1 de dezembro de 2009

Do Pároco

Curiosamente, as primeiras pessoas a saber do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador prometido desde o pecado de Adão, foram uns simples pastores das imediações da pequena cidade de Belém. Tiveram a honra de ser avisados por um anjo do Céu, o que raramente acontece.

As autoridades civis e religiosas do tempo de nada souberam. E, no entanto, a mensagem que esse Menino judeu, igual a tantos outros, trazia conSigo, destinava-se a todos os homens, o que inclui aqueles que tinham na sua mão as rédeas do poder, quer civil, quer religioso.

Escolheu gente simples e despretensiosa. Seria possível proceder de outro modo? Acaso o Sumo-sacerdote do Templo de Jerusalém ou o rei Herodes teriam capacidade para entender que o Messias prometido por Deus, desde os tempos primitivos, tinha acabado de nascer, pauperrimamente, numa gruta de Belém, onde se costumavam guardar as ovelhas e o gado dos pastores das redondezas?

E qual seria a sua reacção? Talvez de riso ou de chacota. Ou, atormentado com o receio de perder o poder despótico que exercia, tentar liquidá-lo sem complacência, como sabemos da triste atitude do rei Herodes, quando se convenceu de que esse Menino era um concorrente sério ao seu trono, após a visita daqueles sábios estrangeiros, os reis Magos.

É-nos fácil atribuir aos outros comportamentos incorrectos ou aberrantes. Com as proximidades do Natal, devemos colocar-nos como um personagem entre outros dos Evangelhos, e pensar seriamente qual seria a nossa reacção, se ouvíssemos dizer que o Salvador do mundo acabava de nascer num sítio insuspeitado, discreto e chocante: um curral de animais.

Oxalá que a nossa simplicidade não fosse superada pela lógica das opiniões correntes, das ideias mais defendidas pelos intelectuais bem pensantes, ou pelo que talvez pudéssemos chamar "a lógica do politicamente correcto".

Punhamo-nos a nós mesmos a questão que levantámos há pouco: O Filho de Deus, criador de todas as coisas, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, acaba de nascer como homem num presépio, ou, mais significativamente, num curral de gado. É uma criança inerme, filho de um casal humilde, não se diferencia das outras... Se os seus pais não cuidam d’Ele, não poderá subsistir. As autoridades deste mundo, civis e religiosas, de nada sabem. Só uns pastores foram lá e levaram-Lhe alguns presentes pobres. Tudo isto é razoável?

A nossa resposta dependerá, no seu teor, da simplicidade com que encaremos a questão. Seremos como os pastores, ou não daremos importância aos ditos que ouvimos. Talvez que, se alguém estrangeiro, com prestígio científico, como os Magos, nos viesse perguntar onde se encontrava esse Menino, ficássemos um bocado aturdidos. E, com hipocrisia, respondêssemos como o fez o déspota do tempo: ocultando habilmente a nossa ignorância e mostrando vivo interesse por saber do lugar que ele procurava. Daríamos algumas indicações vagas. Sempre é bom colaborar com quem nos procura. Ao despedi-lo, talvez não sentíssemos a ansiedade de Herodes. Limitar-nos-íamos a rir da credulidade daquele personagem e voltaríamos às preocupações do dia a dia, cheios da nossa sabedoria e das nossas convicções.

Mas foi efectivamente num curral de gado que o Salvador do mundo nasceu. Criou todas as coisas e não dispôs dum quarto decente para vir à nossa terra. Precisamos de ser humildes para reconhecer esta realidade, talvez por que a rejeitámos por ter sido assim ou não lhe demos a atenção que merecia. Aproximemo-nos do Presépio como os pastores. Talvez nem sequer possamos oferecer-Lhe algum presente discreto e pobre, do qual nos envergonharíamos se disséssemos a um amigo: "Ofereci isto a Jesus. Não fui capaz de mais". Se nada temos para Lhe dar, deixemos no seu berço – a manjedoura – tudo o que nos afasta d’Ele: soberba, vaidade, sensualidade, hipocrisia, preguiça, tibieza! Tenhamos a certeza de que será o lugar próprio para que o Salvador do mundo comece, em nós, a sua obra redentora. E a sua Mãe e o carpinteiro José, o nosso muito amado S. José, marido de Maria, sorrirão de satisfação ao verem o trajecto da nossa conversão.

Imagem: Domenico Ghirlandaio, séc. XV, A adoração dos Pastores

A Vida do Santo Cura d’Ars (VI)

Fruto das orações, da penitência e da pregação do seu pároco, Ars começou a mudar. A frequência à Missa tornou-se muito maior. Já quase não se encontravam camponeses que ao Domingo se dedicassem aos trabalhos do campo. As tabernas onde os homens se embriagavam tiveram que fechar por falta de clientes, os bailes onde o ambiente não era tão conforme com a pureza cristã deram lugar à modéstia e a um modo de actuar entre as raparigas que impressionava o visitante. E Ars em breve se tornou uma terra muito visitada, quando o seu pastor começou a atrair multidões ao seu confessionário.

Ao que parece as mudanças entre os aldeões foram tão profundas que atingiam o seu comportamento mesmo longe do olhar do sacerdote ou da comunidade. Numa ocasião um visitante ficou impressionado ao assistir em pleno campo a uma operação delicada com gado maior sem ouvir proferir uma única blasfémia, e ao perguntar escutou esta resposta: «Ah, nós não somos melhores do que os outros; mas sentiríamos uma grande vergonha em cometer tais pecados ao lado de um Santo» (cf. Processo do ordinário p. 266). O «santo» não se encontrava «ao lado», mas sentiam-no, tinham-no sempre presente.

Os habitantes das aldeias vizinhas também notavam vivamente a diferença dos camponeses de Ars e, para além da admiração que sentiam, que os edificava e os fazia também mudar de atitude, por vezes ironizavam. Diziam que aquele Padre os ia fazer Capuchinhos. Os bons aldeões de Ars respondiam com simplicidade: «O nosso Padre é um Santo e nós devemos-lhe obediência» (Recordações dos velhos de Ars). Talvez a resposta não revele uma piedade muito interiorizada, mas revela sem dúvida um respeito e uma admiração que estão longe de se explicar sozinhos.

Quando o pároco visitava as casas da sua freguesia tinha especial cuidado com as raparigas de serviço que eram contratadas das aldeias vizinhas. Eram geralmente tímidas e o santo exortava a que deviam tratá-las como filhas, instrui-las na religião e deixá-las ir à Missa aos Domingos e às Vésperas.

Nada ficava deixado ao acaso. O bom sacerdote olhava por todos os pormenores. Também pela dignidade e riqueza dos paramentos e dos vasos sagrados. Ia de propósito a Lyon para trazer aqueles que ele encontrasse mais dignos e ricos e não se importava de esbanjar com o Senhor.

A dada altura, numa homilia, São João Maria exclamou: «Ars já não é Ars!». Ele próprio reconhecia com alegria a mudança do seu rebanho. Se as suas primeiras pregações eram duras e por vezes ameaçadoras, sempre as acompanhava com ásperas penitências e com oração incessante. E no fim atribuía todo o resultado ao bom Deus.

Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. Versão online em castelhano:

NO MÊS PASSADO – Encontro com Aura Miguel: “Portugal no coração de João Paulo II e de Bento XVI”

Foi este o tema proposto pela jornalista Aura Miguel, que desenvolveu com o interesse e agrado de todos no passado dia 19 de Novembro, 5ª Feira, 21.30h, no salão da Igreja. No final, pôs-se à disposição dos participantes para responder a algumas questões que lhe foram feitas.

Cabaz do Natal

Com a colaboração de vários paroquianos e pais do Colégio Planalto, está a ser organizada a distribuição do Cabaz do Natal a várias dezenas de famílias carenciadas. Voltamos a pedir aos paroquianos que contribuam com géneros alimentícios duráveis. Felizmente, já começaram a chegar em boa quantidade, mas são necessários muitos mais. A entrega dos Cabazes será feita a:

  • 17/12, 5ª Feira (das 10.00h-11.30h): Roupas
  • 18/12, 6ª Feira (das 10.00h-11.30h): Géneros Alimentícios

Agradecemos ajuda sobretudo para os dias da distribuição.

MISSAS POR OCASIÃO DO NATAL

Dia 24 de Dezembro, 4ª F:

  • Missa Vespertina às 18.30h (às 17.45h estrear-se-á a nova Custódia da Paróquia durante a Adoração ao Santíssimo)
  • Missa "do Galo": 22.30h

Dia 25 de Dezembro, 5ª F ; 10.00h, 12.00h e 19.00h

Recorda-se que dia 1 de Janeiro, 6ª Feira, é Dia Santo de Preceito, e celebrar-se-ão as Missas habituais: 10.00h, 12.00h, 19.00h

FÁTIMA – PEREGRINAÇÃO PAROQUIAL

Dia 01/12/09, 3ª Feira (Feriado Nacional) PROGRAMA

  • 8.30h-8.45h – Chegada das pessoas que se inscreveram no autocarro. Este estará junto ao cruzamento da Estrada de Telheiras com a R. Prof. Francisco Gentil (1)
  • 9.00h – Partida do autocarro para Fátima
  • 11.00h – Chegada a Fátima
  • 12.00h – Recitação do Terço (Capelinha das Aparições)
  • 12.30h – Santa Missa (Capelinha das Aparições): Preside D. Serafim Ferreira e Silva, Bispo Emérito de Leiria-Fátima; O coro da Missa das 12.00h da Paróquia tem a sua cargo o acompanhamento coral desta Eucaristia
  • 13.30h – Almoço na Casa de Retiros Nª Srª Dores (2)
  • 15.15h – Via-Sacra
  • 16.00h – Saída do autocarro para Aljustrel e Valinhos
  • 17.00h – Regresso a Lisboa – Telheiras
  • 18.30h –19.00h – Chegada do autocarro a Telheiras, ao mesmo local da partida (3)

.........................................

(1) Preço de viagem por pessoa: 10 Euros (2) Só para as pessoas que se inscreveram. Preço do almoço: 9 Euros pessoa adulta; 5 Euros criança até aos 12 anos (3) Far-se-á uma paragem de 15m numa estação de serviço, nas viagens de ida e volta.

Ausências De Sacerdotes Durante O Mês De Dezembro

Em retiro anual:

  • P. João Campos, de 6ª Feira, dia 27/11, a 3ª Feira, dia 2/12, da parte da manhã
  • P. José Miguel, de Sábado, dia 28/12/09, a 5ª F., 31/12.

Novena Da Imaculada Conceição

Honrar Nossa Senhora, na sua invocação de Imaculada Conceição, suscita entre os fiéis cristãos muitas e boas manifestações de piedade. A Novena é uma delas. Durante nove dias, na Missa das 18.30h da tarde (Domingo, 6/12, e 3ª Feira, 8/12, na Missa das 19.00h) as homilias versarão temas diversos, sempre fundamentados no exemplo e na santidade da Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Eis os temas:

  • 2ª F., 30/11: Vocação
  • 3ª F., 01/12: Humildade
  • 4ª F., 02/12: Espírito de serviço
  • 5ª F., 03/12: Obediência
  • 6ª F., 04/12: Fé; Sáb., 05/12: Oração
  • Dom, 06/12: Apostolado
  • 2ª F., 07/12: Santa Pureza
  • 3ª F., 08/12: Caridade

Obs. - No final da Santa Missa, entoar-se-á um cântico mariano.

Catequese De Crianças

Seguindo as aulas o ritmo do ano-lectivo, as férias do Natal começarão a 18/12/09, 6ª Feira e terminarão a 4/01/10, Domingo. Assim, o recomeço das aulas será: 2ª Feira, 4/01/10.

Catequese De Adultos

Curso de Catecúmenos - Aulas durante este mês às 2ªs Feiras, 19.15h, Salão da Igreja (Orientação: P. Rui Rosas da Silva)

  • Aula n. 7 (Dia 14) – Tema: A elevação do homem e o pecado original;
  • Aula n. 8 (Dia 21) - Tema: Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro;

CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS: Orientação pelo P. João Campos. Uma vez por mês, de Novembro/2009 a Maio/2010, 3ªs Feiras, 19.15h ou 21.30h (repetição), no Salão da Igreja. Tema do Ano: MORAL - ARTE DE VIVER. Neste mês:

  • Dia 15: O Facto Moral. A Liberdade

Curso de Preparação para o Crisma: Aulas durante este mês, às 5ªs Feiras, 19.15h (Salão da Igreja). Orientação: P. Rui Rosas da Silva

  • Dia 03 : Breve História da Salvação – Da criação do homem a Jesus Cristo: momentos mais relevantes - I Parte
  • Dia 17: Breve História da Salvação – Da criação do homem a Jesus Cristo: momentos mais relevantes - II Parte.

CURSO SOBRE O SACERDÓCIO – Segundo a Ordem de Melquisidec Orientado pelo P. José Miguel Ferreira Martins, e organizado pela II Vigararia do Patriarcado, a segunda aula terá lugar no Salão Paroquial da Portela, Av. dos Descobrimentos, n. 4 (Portela), no dia 10 deste mês, 5ª F., às 21.30h. Tema: O Sacerdócio Patriarcal.

Recolecções Mensais Em Novembro 2009

Homens: 2ª Feira, Dia 7, 19.15h – Salão da Igreja, à R. Filipe Duarte

Senhoras: 5ª Feira, Dia 10, 19.15h – Igreja

Agrupamento Nº 683 Do CNE – Actividades Em Dezembro

Como principal actividade deste mês, no dia 12 de Dezembro far-se-á a Apresentação de um Presépio Vivo, tendo como cenário uma cabana, rodeada de alguns dos personagens principais. Um coro interpretará cânticos de Natal. O dia terminará com um jantar de Natal, organizado pelo Grupo Pioneiro.

BAPTISMOS NESTE MÊS DE DEZEMBRO DE 2009

Domingo, dia 6: 15.30h – Diogo Martins Correia Xavier Marques

Sábado, dia 19, 12.00h – Tiago Silva Lopes

Domingo,dia 20, 19.00h – Maria Madalena Lamas de Oliveira da Ponte

Estandartes de Natal

Numa época em se confundem todo o tipo de fantasias com o nascimento do Messias, surge uma feliz iniciativa de um grupo de famílias da Baixa de Lisboa, a que nos associamos: os paroquianos que assim o desejarem poderão comprar na Igreja da nossa Paróquia estandartes grená com a imagem do Menino Jesus ao centro para serem colocados nas janelas e varandas de Telheiras.
Preço por estandarte: 15€

A Virtude da Pobreza

O Natal convida-nos a pensar na pobreza. Esta virtude foi iluminada pelo nascimento de Cristo, o qual sendo rico Se fez pobre para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9). Se Jesus era rico até ao ponto de ser o Criador de todas as coisas (cf. Jo 1,3) e quis nascer pobre, nós devemos também pretender a pobreza.

De facto, o nascimento do Senhor numa manjedoura, num curral, talvez destinado a ovelhas, e não no conforto de uma casa ou de uma estalagem, faz pensar não no acaso, numa má sorte, mas num desígnio do Alto, sobre o qual Maria e José terão meditado muitas vezes no seu coração (cf. Lc 2,19). Nós podemos fazer outro tanto nesta quadra.

A pobreza cristã é uma atitude voluntária, de desprendimento dos bens, com a qual se alcança a liberdade interior que permite uma dedicação mais frutuosa a Deus e aos outros, e o alívio das necessidades dos mais carenciados. «Não esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. – Não cries necessidades» (São Josemaria, Caminho 630).

A pobreza não consiste em andar desmazelados ou sujos, nem era assim que andavam Maria e José. A nossa deve ser uma pobreza envergonhada, que não tem voz para dizer «sou pobre», mesmo que o sejamos realmente. É algo que temos por dentro e se traduz na generosidade com as nossas coisas, com os nossos talentos, com o nosso dinheiro e com o nosso tempo. Ao mesmo tempo, nunca podemos esquecer o conselho dado pelo Mestre: «que a tua mão esquerda não saiba o que faz a direita para que a tua esmola seja escondida, e o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa» (Mt 6,3-4).

Manifestações práticas deste espírito de pobreza são considerar as nossas coisas como emprestadas e não como próprias, não nos queixarmos se vierem a faltar, e não ter coisas a mais, coisas que se podem considerar desnecessárias ou supérfluas. Mas, ao mesmo tempo, procurar andar elegantes, sorridentes, limpos e serenos.

1 de novembro de 2009

Do Pároco

Nosso Senhor ensinou-nos, com o seu exemplo e a sua palavra, a amar o próximo como a nós mesmos. Esta é a doutrina da caridade, a que Jesus quis que o homem, resgatado pelo seu Sacrifício Redentor, vivesse com todas as suas forças naturais ajudado pela graça de Deus.

Sabemos que o nosso próximo é qualquer pessoa que está perto de nós, quer por razões de lugar – o "Bom Samaritano" acudiu a um desconhecido ao passar por ele ocasionalmente –, como de relação: familiar, profissional ou social.

Quem entra desta maneira na nossa vida, deve merecer o nosso amor e a nossa dedicação mais veemente, porque se contrai com ele uma obrigação especial de fraternidade. Deus é Pai de todos os homens e nenhum, entre estes, pode ser indiferente para nós. No entanto, Ele pretende que a nossa caridade, tal como a sua constante misericórdia e compaixão, recaia sobre quem, pela sua proximidade, passa a fazer mais parte de nós mesmos.

A Igreja, nossa boa e generosa Mãe, recorda-nos que ela não é apenas o conjunto de fiéis que vivem neste momento sobre a terra e constituem a Igreja Militante. O seu âmbito é muito mais vasto, pois chega ao Céu, onde se encontra a Igreja Triunfante, de que fazem parte as almas que já participam por toda a eternidade da felicidade de Deus. Delas fasemos memória no Dia de Todos os Santos, em 1 de Novembro. Estas almas já não precisam das nossas orações, mas devemos pedir-lhes que sejam poderosas intercessoras junto de Deus.

A Igreja Padecente é formada pelas almas dos que já morreram e ainda se preparam, no Purgatório, através da purificação, para entrar no Céu. São dilectas e santas, pelo que também podem ser nossas intercessoras junto de Deus. Vivem a caridade de uma maneira ordenada e santa, pedindo por todos nós que ainda vivemos nesta vida terrena, nomeadamente pelos que, com generosidade, rezam pelo fim dos seus sofrimentos, e também pelos que lhes são mais próximos.

É por esta razão que em Novembro, a que o povo chama habitualmente "O mês das Almas", a Igreja dedica o dia 2 – Comemoração de todos os fiéis defuntos – a orar pelas almas do Purgatório. É um dever que todos temos. Em primeiro lugar, pelas que estamos mais obrigados. São as dos nossos familiares e amigos, que connosco aqui conviveram e fizeram parte da nossa existência mais intimamente. Como, porém, qualquer alma é nossa irmã, devemos pedir por todas as que estão no Purgatório, fazendo menção especial de aquelas que, aqui na terra, por razões que Deus e elas mesmo conhecerão, têm pouca ou nenhuma gente que se lembra delas.

Certamente que devemos, para além dos sufrágios que possamos oferecer – celebração de Missas, Terços por essa intenção ou outras orações – oferecer sacrifícios. Não é necessário que sejam muito grandes e podemos dar-lhes um sentido positivo. Por exemplo: realizar o trabalho que temos entre mãos com perfeição e esforço, rezar mais e com atenção redobrada as orações vocais, tratar melhor alguma pessoa que nos irrita habitualmente, perdoar a quem, talvez sem se dar conta, cometeu alguma incorrecção ou injustiça para connosco, manifestar um gesto de delicadeza e estima para com algum familiar ou amigo que necessita de carinho humano naquele momento, ajudar, sem nos fazermos notar, alguém que necessite do nosso auxílio, etc.

Maria Santíssima, Mãe de todas as almas, com que satisfação não verá que os seus filhos, aqui na terra e também no Céu, rezam pelos seus irmãos que sofrem no Purgatório. Ela poderá ter, para com Jesus, a mesma influência que conhecemos nas Bodas de Caná. E realizar o grande milagre de, durante o "Mês das Almas", levar para o Céu muitas delas, a fim de gozarem, pela sua intercessão e pelos nossos rogos, a bem-aventurança eterna.

A vida do Santo Cura d’Ars (V)

Desde 1818 que o pároco de Ars se esforçava por converter o seu rebanho. Para isso não se poupava. Fazia penitências duríssimas: jejuns muito rigorosos até ao ponto de parecer quase esquelético, usava umas disciplinas que lhe causavam sangue, e rezava intensamente a Deus.

Declarava muitas vezes ao Senhor que estava disposto a sofrer tudo aquilo que Ele quisesse a troco da conversão da sua gente. E Deus ouvia o seu rogo. Preocupavam-no os homens que pareciam mais reservados a manifestar a sua piedade. Dizia o bom Cura: «A devoção é muito mais influente quando eles a praticam».

O certo é que pouco a pouco foi conseguindo ganhar aquelas almas rudes mas simples e, na maior parte dos casos, ignorantes. Dedicou-se afanosamente a catequisar os seus paroquianos e para os ganhar não pregava com doçura mas com exigência. E sempre com sinceridade. Toda a gente sentia que a sua palavra lhe saía do coração e era sincera.

Estava também preocupado com as meninas, sobretudo as mais pobres, as órfãs, aquelas que não tinham um lar verdadeiro que as acolhesse. Então criou uma instituição para albergar estas raparigas que ele muitas vezes recolhia na rua, a que deu o nome de «Providência», e confiou o seu governo a três mulheres da sua total confiança.

Um dia o Santo acompanhou a uma rapariga que tinha encontrado perdida até à porta da «Providência». Abriu-lhe Catarina Lassagne, a directora, e ele disse-lhe:

– Recebe esta menina que Deus nos envia. – Mas, senhor Padre, já não resta uma única cama! – Sempre resta a tua! A jovem directora só duvidou por um instante da Providência. Com vivo arrependimento abriu os braços à desgraçada e estreitou-a contra o coração. Este episódio mostra bem não só a santidade do sacerdote mas como conseguia formar no seu modo de viver os que tinha ao seu redor.

(Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. [versão online em castelhano])

Aura Miguel em Telheiras

No próximo dia 19 deste mês, 5ª feira, às 21h30, a jornalista da Rádio Renascença dedicada ao Vaticano virá à nossa paróquia para nos falar sobre o lugar de Portugal no coração de João Paulo II e Bento XVI.

Fátima – Peregrinação da Paróquia Dia 01/12/09, 3ª Feira (Feriado)

PROGRAMA (1)

  • 8.30h-8.45h–Chegada das pessoas que se inscreveram no autocarro. Este estará junto ao cruzamento da Estrada de Telheiras com a R. Prof. Francisco Gentil (2)
  • 9.00h –Partida do autocarro para Fátima;
  • 11.00h – Chegada a Fátima;
  • 12.00h –Recitação do Terço (Capelinha das Aparições);
  • 12.30h – Santa Missa (Capelinha das Aparições);
  • 13.30h – Almoço na Casa de Retiros Nª Srª Carmo (2)
  • 15.15h – Via-Sacra;
  • 16.00h – Saída do autocarro para Aljustrel e Valinhos;
  • 17.00h – Regresso a Lisboa – Telheiras;
  • 18.30h –19.00h – Chegada do autocarro a Telheiras, ao mesmo local da partida (3)

......................................... (1) Serão acrescentados outros pormenores dentro de alguns dias (2) Preço de viagem por pessoa: 10 Euros (2) Só para as pessoas que se inscreveram. Preço do almoço: 9 Euros pessoa adulta; 5 Euros criança até aos 12 anos (3) Far-se-á uma paragem de 15m numa estação de serviço, nas viagens de ida e volta.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE O MÊS DE NOVEMBRO

P. José Miguel: De 3ª Feira, dia 3 a Domingo, dia 8, ao fim da manhã.

P. João Campos: De 6ª Feira, dia 27 a 3ª Feira, dia 2/12, da parte da manhã

CATEQUESE DE ADULTOS

Curso de Catecúmenos: Aulas durante este mês 2ªs Feiras, 19.15h (Salão da Igreja, orientação: P. Rui Rosas da Silva)

  • Aula n. 3 (Dia 09): A Existência de Deus
  • Aula n. 4 (Dia 16): A Fé Sobrenatural.

CURSO DE TEOLOGIA PARA TODOS (Orientação: P. João Campos): Uma vez por mês; de Novembro/2009 a Maio/2010, 3ªs Feiras, 19.15h, no Salão da Igreja. Neste mês:

  • Dia 24 – Apresentação do Curso sobre moral e oração. Tema: A Arte de Viver.

Curso de Preparação para o Crisma (Orientação: P. Rui Rosas da Silva): Aulas durante este mês: 5ªs Feiras, 19.15h (Salão da Igreja)

  • Dia 05: Apresentação do calendário de aulas e resumo das matérias a tratar
  • Dia 19: Os meios de salvação propostos por Deus aos homens
  • Dia 26 : Breve História da Salvação – Da criação do homem a Jesus Cristo: momentos mais relevantes

CATEQUESE DE CRIANÇAS

Iniciou-se o nosso Ano Catequético no dia 8 de Outubro passado, encontrando-se em pleno funcionamento todas as as classes. Saliente-se ainda que já começou a 24 de Outubro a catequese que o Agrupamento n. 683 de Escuteiros quis que se realizasse entre as suas actividades.

Graças a Deus, o número de crianças inscritas aumentou notavelmente.

Palestras para as Mães da catequese, Domingos às 11h na Paróquia:

1ª sessão - 18 de Outubro

2ª sessão - 15 de Novembro

3ª sessão - 13 de Dezembro

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM NOVEMBRO

Dia 1 de Novembro: Dia de Núcleo, evento anual em que participam todos os escuteiros do Núcleo Oriental de Lisboa. Este ano o Agrupamento que nos acolhe é o 760 do Beato que festeja 25 anos de existência. Dias 14 e 15 Novembro: Actividade de Guias do Grupo Pioneiro, com pernoita no Abrigo. Dias 28 e 29 Novembro: Participação do Agrupamento na campanha de recolha de alimentos, para o Banco Alimentar conta a fome.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM NOVEMBRO 2009

Homens: 2ª Feira, Dia 2, 19.15h – Salão da Igreja, à R. Filipe Duarte. Senhoras: 5ª Feira, Dia 12, 19.15h – Igreja

BAPTISMOS NESTE MÊS DE NOVEMBRO DE 2009

Sábado, dia 07, 12.00h – Tiago Tavares Chora

Sábado, dia 21, 12.00h - João Monteiro Monteiro e António Monteiro Martins

CABAZ DO NATAL

Na próxima semana começará a preparação do CABAZ DO NATAL. Com ele, e seguindo já uma tradição da nossa Paróquia, procuraremos dar um Natal mais feliz a famílias que necessitam da nossa ajuda. Agradecemos, desde já, que nos deixem as vossas ofertas de bens alimentícios duráveis, que podem compreender também produtos próprios da quadra natalícia.

Curso Bíblico sobre o Sacerdócio - "Segundo a Ordem de Melquisedec"

Orientado pelo P. José Miguel Ferreira Martins, este curso é organizado pela II viagararia de Lisboa, a que pertence a nossa Paróquia. Consta de sete sessões, entre Novembro de 2009 e Maio de 2010. Terá lugar no Salão paroquial da Igreja da Portela, à Av. dos Descobrimentos, n. 4 - Portela. Primeira sessão: 12 de Novembro, 5ª feira, 21.30h. Tema: o sacerdócio natural.

Mais informação.

O uso do Crucifixo

No mês de Novembro a Igreja termina o ano litúrgico celebrando solenemente a realeza do Senhor: Jesus Cristo, Rei do Universo. Não o faz movida por um triunfalismo ôco como poderia ser o de associar o reino de Cristo a coisas deste mundo (cf. Rm 14,17).

«Aqueles que esperavam do Messias um poderio temporal visível enganavam-se» (São Josemaria, Cristo que passa, 180). Mas a Igreja não pode deixar de celebrar o triunfo de Cristo, o seu poder e glória, sob pena de se esvaziar a si mesma acerca daquilo que Ela procura. «Verdade e justiça; paz e alegria no Espírito Santo. Esse é o reino de Cristo: a acção divina que salva os homens e que culminará quando a história acabar, e o Senhor, que Se senta no mais alto do Paraíso, vier julgar definitivamente os homens» (ib.).

Cada um de nós procura também celebrar o triunfo de Cristo. Um triunfo que já se deu, mas que ainda não se consumou completamente. Já estamos salvos, já somos filhos de Deus, mas ainda não se revelou o que havemos de ser (cf. 1 Jo 3,2). No entanto, se só esperássemos o triunfo futuro teríamos uma desilusão, porque o que havemos de receber em plenitude já se está a dar em nós. Por isso podemos e devemos celebrar esse triunfo.

De que modo? Recordando o que constitui essencialmente o triunfo de Cristo e o seu reino: a sua entrega na Cruz. É na Cruz que Jesus obtém do Pai, para nós, todas as graças: o perdão, a filiação divina, os Sacramentos, a inabitação do Espírito Santo e até a filiação a Maria. Celebrar o triunfo de Cristo é venerar a sua Cruz.

Por isso todo o cristão há-de olhar o Crucifixo, a imagem de Cristo pregado na Cruz, com uma palavra afectuosa, com um beijo, com um gesto que indique a veneração. É bom ter algum na nossa casa, no nosso quarto, na nossa mesa de trabalho enquanto trabalhamos. «O teu Crucifixo. – Como cristão, deverias trazer sempre contigo o teu Crucifixo. E colocá-lo sobre a tua mesa de trabalho. E beijá-lo antes de te entregares ao descanso e ao acordar. E quando o pobre corpo se rebelar contra a tua alma, beija-o também» (Idem, Caminho, 302).

4 de outubro de 2009

Do Pároco

No mês em que a Igreja dedica, de um modo especial, particular relevo à tradicional devoção da reza do Terço, em honra de Nossa Senhora, como bons filhos da melhor Mãe que Deus nos podia ter dado – lembremo-nos que Ele nos deu a sua própria Mãe –, seria bom que nos propuséssemos honrar Maria Santíssima com todo o fervor.

Para tanto, decerto que ela apreciará que nos esforcemos por rezar o terço diariamente. Mais contente se sentirá se os lares cristãos o fizerem em família, congregando à volta da contas todos os seus membros. Não rejubila uma mãe quando sente ao seu redor os filhos reunidos na doce paz do lar?

Quantos exemplos de bons propósitos e de fidelidade à fé não poderíamos tirar de quem persevera na recitação do terço!

As distracções podem enfraquecer as nossas intenções. Nossa Senhora não se importa com as distracções, desde que nós as não cultivemos por tibieza ou falta de amor. E quando as nossas intenções são deterioradas, a Mãe sempre chama a atenção do filho para mudar de atitude, na sua função educadora. A este propósito, recordo uma história verdadeira, passada com um rapazito filho de uma família, onde a devoção à Virgem Santíssima fazia parte do dia a dia. Como veremos, as suas intenções não eram muito claras.

Mais ou menos no final da manhã, apareceu o referido gaiato junto da mãe, a quem quis oferecer uma pequena flor apanhada num canteiro do quintal. Estava-se em Maio. A mãe sugeriu-lhe, depois de lhe agradecer, que oferecesse a flor a Nossa Senhora. O miúdo foi peremptório: "A flor é para ti e não para Nossa Senhora".

A mãe explicou-lhe que o mês de Maio era dedicado a Maria. Mas o filho não cedeu. Resignada, ia colocar a flor junto da imagem da Mãe de Jesus. O rapaz parou-a. "Ó mãe, que horas são?" Explicou-lhe que se estava perto da hora do almoço. Observou o filho: "Então, pensando melhor, ofereço a flor a Nossa Senhora". A mãe ficou surpreendida com a mudança, sentindo-se satisfeita com ela. E o petiz explicou: "Assim, quando chegar S. José para o almoço e vir a flor junto da sua mulher, vai perguntar: "Maria, quem te ofereceu essa flor? E Nossa Senhora dirá: Foi o..." E acrescentou o seu nome, que certamente iria merecer atenções especiais e louvores de S. José.

Não nos preocupemos muito com a receptividade do Terço. Conta-se que Mons. Fulton Sheen, que pastoreou a populosa diocese de Nova York, era amigo de um rapaz, católico, que namorava uma colega sua, de confissão protestante. Estabeleceram entre si grande amizade. Um dia, a rapariga fez-lhe mais ou menos esta observação: "Os católicos são muito pouco originais na forma como rezam. Por exemplo: o terço. Que sensaboria! Dizem sempre as mesmas palavras durante tempos infindos. Isso é rezar?"

O arcebispo nada lhe respondeu na altura. Alguns dias mais tarde, encontrou-a e perguntou-lhe se tinha estado com o seu namorado. Respondeu-lhe afirmativamente. "E ele – inquiriu – disse que gostava de ti, que te amava?". "Claro, era o que faltava que não dissesse! Sempre me diz isso quando estamos juntos". Monsenhor Fulton Sheen observou: "Como? Ontem, quando esteve contigo, disse-te que te amava?" "É óbvio!" "E anteontem?" "Já lhe disse. Sempre que estamos um com o outro, ele diz-me que me ama". "Mas isso deve ser uma sensaboria! Diz-te sempre a mesma coisa..."

A rapariga entendeu o recado. Quando se ama alguém, não é necessário encontrar palavras complicadas ou ideias sublimes para exprimir o amor. É preciso, sim, ser fiel nos sentimentos e nas obrigações que se contrai com a pessoa amada. É o que fazemos quando rezamos o terço. Manifestamos a Maria o nosso amor com a simplicidade com que uma criança oferece à sua mãe uma flor que tira do jardim. Provavelmente, não será a mais bonita, nem aquela de que a mãe gosta mais. Não é o que importa. O gesto é bem mais significativo do que todo o resto. Por sinal, a namorada acabou por se converter ao catolicismo...

Rezemos devotamente o Terço e metamos mais a nossa Mãe na nossa vida pessoal e familiar.

A vida do Santo Cura d’Ars (IV)

Desde muito cedo o jovem sacerdote se revelou um mestre na arte de ouvir confissões e conduzir os penitentes a uma profunda conversão. O seu primeiro encargo pastoral foi como Vigário Paroquial de Ecully, entre 1815 e 1818. Durante esse período o Pároco confessava-se com ele.

A partir de 1818 foi destinado a Ars, que em 1808 tinha 220 habitantes. Esta aldeia, no ano da sua chegada, recebera por pároco um jovem de 27 anos (João Maria nessa altura já tinha 32), mas este morreu 23 dias depois de tomar posse. Ars era considerada uma espécie de Sibéria, chegando a pensar-se não nomear um novo pároco. Seria nessas circunstâncias administrada a partir de Misérieux, uma paróquia vizinha mais populosa e mais rica. Foi a castelã de Ars, a Menina Anne de Garets (Garets é o nome do Castelo de Ars) quem exigiu a nomeação de um sacerdote; e João Maria foi aquele a quem coube a sorte por não ser muito bem visto em Lyon, a sede da Diocese. 9 de Fevereiro de 1818 é a data da sua entrada em Ars.

A razão pela qual o Padre João Maria era olhado com certa reserva e perplexidade devia-se, fundamentalmente, ao seu exemplo de vida: tentava identificar-se com todas as forças da sua alma com Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote e não alinhava em divertimentos ou conversas que faziam perder o tom sacerdotal. Os seus colegas, por isso, cedo entenderam que se tratava de alguém que sobressaía pela sua humildade.

O novo pároco de Ars, desde que chegou à sua nova paróquia, empreendeu uma luta sem tréguas contra os pecados que se notavam na vida social. Mais do que pecados eram ocasiões de pecado. O Cura d’Ars foi implacável na sua perseguição a várias pragas que grassavam pela freguesia: em primeiro lugar a ignorância religiosa, para o que foi incansável na sua catequese; depois, o trabalho aos Domingos, as tabernas, os bailes e, finalmente, a blasfémia. A sua pregação era muito contundente e não temia ficar mal visto. Dizia tudo o que tinha a dizer recorrendo, por vezes, a uma ponta de ironia.

Mas nada disto teria sido eficaz sem a arma da penitência. Desde que chegou a Ars o novo pároco impôs-se a si mesmo um regime rigorosíssimo de jejum e de vigília para rezar mais e melhor. Ele estava convencido que a penitência que mais agradava a Deus e mais derrotava o demónio era privar-se da comida, da bebida e do sono para orar abundantemente. (cf. Rev.º Tailhades, Processo do ordinário, p. 1516).

(Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. [versão online em castelhano])

Mudança de hora na madrugada de 25 de Outubro, Domingo

Na madrugada de Domingo (25/10), concretamente, às 2.00h, os relógios atrasam uma hora. Entra-se na chamada "hora de inverno". As Missas de Domingo, 25/10, às 10.00h, 12.00h e 19.00h serão celebradas, obviamente, de acordo com a "hora de inverno".

HORÁRIO DE MISSAS DE SETEMBRO/2009 A JUNHO DE 2010

De 2ª Feira a 6ª Feira: 12.15h e 18.30h

Sábados: 18.30h

Domingos e Dias Santos de Preceito: 10.00h, 12.00h e 19.00h

Obs – Meia hora antes das Missas da tarde, reza-se o Terço, havendo à 5ª Feira Exposição e Bênção com o Santíssimo Sacramento

CATEQUESE

Inscrições para o Ano Catequético 2009/2010: Continuam abertas até 2 de Outubro, 2ª Feira. Os pais podem apresentar as matrículas dos seus filhos na Secretaria, nas horas normais de atendimento. As aulas começarão na 5ª Feira, 8 de Outubro.

Horário de Aulas no ano de 2009/2010:

  1. Catequese do 1º ao 7º Ano: a) Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Domingos: 11.00h-11.45h b) Rapazes: 2ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Sábados: 11.00h-11.45h
  2. Catequese do 8º ao 10º Ano: Domingos, 11h-11.45h, Colégio Alemão

Obs. – Reuniões de Pais dos alunos da Catequese: Grupo 1. b): 01 de Outubro, 5ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja Grupo 2. : 12 de Outubro, 2ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja

Curso de Preparação para o Crisma (adultos): Início a 5 de Novembro, 5ª Feira, 19.15h. As aulas, num total de 15, serão dadas às 5ªs Feiras, das 19.15h-20.00h. Inscrições abertas até 30 de Outubro, 6ª Feira, nas horas de funcionamento da Secretaria. Na aula inicial serão apresentados os horários definitivos.

Curso de Catecúmenos: Início a 19 de Outubro, 2ª Feira, 19.15h, As aulas, num total de 20, serão dadas às 2ªs Feiras, das 19.15h-20.00h. Inscrições até 16 de Outubro, 6ª Feira, nas horas de funcionamento da Secretaria. Na aula inicial serão apresentados os horários definitivos.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE O MÊS DE OUTUBRO

P. Rui: 2ª Feira, dia 5 a Sábado, dia 10

RECOLECÇÕES MENSAIS EM OUTUBRO 2009

Homens: 2ª Feira, Dia 05, 19.15h – Salão da Igreja, à R. Filipe Duarte

Senhoras: 5ª Feira, Dia 08, 19.15h – Igreja

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM OUTUBRO

Acantonamento dos Lobitos na Quinta das Tílias, (Venda Seca – Belas): das 21.00h de 09/10, 6ª F., às 17.00h, de 10/10, Sábado.

Acampamento dos Pioneiros a 9, 10 e 11 de Outubro: Local misterioso, a descobrir pelos participantes

"Manhã para ti". Actividade do Agrupamento, a 17 de Outubro, Sábado, com a participação em ateliers que exigem inscrição prévia.

BAPTISMOS NESTE MÊS DE OUTUBRO DE 2009

Sábado, dia 10, 12.00h: Gonçalo M. Faria Seixas

A cumplicidade dos Anjos

«Conquista o Anjo da Guarda daquele que queres trazer para o teu apostolado. – É sempre um grande "cúmplice"» (SÃO JOSEMARIA, Caminho 563). Este ponto, com a sua brevidade habitual, apresenta-nos um belo panorama para a tarefa da nova evangelização em que estamos empenhados.

Sabemos que todos os homens têm um Anjo da Guarda. «Desde a infância até à morte – ensina o Catecismo da Igreja Católica no n. 336 – a vida humana é acompanhada pela sua assistência. "Cada fiel tem a seu lado um Anjo como protector e pastor para o guiar na vida" (SÃO BASÍLIO, C. Eunómio 3,1; PG 29,656B)».

Devemos encarar esta realidade como mais uma manifestação do amor de Deus pelo ser humano, colocando alguém, muito mais poderoso e inteligente do que ele, para o ajudar a encontrar com mais eficácia e mais facilidade a porta do Céu. Companheiro constante da nossa vida, desempenha as suas funções com um amor e uma dedicação inexcedíveis. Quando o Senhor nos chamar para a vida eterna, ficaremos decerto admirados com todos os pormenores de auxílio que ele nos prestou. E compreenderemos como, em certas circunstâncias de maior dificuldade, a sua ajuda, discreta e silenciosa, foi fundamental para tomarmos as melhores opções, que podem ter sido difíceis e exigir da nossa parte um exercício de humildade e de fortaleza muito exigentes.

Nessa "conquista" de que nos fala S. Josemaria, compreendemos como o Anjo da Guarda se prontifica a auxiliar a pessoa a seu cargo e ficará muito agradecido pelas intenções que lhe manifestamos, ao dizer-lhe, por exemplo, que gostaríamos que o seu protegido desse um passo concreto para se aproximar mais de Cristo. Pode receber esta sugestão como uma pista para animar esse nosso amigo a recebê-la da melhor maneira, facilitando assim a nossa acção apostólica.

Se é certo que ao Anjo da Guarda não é acessível a nossa intimidade – ela é como um santuário onde só nós, de um modo imperfeito, e Deus, porque é omnisciente duma forma totalmente perfeita, podem penetrar –, a sua inteligência superior e o seu zelo pela nossa salvação levam-no a ter um conhecimento muito profundo do que se passa no nosso interior. Mas se nós, duma forma voluntária, o abrimos, ele poderá auxiliar-nos com maior proveito. Assim, falemos com ele e com os dos nossos amigos com franqueza e simplicidade, para que destes colóquios resultem os maiores benefícios espirituais.

São de facto nossos cúmplices na tarefa da evangelização. Anseiam pela nossa palavra dirigida àqueles que eles guardam e guiam; anseiam pela nossa amizade, pela nossa oração e pelo nosso zelo. Se nos fizermos seus amigos será mais fácil e mais eficaz a nossa tarefa.

4 de setembro de 2009

Do Pároco

Sempre nos impressionou consideravelmente a estadia de Jesus Cristo na Cruz, depois de todos os sofrimentos que suportou desde que foi preso pelos soldados enviados pelas autoridades religiosas dos judeus.Não Se queixa, não protesta, não manifesta qualquer sentimento de revolta. Tudo suporta com uma dignidade impressionante que deve ter cativado, dum modo especial, o chamado "Bom Ladrão". Tal procedimento chocou-o positivamente. A situação angustiante que Cristo vive não o impede, porém, de ter um contacto contínuo com Deus Pai, a Quem reza com intensidade na convicção de que só Ele entende a sua dor, e que o que se está a passar deve levá-Lo à desculpa dos seus algozes: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

A linguagem do perdão revela o amor e a consideração que Nosso Senhor tem para com todos os que O ofendem. É uma prova da sua confiança e da grande misericórdia que verte sobre todos os homens. O que eles fazem pode ser censurável, mas merecem, apesar dos seus actos, que a amizade divina continue a manter-se, na esperança de que se convertam e voltem ao bom caminho.

Perdoar é, ao fim e ao cabo, acreditar na capacidade de regeneração de quem prevaricou. Não se dá por suposto que alguém seja incapaz de reconhecer os seus erros, recomeçar a vida de outro modo mais honesto e sério e passar a trilhar as vias da justiça e da caridade. Até à hora da morte, Deus, que é Pai, quer que a pessoa pecadora se arrependa. E tudo faz para que isso aconteça. Quantas e quantas almas, na hora da sua ida para a eternidade, pedem finalmente perdão pela sua conduta e abraçam o perdão de Deus, que assim as conquista para a felicidade que não termina.

Ou então, também pode suceder que um desaire vital – económico, social ou de saúde –, seja aproveitado por Deus para chamar a atenção da pessoa para o seu comportamento desorientado e cheio de auto-suficiência. Com isso se convence da veracidade da frase de S. Paulo "aqui, não temos morada permanente". Reflecte, sente a sua insignificância, as suas limitações e recomeça o caminho pela via da humildade. Não é dona de si mesma nem senhora dos factos e das coisas: tudo isto a supera. Daí que sinta necessidade de recorrer a Quem é mais forte do que ela, a Quem é a razão de ser da sua existência e do seu futuro. Só n’Ele encontra a paz e a justificação para seguir em frente por direcções mais exigentes de senso comum, de sujeição e de honestidade. Curiosamente, quando assim procede, sente dentro de si uma tranquilidade cheia de significado e tem nítida consciência de que Aquele a Quem se dirigiu lhe perdoou sem ressentimentos o que ela Lhe confessou. É um perdão perfeito.

O problema não reside, por isso, na capacidade de perdoar de Deus, mas na humildade de quem faz o mal e não pede desculpa. O orgulho pessoal, a vanglória, a afirmação inflada da sua capacidade e a perseverança na perversidade podem levar, primeiro, a uma atitude de indiferença para com Deus e a gravidade das infidelidades cometidas. Por este processo se chega ao pecado de presunção de salvação sem merecimento: Deus é infinitamente bom, por isso não me vai castigar. Mais: tem obrigação de me salvar independentemente da minha conduta. Assim prova o seu amor para comigo. Num âmbito oposto, gera-se o pecado do desespero de salvação, que pode ser provocado pelo primeiro tipo de atitude, após um longo caminhar na ofensa repetida a Deus: a minha vida foi tão má, sou um pecador tão inveterado, que não tenho perdão possível.

Se no primeiro caso, se trata a Deus como um ser que deve satisfazer todos os nossos caprichos, no segundo julga-se a sua capacidade de perdoar semelhante à nossa. Em qualquer das situações, esquece-se que Deus é perfeito em tudo: nos juízos que faz e na forma de administrar o seu perdão às criaturas a que deu origem e sobre o destino das quais Se sente responsável. Não é juiz competente aquele que não sanciona o que é devido, embora deixando sempre aberta a porta ao arrependimento; nem é verdadeiramente bom quem não é capaz de perdoar, mesmo que as faltas e as ofensas do prevaricador possam ser gravíssimas. Deus não Se assusta com os pecados que cometemos, mas com a nossa falta de arrependimento.

Imagem: O regresso do Filho Pródigo. Pintura de Rembrandt

A vida do Santo Cura d’Ars (III)

A preparação para o sacerdócio não foi fácil para o Santo Cura d’Ars. Muitos anos de trabalho no campo e pouco hábito intelectual, contribuíram para que lhe custassem especialmente as matérias. Fez o curso de filosofia em Verrières entre 1812 e 1813, com a ajuda de um sacerdote amigo. E depois no seminário de Lyon estudou as matérias teológicas, entre 1813 e 1814. Não foram muito satisfatórios os resultados académicos e os superiores tiveram sérias hesitações em ordená-lo. Não fosse a escassez de clero em França e a persistência de João Maria Vianney e nunca teria sido padre.

Foi ordenado em Grenoble, no dia 13 de Agosto de 1815, ele sozinho. Deslocou-se a pé desde Lyon, caminhando mais se 100 quilómetros para esse efeito, e apresentou-se ao Bispo na Catedral sem que ninguém da sua família o acompanhasse (o pai, que era excelente pessoa e muito generoso com os pobres, não tinha compreendido muito bem a vocação do seu filho). O Prelado, ao vê-lo assim, pronto para ser ordenado, comentou: «Não é grande trabalho ordenar um bom sacerdote».

João Maria, por seu turno, dizia mais tarde, referindo-se ao sacerdócio: «Se o entendêssemos na terra morreríamos, não de espanto, mas de amor». E sempre viveu cheio de agradecimento por este dom.

Apesar de ser tão agradecido pelo dom do sacerdócio, considerava-se muito indigno dele. Por esse motivo se afligia intensamente ao pensar que não era bom. Um dia, enquanto explicava o catecismo na igreja de Ars, exclamou: «Oh, se eu tivesse sabido o que era ser sacerdote, bem depressa me teria refugiado na Trapa!» Ao que uma voz saída da multidão replicou: «Meu Deus, que desgraça que isso teria sido!» (cf. Rev.º MONNIN, Processo do ordinário, p. 1115). Este grito saído do coração deve ter servido de lição e de alento ao santo sacerdote, proposto agora pelo Papa como modelo.

O Cura d’Ars exortava os sacerdotes seus amigos a viverem de acordo com este dom. A um que se queixava da frieza dos seus paroquianos e da esterilidade do seu zelo, afirmava: «Já pregou? Já rezou? Já tomou as disciplinas? Já dormiu no duro? Enquanto não se resolver a isto não tem direito a queixar-se» (Rev.º TOCANNIER, Notas manuscritas, p. 31).

(Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987. [versão online em castelhano])

HORÁRIO DE MISSAS DURANTE O MÊS DE SETEMBRO DE 2009

De 2ª Feira a Sábado: 18.30h (e, apartir do dia 14, também às 12.15h)

Domingos: 10.00h, 12.00h e 19.00h

CATEQUESE

Inscrições para o Ano Catequético 2009/2010: Continuam abertas até 2 de Outubro, 2ª Feira. Os pais podem apresentar as matrículas dos seus filhos na Secretaria, nas horas normais de atendimento. As aulas começarão na 5ª Feira, 8 de Outubro.

Horário de Aulas no ano de 2009/2010:

  1. Catequese do 1º ao 7º Ano: a) Raparigas: 5ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Domingos: 11.00h-11.45h b) Rapazes: 2ªs Feiras, 17.45h-18.30h; Sábados: 11.00h-11.45h
  2. Catequese do 8º ao 10º Ano: Domingos, 11h-11.45h, Colégio Alemão

Obs. – Reuniões de Pais dos alunos da Catequese:

Grupo 1. a): 28 de Setembro, 2ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja Grupo 1. b): 01 de Outubro, 5ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja Grupo 2. : 12 de Outubro, 2ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja

Curso de Preparação para o Crisma (adultos):

Início a 5 de Novembro, 5ª Feira, 19.15h. As aulas, num total de 15, serão dadas às 5ªs Feiras, das 19.15h-20.00h. Inscrições abertas até 30 de Outubro, 6ª Feira, nas horas de funcionamento da Secretaria. Na aula inicial serão apresentados os horários definitivos.

Curso de Catecúmenos:

Início a 19 de Outubro, 2ª Feira, 19.15h, As aulas, num total de 20, serão dadas às 2ªs Feiras, das 19.15h-20.00h. Inscrições até 16 de Outubro, 6ª Feira, nas horas de funcionamento da Secretaria. Na aula inicial serão apresentados os horários definitivos.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE O MÊS DE SETEMBRO

P. Rui: Até 3ª Feira, 15 de Setembro.

RECOLECÇÕES MENSAIS EM SETEMBRO 2009

Homens: 2ª Feira, Dia 07, 19.15h – Salão da Igreja, à R. Filipe Duarte

Senhoras: 5ª Feira, Dia 10, 19.15h - Igreja

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM SETEMBRO

Dia 12: Indaba de Agrupamento – Acção de formação sobre várias temáticas para os dirigentes e candidatos a dirigentes do Agrupamento;

Dia 13: Conselho de Agrupamento, para apresentação das grandes actividades do próximo ano escutista;

Dia 19: Encontro informal do Agrupamento para lançar as bases do ano escutista que começa;

Dia 25: Reunião de pais e de encarregados de educação, para a apresentação dos objectivos do ano escutista e equipas de animação;

Dia 26: Início oficial das Actividades com a passagem de Secção dos elementos.

Baptismos neste mês de Setembro

  • Sábado, dia 05, 12.00h: Giovanna Melo
  • Domingo, dia 20, 13.15h: Matilde e Mafalda Augusto
  • Sábado, dia 26, 12.00h: Santiago Neto
  • Domingo, dia 27, 19.00h: Leonor Sande e Silva

Aprender a perdoar

O início do ano lectivo tem uma carga de novidade. Trata-se de um novo ciclo. As férias significaram uma paragem e a interrupção de algumas rotinas. Por vezes o mês de Setembro é também escolhido para mudanças no local de trabalho, de colegas de profissão, ou no local de residência: limpezas, pinturas, arrumações. Este ritmo de certa estreia e a energia que nos proporcionou o descanso, pode-nos ajudar a renovar também o nosso interior.

Na alma a renovação provém do perdão: do perdão recebido de Deus e do perdão concedido aos outros. Quando nos agarramos à ofensa a alma envelhece, enruga-se, amesquinha-se e dificilmente pode captar o Dom de Deus (cf. Jo 4,10), que consiste sobretudo no seu perdão.

Gostamos de não perdoar porque nos julgamos assim detentores de créditos perante os outros e, perante as nossas próprias faltas e erros, sempre podemos acenar com uma carteira de títulos: uma palavra insultuosa, uma ingratidão, uma atitude arrogante e que compensam outras tantas negligências ou ofensas da nossa parte.

Essa atitude, porém, é mesquinha. Revela mais a própria pequenez do que quaisquer créditos perante os outros. No fundo, a pretensão de um crédito perante o outro não é mais do que tornar explícita a nossa consciência da dívida e pretender proteger-nos de antemão. As almas grandes sabem passar por alto as pequenas incorrecções e indelicadezas que necessariamente têm que existir. São tanto maiores quanto maiores as faltas que sabem perdoar. Por isso Deus é infinitamente grande, porque perdoa sempre tudo a todos os que Lhe manifestam o arrependimento.

Nada disto obsta a que se deva exigir aquilo que é de justiça. Esse direito é muitas vezes um dever porque é exigido pelo bem legítimo de terceiros e pelo bem da correcção daquele que nos tenha lesado. Mas mesmo então, não devemos perseguir a justiça por uma questão pessoal. Vale a pena que o coração esteja limpo de qualquer ressentimento, através da oração pela pessoa do agressor, e, melhor ainda, saber encontrar uma desculpa airosa para a sua conduta. «Esforça-te, se é preciso, por perdoar sempre aos que te ofenderam, desde o primeiro instante, já que, por maior que seja o prejuízo ou a ofensa que te façam, mais te tem perdoado Deus a ti» (SÃO JOSEMARIA, Caminho 452).

1 de agosto de 2009

Do Pároco

No mês de mês de Agosto, tão marcado pelas férias estivais das famílias, sobressai, entre as festas litúrgicas, a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, que se celebra no dia 15 de Agosto.

Dia Santo de preceito, convém rodeá-lo de todo o amor para com a nossa Mãe do Céu, que aí nos espera com tanto carinho maternal, participando devotamente na Santa Missa. Esta é a primeira e mais importante das iniciativas que devemos ter em conta, porque as férias não devem ser motivo para nos esquecer das nossas mais importantes obrigações como fiéis da Igreja Católica. Um dos preceitos da Igreja prescreve, efectivamente, que se deve ouvir Missa inteira aos domingos e dias santos de preceito. E a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria é um desses dias.

Poderemos nessa data imaginar a alegria de Jesus ao receber no Céu a Mãe. A sua obrigação de julgar quem passa desta vida para a outra, deve ter encontrado na vez de Maria uma satisfação completa e inexcedível, porque ela foi, com certeza, entre todas as criaturas humanas, obviamente, a única que só apresentou nesse momento toda a sua vida como um modelo perfeito de virtude.

Nossa Senhora foi, por um lado, imaculada na sua concepção e no seu nascimento, porque Deus assim quis que fosse a Mãe do seu Filho; por outro, ela viveu sempre no maior grau de virtude, pelo que nunca pecou e se santificou dum modo ímpar. Ninguém mais santa do que Ela; é a santa por excelência entre todos os santos.

Uma criatura tão perfeita, moralmente, como a Virgem Maria, não só se uniu a Deus em todos os seus pensamentos e desejos, como a levou a aceitar a vontade de Deus de uma forma absoluta. Nada Lhe negou, pois tinha consciência de que o que Deus lhe pedia, ainda que pudesse ser difícil, era sempre o melhor para ela e para todos com quem Deus a relacionava.

Um acto sumamente heróico, entre muitos, da sua passagem por este mundo, foi o da aceitação da nossa maternidade, quando Jesus, já em agonia e prestes a expirar, lho pede, através da pessoa de S. João Evangelista, a quem Maria, por delicadeza para com o Filho, certamente convenceu a acompanhá-la até ao Calvário, a fim de Lhe dar a consolação de que, apesar de tudo, nem todos os discípulos O tinham abandonado. A presença no seu suplício deste apóstolo significou para Jesus um raio de satisfação e de esperança.

Não Lhe deu Jesus preocupações e problemas durante a vida como Filho? Muitíssimos: lembremo-nos da maneira como Maria fica grávida sem o concurso de varão, da fuga para o Egipto, da perda do Menino quando vai com seu marido ao Templo de Jerusalém e, por fim, o tormento da Cruz com a fuga dos apóstolos, que a fez sofrer tremendamente.

No entanto, em todas essas circunstâncias, o seu Filho nunca lhe deu o maior desgosto que uma boa mãe cristã pode sofrer com a conduta de um seu descendente: o pecado. Maria nunca foi para Cristo aquilo que ela é para nós: "Refúgio dos pecadores". Aceita a imensidão de filhos que Jesus lhe propõe, sabendo que os terá de tratar duma forma diferente, já que, como diz a Escritura: "O justo peca sete vezes por dia".

Mais uma vez, Nossa Senhora nos ensina que a aceitação da vontade de Deus nem sempre é fácil. Que ela peça por nós maternalmente junto das Três Pessoas divinas e seja, como o é de facto, a Mãe boa e condescendente, a quem o pecador arrependido recorre por saber que será sempre bem acolhido.

Imagem: A Assunção de Nossa Senhora, quadro de Rubens

A vida do Santo Cura d’Ars (II)

João Maria Vianney não teve uma vida fácil. Quando já se sentia chamado ao sacerdócio outro chamamento se sobrepôs: o exército, que necessitava de homens para as campanhas napoleónicas. Por uma série de peripécias, que seria demasiado longo narrar, acabou por ser dado por desertor. E viu-se forçado a procurar refúgio numa aldeia chamada Nöes.

Da sua permanência em Nöes (entre 1809 e 1811) ficou gravada na memória de todos os aldeões a sua grande mansidão, piedade, caridade e uma profunda estima. Aí se conta que, numa ocasião, no Verão de 1810, uns gendarmes que andavam à sua procura o tinham visto no campo e foram no seu encalço. João Maria refugiou-se num estábulo e escondeu-se sob um monte de feno. O calor e as ervas já em fermentação fizeram-no sofrer horrores e os gendarmes entraram e revolveram tudo. Com o sabre picaram no monte de feno. João Maria nada disse e formulou então o propósito de nunca mais se queixar na sua vida. Dizia ele que tinha cumprido esse propósito desde então.

Relacionado com a sua permanência em Nöes está outro episódio acontecido em 1850, quando já era pároco de Ars há muitos anos. Uma mulher que tinha chegado a Ars, junto com tantos peregrinos, parecia possessa: saltava, bailava e falava de um modo extravagante. E ia contando em voz alta os pecados de todos os que passavam por ela. Viu o Cura e disse-lhe que tinha roubado um cacho de uvas.

João Maria, de facto, tinha passado muita fome em Nöes quando fugia do exército e, num momento em que ainda não tinha encontrado uma casa que o recebesse, roubou um cacho de uvas.

O santo pároco respondeu à acusadora que tinha deixado lá, no sítio de onde retirara o cacho de uvas, uma moeda em pagamento. Mas a mulher disse-lhe que o dono não a tinha encontrado.

(Retirado de TROCHU, F., O Cura d’Ars, Ed. Theologica, Braga, 1987
[versão online em castelhano])

HORÁRIO DE MISSAS DURANTE O MÊS DE AGOSTO DE 2009

De 2ª Feira a Sábado: 18.30h

Domingos: 11.00h e 19.00h

CATEQUESE

Inscrições para o Ano Catequético 2009/2010: Continuam abertas. Os pais podem apresentar as matrículas dos seus filhos na Secretaria, nas horas normais de atendimento. Os horários serão afixados a 1 de Setembro próximo, 3ª Feira. Em princípio, não haverá alterações significativas em relação aos horários de 2008/2009. As aulas iniciar-se-ão a partir da semana de 5, 2ª Feira a 10, Sábado do mês de Outubro próximo.

AUSÊNCIAS DE SACERDOTES DURANTE O MÊS DE AGOSTO

P. José Miguel: De 31/07, 6ª Feira a 2ª Feira, 24 de Agosto

P. João Campos: De 4, 3ª Feira a 27, 5ª Feira (Mês de Agosto)

P. Rui: De 2ª Feira, 24 de Agosto a 3ª Feira, 15 de Setembro

RECOLECÇÕES MENSAIS

Durante este mês não se realizam as habituais recolecções mensais da nossa Paróquia. Recomeçam em Setembro próximo, no horário habitual.

AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM AGOSTO

Durante o mês de Agosto, o nosso Agrupamento está encerrado, em justas férias. As actividades recomeçarão em Setembro, com um programa que será apresentado previamente aos escutas e aos pais. No entanto, durante estes dias de repouso e de calma, todos os seus membros se sentem desafiados a pensar na criação da mascote do Agrupamento. Certamente, sairão sugestões excelentes.

BAPTISMOS E CASAMENTOS NESTE MÊS DE AGOSTO DE 2009

Baptismos: Sábado, dia 22, 11.30h: Maria Rita Ferreira António

Casamentos: Sábado, dia 29, António José e Amélia Sousa

No mês passado: Julho 2009

Missa Nova do Padre Mariano, João Rodrigues: Dia 10, 6ª Feira, às 18.30h

Que alegria, sobretudo entre os paroquianos que o conheceram como seminarista, de ver o P. João Rodrigues dizer Missa e pregar com fervor a sua homilia. Também sentiram grande satisfação com a presença dos Padres Marianos, Eduardo e Jorge, além de dois colegas polacos da Congregação, que concelebraram com o seu novo irmão no sacerdócio ministerial.

Escusado será dizer que lhe desejamos as maiores felicidades no desempenho das suas novas funções.

Imagem: O Pe. João Rodrigues proferindo a homilia na sua Missa Nova

Imposição do Escapulário do Carmo

Dia 16, 5ª Feira: Missa das 18.30h. Nesta Eucaristia foram impostos perto de vinte Escapulários do Carmo, aos paroquianos e pessoas amigas que o pediram, a fim de ganharem as graças que Nossa Senhora do Carmo promete a todos os que usam o Escapulário com devoção e amor a Deus. Dias mais tarde, foram impostos mais sete aos utentes do Centro Comunitário de Telheiras. Nos dois casos, houve preparação prévia (na Igreja, 3ª Feira, dia 14, depois da Missa das 18.30h), no Centro Comunitário, no próprio dia. Todos os que o entenderam fazer, receberam o Sacramento da Reconciliação, a fim de se preparem convenientemente.

Corrigir por amor

Deus quis que vivêssemos numa família. Nela nascemos, crescemos e acabámos nós próprios por constituir a nossa, ao chegar à maturidade. Nas ocasiões em que o convívio é mais intenso, como nas férias do Verão, agradecemos sinceramente ao Senhor que tenha querido que participássemos da sua felicidade, ao poder saborear a alegria de viver com os outros. Mas também então temos ocasião de verificar que, enquanto caminhamos nesta terra, nenhum de nós atingiu ainda a perfeição. Todos temos defeitos.

Perante os defeitos dos outros a atitude que o Senhor nos pede é a compreensão e a paciência, e, ao mesmo tempo, a ajuda de advertir aquele que erra. Ambas as coisas – compreensão e advertência – são compatíveis e até mutuamente exigidas pela mesma caridade: não julgamos a intenção do outro mas só os reflexos exteriores dos seus actos. O outro é sempre alguém que se esforça sinceramente por ser santo e que provavelmente é melhor do que nós. Por isso mesmo tem direito a que se lhe diga o que não esteve tão bem no seu comportamento.

Jesus ensinou o modo de corrigir: «vai e corrige-o entre tu e ele, a sós» (Mt 18,15a). Não devemos corrigir em público, diante de outras pessoas, mesmo que sejam membros da família, a não ser em casos de necessidade urgente, para evitar um mal maior, o que costuma ser raro. A correcção não deve ser feita «a quente», quando ainda sentimos indignação pela conduta do outro, porque nos faltaria compreensão e caridade. Devemos corrigir depois de ter considerado o assunto na oração, depois de nos termos examinado nós próprios sobre aquele mesmo defeito que queremos corrigir e depois de termos pedido conselho. Quando já não nos apetecer corrigir então é que a correcção deve ser feita, porque é corrigir por amor. Então a nossa palavra será amável e suave e terá aberto o outro para a melhoria, termos «ganho o nosso irmão» (cf. Mt 18,15b).

Se se trata de corrigir um filho, pode bastar consultar o outro cônjuge. Se se trata de corrigir o cônjuge, pode ser preferível consultar o confessor e ser objectivos e desapaixonados na consulta para que nos dê um conselho prudente.

Corrigir custa, porque se sabe que se faz sofrer o outro. Mas é nossa obrigação, por amor, por querer a felicidade dos que vivem connosco. «Quando é necessário corrigir, deve-se actuar com clareza e amabilidade; sem excluir um sorriso nos lábios, se convier. Nunca – ou muito raras vezes – com exaltação» (SÃO JOSEMARIA, Sulco 823).

2 de julho de 2009

Do Pároco

Desde o passado dia 19 de Junho que toda a Igreja, por indicação do Santo Padre, o Papa Bento XVI, está a viver o ANO SACERDOTAL, recordando o 150º Aniversário de um grande sacerdote e pároco rural, S. João Maria Vianney, mais conhecido como o Cura d‘Ars.

Todo o cristão, consciente e fiel, deve assentir com toda a alma a este convite do Santo Padre, porque o sacerdócio ministerial, que Jesus Cristo instituiu na Última Ceia, é um dom de Deus a toda a humanidade. Por seu intermédio, é possível realizar em nome da Pessoa de Cristo, os mesmos gestos de salvação que Ele dispensou durante a sua passagem pela terra. O perdão dos pecados no Sacramento da Penitência, a Consagração e a Renovação do Sacrifício do Calvário na Santa Missa, transmitir a Palavra de Deus com autoridade, etc.

E o que fazer? Em primeiro lugar, rezar com abundância e com fé ao Senhor da Messe, a fim de que sempre existam Bons Pastores dispostos a tomar boa conta do rebanho do Senhor. Nunca nos queixemos de que existem poucas vocações sacerdotais. São tantos quantos os méritos dos cristãos. Peçamo-las a Deus, que não nos deixará de ouvir. Certamente, a intercessão de Maria Santíssima, Mãe e Rainha de todos os sacerdotes, representará um verdadeiro acréscimo de eficácia à força da nossa solicitação.

Mas não nos limitemos a isso. Numa família verdadeiramente cristã tem de haver a santa preocupação de que, entre os seus filhos, Nosso Senhor faça despertar uma vocação para o sacerdócio. Dá ideia de que, neste campo, os pais nem sempre se preocupam com esta possibilidade. Existem muitas carreiras profissionais mais atractivas sob o ponto de vista mundano. Dão mais prestígio e talvez menos trabalho. Por isso, não se fala desta hipótese, ou, se é abordada, faz-se sempre como uma alternativa remota, mais própria para as famílias amigas do que para a sua. Não se trata de forçar ou de lamentar-se se Deus não toca a família – ou parece não tocar – com uma vocação, mas de a pedir com perseverança, sabendo que as orações dos pais são sempre as mais ouvidas, porque cativam o Coração do Senhor.

O exemplo de viver bem a fé é o melhor acicate para o nascimento das vocações no seio familiar. Por isso, os pais devem ser, em primeiro lugar, exemplos vivos de Cristo nas suas atitudes e nas suas ocupações. Não creio que Nossa Senhora tenha forçado alguma vez Jesus a rezar. O seu exemplo de oração – juntamente com o de S. José – formaram Cristo nesse hábito consubstancial de rezar e rezar muito, de pedir e pedir sempre ao Pai, para que fosse feita a sua vontade, ainda que, nalgum momento, esta pudesse ser dura e pouco apelativa. Lembremos a oração de Jesus, depois da Ceia Pascal, no Jardim das Oliveiras, tendo em mente os sofrimentos da sua Paixão: “Pai, se é possível, afasta de Mim este cálice, mas não se faça a minha vontade, mas a tua...”(Mt 26,39).

Neste ANO SACERDOTAL, tão oportuno para a cristandade dos nossos dias, há-de orientar-se a nossa oração, principalmente, para a santidade dos sacerdotes. A sua falta poderá ser o pior lenitivo para que alguém, probo e honesto, queira orientar a sua vida no sentido de seguir os passos do verdadeiro sacerdote e origem do sacerdócio ministerial, que é Jesus. Ele mesmo teve a audácia de dizer de Si mesmo: “Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração”(Mt 11, 28). Esta afirmação ou é de um louco presunçoso, ou verdadeira, real, exacta. Só em Cristo a aceitamos com estas qualidades, porque a sua vida foi exactamente assim – a mostração da verdadeira mansidão e da verdadeira humildade.

Peçamos, pois, muito ao Senhor e à Virgem Santíssima pela santidade dos sacerdotes. Um sacerdote santo, como o Cura d’Ars, arrasta as pessoas, converte os corações. Quantas e quantas almas não deverão a sua salvação às 14 e 16 horas diárias de confessionário, que, S. João Maria Vianney, na sua modesta paróquia de Ars, atendeu durante muitos anos. Aparentemente, um trabalho sem resultados. De facto, uma tarefa cheia de pujança e sentido sobrenatural. As almas das pessoas são as jóias mais preciosas que se conhecem, pelo que tratar da sua saúde espiritual é caminho seguro para que elas possam, um dia, quando o Senhor as chamar, prestar as melhores contas e serem abraçadas para sempre pela Santíssima Trindade.

Recorde-se ainda que todo o baptizado recebe o sacerdócio comum dos fiéis, que o torna especialmente capaz, pelos méritos de Cristo, de ser intermediário entre os homens e Deus e Deus e os homens. Quando reza e pede por uma intenção, por exemplo, está a exercitar esse sacerdócio. E, de uma maneira específica, quando aproxima com o seu exemplo, o seu sacrifício e a sua oração perseverante uma alma do Senhor. O apostolado é uma incumbência que não pode descurar, porque Deus lhe deu todas as possibilidades para o realizar. Pensemos, pois, como anda a nossa preocupação pelas almas e corrijamos o que manifeste, no nosso interior, tibieza ou indiferença.

Imagem: S. João Maria Vianney, Santo Cura d’Ars

A vida do Santo Cura d'Ars (I)

O Papa Bento XVI decretou que desde o dia 19 de Junho de 2009 até ao dia 19 de Junho de 2010 se vivesse na Igreja um Ano Sacerdotal, meditando no dom do sacerdócio e pedindo pela santidade dos sacerdotes e pelas vocações sacerdotais, por ocasião dos cento e cinquenta anos da morte do Santo Cura d’Ars (São João Maria Baptista Vianney, 1786-1859). Reproduziremos ao longo deste tempo alguns episódios da vida deste sacerdote santo que é modelo para sacerdotes e leigos. Assim poderemos ter-lhe maior devoção e pedir a sua intercessão para que em toda a Igreja se viva bem este ano.

João Maria nasceu em Dardilly, perto de Lyon, a 8 de Maio de 1786, à meia-noite, e foi baptizado nesse mesmo dia. Poucos anos depois explodiria a Revolução Francesa que colocou a Igreja na clandestinidade, alvo de uma violenta perseguição. Os seus pais eram camponeses piedosos, sendo João Maria o quarto de seis filhos.

A sua infância foi marcada por uma profunda piedade. A sua mãe sempre lhe pegava na mão para se benzer antes de lhe dar a papa. Quando tinha quinze meses, segundo conta a sua irmã Margarida, a mãe esqueceu-se e o pequenino não abria os lábios. Só quando ela o acompanhou a benzer-se é que consentiu que lhe entrasse a comida na boca (cf. Processo do Ordinário, 1011).

O próprio Cura d’Ars referiu, mais tarde, que amava Nossa Senhora, muito antes da idade da razão: «A Santíssima Virgem é o meu maior afecto; amava-A mesmo antes de A conhecer» (cf. Ib. 677).

Quando tinha 13 anos e o seu irmão Francisco 15, trabalhavam os dois no campo. Um dia tentou seguir o seu irmão em tudo o que ele fizesse e fazer igual, mas acabou o dia totalmente arruinado, exausto, sem poder mais. Então lembrou-se de invocar a Santíssima Virgem. Colocou uma pequena imagem sua perto dos campos onde trabalhava e procurou tê-la muito presente durante todo o tempo. Não só conseguiu igualar o trabalho do irmão como nem sequer se sentia fatigado no fim.

Apesar de muitos favores que Deus lhe concedeu desde pequeno, João Maria foi muito normal e nunca se considerou uma pessoa santa. Durante a sua vida circulavam biografias suas que ressaltavam o fantástico contra os seus reiterados protestos. Nunca se deixou retratar por humildade, e algum artista conseguiu «roubar-lhe» as feições, dissimulando-se entre a multidão que o escutava.

(retirado de TROCHU, F., El Cura de Ars, Palabra, Madrid, 1986)

IMPOSIÇÃO DO ESCAPULÁRIO DO CARMO: 16/07/09, 5ª F., Missa das 18.30h

Tendo prometido Nossa Senhora do Carmo, numa aparição ao santo carmelita, Simão Stock, inúmeras graças para quem usasse dignamente o Escapulário da Ordem do Carmo, a Paróquia convida os seus fiéis a usufruir de todas essas manifestações de amor maternal da Virgem Santíssima, recorrendo à imposição do escapulário no dia de Nossa Senhora do Carmo, 16 de Julho corrente, 5ª Feira, na Missa das 18.30h. Certamente que só será imposto a quem ainda o não tiver recebido, segundo as normas da Igreja.

CASAMENTOS E BAPTISMOS NESTE MÊS EM TELHEIRAS

BAPTISMOS:

  • Dia 4, Sábado: 11.00h – Afonso e Catarina de Brito Rodrigues Mendes
  • Dia 18, Sábado: 12.00h – Giovanna Viana de Melo
  • Dia 25, Sábado: 16.00h – Maria Leonor Valbom Morgado Baptista

CASAMENTOS:

  • Dia 4, Sábado: 12.00h – João Rui Ribeiro Paulo Salvador Querido e Natália Verónica Lopes Querido
  • 13.15h – José Pereira da Costa Barroso Mangueira e Maria Victória Carvalho Serrão Mangueira
  • Dia 11, Sábado: 13.00h – Hugo Manuel da Silva Correia e Liliana Ferreira das Neves
  • Dia 25, Sábado: 10.30h – António Pedro Filipe Bunga e Câmia Irina da Costa Bonfim
  • 12.00h – Paulo Alexandre Santos Oliveira e Lucília da Conceição Gomes Magalhães

Horário De Missas Entre Julho E Setembro De 2009

De 2ª Feira a Sábado: 18.30h Domingos: 10.00h, 12.00h e 19.00h Só durante o mês de Agosto: De 2ª Feira a Sábado: 18.30h Domingos: 11.00h e 19.00h

Obs. – No caso de haver alguma alteração no reinício da celebração das Missas que, entre Outubro e Junho, de 2ª a 6ª Feira, têm lugar às 12.15h, avisaremos num dos próximos Boletins.

Missa Nova do Padre mariano João Rodrigues: 6ª feira, 10 de Julho, missa das 18.30h, na igreja paroquial de Telheiras – Nossa Senhora da Porta do Céu

Com grande alegria, anunciamos que haverá Missa Nova do P. João Rodrigues, Sacerdote Mariano, que nos seus tempos de seminarista colaborou com as actividades pastorais da Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu, desde 2004 Igreja Paroquial de Telheiras.

Convidamos todos os paroquianos a participar nesta Eucaristia. Há, inclusivamente, algumas pessoas que se prontificaram a dar ao P. João Rodrigues um pouco da amizade de uma comunidade que o recorda com saudade e lhe deseja as maiores felicidades nesta nova etapa da sua vida, que praticamente coincide com a abertura do ANO SACERDOTAL.

Oferta De Roupa E De Géneros Alimentícios

Agradecemos aos paroquianos as remessas constantes de roupas que recebemos. Ultimamente, têm chegado tantas, que sentimos dificuldades em distribuí-las. No entanto, sempre há instituições de caridade que as agradecem.

Pedíamos que trouxessem também géneros alimentícios duráveis, porque há uma procura cada vez maior, que se relaciona com a situação económica e financeira que estamos a atravessar.

CATEQUESE

Estão abertas as Inscrições para o Ano Catequético 2009/2010, desde 16 de Junho passado. Foi enviada a todos os pais doa alunos que frequentaram as nossas aulas em 2008/09 uma carta circular, juntamente com uma ficha de inscrição para 2009/10. Já se receberam bastantes renovações das matrículas. Os horários serão afixados a 1 de Setembro próximo, 3ª Feira. Em princípio, não haverá alterações significativas em relação aos horários de 2008/2009. As aulas iniciar-se-ão a partir a semana de 5, 2ª Feira a 10, Sábado do mês de Outubro próximo.

Recolecções Mensais

2ª Feira, dia 6: Homens: 19.15h – Salão da Igreja 5ª Feira, dia 9: Senhoras; 19.15h – Igreja

Agrupamento Nº 683 Do CNE

Destacamos neste mês:

Dias 3 a 5: Acampamento do Grupo Explorador no PNEC-Costa da Caparica. Esta actividade tem como imaginário as Aventuras de Timon & Pumba.

Dia 18: Conselho de Agrupamento para definição das actividades para o ano escutista 2009/2010 e apresentação das Equipas de animação que irão conduzir as diversas Secções.

Ausência de sacerdotes durante o mês de Julho

P. João Campos, Vigário Paroquial: De Sábado, dia 4, a Domingo, dia 26;

P. José Miguel: De Sábado, dia 11 a Domingo, dia 19.

A guarda dos sentidos

Deus dotou o ser humano com os meios para poder atingir o seu fim, que é conhecer e amar o próprio Deus. Amá-l’O graças a tê-l’O conhecido. Pela sua natureza corpórea o ser humano conhece através dos sentidos, que captam as coisas pelas sensações: a luz, o som, o ar, o contacto com coisas sólidas e líquidas produzem sensações na vista, no ouvido, no olfacto, no tacto e no paladar.

Sem os sentidos exteriores não poderíamos chegar a conhecer, a abstrair. Esses cinco sentidos produzem cinco impressões diferentes, que são unificadas no sentido comum, formando uma imagem na imaginação, retida na memória e desejada ou repelida quase instintivamente. Tudo isto ainda não é intencional ou voluntário mas simplesmente sensitivo. É a partir dessa sensação que o entendimento vai formular um conceito e aplicar-lhe um juízo: ao ter a impressão de um cão ele conhece-o quando diz «o cão é um animal».

Ora acontece que, embora necessitemos dos sentidos nem tudo aquilo que eles nos apresentam é benéfico para a nossa alma. Os sentidos usados sem regra nem controle não permitem conhecer Deus. Para O conhecer necessita-se do exercício de se negar aos sentidos, uma e outra vez. Porque Deus não Se identifica com algo sensível.

Se não refreamos os sentidos a inteligência embrutece-se, perdendo a capacidade de abstrair do sensível para aquilo que transcende a matéria, e a vontade perde-se, dispersando-se em muitos amores menores. A alma acaba por se tornar escrava das paixões sensíveis e o ser humano perde a sua orientação para Aquele que lhe pode dar a felicidade.

Por isso o crescimento interior exige a prática da guarda dos sentidos. Guardar os sentidos custa porque exige um domínio sobre a vista e as imagens externas, evitando experiências como as do rei David (cf. 2 Sam 11,1ss), uma sobriedade no uso dos sons, da música e uma preferência pelo silêncio que abre a alma para o diálogo com Deus, uma contenção na tendência para comer desenfreadamente ou beber, praticando a mortificação à mesa e fora dela, e em tudo um saber viver com sensações menos agradáveis (frio, calor, fome, sede, doença, cansaço, sono, solidão, decaimento, desonra, etc.).

Quando se é criança a avidez de sensações justifica-se porque se quer conhecer e a alma está ainda vazia. Por isso se toca em tudo e se leva tudo à boca. À medida que vamos crescendo vamos prescindindo das sensações porque já conhecemos muitas coisas e tornamo-nos mais idealistas procurando mais dentro de nós do que fora.

A guarda dos sentidos preserva de muitos pecados mas sobretudo permite à alma subir e subir até se encontrar com Deus para ter com Ele um diálogo íntimo e amoroso. É uma prática da ascética cristã que devemos exercitar para chegarmos a ser santos.

7 de junho de 2009

A adoração eucarística

A Eucaristia é um mistério de fé. Quando assistimos à Santa Missa, no fim da Consagração, o sacerdote convida-nos a considerar esta realidade; ele exclama «Mistério da fé», ao que todos respondemos com a adesão da inteligência e do coração. Desde esse momento, sob a aparência do pão e do vinho, está realmente presente o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor. E com o Corpo e o Sangue estão também a sua Alma e a sua Divindade. Por isso não só cremos mas adoramos.

Adorar é um acto próprio da virtude da religião porque só se destina a Deus. Adorar é reconhecer que se está perante Aquele que é mais do que nós, não com uma diferença meramente de grau, mas de natureza. Deus não é só mais inteligente do que eu: Ele é a própria Inteligência da qual eu recebo uma pequeníssima parte. Deus é Aquele que é; eu sou porque Ele quis que eu fosse. O meu ser depende d’Ele.

Adorar é submeter-se. Não é só reconhecer a nossa insignificância mas colocar-nos à sua mercê, ao seu serviço e querer obedecer à sua vontade. Por isso o acto de adoração é um acto de entrega incondicional.

No caso da Eucaristia dá-se um fenómeno paradoxal: Aquele que é maior parece menor, Aquele que é máximo parece mínimo. Deus omnipotente, omnisciente, plenitude infinita, está feito um pedaço de pão, como se fosse Ele o insignificante. Por isso sentimos ainda mais o impulso de O adorar. Não adoramos só a sua majestade infinita mas a sua bondade, o seu amor que ultrapassa tudo o que é razoável.

A presença da Eucaristia entre nós leva-nos a actos de adoração: uns mais solenes e comunitários – como a processão eucarística do Corpo de Deus, ou a Exposição do Santíssimo na Igreja à quinta-feira –, outros mais discretos e pessoais, como a visita ao Santíssimo Sacramento ou uma simples genuflexão diante do Sacrário, na qual o coração procura prostrar-se diante de Deus. Em todos esses actos a alma eleva-se, sobe até Deus, quando desce à sua insignificância. Com esse aparente rebaixamento imitamos o Senhor na Eucaristia e somos por Ele elevados até à intimidade divina.

PROCISSÃO DE VELAS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA PORTA DO CÉU, PADROEIRA DE TELHEIRAS

Dia 5 de Junho, 6ª Feira, 21.30h

Percurso: Início – R. Hermano Neves, em frente da Biblioteca do Prof. Orlando Ribeiro; R. Prof. Francisco Gentil, R. Prof. João Barreira, R. Prof. Henrique Viana, R. Prof. Mário Chicó, R. Prof. Francisco Gentil (de novo), rampa do Metropolitano, Jardim dos repuxos, Estrada de Telheiras, Igreja de Nossa Senhora a Porta do Céu, entrada pela porta principal.

HORÁRIO DE MISSAS ENTRE JULHO E SETEMBRO DE 2009

De 2ª Feira a Sábado: 18.30h
Domingos: 10.00h, 12.00h e 19.00h

Só durante o mês de Agosto:
De 2ª Feira a Sábado: 18.30h
Domingos: 11.00h e 19.00h

Obs. – No caso de haver alguma alteração no reinício da celebração das Missas que, entre Outubro e Junho, de 2ª a 6ª Feira, têm lugar às 12.15h, avisaremos num dos próximos Boletins.

CURSOS QUE PODE FREQUENTAR NA NOSSA PARÓQUIA NESTE MÊS

Curso de Catecúmenos – Sábados, 10.00h: Dias 6, 13, 20 e 26 – Para as pessoas interessadas em ingressar no catecumenato e, eventualmente, receberem os Sacramentos da Iniciação Cristã.

Curso Bíblico sobre S. PauloQuem és Tu, Senhor? (Uma vez por mês). Próxima sessão: Dia 18, 5ª Feira, 21.30h. Tema: A moral paulina.

CATEQUESE

As aulas de Catequese terminaram na última semana de Maio para todos os alunos. Exceptua-se o grupo daqueles que vai fazer a Primeira Comunhão, no Domingo, 7 de Junho, na Missa das 10.00h, que terá as suas últimas aulas, respectivamente, na 2ª Feira, 1 de Junho, às 17.45h e no Sábado, 6 de Junho, às 11.00h. Terá o seu ensaio para a Festa da Primeira Comunhão no Sábado, 6 de Junho, às 15.00h na Igreja.

Inscrições para o Ano Catequético 2009/2010: A partir de 16 de Junho, na Secretaria. Os horários serão afixados a 1 de Setembro próximo, 3ª Feira. Em princípio, não haverá alterações significativas em relação aos horários de 2008/2009. As aulas iniciar-se-ão a partir a semana de 5, 2ª Feira a 10, Sábado do mês de Outubro próximo.

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, dia 1: Homens: 19.15h – Salão da Igreja

5ª Feira, dia 18: Senhoras; 19.15h – Igreja

BAPTISMOS NESTE MÊS DE JUNHO DE 2009

Sábado, Dia 6, 12.00h – Mariana Pacheco Pinto Correia

Sábado, Dia 13, 12.00h – Diogo Henriques Vieira Garcia

Sábado, Dia 20, 12.00h – Francisco Ferreira Filipe


AGRUPAMENTO Nº 683 DO CNE – ACTIVIDADES EM JUNHO

Nos dias 20 e 21 vai realizar-se o segundo acampamento de pais e filhos da I Secção denominado “Uivos de Partilha”.

Também a 20 tem lugar uma acção de ligação entre a II e a III Secção intitulada “Scoutcaching”.

Entre 28 de Junho e 2 de Julho os Pioneiros deslocam-se a Penha Garcia, a fim de participarem numa actividade que tem como imaginário “A Procura”.


A exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis

O ano pastoral 2004/2005 foi dedicado pelo Papa João Paulo II à Eucaristia. Foi um ano eucarístico. Esse ano terminaria com um Sínodo de Bispos para reflectir sobre este mistério central à vida da Igreja. Este grande Papa faleceu entretanto e o Sínodo foi presidido pelo seu sucessor, Bento XVI, que escreveu uma exortação apostólica com as conclusões desse encontro, com data de 22 de Fevereiro de 2007. Eis alguns parágrafos.

Um dos momentos mais intensos do Sínodo vivemo-lo quando fomos à Basílica de São Pedro, juntamente com muitos fiéis, fazer adoração eucarística. Com aquele momento de oração, quis a assembleia dos bispos não se limitar às palavras na sua chamada de atenção para a importância da relação intrínseca entre a celebração eucarística e a adoração. Neste significativo aspecto da fé da Igreja, encontra-se um dos elementos decisivos do caminho eclesial que se realizou após a renovação litúrgica querida pelo Concílio Vaticano II. Quando a reforma dava os primeiros passos, aconteceu às vezes não se perceber com suficiente clareza a relação intrínseca entre a Santa Missa e a adoração do Santíssimo Sacramento; uma objecção então em voga, por exemplo, partia da ideia que o pão eucarístico nos fora dado não para ser contemplado, mas comido. Ora, tal contraposição, vista à luz da experiência de oração da Igreja, aparece realmente destituída de qualquer fundamento; já Santo Agostinho dissera: (...) « ninguém come esta carne, sem antes a adorar; (...) pecaríamos se não a adorássemos ». (Enarrationes in Psalmos 98,9) De facto, na Eucaristia, o Filho de Deus vem ao nosso encontro e deseja unir-Se connosco; a adoração eucarística é apenas o prolongamento visível da celebração eucarística, a qual, em si mesma, é o maior acto de adoração da Igreja: receber a Eucaristia significa colocar-se em atitude de adoração d'Aquele que comungamos. Precisamente assim, e apenas assim, é que nos tornamos um só com Ele e, de algum modo, saboreamos antecipadamente a beleza da liturgia celeste. O acto de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica. Com efeito, « somente na adoração pode maturar um acolhimento profundo e verdadeiro. Precisamente neste acto pessoal de encontro com o Senhor amadurece depois também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também, e sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros » (Discurso à Cúria Romana 22-XII-2005).

(BENTO XVI, Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis, n.66)

Do pároco

Caríssimos Paroquianos e Amigos de Telheiras:

Com o mês de Junho, no nosso país, dá-se a particular situação contrastante de se iniciarem, para muitos que estudam, as suas férias e para outros, que também estudam, de se verem obrigados a aplicar-se mais nas suas obrigações escolares, porque iniciam a sua época de exames ou a realizam integralmente nestes 30 dias.

As famílias, que acompanham com especial atenção este período, têm, muitas vezes, de repartir os seus esforços de atenção entre as duas situações assinaladas, procurando ocupar utilmente o tempo dos que acabaram as aulas e se encontram desocupados e sem tarefas rotineiras e os que se sentem nervosos e mais sensíveis com os exames que devem enfrentar.

Duas virtudes cardeais entram em jogo nestes lares de uma forma mais incisiva; a prudência e a fortaleza. A primeira para planear os tempos dos que podem cair no ócio, que é um vício improdutivo e nefasto, porque pode deitar por terra todo o esforço educativo, perseverante e oportuno, de um ano escolar. O regresso de férias de muitos estudantes, nomeadamente se entraram na adolescência, manifesta com frequência os vícios adquiridos por um lazer inoperante, onde se habituaram a nada fazer. Tratam o tempo como um bem material de um novo-rico, que o expõe sem medida e sem decoro, como se fosse seu dono absoluto. Recordo dos tempos já longínquos de infância os volframistas super e rapidamente enriquecidos, com várias canetas ostensivas no bolso exterior do casaco (sem saberem escrever) e os anéis de oiro em vários dedos da mão como afirmação da sua pujança económica. Eram ridículos!

A fortaleza para exigir que se cumpra o que se estabeleceu para os que terminaram as actividades escolares. Deixá-los ao abandono, ou melhor, sem quaisquer exigências quanto aos deveres que assumiram de realizar as actividades em que se inscreveram ou que se comprometeram a executar é um convite para a desordem e a falta de sentido de responsabilidade. E também para acalentar positivamente os que se encontram imersos nos seus exames, facilitando-lhes um ambiente de serenidade e de rigor. Interessar-se por eles, pelo modo como decorrem, animar à sua boa preparação com estudo aturado, eis um panorama educativo que as famílias podem desenvolver com proveito.

É este mês também um tempo para concretizar as férias familiares, que se efectuam entre Julho e Agosto de um modo habitual. Lembrar-se de que são momentos de maior intimidade entre os pais e os filhos, onde todos podem realizar tarefas de ajuda mútua, de partilha e de amizade em crcunstâncias únicas que une todos os membros de uma forma agradável.

Ter consciência de que nem todos os ambientes são próprios para uma vivência cristã. E há deveres que não podem esquecer-se nem pôr de parte. Por exemplo, o cumprimento do preceito dominical de participar na Santa Missa. Deus não pode ser o grande esquecido do período de férias, como se não existisse ou fosse uma referência incómoda para quem pretende descansar. Descansar sem Deus é um falso descanso, porque é pôr de parte o que o fiel confessa no primeiro mandamento: "Adorar e amar a Deus sobre todas as coisas".

É este mês ainda um tempo que a Igreja dedica a sua atenção ao Coração de Jesus, pelo que Ele significa de exemplo para todos nós. "Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de Coração", disse o Senhor. No Amor que se derrama do Coração de Cristo, de Nazaré ao Calvário, nós entendemos melhor como Deus nos ama. E compreendemos também que a nossa atitude de vida deve fundamentar-se na humildade e na mansidão do coração, que tantas vezes se impacienta com ninharias, se irrita com o comportamento alheio e se fecha sobre si mesmo, não querendo compartilhar com os outros as nossas alegrias e tristezas. Não esqueçamos ainda que entre o Coração de Jesus e o de Maria existe a relação de um Filho com a sua Mãe. Quantas vezes, a mansidão e a humildade do Coração de Jesus não reflectirão o modelo de conduta que Ele descobriu na simplicidade da vida de Maria Santíssima.

Lembramos ainda que neste mês se encerram as comemorações do Ano Paulino, com que toda a Igreja quis sublinhar a importância da vida e da doutrina que S. Paulo, o Apóstolo das gentes, legou a toda a humanidade e, em particular, ao mundo cristão.