4 de setembro de 2008

As orações da manhã

«Já é hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós do que quando começámos a acreditar. A noite adiantou-se e o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz» (Rom 13,11-12). Estas palavras de São Paulo escritas aos fiéis de Roma, estão cheias de ânimo, de santa galhardia. O Apóstolo não pretende chamar «dorminhocos» àqueles seus irmãos, mais ainda tratando-se da Igreja de Roma, pretende entusiasmá-los pelo trabalho que os espera: o trabalho da própria santificação e da evangelização.

Esta passagem da Epístola aos Romanos está na conclusão do escrito. São Paulo já explicou em que consiste a nossa santificação, a vida nova a que fomos chamados, e as consequências práticas no nosso dia-a-dia. Agora puxa pelo seu destinatário para o levantar de uma admiração passiva. Toca a mexer-se.

Algo de semelhante sucede connosco em cada manhã. Tendo dormido bem ou mal é a hora de acordar do sono, de nos levantarmos e de nos despojarmos uma vez mais das obras das trevas para nos revestirmos das armas da luz. O Senhor espera-nos e a nossa família, os nossos amigos, as pessoas que se servem do nosso trabalho, também.

É então que nos podemos recolher e rezar. Tratam-se de orações breves: o oferecimento das obras do dia, a consagração a Nossa Senhora, uma invocação ao nosso Anjo da Guarda e fora. Pode ajudar-nos, a essas horas da manhã, ler as orações nalgum papel, ou num desses livrinhos de orações habituais. Também podemos ter uma oração pessoal ou uma lembrança do dia anterior e renovar a nossa contrição pelo que não esteve bem, assim como o propósito que tínhamos formulado para aquele dia. É sempre bom que nos levantemos sem hesitações, sem ceder à preguiça ou à comodidade.

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