1 de dezembro de 2008

MISSAS NA QUADRA DO PRÓXIMO NATAL NA IGREJA PAROQUIAL DE Nª SR.ª DA PORTA DO CÉU

24 Dezembro, 4ª Feira: 12.15h, 18.30h (vespertina) e 23.00h (Missa do “Galo”)

25 Dezembro, 5ª Feira (Dia de Natal – Dia Santo de Preceito): 10.00h, 12.00h e 19.00h

Obs. - Lembramos que 1 de Janeiro de 2009, 5ª Feira, é Dia Santo de Preceito: Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Haverá as Missas das: 10.00h, 12.00h e 19.00h.

CATEQUESE

De acordo com o período de férias do nosso ano-lectivo, não haverá aulas de Catequese entre 19 de Dezembro de 2008, 6ª Feira e 4 de Janeiro de 2009, Domingo. O seu recomeço está previsto para: 5 de Janeiro de 2009, 2ª Feira.

CABAZ DO NATAL

Mais uma vez, a Paróquia confortará famílias carentes nesta quadra natalícia, oferecendo a várias dezenas, graças à generosidade dos paroquianos e dos pais do Colégio Planalto, um bom Cabaz do Natal. Doutra forma, não o conseguiriam ter.

Agradecemos que a vossa generosidade se converta em dádivas abundantes de géneros alimentícios duráveis (que podem incluir produtos próprios do Natal), roupas e dinheiro. Poderão entregá-las, a partir de 2 de Dezembro, 3ª Feira, na Secretaria.

A distribuição do Cabaz compreende dois dias:

  • Roupas: 5ª Feira, 18 de Dezembro, entre as 10.30h e as 12.00h
  • Alimentos: 6ª Feira, 19 de Dezembro, entre as 10.30h e as 12.00h

Pedimos colaboradores para nos ajudarem a organizar esta iniciativa. Podem dar o nome e contactos na Secretaria.

NOVENA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Entre 30/11 e 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, far-se-á uma Novena em honra da Padroeira de Portugal. Em todas as Missas que forem celebradas, se falará de temas relacionados com tão importante efeméride mariana. No final da Missa das 18.30h ou das 19.00h (Domingos, 2/XI e 6/XII) cantar-se-á um hino em honra de Nossa Senhora.

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, 1: Homens; 19.15h – Salão da Igreja

5ª Feira, 11: Senhoras: 19.15h – Igreja

CURSOS A DECORRER DURANTE O MÊS DE DEZEMBRO

De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)
Aulas: 5ªs Feiras, 19.15h: Dias 4 e 18

Anatomia da Fé - Teologia para Universitários: (Orientação: P. José M. F. Martins)
Aulas: Sábados, 21.45h: Dias 6 e 20

Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos)
Aula: 2ª Feira, 19.15h: Dia 15

Quem és tu, Senhor? Curso Bíblico sobre S. Paulo: (Orientação P. José M. F. Martins)
Aula: 5ª Feira, 21.30h: Dia 11

Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas)
Aulas: 2ª Feiras, 19.15h: Dias 15 e 22

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES EM DEZEMBRO

Neste mês, destaca-se, para além do Acantonamento em Fátima que ocupa o princípio de Dezembro, no próximo dia 13, Sábado, a Festa das Famílias. Trata-se de um encontro das famílias dos Escuteiros do nosso Agrupamento, que se reúnem num almoço partilhado por todas, com o que cada uma contribuir. Haverá também um momento lúdico com a participação dos elementos do Agrupamento e dos pais que o desejarem.

O Evangelho da Vida de João Paulo II

O Papa João Paulo II foi um grande lutador e também um sofredor pela causa da vida humana. No dia 13 de Maio de 1981 sofreu um atentado que o poderia ter morto e atribuiu à Virgem Maria a sua salvação. A partir de 1994 a sua saúde deteriorou-se muito e a 25 de Março de 1995 assinou uma Encíclica onde quis expor a doutrina da Igreja «sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana».

«As opções contra a vida nascem, às vezes, de situações difíceis ou mesmo dramáticas de profundo sofrimento, de solidão, de carência total de perspectivas económicas, de depressão e de angústia pelo futuro. Estas circunstâncias podem atenuar, mesmo até notavelmente, a responsabilidade subjectiva e, consequentemente, a culpabilidade daqueles que realizam tais opções em si mesmas criminosas. Hoje, todavia, o problema estende-se muito para além do reconhecimento, sempre necessário, destas situações pessoais. Põe-se também no plano cultural, social e político, onde apresenta o seu aspecto mais subversivo e perturbador da tendência, cada vez mais largamente compartilhada, de interpretar os mencionados crimes contra a vida como legítimas expressões da liberdade individual, que hão-de ser reconhecidas e protegidas como verdadeiros e próprios direitos.

Chega assim a uma viragem de trágicas consequências um longo processo histórico, o qual, depois de ter descoberto o conceito de “direitos humanos” – como direitos inerentes a cada pessoa e anteriores a qualquer Constituição e legislação dos Estados –, incorre hoje numa estranha contradição precisamente numa época em que se proclama solenemente os direitos invioláveis da pessoa e se afirma publicamente o valor da vida, o próprio direito à vida é praticamente negado e espezinhado, particularmente nos momentos mais simbólicos da existência, como são o nascer e o morrer. (...)

O Evangelho da vida não é exclusivamente para os crentes: destina-se a todos. A questão da vida e da sua defesa e promoção não é prerrogativa unicamente dos cristãos. (...) Na vida, existe seguramente um valor sagrado e religioso, mas de modo algum este interpela apenas os crentes: trata-se, com efeito, de um valor que todo o ser humano pode enxergar, mesmo com a luz da razão, e, por isso, diz necessariamente respeito a todos.»

(Carta Encíclica Evangelium vitæ, 25-III-1995, nn. 18 e 101)

Do Pároco

Mais uma vez o Natal nos bate à porta. E, com ele, todas as esperanças que, para nós, cristãos, representa a Encarnação de Jesus Cristo, de acordo com a promessa que Deus fez aos nossos primeiros pais, logo após a tremenda desobediência do pecado original. Advertindo o demónio, disse Iavé: Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta há-de pisar-te a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar (Gén 3, 15).

O Senhor fala para seres inteligentes, que dominam as coisas quando as conhecem e as compreendem e, por isso mesmo, as podem governar ou servir-se delas para seu próprio benefício. É óbvio que Adão e Eva, ao cederem à tentação que o demónio lhes lançou, ficaram seus escravos, pois deram mais crédito ao que o diabo lhes insinuou do que à palavra veracíssima de Deus. Nesta nova condição, perderam o dom de um dia viverem na eternidade com Deus, e passaram a sofrer e a morrer. No entanto, o homem tinha sido dotado com uma alma imortal, de natureza espiritual, por criação divina. Esta continuaria a existir depois da morte, podendo alcançar, quando muito, uma felicidade natural, de acordo com os méritos maiores ou menores que conquistasse na sua vida terrena. Ou então, ser condenada à convivência horrorosa com todos os seres que recusaram soberbamente o Amor de Deus, como os anjos rebeldes que deram origem ao inferno.

Mas se há alguém, que, da descendência da mulher, é capaz de pisar a cabeça do demónio, isto significa que retirará dele o poder com que ficou sobre os nossos primeiros pais e os seus descendentes. E ainda, que os ataques que ele conseguir armar aos que forem libertados do seu jugo – as tais “traições ao seu calcanhar” – serão ineficazes se houver fidelidade a Deus. Vemo-lo com evidente clareza na forma como o próprio Jesus Se negou a seguir os caminhos que o demónio Lhe sugeriu, quando O tentou.

Esse alguém da descendência da mulher, dizem os exegetas da Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, é Cristo, concebido miraculosamente, por obra e graça do Espírito Santo, sem o concurso de varão, no seio puríssimo da Virgem Maria. Deste modo, a passagem do Génesis citada, é considerada como o primeiro anúncio da Encarnação de Jesus, ou seja, o chamado proto (= primeiro) Evangelho.

À Encarnação une-se o seu fim, que foi a Redenção, isto é, a reconquista, por parte de Cristo com os seus méritos, da condição original do homem ser candidato à felicidade eterna, junto de Deus (o Céu), dom que havia perdido com o pecado original.

Com a concepção de Jesus, manifesta-se essa acção divina de Amor pelo homem. Depois, concretiza-se ainda mais, se se pode assim dizer, quando O vemos nascer, totalmente pobre e totalmente inerme, no presépio de Belém, sob os olhares maravilhados de Nossa Senhora e de S. José, aos quais rapidamente se juntam os dos pastores das imediações, alertados pelos anjos que aparecem nos céus.

É esta criança simples e pobre, que veremos mais tarde, já adulta, pregar o Reino de Deus, sofrer a Paixão e Morte, ressuscitar e subir aos Céus e aí nos esperar nas muitas moradas que, com o seu Amor e o seu sacrifício, nos veio preparar nos anos que passou aqui na terra.

Olhemos o presépio que vamos fazer nas nossas casas. Procuremos descobrir todas as lições de Amor e de desprendimento que ele comporta. O Menino Jesus, deitado na manjedoura, é o Deus-feito-Homem que nos ama loucamente, nos perdoa os nossos pecados, nos alenta a segui-Lo nos caminhos nem sempre fáceis que a Sua Cruz comporta e nos quer estreitar no abraço eterno do Céu, a fim de que sejamos inteiramente felizes. Para isso nos criou.

A todos, votos de um Santo Natal e de Boas Festas.

As prendas de Natal

Tradicionalmente assinalamos as festas do Natal com presentes que oferecemos uns aos outros, sobretudo às crianças. E, como todos nós temos alguma coisa de criança, procuramos que ninguém deixe de receber.

Porque o fazemos? Porque queremos assinalar um acontecimento que merece toda a alegria: o Nascimento do Salvador, um Menino que nós encontramos na pobreza de um presépio e que é toda a riqueza e todo o tesouro do mundo inteiro.

Mas então não seria de assinalar ainda mais a Páscoa? Sim, sem dúvida. A Páscoa é a celebração da própria Salvação, a celebração do triunfo do salvador sobre o pecado e a morte. Mas a Igreja conhece a nossa natureza. Existe uma pedagogia no ano litúrgico que nós amamos: começa com o anúncio da chegada do Salvador e a celebração do seu Nascimento. Depois há-de vir o duro caminho da Quaresma que purifica e renova a alma, para poder receber melhor o fruto da Cruz. Mas a Páscoa contém uma alegria mais íntima e espiritual.

No Natal não contemplamos só o mistério de um Deus que Se faz Homem mas a maravilha de uma Criança e de uma Criança recém-nascida. Existe um apelo a que o nosso coração se detenha nessa contemplação. Os presentes de Natal podem ser vividos como uma forma de contemplar esse mesmo dom, que é qualquer criança, sobretudo qualquer bebé.

Por isso, ao viver este costume podemos evangelizar e receber os benefícios do Evangelho. Associamos a alegria de oferecer com a pobreza e a generosidade. Agradecemos que nos tratem como crianças porque é isso mesmo o que somos no nosso lado mais nobre. E procuramos que não haja ninguém a quem o Natal não chegue com uma prenda, sobretudo aqueles que não nos podem retribuir.