11 de maio de 2008

Corpo de Deus: 22 de Maio, 5ª Feira

“Cristo vivo no Coração da cidade”, eis o lema da Celebração do Corpo de Deus. Para os paroquianos interessados, indicamos aqui o que se realizará no âmbito diocesano:

Sé Patriarcal:

11.00h
– Missa, seguida de Adoração ao Santíssimo Sacramento, das 12.30h às 16.00h;
16.00h – Recitação das Vésperas;
16.30hInício da Procissão da Sé à Praça do Município, onde será a Bênção do Santíssimo Sacramento, às 18.00h(*)
...................................
(*) Neste dia, a Missa da tarde da Paróquia será celebrada às 19.30h, para facilitar a participação dos paroquianos na Procissão do Corpo de Deus. As outras Missas serão celebradas às horas normais, isto é, 10.00h e 12.00h.

Recolecções

Homens: 2ª Feira, 5, 19.10h
Senhoras: 5ª Feira, 8, 19.10h
(ler mais)

Anatomia da Fé – Curso de Teologia para Universitários

Sábado, 10, 21.45h: Quantas Teologias Existem? Qual a verdadeira? (ler mais)

Curso Bíblico de Escatologia Cristã: a Ressurreição e a Vida

8ª sessão, 15 de Maio, 21h30: A purificação (ler mais)

Curso de Teologia para todos

2ª Feira, 12: 19.15h: O Espírito Santo actua na Igreja (ler mais)

Catequese

Festa da Profissão de Fé: Domingo, 25, Missa das 10.00

Procissão em honra de Nossa Senhora da Porta do Céu: 6ª Feira, 6 de Junho, 21.00h

Como já vai sendo habitual, a procissão em honra da nossa Padroeira, Nossa Senhora da Porta do Céu, vai efectuar-se, neste ano, uma vez mais, na data acima referida. Daremos mais pormenores sobre a sua realização ao longo do mês de Maio.

Agrupamento nº 683

Sábado, 10: Missa do Agrupamento às 18.30h
Lobitos- Dias 3 e 4: Actividade no Jardim Zoológico; 23 e 24: Acampamento de Pais e Filhos;
Exploradores- Dia 3: Colaboração com o Banco Alimentar contra a Fome (recolha de alimentos); 10 e 11: Acampamento
Dia 31: Venda de Manjericos (todo o Agrupamento)

4 de maio de 2008

No mês passado

Visita breve à Paróquia de D. Joaquim Mendes, novo Bispo Auxiliar de Lisboa
Numa breve passagem pela paróquia, no passado dia 17, 5ª Feira, esteve entre nós o Senhor D. Joaquim Mendes, novo Bispo Auxiliar de Lisboa, acompanhado pelo Vigário da II Vigararia (à que pertence a nossa Paróquia), P. Duarte Cunha e pelo Vigário Adjunto, P. Alberto Matos Gomes. Agradecemos a visita.

Celebração do Sacramento da Confirmação
Decorreu no domingo, 6 de Abril. Presidiu o Senhor D. Tomás da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa. A administração do Sacramento decorreu durante uma Missa , celebrada às 16.00h, comparecendo os 16 crismandos que se estiveram a preparar desde Janeiro passado.

As imagens de Nossa Senhora

No Antigo Testamento, Deus proibiu que se venerassem figuras feitas pelo homem como representantes da divindade. Queria afastar do nosso coração a tentação de confundir o importante com o acidental, e que ao reter a nossa atenção naquilo que não tem valor perdêssemos aquilo que realmente o tem: o seu amor por nós.

Com a Encarnação o Corpo de Cristo tornou-se, juntamente com todos os elementos da sua Humanidade Santíssima, caminho para chegar ao Pai. Por isso a Igreja fomenta a veneração das imagens que representam Jesus ou a sua Mãe, ou os Santos, e até as que representam os Anjos, embora careçam de corpo (já no Antigo Testamento eles eram representados sobre a Arca da Aliança). No entanto, o perigo de usar as imagens para aquilo que é acidental mantém-se. Devemos usar as imagens para captar o amor de Deus por nós e não ficar retidos na sua beleza plástica, harmonia, proporção, colorido, acabamento, etc.

É muito bom ter imagens em nossa casa e, se possível, no nosso local de trabalho, e dirigir para elas o nosso olhar. Podemos ainda usar estampas que representam Nossa Senhora, na nossa carteira, ou para marcar livros. Até no tablier do automóvel se pode colocar uma representação da Mãe de Deus. As imagens da Santíssima Virgem atraem-nos particularmente a nós portugueses, feridos pela sua predilecção, e podem ajudar-nos verdadeiramente, se ao elevar os olhos até elas elevamos também o coração.

Nesses olhares podemos louvá-la, invocá-la ou agradecer-lhe a sua protecção e ternura. Podemos utilizar algumas dessas pequenas frases com que a elogiamos e de que está cheia a Ladainha, ou compor os nossos próprios piropos. Depressa notaremos que esses olhares produzem em nós um efeito surpreendente: mais do que a contemplação de um rosto feminino elas fazem penetrar Deus no nosso coração. Deus torna-Se facilmente presente pela figura da sua Mãe bendita.

O pudor no Catecismo da Igreja Católica

«A pureza exige o pudor. O pudor é parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se à castidade e comprova-lhe a delicadeza. Orienta os olhares e as atitudes em conformidade com a dignidade das pessoas e com a união que existe entre elas.»
«O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa e exige que se cumpram as condições do dom e do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira a escolha do vestuário, mantém o silêncio ou o recato onde se adivinha o perigo de uma curiosidade malsã. O pudor é discrição.»
«Existe um pudor dos sentimentos, tal como existe um pudor corporal. Aquele protesta, pelo exemplo, contra as explorações exibicionistas do corpo humano em certa publicidade, ou contra a solicitação de certos meios de comunicação em ir longe demais na revelação de confidências íntimas. O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes.»
«As formas de que o pudor se reveste variam de cultura para cultura. No entanto, ele continua a ser, em toda a parte, o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem. Nasce com o despertar da consciência pessoal. Ensinar o pudor às crianças e adolescentes é despertá-los para o respeito pela pessoa humana»
Com que satisfação não verá Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe, começar o seu mês - o mês de Maio - com uma celebração em honra de seu marido, S. José, considerando a sua faceta de artesão, de trabalhador.

Efectivamente, foi o trabalho de S. José a fonte principal do sustento da Sagrada Família, durante os anos da infância de Jesus, nos tempos difíceis do Egipto e, depois, da adaptação, decerto complexa, à aldeia de Nazaré, onde Jesus cresceu e foi educado da melhor maneira pelos seus pais.

Também desta forma simples e concreta, quis o Deus humanado dar o seu testemunho de apreço pelo trabalho profissional, que sempre foi, ao longo dos tempos, desde a criação do homem – diz a Bíblia que Deus o colocou no "jardim do Éden para o cultivar e também para o guardar" (Gén. 2, 15) -, o modo através do qual ele se insere no meio ambiente, transformando-o e dele retirando com o seu esforço laboral os meios para viver.

Deus não quis que o Seu Filho estivesse entre nós à custa de milagres constantes, que o eximissem de trabalhar. Pelo contrário, fê-lo participar integralmente na aventura humana da labuta profissional. Nos primeiros tempos da sua vida pública, Jesus impressionou - era inevitável! - pelos prodígios que operou e pela autoridade com que falava aos seus conterrâneos, que se admiravam por verem proceder assim quem era o "carpinteiro, filho de Maria... (Mc 6, 3)". Ao realizar o seu trabalho quotidiano, Jesus afirma-o como uma actividade santificante e santificável. E, por isso mesmo, que a santidade é um chamamento que Deus faz a todos os homens, porque todos eles devem encontrar, por intermédio da sua profissão, o meio de subsistência principal para a satisfação das suas necessidades vitais.

S. Paulo lembra, a este respeito, a todos os cristãos que a sua vida não pode ser a de um parasita ou de um ocioso inútil, declarando com todo o vigor: "Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer" (2 Tes 3, 10).

Começa, assim, da melhor maneira, o mês de Maria, que também se santificou sendo uma magnífica e humilde dona de casa, como acontecia com a maior parte das mulheres do seu tempo e do seu meio social. Hoje, este tipo de funções talvez se encontre um pouco desvalorizado. Mas é pena, porque um lar só se torna atraente e agradável, quando há quem cuide dos seus aspectos materiais e, por assim dizer, mais comezinhos, que o tornam, juntamente com o amor essencial a toda a vida familiar, um recanto de paz e de alegria.

E Jesus? De sua Mãe aprendeu tudo o que pode aprender um filho daquela que, como observava S. Josemaria, não precisa de fazer propósitos para gostar dos filhos que Deus lhe concede. O amor maternal é uma realidade espontânea e natural, que enche o coração de todas as mães, como o de Maria Santíssima. E de José, além da profissão por que era conhecido, apreciou a fortaleza de um homem que nunca recusou a Deus nenhum desígnio, por mais difícil e embaraçante que pudesse ser. Todo o comportamento sereno de Cristo na Cruz e na Paixão recorda muito a aceitação com que S. José abraçou as solicitações que Deus lhe enviou na sua vida.

Procuremos neste mês de Maria abrir-nos de forma total e incondicional ao cumprimento da vontade de Deus, tendo como modelo da nossa conduta os três membros da Casa de Nazaré. E veneremos e exaltemos especialmente Nossa Senhora para invocar a protecção de quem é a Medianeira de todas as Graças, rezando em família o seu Terço.


Madonna Conestabile, Rafael