7 de abril de 2008

Alegria e serenidade em São Pedro Damião

São Pedro Damião nasceu em Ravena, na Itália, em 1007. Primeiro professor, depois eremita, prior de um mosteiro, promotor da vida religiosa e de reformas no Clero numa época de grande fragilidade moral e disciplinar. Os Papas confiaram-lhe tarefas árduas e acabaram por nomeá-lo Bispo e Cardeal. Morreu em 1072, depois de uma vida intensa. Eis o texto de uma carta:

"Caríssimo, pediste-me que te escrevesse palavras de consolação, a fim de reconfortar o teu ânimo amargurado por tantos golpes dolorosos. (...)

Para os escolhidos de Deus, o castigo divino é consolação, porque, através das dores momentâneas que suportam, progridem a grandes passos na grande esperança de alcançar a glória da felicidade eterna. É para isso que o martelo bate no ouro: para que o ourives possa extrair a escória: é para isso que se usa a lima: para que a veia do brilhante metal brilhe com mais fulgor. É no forno que se experimenta o vaso do oleiro, é na tribulação que se experimentam os homens justos. Porque também diz São Tiago: considerai como motivo de grande alegria, irmãos, as diversas provações por que tendes passado. (...)

Portanto, caríssimo e dulcíssimo irmão, enquanto te atingem os golpes da desgraça, enquanto és castigado pelos açoites da correcção divina, não te deixes vencer pelo desalento, não te queixes nem murmures, não te deixes amargurar pela tristeza nem impacientar pela fraqueza de ânimo; mas conserva sempre a serenidade no teu rosto, a alegria no teu coração, a acção de graças na tua boca"

SÃO PEDRO DAMIÃO, Livro 8,6; PL 144, 473-475; citado em Liturgia das Horas vol. III

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