8 de junho de 2008

Festas da Catequese durante o mês de Junho

Festa do Pai-nosso: Dia 1, Domingo: Missa das 10.00h
Festa da Primeira Comunhão: Dia 8, Domingo: Missa às 16.00h (*)
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(*)Além desta, celebrar-se-ão as três Missas habituais dos domingos e dias de preceito: 10h, 12h e 19h.

Procissão de Velas em honra e Nossa Senhora da Porta do Céu

Dia 6, 6ª Feira, Início às 21.00. Percurso – Partida: R. Hermano Neves, em frente do terreno da futura nova Igreja; R. Prof. João Barreira, R. Prof. Henrique Vilhena, R. Prof. Mário Chicó, R. Prof. Francisco Gentil, Jardim dos Repuxos, Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu.
Agradecemos que até dia 3, 3ª Feira, se inscrevam mais pessoas para levar o andor de Nossa Senhora da Porta do Céu, indicando a altura.

Agrupamento n. 683 do CNE de Telheiras

Encerram-se este mês as actividades regulares do nosso Agrupamento. O seu final terá lugar a 28 de Junho, Sábado, sendo neste dia celebrada a última Eucaristia relativa ao ano de 2007/08, como habitualmente às 18.30h.
Em Agosto, entre 3 e 8, participará no Acampamento de Núcleo em Constância.

Recolecções

Homens, 2ª Feira, 2: 19.10h
Senhoras: 5ª Feira, 12: 19.10h

Cursos

Teologia para todos: Dia 5, 5ª Feira, 19.15h
Tema: A História da Igreja
Dia 23, 2ª Feira, 19.15h
Tema: A Igreja e o Estado

Curso Bíblico: Dia 19, 5ª Feira, 21.15h
Tema: Os pequeninos

Obs. – Estes cursos têm lugar no salão da Igreja

Vigário Paroquial

Desde de há uns meses o P. José Miguel começou a estar mais ocupado em trabalhos pastorais fora da paróquia passando o P. João Campos a dedicar-lhe mais tempo. Uma consequência deste facto foi a sua recente nomeação como Vigário paroquial (coadjutor) pelo Senhor Patriarca, substituindo assim nessas funções o P. José Miguel. Na ausência do Pároco, passará a ser ele quem o representa juridicamente. Este reajuste mantém nas suas tarefas e actividades os sacerdotes que trabalham na Paróquia.

No mês passado


Realizou-se a Festa da Profissão de Fé, no passado dia 22 de Maio, Domingo, na Missa das 10.00h. Foram treze os alunos da nossa catequese os protagonistas deste momento alto do curso catequético, comprometendo-se a ser fiéis à sua Fé e a concluir as suas aulas de Catequese, quando, no ano oportuno, receberem o terceiro Sacramento da Iniciação Cristã, a Confirmação.

1 de junho de 2008

A bênção da mesa

Tomar alimento é uma necessidade do nosso corpo. Qualquer ser humano necessita de se alimentar, tal como acontece com todos os animais. Mas esse acto, ao ser realizado por alguém que possui uma alma adquire umas características que o tornam essencialmente diferente.
«Comer» é um verbo que procede do latino edere, que significa «alimentar-se», ao que se acrescenta a preposição cum, «com»; ou seja, na linguagem corrente ficou a marca de que não faz sentido comer de um modo solitário: come-se sempre com alguém, é um acto social, realizado na companhia de outros.
A nossa cultura foi dando a esta prática modalidades várias: o almoço de negócios, a refeição festiva, particularmente o banquete de bodas, a reunião de todos os familiares dispersos. É frequente que o encontro entre amigos se realize à volta de uma mesa. O jantar tem-se tornado a reunião específica da família que habita uma mesma casa: é então que se contam os acontecimentos do dia e, de um modo natural, se constrói o amor.
Também Jesus Cristo usou as refeições para nos salvar: aceitou o convite para tomar lugar à mesa de outros (cf. Lc 7,36; 11,37; 14,1; Jo 12,1) e aproveitou a ocasião para o anúncio do Reino e o convite à conversão (cf. Mt 9,10ss; Lc 7,47ss; 15,2); quis alimentar a multidão (cf. Mc 6,30ss; 8,1ss) e os seus inimigos chegaram a acusá-l’O de ser um «glutão e um bebedor» (cf. Lc 7,34). Foi no decurso de uma refeição pascal que o Senhor instituiu a Eucaristia e o sacerdócio cristão (cf. Mt 26,26ss) e nos deixou tantos ensinamentos como o mandamento do amor (cf. Jo 13-17).
Também havemos de imitar Jesus neste aspecto, que pode parecer intranscendente: as refeições devem ser uma ocasião para crescer no amor a Deus e ao próximo, mesmo se motivadas por negócios ou assuntos profissionais. Procuremos que o clima que se respire à nossa mesa seja o de Cristo, o de Maria, o de um filho de Deus. Um modo prático é procurar abençoar no início e dar graças ao terminar a refeição. Teremos então convidado o Senhor a ficar connosco e com aqueles que nos acompanham no caminho da nossa vida (cf. Lc 24,28ss), e Ele será mais facilmente reconhecível por todos.

Meter-se nas cenas do Evangelho

«Eu aconselho-te a que, na tua oração, intervenhas nas passagens do Evangelho, como um personagem mais. Primeiro, imaginas a cena ou o mistério que te servirá para te recolheres e meditares. Depois aplicas o entendimento para considerar aquele rasgo da vida do Mestre: o seu Coração enternecido, a sua humildade, a sua pureza, o seu cumprimento da Vontade do Pai. Conta-lhe então o que te costuma suceder nestes assuntos, o que se passa contigo, o que te está a acontecer. Mantém-te atento, porque talvez Ele queira indicar-te alguma coisa: surgirão essas moções interiores, o caíres em ti, as admoestações.»
«Seguir Cristo: este é o segredo. Acompanhá-lo tão de perto, que vivamos com Ele, como os primeiros doze; tão de perto, que com Ele nos identifiquemos. Se não levantarmos obstáculos à graça, não tardaremos a afirmar que nos revestimos de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 13,14). O Senhor reflecte-se na nossa conduta como num espelho. Se é espelho é como deve ser, captará o rosto amabilíssimo do nosso Salvador sem o desfigurar, sem caricaturas: e os outros terão a possibilidade de o admirar e de o seguir»
(São Josemaria, Amigos de Deus nn. 253 e 299)
Neste mês, que já começa a despertar em nós o desejo das próximas férias estivais, começa o Ano Paulino, decretado em boa hora por Sua Santidade o Papa Bento XVI para lembrarmos todo o gigantesco panorama de evangelização do apóstolo tardio, que nasceu para a sua missão no caminho de Damasco, de forma inesperada.

Deus pode e sabe mais. Pois quem diria que àquele fariseu intransigente, que concordou e se regozijou com a morte de Estêvão - o primeiro dos mártires cristãos -, havia o Senhor de o chamar para ser o apóstolo das gentes e, já no fim da sua missão, para receber a palma do martírio decretada por Nero, imperador corrupto e alucinado, associando-o assim ao número daqueles que, como o mesmo Estêvão, ofereceram cruentamente a sua vida por Cristo?

O exemplo de S.Paulo é muito actual para todos. A sua conversão lembra-nos que Deus tem desígnios por nós inimagináveis. E, ao mesmo tempo, que quando precisa de um instrumento eficaz para o desempenho das tarefas que quer ver realizadas, fá-lo aparecer sem que ninguém o suspeite. Não esqueçamos que à sua providência ordinária, a que nos habituamos como se fosse um fenómeno comum ou natural, a omnipotência divina pode recorrer a outro tipo de providência – a extraordinária -, que vemos amiúde nos milagres espantosos que Jesus efectuou. E não será a conversão de S. Paulo um comprovativo paradigmático da sua eficácia?

S. Paulo, entre todos os apóstolos, foi o que espalhou por mais lugares a Palavra de Deus. Não descansou um segundo para falar de Cristo e da sua doutrina, fosse entre a gente simples que se convertia, fosse entre os intelectuais mais refinados do seu tempo, como aqueles filósofos gregos epicuristas e estóicos que, no areópago ateniense, com muitas outras pessoas, não faziam outra coisa do que ouvir novidades (Act 17, 16-34).

Duma forma inteligente e sistemática, procurou chegar aos lugares mais relevantes do majestoso Império Romano, de que era cidadão por nascimento. O seu dito “ai de mim se não evangelizar”(1 Cor 9, 16), deve levar todo o cristão a fazer um exame de consciência sincero, a fim de erradicar de si a frondosa gama de respeitos humanos, que às vezes sentimos, até para falar da nossa condição de cristãos, entre as pessoas que se cruzam no nosso dia a dia.

De notar que Paulo não foi um homem preocupado com o estilo formal e o conteúdo apelativo da sua interpelação aos outros. Como ele nos confessa, a sua base de argumentação sempre girou à volta de uma realidade que poderia parecer frustrante para quem o ouvia: “Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1 Cor 1, 23).

Aparentemente, é um facto que nos fala do fracasso de um rabi, que não conseguiu convencer as autoridades religiosas e políticas do seu tempo de que era portador da mensagem mais importante da história humana. Por isso foi condenado à morte mais vil da altura, destinada aos escravos e aos malfeitores: a Cruz. Com ela, procurava manifestar-se publicamente que o condenado não era pessoa de bem nem de respeito, pelo que se lhe destinava aquele suplício da morte tão aviltante. Esta foi a grande arma apostólica de Paulo, convencido de que não eram as suas palavras que convenciam e levavam à conversão, mas a morte redentora de Jesus, coroada de seguida com a sua gloriosa Ressurreição.

Mostremos a nossa gratidão a S. Paulo, lendo com profundidade os seus escritos, e recordando a sua vida, a partir dos Actos dos Apóstolos, que nos expõem com simplicidade toda a sua saga de anunciador da Boa Nova. E sigamos o seu sulco de evangelizador, falando das maravilhas de Deus a todos aqueles que o Senhor dispuser nos caminhos das nossas vidas.
S. Paulo pregando em Atenas. Pintura de Rafael, 1515

S. Paulo pregando em Atenas. Pintura de Rafael, 1515