9 de fevereiro de 2009

CURSOS QUE PODE FREQUENTAR NA NOSSA PARÓQUIA NESTE MÊS DE FEVEREIRO DE 2009

Curso de Catecúmenos – 2ª Feiras, 19.15h: Dias 9, 16 e 23 – Para as pessoas interessadas em ingressar no catecumenato e, eventualmente, receberem os Sacramentos da Iniciação Cristã.

Curso de Teologia para UniversitáriosAnatomia da Fé Católica (Em curso). Sábados, 21.45h - Datas a determinar brevemente

Curso de Teologia para Todos – (Em Curso). Uma vez por mês. Próxima sessão: Dia 9, 2ª Feira, 19.15h

Curso Bíblico sobre S. PauloQuem és Tu, Senhor? (Em curso). Uma vez por mês. Próxima sessão: Dia19, 5ª Feira, 21.30h

Curso de Preparação para o Crisma – 5ªs Feiras, 19.15h: Dias 5 e 19 - Para paroquianos e outras pessoas que desejem ser Crismados. 11 Aulas.

CALENDÁRIO CATEQUÉTICO 2008/2009

2º Período da Catequese iniciado em 5/01/09, 2ª Feira

  • Reunião de Pais: 6ª Feira, Dia 6, 21.30h: Salão da Igreja
  • Interrupção no Carnaval: 21/02/09, Sábado a 25/02/09, 4ª Feira
  • Recomeço das Aulas: 26/02/09, 5ª Feira
  • Final das aulas – 28/03/09, Sábado
3º Período
  • Começo das Aulas: 14/04/09, 3ª Feira
  • Feriados existentes neste período: 25/04/09 (Sábado) & 01/05/09 (6ª Feira)
  • Fim das aulas: 31/05/09, Domingo
Festas da Catequese:
  • Crisma: 2 de Maio, Sábado – Missa às 16.00h
  • Profissão de Fé: Domingo, 17/05/09, 10.00h
  • Festa do Pai Nosso: Domingo, 24/05/09, 10.00h
  • Festa da Primeira Comunhão: Raparigas – Domingo, 31/05, Missa às 10.00h; Rapazes, Domingo, 07/06, Missa às 10.00h

DETERMINAÇÕES SOBRE O JEJUM E A ABSTINÊNCIA – Quaresma 2009

Vide o que foi dito sobre o tema em Fevereiro de 2008

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE FEVEREIRO

P. João Campos, Vigário Paroquial: 13, 6ª Feira a 15, Domingo: Pregação de um retiro espiritual

P. José Miguel F. Martins: de 1, Domingo a 3, 3ª Feira: Pregação de um retiro espiritual

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, 2: Homens: 19.15h – Salão da Igreja

5ª Feira, 12: Senhoras: 19.15h – Igreja

CONSELHO ECONÓMICO

Reunião no dia 12, 5ª Feira, às 21.30h.

BAPTISMOS E CASAMENTOS EM FEVEREIRO

Baptismo: Sábado, 28, 12.00h – Bárbara Inês de Abreu Lopes Duarte Mateus

Casamento: Sábado, 21, 16.00h – Rui Pedro Carrilho Gomes & Marta Helena Pacheco Ferreira

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM FEVEREIRO

Neste mês, a Secção dos Pioneiros realizará, em regime de acampamento, nos dias 21 e 22 (Sáb. e Dom.), várias unidades de formação escutista. Entre 28 (Sáb.) deste mês e 1 de Março (Dom.) a alcateia dos lobitos fará um acantonamento que tem como imaginário: “aprender, brincando”.

O jejum

No tempo da Quaresma a Igreja estabeleceu dois dias de jejum: a quarta-feira de Cinzas e a sexta-feira Santa. Nesses dias, todos os que têm mais de 16 anos e que não estejam impedidos por razões de saúde, devem privar-se de alimentos de uma forma que se note.

O jejum é uma prática penitencial e, neste caso, também de penitência pública porque aqueles que convivem connosco ao aperceber-se dessa prática são edificados, quer dizer, ao observar a nossa privação por um motivo penitencial, tomam consciência da importância do pecado e da necessidade de conversão em relação a ele.

No entanto existe também um jejum mais discreto. Consiste em privar-se não de todos os alimentos mas daqueles que nos agradam mais, tomando-os em menor quantidade ou tomando, em seu lugar, outros que não nos agradam tanto. Consiste igualmente em tomar os alimentos de um modo menos saboroso pela forma como os temperamos ou por outras circunstâncias. Consiste ainda em saber contentar-se com o alimento previsto e não pretender nenhum outro, sabendo não petiscar fora das refeições, não se queixando quando não nos agrada e não procurando coisas extraordinárias.

Este jejum mais discreto só é apercebido por Deus mas nem por isso lhe agrada menos, sobretudo se o praticamos com alegria e simpatia para com os outros. Então tem o condimento mais importante de todo o jejum que é o amor: o amor a Deus a quem ofendemos e o amor aos outros que vivem connosco.

«O mundo só admira o sacrifício com espectáculo, porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso» (São Josemaria, Caminho 185). O nosso há-de ser sobretudo um jejum contínuo e não só dos alimentos, mas feito de boa cara, por amor.

8 de fevereiro de 2009

O tempo da Quaresma em São Leão Magno

São Leão Magno (fins do século IV-461) é considerado como «guardião da ortodoxia e salvador da civilização ocidental», porque durante o seu pontificado (440-461) teve que defender a pureza da fé contra várias heresias e proteger Roma contra os assaltos dos bárbaros sobretudo Atila e Genserico. Foi chamado grande também pela sua eloquência.

«Em todo o tempo, irmãos caríssimos, a terra está cheia da misericórdia do Senhor, e todos os fiéis encontram na própria natureza motivos de adoração a Deus, uma vez que o céu, a terra, o mar e tudo o que eles contêm, nos falam da bondade e omnipotência d’Aquele que os criou, e a admirável beleza dos elementos postos ao nosso serviço reclamam da criatura racional uma justa acção de graças.

Mas quando se aproximam estes dias que comemoram de modo especial os mistérios da redenção humana e que precedem imediatamente as festividades pascais, devemos preparar-nos com maior diligência por meio da purificação espiritual.

Na verdade, é próprio da festa da Páscoa fazer com que toda a Igreja se alegre pelo perdão dos pecados, não só aqueles que então renascem pelo santo Baptismo, como também aqueles que pertencem desde há muito à família dos filhos adoptivos.

É sem dúvida o banho da regeneração que nos faz homens novos; mas todos têm necessidade de se renovarem quotidianamente para remediar a ferrugem inerente à nossa condição mortal, e não há ninguém que não tenha que esforçar para progredir no caminho da perfeição; por isso, todos sem excepção devemos empenhar-nos para que, no dia da nossa redenção, nenhum de nós se encontre ainda nos vícios de outrora.

Portanto, irmãos caríssimos, aquilo que cada cristão deve praticar em todo o tempo, deve praticá-lo agora com maior solicitude e devoção, para que se cumpra a santa instituição apostólica do jejum quaresmal, que consiste não só na abstenção dos alimentos, mas também e sobretudo na abstenção do pecado»

(SÃO LEÃO MAGNO, Sermão 6 sobre a Quaresma, 1; PL 54,285-286)

1 de fevereiro de 2009

Uma velha tradição piedosa da Igreja procura honrar de uma forma especial o grande santo que é São José. Trata-se dos 7 Domingos de São José, que, neste ano, começam no dia 1 de Fevereiro e se prolongam até ao Domingo imediatamente anterior ao dia 19 de Março, Solenidade em honra do pai legal de Jesus. Ao longo deste tempo acompanhamos o carpinteiro de Nazaré nas suas vicissitudes alegres e dolorosas, que ele soube agradecer e aceitar como um bom filho de Deus, sem nunca se queixar ou protestar.

Por desconhecimento ou má interpretação da virtude da castidade, houve quem pensasse que o esposo de Maria era já idoso quando casou com a Virgem Santíssima. Desta maneira, não seria difícil a José conviver com a Mãe de Jesus, respeitando a sua virgindade. No entanto, os costumes em Israel, nos seus tempos, não tinham nada a ver com esta suposição.

Os homens casavam com cerca de dezoito anos e as mulheres mais cedo. José, nesta perspectiva, devia ser um jovem cheio de robustez, de calma e de prudência. Um bom judeu, que respeitava com rigor a vontade de Iavé, tornando-se sempre disponível para aceitar os seus desígnios. Com grande delicadeza interior, ouvia a sua voz na consciência, mostrando-se imediatamente capaz de aderir às sugestões divinas para realizar o que Ele lhe pedia. Não resmungava, nem punha em causa a sua oportunidade ou a sua lógica, que nem sempre é fácil de entender.

Percebemos assim a celeridade de José em fugir com a sua família para o Egipto: a viagem tinha de ser imediata, apesar dos incómodos e perigos que importava. José não hesita: parte imediatamente. Assim também, quando, avisado por um anjo, volta para a Palestina de novo, ficando a seu pleno cargo a maneira de sustentar Maria e Jesus, que lhe competia.

Não existe uma palavra de S. José no Evangelho, escrita no discurso directo. Se falar é um dom que Deus nos concedeu, podemos adulterá-lo com o mau uso da nossa liberdade, recorrendo à lisonja, à mentira, ao ódio e, enfim, a tudo aquilo que nos pode manchar. A racionalidade, que é um dom divino, foi feita, para que a nossa inteligência, juntamente com a vontade e a afectividade, coordene o uso da língua de modo correcto e honesto.

Falar com oportunidade e sentido de verdade; nunca dizer o que é falso, ou simplesmente duvidoso como certo, eis como deve ser o nosso comportamento. José assim o manifesta, no seu silêncio prudente e voluntário, em circunstâncias difíceis de aceitar e decidir. Vive com a preocupação dominante de não prejudicar os outros com a sua conduta. Neste sentido, vejamos como foi forte ao afastar-se de cena, quando se apercebe da gravidez de Maria, a fim de que sobre ela – que José considerava totalmente isenta de qualquer mau proceder – recaia alguma suspeita de desonestidade. Evita o risco de a sua esposa poder vir a ser maltratada na fama da sua honra e até no perigo da sua vida, tendo em conta o que dizia a lei de Moisés a este respeito.

José é escolhido por Deus para ser o pai e o educador, em conjunto com Maria, do Verbo Encarnado, Jesus Cristo. Desempenha esse papel com simplicidade e, sobretudo, com o exemplo de um chefe de família zeloso, que procura o bem dos seus através do trabalho quotidiano bem feito e santificado. A sua passagem pelo Novo Testamento é discreta e humilde. Aparece quando é preciso e deixa de se ver quando Jesus, já crescido, pode substitui-lo nas suas funções e se prepara para a sua missão de Redentor. Quantos traços da vida do Messias não denunciariam a fonte onde foram bebidos. A fortaleza de Cristo, a sua humildade, o seu abandono na vontade de Deus, a sua linguagem humilde e cheia de exemplos e parábolas, são sinais que desvendam o nome de um homem rijo e cumpridor, ou seja, o nome de José.

Durante estes sete domingos, que coincidem em boa parte com o tempo exigente da Quaresma, peçamos a José que nos ensine a ser humildes e fortes como ele, a fim de que não recusemos a Deus tudo aquilo que ele nos for pedindo, sobretudo quando as solicitações divinas não são fáceis de viver.