6 de julho de 2008

As Orações da Noite

“E Deus disse: «Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite» (…) Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite” (Gn 1,14.16). Deus quis separar o dia da noite. Essa separação foi também um acto de amor, como toda a Criação, de amor ao homem que deveria descansar.
A noite está feita para dormir. A escuridão envolve a terra durante algum tempo e cessam os ruídos porque cessam os movimentos. Descansam os homens e descansam os animais e as plantas. Todos os seres vivos descansam mas Deus continua velando por nós, e, com Ele e connosco, vela também o Anjo da Guarda.
É natural que cheguemos à noite cansados, a ansiar pelo repouso. Tendemos a precipitar-nos sobre o descanso porque o merecemos. Mas não nos devemos deitar sem rezar. Também o sono há-de ser santo em previsão do descanso eterno que o Senhor nos tem reservado.
É o momento de examinar a nossa consciência sobre o dia que passou, purificando o que não esteve bem. Escreve São Paulo «Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento, nem deis espaço algum ao diabo» (Ef 4,26-27). É necessário afastar do coração qualquer rancor no momento de nos deitarmos.
Além disso, rezamos as nossas orações: a Nossa Senhora as três Avé-Marias em que pedimos as virtude da Pureza, ao nosso Anjo da Guarda para que guarde a nossa alma, e alguma outra de que tenhamos costume. Tudo isto se pode fazer brevemente. Bastam uns 4 ou 5 minutos.
Adormecemos com o pensamento no Senhor que nos aguarda no Sacrário. Imaginamos a Igreja às escuras e a lamparina a parpadear. E se tivermos uma insónia não nos havemos de afligir. É a ocasião para prolongar a nossa oração fazendo-Lhe companhia. No dia seguinte o nosso levantar será mais doce ainda, mesmo que estejamos cansados.

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