1 de dezembro de 2008

As prendas de Natal

Tradicionalmente assinalamos as festas do Natal com presentes que oferecemos uns aos outros, sobretudo às crianças. E, como todos nós temos alguma coisa de criança, procuramos que ninguém deixe de receber.

Porque o fazemos? Porque queremos assinalar um acontecimento que merece toda a alegria: o Nascimento do Salvador, um Menino que nós encontramos na pobreza de um presépio e que é toda a riqueza e todo o tesouro do mundo inteiro.

Mas então não seria de assinalar ainda mais a Páscoa? Sim, sem dúvida. A Páscoa é a celebração da própria Salvação, a celebração do triunfo do salvador sobre o pecado e a morte. Mas a Igreja conhece a nossa natureza. Existe uma pedagogia no ano litúrgico que nós amamos: começa com o anúncio da chegada do Salvador e a celebração do seu Nascimento. Depois há-de vir o duro caminho da Quaresma que purifica e renova a alma, para poder receber melhor o fruto da Cruz. Mas a Páscoa contém uma alegria mais íntima e espiritual.

No Natal não contemplamos só o mistério de um Deus que Se faz Homem mas a maravilha de uma Criança e de uma Criança recém-nascida. Existe um apelo a que o nosso coração se detenha nessa contemplação. Os presentes de Natal podem ser vividos como uma forma de contemplar esse mesmo dom, que é qualquer criança, sobretudo qualquer bebé.

Por isso, ao viver este costume podemos evangelizar e receber os benefícios do Evangelho. Associamos a alegria de oferecer com a pobreza e a generosidade. Agradecemos que nos tratem como crianças porque é isso mesmo o que somos no nosso lado mais nobre. E procuramos que não haja ninguém a quem o Natal não chegue com uma prenda, sobretudo aqueles que não nos podem retribuir.

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