e na Bênção que o sacerdote dá com o próprio Senhor no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, fora da Missa.

Mas mesmo sem tanta solenidade é comum que os cristãos peçam aos ministros da Igreja bênçãos para si mesmos, para os seus filhos, para alguns objectos particularmente queridos – instrumentos de trabalho (um automóvel, por exemplo), objectos de piedade (um rosário mariano, por exemplo, ou um crucifixo) – e, de um modo especial, para a própria casa, lugar do seu repouso e da sua vida familiar, do seu encontro com Deus, com os outros e consigo mesmo: o seu lugar, neste peregrinar sobre a terra. Por isso é costume que benza a casa como sinal da protecção e da ajuda de Deus sobre uma família.

Mas não será isto superstição? Perante tal suspeita basta pensar que a bênção é acompanhada com o gesto de traçar uma cruz no ar. Deus abençoa sempre com a Cruz. A protecção não significa ausência de dores ou de dificuldades mas a ajuda para as suportar como Jesus na Cruz.

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, 2: Homens: 19.15h – Salão da Igreja.
Obs. – Calhando a recolecção de senhoras na 5ª Feira Santa, dia 9, não se realiza neste mês esta actividade.

FOLAR DA PÁSCOA – AJUDAR OS QUE MAIS PRECISAM

A distribuição do FOLAR far-se-á, como habitualmente, em dois dias: ROUPAS: 4ª Feira (Santa), 8 de Abril; COMIDA: 5ª Feira (Santa), 9 de Abril, Em ambos os dias, entre as 10.30h e as 12.00h.

AGRUPAMENTO Nº 683 DO C.N. de Escuteiros – ACTIVIDADES EM ABRIL

Realizadas as Promessas no passado fim-de-semana de 28 e 29 de Março, são as seguintes as actividades que se destacam neste mês: de 3 a 5, Acampamento da II e III Secção no CEADA – Arrábida; 18: Jogo de cidade de todas as secções; 25 e 26, acampamento de pais e filhos da II Secção.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES EM ABRIL

P. Rui – De 15 (4ª Feira) a 19 (Domingo, da parte da manhã) – Retiro espiritual;
De 27 (2ª Feira à tarde) a 1/05 (6ª Feira) – Pregação de um retiro a sacerdotes
P. José Miguel – De 3 (6ª Feira) a 7 (3ª Feira) – Actividade pastoral com jovens

CURSOS QUE PODE FREQUENTAR NA NOSSA PARÓQUIA NESTE MÊS

  • Curso de Catecúmenos – 2ª Feiras, 19.15h: Dias 20 E 27 – Para as pessoas interessadas em ingressar no catecumenato e, eventualmente, receberem os Sacramentos da Iniciação Cristã.

  • Curso de Teologia para Universitários – Anatomia da Fé Católica (Em curso). 3ªs Feiras, 19.15h: Dia 14: A sabedoria na Bíblia; Dia 21:A figura do rei David e a sua corte; Dia 28: O profetismo.

  • Curso de Teologia para Todos – Uma vez por mês. Próxima sessão: Dia 20, 2ª Feira, 19.15h: Sacramento do Matrimónio – I;

  • Curso Bíblico sobre S. Paulo – Quem és Tu, Senhor? (Uma vez por mês. Próxima sessão: Dia 23, 5ª Feira, 21.30h.

  • Curso de Preparação para o Crisma – 5ªs Feiras, 19.15h: Dias 2 e 23; 6ª Feira, 1 de Maio, 21.30h: Preparação para a Cerimónia.

Os Sacramentais no Catecismo da Igreja Católica

No fim da segunda parte do Catecismo dedicada à celebração do mistério cristão, onde se desenvolve a doutrina sobre os Sacramentos, encontramos um capítulo que tem por título «As outras celebrações litúrgicas», cujo primeiro artigo se ocupa dos Sacramentais.

«"A Santa Mãe Igreja instituiu também os sacramentais. Estes são, à imitação dos sacramentos, sinais sagrados que significam realidades, sobretudo de ordem espiritual, e se obtêm pela oração da Igreja. Por meio deles dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e santificam-se as várias circunstâncias da vida" (Conc. Vaticano II, Const. Sacrosanctum Concilium, 60).

São instituídos pela Igreja com vista à santificação de certos ministérios da mesma Igreja, de certos estados de vida, de circunstâncias muito variadas da vida cristã, bem como do uso das coisas úteis ao homem. (...) Incluem sempre uma oração, muitas vezes acompanhada de um determinado sinal, como a imposição da mão, o sinal da cruz, a aspersão da água benta (que recorda o Baptismo). (...)

Entre os sacramentais figuram, em primeiro lugar, as bênçãos (de pessoas, da mesa, de objectos e lugares). Toda a bênção é louvor de Deus e oração para obter os seus dons. Em Cristo, os cristãos são abençoados por Deus Pai, "com toda a espécie de bênçãos espirituais" (Ef 1,3). É por isso que a Igreja dá a bênção invocando o nome de Jesus e habitualmente fazendo o santo sinal da Cruz de Cristo»

(Catecismo da Igreja Católica, nn. 1667, 1668 e 1671)

Nunca deixou Cristo de cumprir qualquer promessa que tenha feito. A sua Ressurreição foi uma delas. Mas de todas talvez a que menos entenderam os apóstolos. Tinham visto Cristo fazer várias ressurreições. A última, do seu amigo Lázaro, que morrera há dias e o seu cadáver se encontrava já em putrefacção. No entanto, uma coisa é ter poder para ressuscitar um morto, outra, muito diferente, é ressuscitar-se a si mesmo, depois de se ter morrido.

Os apóstolos estavam completamente descrentes desta possibilidade, reveladora de um poder insuspeitado por parte de quem a conseguisse realizar. Cristo, cuidadosamente, repetiu-lhes várias vezes que assim iria suceder. Parecia-lhes uma hipótese de tal modo inviável que não Lhe deram ouvidos, ou melhor, não O entenderam, não pensaram nessa hipótese, passando-lhes ao lado a promessa do Mestre.

Acresce ainda que Jesus, para ressuscitar, teve primeiro de morrer ignominiosamente no Calvário, contado entre malfeitores, desacreditado, quanto à sua fama, ao seu poder e à sua honra. Morrer numa cruz não era uma prova evidente de que o Galileu, que tanta gente atraiu para Si, não passava de um embusteiro? Ou seriam os chefes religiosos dos judeus tão maldosos e incompetentes que pedissem a condenação à morte mais vergonhosa daqueles tempos para Cristo?

Decerto que tudo isto poderia ter passado pela cabeça dos apóstolos. Mas mais os feria ainda outro facto, que não eram capazes de perceber: Jesus, que sempre saíra vitorioso dos embates com os chefes judeus, encontrava-se ali numa cruz, cheio de feridas e de ultrajes. Não reagira a nenhuma destas contrariedades. Pelo contrário, sempre Se manteve em silêncio, não protestando e deixando que os seus condenadores agissem da forma que melhor lhes aprouve.

Não seria que toda a sua força e dinâmica realizadora de tantos milagres espantosos se finara? E o que dizer da sua simples e incisiva capacidade oral de desfazer os argumentos contrários com que O atacavam, a não ser que se sumira no abismo da sua dor e da sua incapacidade.

Na Cruz, Cristo aparecia como um derrotado total, sem possibilidade de reacção. Quando a morte O tocou, o que haveriam de concluir aqueles galileus que O seguiram de tão perto, tudo largando e tudo deixando para andar com Ele? Ao fim e ao cabo, o que observavam era a linguagem do falhanço completo, tal como Ele lhes dissera várias vezes: o Filho do Homem "será entregue aos gentios, será escarnecido, ultrajado, cuspido; e depois de O flagelarem, O matarão… (Lc 18, 32-33).

Por isso, dois discípulos de Jesus, que se encaminhavam, desalentados, para a sua terra de Emaús, estavam cabisbaixos, remoendo o desalento brutal que atacava a alma como uma seta dolorosa,. E, pior ainda, um dos doze apóstolos, Tomé, não foi capaz de acreditar numa aparição do Senhor já ressuscitado aos companheiros. A sua opinião sobre a inpossibilidade da ressurreição é determinada e seca: "Se não vir nas suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no seu lado, não acreditarei" (Jo 20, 25).

Toda esta falta de fé nas palavras de Cristo seria mais desculpável se Ele nada tivesse dito sobre a sua ressurreição. Mas afirmou-a de forma clara, tão meridiana como a sua previsão da morte. Voltando ao texto de Lucas citado, ele termina assim: "… e ao terceiro dia, ressuscitará".

A verdade que Jesus ensina é tão perfeita como a perfeição de Deus, que Ele é. Não nos engana nem nos quer enganar. Sempre diz a verdade e tudo o que diz cumpre-se, porque a sua vontade tem a omnipotência de Quem é omnipotente. A Ressurreição é, por esta razão, um facto indesmentível. Compete-nos aceitá-La, porque para Deus nada é impossível. E alegremo-nos com o nosso Deus que tem tal poder e o derrama com serena providência sobre toda a humanidade de todos os tempos.

A devoção a Maria pode transformar-se numa verdadeira escola de aprendizagem da nossa confiança em Deus, porque ela nunca pôs em causa a Ressurreição do seu Filho. Peçamos-lhe a Fé, que sempre precisamos, para ver a realidade com olhos sobrenaturais.


Tomé toca no lado aberto de Cristo - Caravaggio

Contas da Paróquia de Telheiras para o ano de 2008 - já aprovadas pelo Patriarcado