1 de março de 2009

A Via-sacra

Uma das práticas de piedade mais estendidas entre o povo cristão é a consideração da Paixão do Senhor, sobretudo do seu caminho com a Cruz aos ombros até ao Calvário onde foi crucificado. Esta prática tem especial relevância na Quaresma, mais ainda à sexta-feira, que foi o dia da semana em que tudo aquilo sucedeu.

A Via-sacra – assim chamada esta prática por se tratar de um caminho (via) e por ser sagrado (sacra), por ser aquele caminho que nos trouxe a comunhão com Deus – consiste na representação à nossa imaginação de catorze cenas ou etapas às quais se dá o nome de estações.

No seu esquema tradicional, nove dessas estações estão tiradas da Escritura – a 1ª, 2ª, 5ª, 8ª, 10ª, 11ª, 12ª, 13ª e 14ª –; as outras cinco procedem da Tradição. Todas elas encerram ensinamentos sobre o modo como o Senhor nos quis amar e nos estimulam a corresponder com mais generosidade a esse amor.

Podemos fazer a Via-sacra como nos der mais devoção. Nas igrejas estão colocadas catorze cruzes para que os fiéis possam seguir visualmente esse percurso ao longo das suas paredes, tendo a Igreja concedido indulgências para quem as quiser seguir. Mas nada impede que a façamos em nossa casa. Podemos seguir um texto ou podemos simplesmente imaginar por nossa conta.

O que importa é reviver aqueles passos de Jesus. «A Via-sacra. – escrevia São Josemaria – Esta é que é devoção vigorosa e substancial! Oxalá te habituasses a rever esses catorze pontos da Paixão e Morte do Senhor, às sextas-feiras. – Asseguro-te que obterias fortaleza para toda a semana» (Caminho 556).

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