4 de maio de 2008

As imagens de Nossa Senhora

No Antigo Testamento, Deus proibiu que se venerassem figuras feitas pelo homem como representantes da divindade. Queria afastar do nosso coração a tentação de confundir o importante com o acidental, e que ao reter a nossa atenção naquilo que não tem valor perdêssemos aquilo que realmente o tem: o seu amor por nós.

Com a Encarnação o Corpo de Cristo tornou-se, juntamente com todos os elementos da sua Humanidade Santíssima, caminho para chegar ao Pai. Por isso a Igreja fomenta a veneração das imagens que representam Jesus ou a sua Mãe, ou os Santos, e até as que representam os Anjos, embora careçam de corpo (já no Antigo Testamento eles eram representados sobre a Arca da Aliança). No entanto, o perigo de usar as imagens para aquilo que é acidental mantém-se. Devemos usar as imagens para captar o amor de Deus por nós e não ficar retidos na sua beleza plástica, harmonia, proporção, colorido, acabamento, etc.

É muito bom ter imagens em nossa casa e, se possível, no nosso local de trabalho, e dirigir para elas o nosso olhar. Podemos ainda usar estampas que representam Nossa Senhora, na nossa carteira, ou para marcar livros. Até no tablier do automóvel se pode colocar uma representação da Mãe de Deus. As imagens da Santíssima Virgem atraem-nos particularmente a nós portugueses, feridos pela sua predilecção, e podem ajudar-nos verdadeiramente, se ao elevar os olhos até elas elevamos também o coração.

Nesses olhares podemos louvá-la, invocá-la ou agradecer-lhe a sua protecção e ternura. Podemos utilizar algumas dessas pequenas frases com que a elogiamos e de que está cheia a Ladainha, ou compor os nossos próprios piropos. Depressa notaremos que esses olhares produzem em nós um efeito surpreendente: mais do que a contemplação de um rosto feminino elas fazem penetrar Deus no nosso coração. Deus torna-Se facilmente presente pela figura da sua Mãe bendita.

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