9 de janeiro de 2009

CABAZ DO NATAL – No mês passado

Muitos louvores temos de dar a Deus e à nossa Padroeira pela distribuição de mais de 50 Cabazes de Natal a diversas famílias carenciadas da nossa paróquia e a algumas outras que recorreram a esta iniciativa com grande sentido de alegria e de agradecimento. Os paroquianos foram muito generosos, oferecendo muito boa quantidade de genros alimentícios duráveis, de que beneficiaram não só as famílias mencionadas, como, inclusivamente, instituições que se dedicam à prática da caridade.

Queremos agradecer a grande colaboração que nos foi prestada pelos pais do Colégio Planalto, que permitiram, com as suas dádivas, enriquecer a quantidade e a qualidade dos cabazes. Também se distribuiu uma grande quantidade de roupa e de calçado, fruto das entregas que nos foram chegando ao longo do mês de Novembro e de Dezembro. O que sobrou, entregamos também a uma instituição de carácter social. Que Deus e Nossa Senhora da Porta do Céu pague boa vontade de todos os que colaboraram.

PRÓXIMOS DIAS 28 E 29, 4ª E 5ª FEIRA – REUNIÃO DO CLERO DO PATRIARCADO EM FÁTIMA

Serão dois dias de troca de impressões e de convívio dos sacerdotes que prestam serviços no Patriarcado de Lisboa entre si e com o seu Pastor. Daí que as ausências motivem que, nas diversas paróquias, as actividades habituais sejam reduzidas, incluindo a celebração da Eucaristia. Daremos mais informações sobre o funcionamento da nossa Paróquia nessas datas até ao dia 17, Sábado. E pede-se que rezemos muito junto da Senhora que apareceu em Fátima pela boa consecução destas jornadas.

CATEQUESE

Recomeçam as aulas no dia 5, 2ª Feira, seguindo o calendário escolar do nosso país. Também no Domingo, 11, voltarão as crianças da Catequese à sua Missa habitual dos domingos.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE JANEIRO

P. Rui Rosas: de 2ª F., 19 23, 6ª F, dia 23: Actividade Pastoral de formação
P. José Miguel F. Martins: de 3ª F., 28/01 a 3ª F., 3/02: Pregação de um retiro espiritual

PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA POR OCASIÃO DO ANO PAULINO: DIA 25, DOMINGO

Por iniciativa de todas as dioceses portuguesas, no próximo dia 25, Domingo, dia da Conversão de S. Paulo, concentra-se em Fátima para celebrar o Apóstolo fiéis de todo o país. Já no dia anterior haverá actividades nesse mesmo lugar sagrado. Convidamos todos os paroquianos a ir, pelo menos no Domingo, a Fátima. A paróquia põe à disposição um autocarro (preço: 12.50 Euros por pessoa adulta). Sairá da R. Prof. Francisco Gentil (junto do cruzamento com a Estrada de Telheiras) às 7.45h da manhã, pelo que pedimos a todos os que se queiram inscrever a comparecer 15 m antes, ou seja, às 7.30h. O horário será o seguinte:

  • 7.45h – Partida do autocarro para Fátima
  • 9.54h – Chegada a Fátima
  • 10.00h – Reza do Terço na Capelinha das Aparições
  • 11.00h – Santa Missa, presidida pelo Bispo de Damasco
(Do final da Santa Missa até às 14.30h: Tempo Livre para almoço)
  • 14.30h – Igreja da Santíssima Trindade: Festa Paulina
  • 16.30h – Regresso do autocarro a Telheiras para o mesmo local da partida entre as 18.30h e 19.00h

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, 5: Homens; 19.15h – Salão da Igreja
5ª Feira, 8: Senhoras: 19.15h – Igreja

mais informação

CURSOS A DECORRER DURANTE O MÊS DE JANEIRO

  • De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)
    Aulas: 5ªs Feiras, 19.15h: Dias 8 e 22
  • Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos)
    Aula: 2ª Feira, 19.15h: Dia 15
  • Quem és tu, Senhor? Curso Bíblico sobre S. Paulo: (Orientação P. José M. F. Martins)
    Aula: 5ª Feira, 21.30h: Dia 15
  • Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas)
    Aulas: 2ª Feiras, 19.15h: Dias 12, 19 e 26
Obs. O 2º Semestre do Curso de Anatomia da Fé Católica recomeça em Fevereiro de 2009.

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES EM JANEIRO

Com o recomeço das actividades habituais no dia 10, salientamos para este mês: 10 de Janeiro – Dia do Agrupamento, com actividade específica no Pavilhão do Conhecimento. Eucaristia às 18.30h; Dia 17: Acampamento de cargos, a nível de Núcleo, para exploradores e pioneiros.

As Confissões de Santo Agostinho

Santo Agostinho (354-430) é talvez o Padre da Igreja mais brilhante do século mais brilhante da patrística. É um dos maiores escritores de todos os tempos e, sem dúvida, um dos mais fecundos. Mas a sua vida está profundamente unida a uma conversão radical, que se deu por passos e se consumou aos 33 anos, como ele próprio relata no seu livro Confissões.

«Sentindo-me estimulado a reentrar dentro de mim, recolhi-me na intimidade do meu coração, conduzido por Vós, e pude fazê-lo porque fostes Vós o meu auxílio. Entrei e vi, com o olhar da minha alma, uma luz imutável que brilhava acima do meu olhar interior e acima da minha inteligência. Não era como a luz terrena e visível a todo o ser humano. Diria muito pouco se afirmasse apenas que era uma luz muito mais forte do que a comum, ou tão intensa que penetrava todas as coisas. Não era deste género aquela luz; era completamente distinta de todas as luzes do mundo criado. Não estava acima da minha inteligência como o azeite sobre a água nem como o céu sobre a terra; era uma luz absolutamente superior, porque foi ela que me criou; e eu sou inferior porque fui criado por ela. Quem conhece a verdade, conhece esta luz.

(…) Deslumbrastes a fraqueza da minha vista com a intensidade da vossa luz; e tremi com amor e horror. Encontrava-me longe de Vós numa região desconhecida, como se ouvisse a voz lá do alto: “Eu sou o pão dos fortes; cresce e comer-Me-ás. Não Me transformarás em ti como alimento do teu corpo, mas tu é que serás transformado em Mim”. (…)

Tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Vós estáveis dentro de mim, mas eu estava fora, e fora de mim Vos procurava; com o meu espírito deformado precipitava-me sobre as coisas formosas que criastes. Estáveis comigo mas eu não estava convosco. Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Chamastes, chamastes e rompestes a minha surdez. Brilhastes, resplandecestes e dissipastes a minha cegueira. Exalastes sobre mim o vosso perfume; aspirei-o profundamente e agora suspiro por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e agora desejo ardentemente a vossa paz.»

(SANTO AGOSTINHO, Confissões, 7,10,18.27)

Os actos de contrição

Na vida de São Paulo há um acontecimento que deixa uma marca tão profunda que se poderia dizer que constitui o seu centro: é a conversão, a caminho de Damasco, um caminho determinado pela perseguição aos cristãos. É uma espécie de cambalhota, um movimento que assinala a inversão da marcha.

A vida de São Paulo tem uma transcendência particular mesmo comparada com outras vidas de pessoas boas, que seguiram Jesus. Na vida de São Paulo a conversão não foi um facto arquivado e vagamente recordado. Ela continuou a marcar o presente. Poderíamos até dizer que a vida de São Paulo é a vida de um homem em contínua conversão, quer dizer uma pessoa que procura corrigir o seu rumo todos os dias, ajustando-o à luz que ele recebera a caminho de Damasco. Foi uma luz que o acompanhou toda a vida, porque era íntima e cada vez se tornou mais íntima.

Nós não temos que imitar São Paulo em tudo. Deus não nos pede que persigamos a Igreja como ele a perseguiu, nem provavelmente que fundemos igrejas como ele fundou, ou que soframos tudo o que ele sofreu por amor ao Evangelho. Mas podemos imitá-lo na atitude de conversão contínua, graças aos actos de contrição.

A contrição é o resultado de uma luz que se projecta sobre a nossa vida e sobre a nossa pessoa. Nessa luz nota-se que há algum aspecto que ofende a Deus, ou que ofende os outros ou que ofende o projecto que Deus tem para cada um. Perante essa luz também nós paramos, caímos, reconhecemos o mal e pedimos perdão.

É nisto que consiste um acto de contrição. Um acto de contrição não é longo mas produz fruto abundante porque a alma se humilha perante Deus, e, por vezes, também perante os outros. A graça de Deus entra facilmente numa alma contrita e ajuda-a a melhorar. Em todo o caminho que nos leva a Cristo esta devoção deve ocupar um lugar de destaque.

Votos de Bom Ano!

Começa 2009 sob a égide de S. Paulo, o grande apóstolo que espalhou a fé em Cristo por tão diferentes regiões do Império Romano.

Quando Deus quer atingir um objectivo, escolhe as pessoas que melhor o podem servir. Habitualmente, servindo-se da sua providência ordinária. Mas não recusa também socorrer-se de meios menos habituais para o conseguir. Assim devemos olhar para o que aconteceu ao jovem Saulo quando se dirigia a Damasco, com o intuito de prender e dar um golpe fatal naqueles seus compatriotas que se tinham deixado seduzir por esse Jesus Nazareno. Ou não tinham as autoridades religiosas de Jerusalém conseguido que fosse para o suplício da Cruz, através de Pôncio Pilatos, Procurador Romano da altura, e única autoridade que O podia mandar executar legalmente?

Pouco antes, Saulo tinha patrocinado, com a sua anuência, a morte de Estêvão, deixando guardar a seus pés as roupas daqueles que o lapidavam sem piedade. Inesperadamente, quando já se aproximava da cidade de Damasco, Jesus trocou-lhe as voltas, fazendo-lhe ver que perseguir os seus discípulos era o mesmo que O perseguir a Ele: “Saulo, Saulo – inquiriu em tom recriminatório –, por que me persegues?” (Act. 9, 4).

A nobreza de carácter do futuro apóstolo leva-o a consciencializar o seu erro e, duma forma imediata, põe-se à disposição do Senhor para fazer o que Ele lhe disser. Depois, a vida de S. Paulo é um constante fazer o que Deus lhe pede, no meio das maiores dificuldades e tribulações. Não desiste, prega sempre a Cristo crucificado (1 Cor 2, 2) e entre Ele e o Redentor há uma união íntima de sentimentos e propósitos, que o levam a exclamar: “Já não sou eu quem vive. É Cristo que vive em mim (Gál 2, 20) ”.

Esta frase deve levar-nos a pensar seriamente na qualidade das nossas relações com Jesus. Se não tivermos a disponibilidade demonstrada por Paulo para assumir o que Cristo nos solicita a cada momento, encontrar-nos-emos sempre numa posição de defesa e de afastamento de Quem pode dar-nos (e só Ele o pode) a alegria de viver com sentido pleno a nossa existência. E recordemos que o tom daquilo que o apóstolo pregava aos que Deus lhe punha no seu caminho era sempre o tema da Paixão do Senhor, do Filho de Deus que morre por nós, a fim de que um dia possamos ressuscitar para a vida eterna, sendo nós também filhos do mesmo Pai divino.

Não o fazia dum modo triste ou revoltado, mas convicto de que o sacrifício de Jesus era a fonte da graça e do Céu reconquistados. Por isso, se custava segui-Lo, o cumprimento da sua vontade era a razão de ser única da nossa paz e da nossa alegria. Aceitar as vias a que Cristo nos convidava era a fonte de toda a consolação e também o sal que dava sabor a tudo o que fazíamos. Um Cristianismo sem Cruz não existe, mas a Cruz nunca nos amarfanha ou destrói, porque ela pertence a Cristo e é Ele que a carrega. Nós apenas somos o cireneu que O ajudou a transportá-la. No Calvário, se há sofrimento, há fundamentalmente a convicção de que ele é passageiro e o que nos espera, se formos fiéis, na vida eterna não tem comparação com o que Deus permite que nos mortifique na nossa passagem pela terra.

No início deste novo ano, em que tantas esperanças se nos abrem, não esqueçamos que elas devem ser alicerçadas em Cristo e Cristo crucificado, loucura para os gentios e escárnio para os judeus (1 Cor 1, 22-25). Maria Santíssima estará sempre connosco nos momentos decisivos dos “calvários” da nossa vida. Será sempre a Mãe que nos consola e incita a ir até ao fim no cumprimento do que Deus nos pede. Como o fez no verdadeiro Calvário com Jesus, seu Filho.