7 de abril de 2008

O mês de Abril, como se pode ver pelo Calendário da página 2, é um convite reiterado a pedirmos ao Senhor, através da intercessão da sua Santíssima Mãe, pela pessoa e intenções do actual Romano Pontífice. Três datas nele ocorrem relativas a Bento XVI.

A primeira, a 16, 4ª Feira, é a do seu aniversário, o 81º. O nosso coração não pode deixar de emocionar-se pelo facto de uma pessoa anciã estar à frente da Igreja, dirigindo-a, pela graça de Deus, com o dinamismo e a compe­tência que a têm caracterizado.

Lembremo-nos ainda que, numa idade em que se costuma estar reformado há muito tempo, o Senhor não teve pejo de chamar para o cargo de maior responsabilidade mundial, um homem com 78 anos para substituir e continuar a missão que conferiu ao Apóstolo Pedro, nos primórdios da era cristã. Efectivamente, foi a 19 de Abril de 2005 (neste ano, Sábado), que o Conclave, para o efeito reunido em Roma, encheu a terra e, sobretudo, os fiéis católicos, de júbilo, quando o fumo branco apareceu na tradicional chaminé do Vaticano, a anunciar o que pouco depois se veio a saber com mais pormenor: o Cardeal Josef Ratzinger acabava de ser eleito Papa e tomava o nome de Bento XVI.

Para servir a Deus, mesmo como o último servo dos seus servos - assim se costuma designar a missão petrina - não há limite de idade, mas sim disponi­bilidade interior para o fazer.

Na nossa memória, ainda estavam bem impressas as imagens do antecessor de Bento XVI, João Paulo II, que dispôs a vida até ao derradeiro segundo numa atitude de total entrega ao Senhor. Na sua pessoa contrastava a doença e a fragilidade dos últimos dias com a figura do papa eslavo, esbelto e forte, que nos inícios do seu pontificado, na já longínqua década dos setenta, animava todos os homens a não ter medo de Deus e a acolher-se à protecção maternal de Nossa Senhora, da qual se declarava ser todo seu - Totus Tuus!

Por fim, na 5ª Feira, 24, recorda­remos com satisfação e agradecimento, o 3º aniversário da solene inauguração do Pontificado de Bento XVI, que tem sido ilustrado com documentos tão significativos, como as suas cartas encíclicas sobre as virtudes da caridade e da esperança, além da publicação de tantas obras salutares, onde Bento XVI se apresenta, com simpli­cidade, como um dos maiores teólogos contemporâneos.

Delicadamente, e por respeito às exigências e à autoridade do seu ministério como sucessor de Pedro, teve o cuidado de esclarecer os seus leitores (veja-se o livro "Jesus de Nazaré"), que esse texto não era de Magistério.

Abril apresenta-se-nos, pois, como um tempo favorável à nossa oração por todas as autoridades religiosas que nos orientam. Não esqueçamos essa obrigação moral, que o fiel deve procurar concretizar no seu dia a dia. Rezar pelo Papa, pelo nosso Bispo e por todos os pastores que a Igreja nos faculta é um dever de caridade e, muitas vezes, a única forma de que dispomos para auxiliar quem o Senhor dispõe para cuidar da sua messe.

E tenhamos também presentes as vocações sacerdotais. São, em boa parte, o futuro da cristandade. O poder da oração é omnipotente. Deus quer que as vocações sejam fruto da nossa oração constante e perseverante. Sejamos generosos e Deus premiará a nossa persistência e a nossa boa vontade.


Em Abril, três datas dizem respeito a Bento XVI

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