8 de abril de 2008

Contas da Paróquia de Telherias referentes ao ano de 2007 (*)

(*) Devidamente apresentadas e aprovadas no Patriarcado de Lisboa

1. RECEITAS DA PARÓQUIA (€)
01 Ofertórios de Missas 28.221,38
02 Contributo Paroquial 4.281,00
03 Actos Paroquiais 12.371,22
04 Caixas de Ofertas 139,11
05 Rendas e Explorações0,00
06 Juros0,00
07 Receitas Diversas 3.695,07
SOMA DO RENDIMENTO TRIBUTÁVEL 48.707,78
09 Receita Extraordinária 66.631,12
10Empréstimos 0,00
SOMA DA RECEITA DESTE ANO 115.338,90
Saldo do Ano Anterior 8.507,70
TOTAL DE RECEITAS 123.846,60

2. DESPESAS DA PARÓQUIA (€)
11 Culto Divino 2.611,57
12 Despesas com Pessoal 27 .846,73
12.1 Remunerações 27.034,29
12.2 Segurança social 812,44
12.3 Seguros 0,00
12.4 Outras 0,00
13 Formação 5.113,10
14 Cartório 913,04
15 Manutenção Ordinária 6.228,78
15.1 Seguros 0,00
16 Equipamento 514,95
17 Obras 0,00
18 Taxas e Tributos 4.051,04
19 Amortizações 64.744,04
20 Despesas Diversas 1.548,85
21 Encargos Bancários, Imposto de Selo, Juros e Comissões 3.899,15

SOMA 117.471,25
Saldo para o Ano Seguinte 6.375,35
TOTAL DE DESPESAS 123.846,60

Folar da Páscoa

Como noticiámos mo B.P. anterior, distribuíram-se "Folares da Páscoa" a cerca de 40 famílias carecidas. As dádivas, em roupa e géneros alimentícios, foram oferecidos pelos paroquianos, pais do Colégio Planalto e por uma empresa de alimentação, Dan Cake. Certamente estamos muito agradecidos com a colaboração prestada.

Recolecções

Dia 7, 2a Feira, 19.15: Homens
Dia 10, 5a Feira, 19.10h: Senhoras

Anatomia da Fé - Teologia para universitários

Dia 5, Sábado, 21.45h: De que modo se deve investigar Deus? Qual o método?

Curso de Teologia para todos

Dia 14, 2a Feira, 19.15h: Mistério Pascal: Centro e Origem de tudo.

Curso de Teologia Bíblica

Dia 17, 5a Feira, 21.30h: O lugar dos mortos.

Agrupamento 683

Realizada e Março, a Festa das Promessas, salientam-se neste mês a seguintes actividades: Dia 12, Sábado, 18.30h: Missa mensal do Agrupamento.
Dias 19 e 20, Sábado e Domingo: Actividade Regional de S. Jorge, em Oeiras;
Dias 25, 26 e 27, 6a Feira, Sábado e Domingo: "DraveAnima" para Animadores.

Confirmação

Como se informou, realizou-se no Domingo, dia 6, às 16.00h.
Presidiu e administrou: D. Tomás da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa

7 de abril de 2008

O oferecimento do trabalho

"Que hei-de dar ao Senhor em troca de tudo aquilo que Ele me deu?" [Sal 116(115), 12] Esta interrogação do Salmista pode também vir à nossa alma: que tenho eu para oferecer ao Senhor?

Deus não necessita de nada mas aceita com satisfação aquilo que Lhe pudermos oferecer, como uma mãe recebe cheia de alegria uma flor, um desenho, uma construção do filho pequeno. É tudo o que ele sabe fazer.

Cada um de nós, diante de Deus, é ainda mais pequeno do que um menino (cf. SÃO JOSEMARIA, Caminho 860). Por importante que seja o nosso trabalho e por decisivo na vida dos outros, ele não é, aos olhos de Deus, importante nem decisivo pela eficácia ou pelo êxito mas pelo amor com que é feito.

Jesus ensinava no Sermão da Montanha: "Olhai para as aves do céu que não semeiam nem ceifam, nem fazem provisões nos celeiros, e, contudo, o vosso Pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais do que elas?" (Mt 6,26).

Ao trabalhar devemos querer servir os outros mas, ao mesmo tempo, crescer no amor, sem ficar excessivamente presos ao resultado do nosso esforço. Para isso convém oferecer o nosso trabalho a Deus, tanto no início, como no seu decorrer, como no fim.

"Senhor, isto que vou fazer (ou "isto que estou a fazer", ou ainda "isto que acabo de fazer") é para Ti". Podemos ter a certeza de que Lhe agradamos. Além disso é possível que esse movimento espiritual e íntimo provoque em nós uma rectificação do próprio trabalho: não queremos oferecer a Deus uma coisa defeituosa. E o oferecimento pode ser feito por uma intenção: alguém que está a sofrer, alguém que está longe de Deus, alguém que nós amamos. Finalmente, se o nosso trabalho for em vão, destruído por um acidente, anulado por um fracasso, perdido por qualquer contrariedade, ele nunca perde o seu verdadeiro valor porque está oferecido a Deus.

Alegria e serenidade em São Pedro Damião

São Pedro Damião nasceu em Ravena, na Itália, em 1007. Primeiro professor, depois eremita, prior de um mosteiro, promotor da vida religiosa e de reformas no Clero numa época de grande fragilidade moral e disciplinar. Os Papas confiaram-lhe tarefas árduas e acabaram por nomeá-lo Bispo e Cardeal. Morreu em 1072, depois de uma vida intensa. Eis o texto de uma carta:

"Caríssimo, pediste-me que te escrevesse palavras de consolação, a fim de reconfortar o teu ânimo amargurado por tantos golpes dolorosos. (...)

Para os escolhidos de Deus, o castigo divino é consolação, porque, através das dores momentâneas que suportam, progridem a grandes passos na grande esperança de alcançar a glória da felicidade eterna. É para isso que o martelo bate no ouro: para que o ourives possa extrair a escória: é para isso que se usa a lima: para que a veia do brilhante metal brilhe com mais fulgor. É no forno que se experimenta o vaso do oleiro, é na tribulação que se experimentam os homens justos. Porque também diz São Tiago: considerai como motivo de grande alegria, irmãos, as diversas provações por que tendes passado. (...)

Portanto, caríssimo e dulcíssimo irmão, enquanto te atingem os golpes da desgraça, enquanto és castigado pelos açoites da correcção divina, não te deixes vencer pelo desalento, não te queixes nem murmures, não te deixes amargurar pela tristeza nem impacientar pela fraqueza de ânimo; mas conserva sempre a serenidade no teu rosto, a alegria no teu coração, a acção de graças na tua boca"

SÃO PEDRO DAMIÃO, Livro 8,6; PL 144, 473-475; citado em Liturgia das Horas vol. III

O mês de Abril, como se pode ver pelo Calendário da página 2, é um convite reiterado a pedirmos ao Senhor, através da intercessão da sua Santíssima Mãe, pela pessoa e intenções do actual Romano Pontífice. Três datas nele ocorrem relativas a Bento XVI.

A primeira, a 16, 4ª Feira, é a do seu aniversário, o 81º. O nosso coração não pode deixar de emocionar-se pelo facto de uma pessoa anciã estar à frente da Igreja, dirigindo-a, pela graça de Deus, com o dinamismo e a compe­tência que a têm caracterizado.

Lembremo-nos ainda que, numa idade em que se costuma estar reformado há muito tempo, o Senhor não teve pejo de chamar para o cargo de maior responsabilidade mundial, um homem com 78 anos para substituir e continuar a missão que conferiu ao Apóstolo Pedro, nos primórdios da era cristã. Efectivamente, foi a 19 de Abril de 2005 (neste ano, Sábado), que o Conclave, para o efeito reunido em Roma, encheu a terra e, sobretudo, os fiéis católicos, de júbilo, quando o fumo branco apareceu na tradicional chaminé do Vaticano, a anunciar o que pouco depois se veio a saber com mais pormenor: o Cardeal Josef Ratzinger acabava de ser eleito Papa e tomava o nome de Bento XVI.

Para servir a Deus, mesmo como o último servo dos seus servos - assim se costuma designar a missão petrina - não há limite de idade, mas sim disponi­bilidade interior para o fazer.

Na nossa memória, ainda estavam bem impressas as imagens do antecessor de Bento XVI, João Paulo II, que dispôs a vida até ao derradeiro segundo numa atitude de total entrega ao Senhor. Na sua pessoa contrastava a doença e a fragilidade dos últimos dias com a figura do papa eslavo, esbelto e forte, que nos inícios do seu pontificado, na já longínqua década dos setenta, animava todos os homens a não ter medo de Deus e a acolher-se à protecção maternal de Nossa Senhora, da qual se declarava ser todo seu - Totus Tuus!

Por fim, na 5ª Feira, 24, recorda­remos com satisfação e agradecimento, o 3º aniversário da solene inauguração do Pontificado de Bento XVI, que tem sido ilustrado com documentos tão significativos, como as suas cartas encíclicas sobre as virtudes da caridade e da esperança, além da publicação de tantas obras salutares, onde Bento XVI se apresenta, com simpli­cidade, como um dos maiores teólogos contemporâneos.

Delicadamente, e por respeito às exigências e à autoridade do seu ministério como sucessor de Pedro, teve o cuidado de esclarecer os seus leitores (veja-se o livro "Jesus de Nazaré"), que esse texto não era de Magistério.

Abril apresenta-se-nos, pois, como um tempo favorável à nossa oração por todas as autoridades religiosas que nos orientam. Não esqueçamos essa obrigação moral, que o fiel deve procurar concretizar no seu dia a dia. Rezar pelo Papa, pelo nosso Bispo e por todos os pastores que a Igreja nos faculta é um dever de caridade e, muitas vezes, a única forma de que dispomos para auxiliar quem o Senhor dispõe para cuidar da sua messe.

E tenhamos também presentes as vocações sacerdotais. São, em boa parte, o futuro da cristandade. O poder da oração é omnipotente. Deus quer que as vocações sejam fruto da nossa oração constante e perseverante. Sejamos generosos e Deus premiará a nossa persistência e a nossa boa vontade.


Em Abril, três datas dizem respeito a Bento XVI