1 de dezembro de 2008

MISSAS NA QUADRA DO PRÓXIMO NATAL NA IGREJA PAROQUIAL DE Nª SR.ª DA PORTA DO CÉU

24 Dezembro, 4ª Feira: 12.15h, 18.30h (vespertina) e 23.00h (Missa do “Galo”)

25 Dezembro, 5ª Feira (Dia de Natal – Dia Santo de Preceito): 10.00h, 12.00h e 19.00h

Obs. - Lembramos que 1 de Janeiro de 2009, 5ª Feira, é Dia Santo de Preceito: Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus. Haverá as Missas das: 10.00h, 12.00h e 19.00h.

CATEQUESE

De acordo com o período de férias do nosso ano-lectivo, não haverá aulas de Catequese entre 19 de Dezembro de 2008, 6ª Feira e 4 de Janeiro de 2009, Domingo. O seu recomeço está previsto para: 5 de Janeiro de 2009, 2ª Feira.

CABAZ DO NATAL

Mais uma vez, a Paróquia confortará famílias carentes nesta quadra natalícia, oferecendo a várias dezenas, graças à generosidade dos paroquianos e dos pais do Colégio Planalto, um bom Cabaz do Natal. Doutra forma, não o conseguiriam ter.

Agradecemos que a vossa generosidade se converta em dádivas abundantes de géneros alimentícios duráveis (que podem incluir produtos próprios do Natal), roupas e dinheiro. Poderão entregá-las, a partir de 2 de Dezembro, 3ª Feira, na Secretaria.

A distribuição do Cabaz compreende dois dias:

  • Roupas: 5ª Feira, 18 de Dezembro, entre as 10.30h e as 12.00h
  • Alimentos: 6ª Feira, 19 de Dezembro, entre as 10.30h e as 12.00h

Pedimos colaboradores para nos ajudarem a organizar esta iniciativa. Podem dar o nome e contactos na Secretaria.

NOVENA DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Entre 30/11 e 8 de Dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição de Maria, far-se-á uma Novena em honra da Padroeira de Portugal. Em todas as Missas que forem celebradas, se falará de temas relacionados com tão importante efeméride mariana. No final da Missa das 18.30h ou das 19.00h (Domingos, 2/XI e 6/XII) cantar-se-á um hino em honra de Nossa Senhora.

RECOLECÇÕES MENSAIS

2ª Feira, 1: Homens; 19.15h – Salão da Igreja

5ª Feira, 11: Senhoras: 19.15h – Igreja

CURSOS A DECORRER DURANTE O MÊS DE DEZEMBRO

De Preparação para o Crisma: (Orientação: P. Rui Rosas)
Aulas: 5ªs Feiras, 19.15h: Dias 4 e 18

Anatomia da Fé - Teologia para Universitários: (Orientação: P. José M. F. Martins)
Aulas: Sábados, 21.45h: Dias 6 e 20

Teologia para todos: (Orientação: P. João Campos)
Aula: 2ª Feira, 19.15h: Dia 15

Quem és tu, Senhor? Curso Bíblico sobre S. Paulo: (Orientação P. José M. F. Martins)
Aula: 5ª Feira, 21.30h: Dia 11

Catecúmenos: (Orientação: P. Rui Rosas)
Aulas: 2ª Feiras, 19.15h: Dias 15 e 22

AGRUPAMENTO Nº 683 – ACTIVIDADES EM DEZEMBRO

Neste mês, destaca-se, para além do Acantonamento em Fátima que ocupa o princípio de Dezembro, no próximo dia 13, Sábado, a Festa das Famílias. Trata-se de um encontro das famílias dos Escuteiros do nosso Agrupamento, que se reúnem num almoço partilhado por todas, com o que cada uma contribuir. Haverá também um momento lúdico com a participação dos elementos do Agrupamento e dos pais que o desejarem.

O Evangelho da Vida de João Paulo II

O Papa João Paulo II foi um grande lutador e também um sofredor pela causa da vida humana. No dia 13 de Maio de 1981 sofreu um atentado que o poderia ter morto e atribuiu à Virgem Maria a sua salvação. A partir de 1994 a sua saúde deteriorou-se muito e a 25 de Março de 1995 assinou uma Encíclica onde quis expor a doutrina da Igreja «sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana».

«As opções contra a vida nascem, às vezes, de situações difíceis ou mesmo dramáticas de profundo sofrimento, de solidão, de carência total de perspectivas económicas, de depressão e de angústia pelo futuro. Estas circunstâncias podem atenuar, mesmo até notavelmente, a responsabilidade subjectiva e, consequentemente, a culpabilidade daqueles que realizam tais opções em si mesmas criminosas. Hoje, todavia, o problema estende-se muito para além do reconhecimento, sempre necessário, destas situações pessoais. Põe-se também no plano cultural, social e político, onde apresenta o seu aspecto mais subversivo e perturbador da tendência, cada vez mais largamente compartilhada, de interpretar os mencionados crimes contra a vida como legítimas expressões da liberdade individual, que hão-de ser reconhecidas e protegidas como verdadeiros e próprios direitos.

Chega assim a uma viragem de trágicas consequências um longo processo histórico, o qual, depois de ter descoberto o conceito de “direitos humanos” – como direitos inerentes a cada pessoa e anteriores a qualquer Constituição e legislação dos Estados –, incorre hoje numa estranha contradição precisamente numa época em que se proclama solenemente os direitos invioláveis da pessoa e se afirma publicamente o valor da vida, o próprio direito à vida é praticamente negado e espezinhado, particularmente nos momentos mais simbólicos da existência, como são o nascer e o morrer. (...)

O Evangelho da vida não é exclusivamente para os crentes: destina-se a todos. A questão da vida e da sua defesa e promoção não é prerrogativa unicamente dos cristãos. (...) Na vida, existe seguramente um valor sagrado e religioso, mas de modo algum este interpela apenas os crentes: trata-se, com efeito, de um valor que todo o ser humano pode enxergar, mesmo com a luz da razão, e, por isso, diz necessariamente respeito a todos.»

(Carta Encíclica Evangelium vitæ, 25-III-1995, nn. 18 e 101)

Do Pároco

Mais uma vez o Natal nos bate à porta. E, com ele, todas as esperanças que, para nós, cristãos, representa a Encarnação de Jesus Cristo, de acordo com a promessa que Deus fez aos nossos primeiros pais, logo após a tremenda desobediência do pecado original. Advertindo o demónio, disse Iavé: Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela. Esta há-de pisar-te a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar (Gén 3, 15).

O Senhor fala para seres inteligentes, que dominam as coisas quando as conhecem e as compreendem e, por isso mesmo, as podem governar ou servir-se delas para seu próprio benefício. É óbvio que Adão e Eva, ao cederem à tentação que o demónio lhes lançou, ficaram seus escravos, pois deram mais crédito ao que o diabo lhes insinuou do que à palavra veracíssima de Deus. Nesta nova condição, perderam o dom de um dia viverem na eternidade com Deus, e passaram a sofrer e a morrer. No entanto, o homem tinha sido dotado com uma alma imortal, de natureza espiritual, por criação divina. Esta continuaria a existir depois da morte, podendo alcançar, quando muito, uma felicidade natural, de acordo com os méritos maiores ou menores que conquistasse na sua vida terrena. Ou então, ser condenada à convivência horrorosa com todos os seres que recusaram soberbamente o Amor de Deus, como os anjos rebeldes que deram origem ao inferno.

Mas se há alguém, que, da descendência da mulher, é capaz de pisar a cabeça do demónio, isto significa que retirará dele o poder com que ficou sobre os nossos primeiros pais e os seus descendentes. E ainda, que os ataques que ele conseguir armar aos que forem libertados do seu jugo – as tais “traições ao seu calcanhar” – serão ineficazes se houver fidelidade a Deus. Vemo-lo com evidente clareza na forma como o próprio Jesus Se negou a seguir os caminhos que o demónio Lhe sugeriu, quando O tentou.

Esse alguém da descendência da mulher, dizem os exegetas da Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, é Cristo, concebido miraculosamente, por obra e graça do Espírito Santo, sem o concurso de varão, no seio puríssimo da Virgem Maria. Deste modo, a passagem do Génesis citada, é considerada como o primeiro anúncio da Encarnação de Jesus, ou seja, o chamado proto (= primeiro) Evangelho.

À Encarnação une-se o seu fim, que foi a Redenção, isto é, a reconquista, por parte de Cristo com os seus méritos, da condição original do homem ser candidato à felicidade eterna, junto de Deus (o Céu), dom que havia perdido com o pecado original.

Com a concepção de Jesus, manifesta-se essa acção divina de Amor pelo homem. Depois, concretiza-se ainda mais, se se pode assim dizer, quando O vemos nascer, totalmente pobre e totalmente inerme, no presépio de Belém, sob os olhares maravilhados de Nossa Senhora e de S. José, aos quais rapidamente se juntam os dos pastores das imediações, alertados pelos anjos que aparecem nos céus.

É esta criança simples e pobre, que veremos mais tarde, já adulta, pregar o Reino de Deus, sofrer a Paixão e Morte, ressuscitar e subir aos Céus e aí nos esperar nas muitas moradas que, com o seu Amor e o seu sacrifício, nos veio preparar nos anos que passou aqui na terra.

Olhemos o presépio que vamos fazer nas nossas casas. Procuremos descobrir todas as lições de Amor e de desprendimento que ele comporta. O Menino Jesus, deitado na manjedoura, é o Deus-feito-Homem que nos ama loucamente, nos perdoa os nossos pecados, nos alenta a segui-Lo nos caminhos nem sempre fáceis que a Sua Cruz comporta e nos quer estreitar no abraço eterno do Céu, a fim de que sejamos inteiramente felizes. Para isso nos criou.

A todos, votos de um Santo Natal e de Boas Festas.

As prendas de Natal

Tradicionalmente assinalamos as festas do Natal com presentes que oferecemos uns aos outros, sobretudo às crianças. E, como todos nós temos alguma coisa de criança, procuramos que ninguém deixe de receber.

Porque o fazemos? Porque queremos assinalar um acontecimento que merece toda a alegria: o Nascimento do Salvador, um Menino que nós encontramos na pobreza de um presépio e que é toda a riqueza e todo o tesouro do mundo inteiro.

Mas então não seria de assinalar ainda mais a Páscoa? Sim, sem dúvida. A Páscoa é a celebração da própria Salvação, a celebração do triunfo do salvador sobre o pecado e a morte. Mas a Igreja conhece a nossa natureza. Existe uma pedagogia no ano litúrgico que nós amamos: começa com o anúncio da chegada do Salvador e a celebração do seu Nascimento. Depois há-de vir o duro caminho da Quaresma que purifica e renova a alma, para poder receber melhor o fruto da Cruz. Mas a Páscoa contém uma alegria mais íntima e espiritual.

No Natal não contemplamos só o mistério de um Deus que Se faz Homem mas a maravilha de uma Criança e de uma Criança recém-nascida. Existe um apelo a que o nosso coração se detenha nessa contemplação. Os presentes de Natal podem ser vividos como uma forma de contemplar esse mesmo dom, que é qualquer criança, sobretudo qualquer bebé.

Por isso, ao viver este costume podemos evangelizar e receber os benefícios do Evangelho. Associamos a alegria de oferecer com a pobreza e a generosidade. Agradecemos que nos tratem como crianças porque é isso mesmo o que somos no nosso lado mais nobre. E procuramos que não haja ninguém a quem o Natal não chegue com uma prenda, sobretudo aqueles que não nos podem retribuir.

1 de novembro de 2008

A devoção às Almas do Purgatório

Sabemos que a alma que se separa do corpo não morre. Ela permanece viva. Mas que tipo de vida é que pode ela ter fora do corpo? A nossa alma está feita para um corpo e por isso esse estado de separação é violento para ela, ou seja, faz violência à própria natureza humana.

Sabemos que as almas são imediatamente julgadas e que o juízo é definitivo, ou de salvação ou de condenação. Mas aquelas que se salvam podem ter imediatamente uma vida feliz, misteriosa para nós, uma vez que ainda não receberam o seu corpo ressuscitado, ou uma vida de purgação, que é feliz e infeliz ao mesmo tempo.

Sabemos enfim que essas almas que se purgam, que ainda não podem ter uma vida plenamente feliz, são felizes porque sabem, sem temor de se enganar, que o seu estado é passageiro e que acabarão por gozar da felicidade plena, e são infelizes porque a sua visão não é a de Deus no Céu, como poderia ser já, se não tivessem pecado.

A devoção pelas Almas do Purgatório é uma comunhão com a sua dor e com a sua alegria. Alegramo-nos com elas pela esperança. Elas, ao contrário de nós, não esperam com imperfeição, mas com perfeição. Esperam aquilo que sabem que receberão com certeza. Que grande felicidade saber que se conseguiu o sumo Bem, mesmo que ainda não se possua! Estão mais acima de nós nesse ponto. Nós ainda podemos atraiçoar o Senhor. A nossa esperança não é tão perfeita, porque admite alguma incerteza e o temor de ofender a Deus. Elas já não O ofendem mais.

Sofremos com elas porque não vemos a Deus cara a cara, pela separação da sua presença. Que dor tão aguda que nada nesta terra se lhe pode comparar. Nós podemos sempre aliviar-nos, porque estamos no tempo, vivendo no corpo que nos distrai. Não há nada que possa fazer esquecer e aliviar a essas a pena terrível da visão dos próprios pecados e a ausência da presença beatífica de Deus. Por isso tentamos aliviá-las. Oferecemos pela sua purificação tudo o que podemos. A meditação no seu sofrimento ajuda-nos a ser muito generosos neste alívio.

Como fruto notamos uma presença mais viva do Céu em nós. Esta devoção produz, naquele que a pratica, um grande aumento da fé, porque se põe em prática aquilo em que se crê, da esperança porque se comunga da perfeita esperança dessas Almas e da caridade porque já não se pensa em si mesmo mas naqueles que sofrem.

O martírio de Santo Inácio de Antioquia

Inácio foi o sucessor de Pedro no governo da Igreja de Antioquia (a grande cidade da província da Síria no tempo do Império. Condenado às feras, foi conduzido a Roma e aí martirizado no ano 107, sendo imperador Trajano. Durante a viagem escreveu sete cartas a várias igrejas das quais seleccionamos aquela que dirigiu aos fiéis de Roma.

«Escrevo a todas as Igrejas e asseguro a todas elas que estou disposto a morrer de bom grado por Deus, se vós não o impedirdes. Peço-vos que não manifesteis por mim uma benevolência inoportuna. Deixai-me ser pasto das feras, pelas quais poderei chegar à posse de Deus. Sou trigo de Deus e devo ser moído pelos dentes das feras, para me transformar em pão limpo de Cristo. Rezai por mim a Cristo, para que, por meio desses instrumentos, eu seja sacrifício para Deus.

Para nada me serviriam os prazeres do mundo ou os reinos deste século. Prefiro morrer em Cristo Jesus a reinar sobre todos os confins da terra. Procuro Aquele que morreu por nós; quero Aquele que ressuscitou por nossa causa. Estou prestes a nascer. Tende piedade de mim, irmãos. Não me impeçais de viver, não queirais que eu morra. Não me entregueis ao mundo, a mim que desejo ser de Deus, nem penseis seduzir-me com coisas terrenas. Deixai-me alcançar a luz pura. Quando lá chegar serei verdadeiramente um homem. Deixai-me ser imitador da paixão do meu Deus. Se alguém O possuir, compreenderá o que quero e terá compaixão de mim, por conhecer a ânsia que me atormenta.»

(SANTO INÁCIO DE ANTIOQUIA, Ep. ad Romanos, 4,1-2)

Recolecções

2ª Feira, 3: 19.15h – Homens (Salão da Igreja)

5ª Feira, 13: 19.15h – Senhoras (Igreja)

Baptismos na nossa paróquia durante o mês de Novembro

  • Dia 8, Sábado: 12.00h – Sarah Oliveira Tavares
  • Dia 15, Sábado:
    12.00h – Daniel Peixoto Paiva
    12.45h – Afonso Maria Real Dias de Castro Braga
    16.00h – Marcelo Bueri Antero
  • Dia 29, Sábado: 16.00h – Madalena Saunders Quintaes Lopes

Anatomia da Fé Católica

Curso de Teologia para universitários: Sábados, 21.45h – Salão da Igreja

Orientação: P. José Miguel

Temas:

  • Dia 1: A Fé é credível?
  • Dia 15: Como chegamos a crer?
  • Dia 22: Como pode Deus ser Autor de livros escritos por homens?
  • Dia 29: Poderemos ter a certeza de que a Bíblia não contém erros?

Catecúmenos

Início – Dia 17, 2ª Feira, 21.30h, Salão da Igreja. Nesta sessão se apresentarão as possibilidades de horários e o número de sessões . Igualmente as diversas cerimónias de preparação dos sacramentos da Iniciação Cristã para quem os pretender receber. Orientação: P. Rui

Teologia Para todos

Orientação: P. João Campos

Tema: Baptismo e Confirmação.

Questões: Pode ir-se para o Céu sem Baptismo? As crianças também? Por que é que se deve baptizar uma criança quanto antes? Pode alguém ser baptizado à força? Ou contra a vontade dos pais? É válido o Baptismo dos protestantes? E o das Testemunhas de Jeová? Uma criança pode receber a Confirmação? Deve recebê-la antes de morrer? Um padre pode administrar o Crisma, ou tem de ser um Bispo?

Curso Bíblico sobre S. Paulo – Quem és Tu, Senhor?

Dia 20, 5ª Feira, 21.30h – Salão da Igreja

Orientação: P. José Miguel

Tema: Traços de uma biografia

Preparação para o Crisma

Dia 24, 2ª Feira, 19.15h – Salão da Igreja.

Nesta sessão se apresentarão as possibilidades de horários, o número de sessões, data do Crisma, etc. Orientação: P. Rui

Peregrinação a Fátima: 1 de Dezembro de 2008, 2ª Feira, Feriado

Continuam abertas as inscrições para a peregrinação a Fátima, que a nossa Paróquia organiza no dia 1 de Dezembro próximo, 2ª Feira, Feriado Nacional. O programa compreende: 9.00h – Partida dos autocarros para Fátima, da R. Prof. Francisco Gentil; 11.00h – Chegada a Fátima; 12.00h – Terço na Capelinha; 12.30h – Santa Missa na Capelinha; 13.30h – Almoço (para quem se inscrever) na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo; Tempo Livre: 15.30h – Via Sacra; 16.30h – Visita aos Valinhos; 17.30h – Regresso a Lisboa (Chegada prevista entre as 18.30h e as 19.00h ao local de partida).

Dedica a Igreja o mês de Novembro à devoção pelas almas. A sua realidade lembra-nos, em primeiro lugar, que a Redenção operada por Cristo foi para todos os homens de todos os tempos: anteriores a Ele, seus contemporâneos ou posteriores à sua vinda à terra.

A morte, que transporta diariamente para a outra vida nossos conhecidos, amigos, familiares e uma ingente multidão de seres humanos cuja existência desconhecemos, leva-os para a companhia daqueles que com ela se enfrentaram recentemente ou há muito tempo (anos, séculos ou mesmo milénios).

Ela é uma realidade irrecusável, que deve captar a nossa atenção, tendo sempre em conta a misericórdia infinita de Deus. Morrer não é uma desgraça, mas antes, como lembrava S. Josemaria, uma mudança de casa. E passar, se formos fiéis, para uma qualidade de morada e de vida muito mais feliz e totalmente compensadora.

Em seguida, recorda-nos que todos nós nos encontramos nas mãos de Deus. Criados para a eternidade felicíssima, devemos confiar que o seu Amor por nós, apesar das debilidades que nos acompanham, tenderá sempre para a nossa salvação. Precisamos, no entanto, como criaturas livres, de querer com toda a força da alma que ela seja alcançada, correspondendo à graça que Ele nos concede para fim tão sublime.

Neste mês, virão à nossa mente tantas pessoas que passaram, com maior ou menor proximidade, pela nossa vida. Por elas rezaremos abundantemente, solicitando de um modo especial a Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, sob a invocação de Nossa Senhora da Porta do Céu, que use para com elas a mesma força intercessora das Bodas de Caná. Pedimos-lhe que tenha a mão mais rápida para abrir a porta do Céu, com a sua chave generosa e maternal, a fim de que muitos fiéis possam dar o grande salto do Purgatório para a visão beatífica de Deus durante estes trinta dias de Novembro.

Em família, tentaremos congregar todos os seus membros nestas orações de sufrágio por parentes, amigos, conhecidos, ou simplesmente, pelos filhos de Deus que ainda necessitem de que rezemos por eles. E também visitar os lugares onde se encontram sepultados os restos mortais dos nossos familiares. Connosco irá o nosso carinho, a nossa saudade e o nosso desejo de lhes prestar os bons cuidados que um filho, um familiar ou um amigo dedica a quem ama.

Estaremos particularmente atentos aos pequenos sacrifícios que devemos fazer, renunciando ao que nos apetece e é dispensável, ou dando uma boa esmola a quem a necessite. O Senhor olhará com especial enlevo pelo cumprimento dos deveres de todos os dias, vencendo a inércia ou a preguiça, cultivando a ordem nas prioridades das nossas acções e, sobretudo, passando por alto alguma pequena “ofensa” que alguém nos faça duma maneira quase inadvertida.

Por fim, poderemos ainda frequentar com mais assiduidade a Eucaristia, comungando o Corpo de Jesus com as melhores disposições. Ao tomarmos consciência de O termos realmente presente dentro de nós, falar-Lhe-emos dos nossos desejos de ver entrar muitas almas no Céu, apelando mais uma vez ao seu Amor e à sua Misericórdia.

O Senhor não nos recusará a nossa boa vontade e aceitará algum mérito que alcancemos. A sua Mãe, como a dos apóstolos Tiago e João, dir-lhe-á que gostará de ver muitas novas almas dos filhos que aceitou junto à Cruz, sentadas para sempre, à sua direita e à sua esquerda, no Reino dos Céus.

Agrupamento n. 683 CNE – Paróquia de Telheiras

No dia 1 de Novembro as diversas secções participam no “Dia do Núcleo Oriental”, ao qual pertence o nosso Agrupamento. Celebra-se nessa data o nosso Patrono, Beato Nuno de Santa Maria.Realiza em Fátima um acantonamento nos dias 29 e 30 deste mês e 1 de Dezembro, subordinado ao tema, “Viver S. Paulo”. O dia 1 de Dezembro será dedicado à participação na peregrinação paroquial.

Catequese: Reunião de Pais

Realiza-se no próximo dia 10 de Novembro, 2ª Feira, às 21.30h, no Salão da Igreja, (entrada pela R. Filipe Duarte), uma reunião com os pais dos alunos da nossa Catequese. Os pais receberão uma carta a propósito.

Cabaz do Natal

À semelhança do que temos feito nos anos anteriores, começamos desde já a aceitar as ofertas que os nossos paroquianos queiram deixar para alegrar o Natal de várias dezenas de famílias necessitadas do nosso apoio. No ano passado, socorremos cerca de quarenta lares. Precisamos, sobretudo, de géneros alimentícios que durem (massa, arroz, conservas, azeite, óleo, leite, etc.). E também solicitávamos a colaboração dos paroquianos que estivessem disponíveis para os dias da entrega dos Cabazes, 18 e 19 de Dezembro, 5ª e 6ª Feira, entre as 10.30h e as 12.00h. Teremos a participação dos pais do Colégio Planalto.

3 de outubro de 2008

A devoção aos Santos

Os primeiros cristãos designavam-se muitas vezes como «os santos». Por exemplo, quando São Paulo recém-convertido chegou a Damasco, levado pela mão dos seus companheiros, o Senhor apareceu a um cristão dessa cidade, chamado Ananias para o mandar ir ter com aquele que antes tinha sido perseguidor da Igreja e Ananias respondeu: «Senhor, tenho ouvido muita gente falar desse homem e contar todo o mal que ele tem feito aos teus santos, em Jerusalém» (Act 9,13). Muitos outros exemplos se poderiam dar desta prática (cf. Act 9,32.41; 26,10; Rm 1,7; 12,13 etc.).

Esta designação não indica que aqueles nossos primeiros irmãos na fé não pudessem trair o Senhor e comprometer definitivamente o seu caminho de santidade, mas indica a convicção que tinham de que abraçar a fé só pode ter uma finalidade: a santidade. Designavam-se como santos porque esperavam vir a sê-lo.

Nós também. E a devoção aos santos ajuda-nos na esperança pela santidade. A devoção por homens e mulheres que foram como nós, com defeitos como os nossos, com lutas como as nossas, e coroaram a sua existência com o Céu dá-nos um impulso a não desanimar pelo facto de verificarmos que também temos misérias.

Esta devoção é, por um lado, um conhecimento da sua vida, através da leitura de alguma biografia séria e historicamente apoiada. Por outro, a meditação dessa mesma vida, desses gestos e palavras que tanto nos impressionam e que revelam heroísmo e confiança em Deus. Em terceiro lugar, a devoção traduz-se numa certa comunhão com eles, porque não são pessoas mortas mas vivas, que actuam em nós através do Espírito Santo. Finalmente, a devoção leva-nos a pedir-lhes favores porque conhecemos a sua intimidade com Deus; por isso não devemos ter muitas devoções mas poucas e essas constantes.

BAPTISMOS E CASAMENTOS NESTE MÊS NA NOSSA PARÓQUIA

Baptismos:

  • Sábado, dia 04: Guilherme Amaro – 12.00h
  • Sábado, dia 11:
    Matilde Matos da Cruz Marcos – 12.00h
    Miguel Xavier Marques – 15.30h
  • Sábado, dia 25: Santiago A. Pires Neto – 12.00h

Casamentos:

  • 6ª Feira, dia 03: César Bessa Monteiro e Maria João Pereira Catarino – 16.00h
  • Sábado, dia 04: Joaquim Pedro Garcia Amaro e Luciana Ribeiro Fernandes – 15.00h
  • Sábado, dia 25: Ricardo Álvaro Monteiro Silva e Isabel Pereira Martins Correia – 15.00h

Agrupamento n. 683 de Telheiras

As actividades regulares do Agrupamento iniciam-se a 4 de Outubro, Sábado, às 15.00h. Dia 11, também Sábado, às 18.30h, celebrar-se-á a Missa de abertura de ano. Assumiu por eleição, a Direcção do Agrupamento, a partir de 19/09/08, o Chefe Luís Miguel Ferreira Franco Costa, que substituiu o Chefe Luís Manuel Mendes, que, a seu pedido, cessou o exercício dessas funções.

Catequese: Matrículas e Começo das Aulas

Continuam abertas as matrículas para as crianças que quiserem frequentar as nossas aulas de Catequese, no ano-lectivo de 2008/09. As aulas, como foi anunciado, iniciam-se na Semana de 13 (2ª Feira) a 19 (Domingo). Horários:

  • Do 1º ao 6º Ano: Aulas nas dependências da Igreja:
    2ªs Feiras, 17.45h-18.30h – Rapazes (1)
    5ªs Feiras, 17.45h-18.30h – Raparigas
    Sábados, 11.00h- 11.45h – Rapazes
    Domingos, 11.00h-11.45h – Raparigas
  • Do 7º Ano ao 10º Ano: Escola Alemã de Lisboa
    Domingos: 11.00h-11.45
Reuniões de Pais (2)
  • Catequese dos Seis Primeiros Anos:
    5ªs Feiras e Domingos de manhã: 2ª Feira, 13 de Outubro: 19.15h
    2ªs Feiras e Sábados de manhã: 5ª Feira, 13 de Outubro: 21.15h
  • Catequese do 7º ao 10º Ano (Escola Alemã):
    5ª Feira, 16 de Outubro: 21.30h

..........................................
(1) No ano passado este grupo funcionou às 3ªs Feira.
(2) Quando houver mais do que um filho matriculado nos diversos dias, poderão optar pela alternativa mais conveniente.

Recolecções Mensais em Outubro

Homens – 2ª Feira, dia 6, 19.10h – No Salão da Igreja

Senhoras – 5ª Feira, dia 9, 19.10h – Na Igreja

Curso de Catecúmenos

A iniciar no dia 27/10/08, 2ª Feira, 19.15h. Salão da Igreja (Entrada pela R. Filipe Duarte). Visa preparar catecúmenos para a sua integração na Comunidade Cristã. Em princípio, funcionará neste dia da semana e na hora indicada. No dia inicial, indicar-se-ão com mais pormenor os horários das diversas sessões e a estrutura do Curso.

Curso de Preparação para o Crisma

A iniciar 24/11/08, 2ª Feira. Salão da Igreja (Entrada pela R. Filipe Duarte). O seu objectivo é preparar adultos para a recepção do Sacramento do Confirmação ou Crisma. Em princípio, funcionará neste dia da semana e na hora indicada. No dia inicial, indicar-se-ão com mais pormenor os horários das diversas sessões e a estrutura do Curso. Obs. - Os dois cursos são da responsabilidade do Pároco.

Curso Bíblico sobre São Paulo: Quem és Tu, Senhor?

Na sequência dos anos anteriores, será promovido um Curso Bíblico sobre a figura e a doutrina de São Paulo. Decorrerá no Salão da Igreja (entrada pela Rua Filipe Duarte), uma 5ª feira por mês, às 21:30. Será orientado pelo Pe. José Miguel. O folheto com o calendário será publicado oportunamente. Primeira sessão, dia 30 de Outubro: O mundo de São Paulo.

Curso de teologia para universitários - Anatomia da fé católica

Seguindo o programa anunciado, entre Outubro e Dezembro terá lugar o segundo semestre em que se estudarão as cadeiras de Teologia Fundamental e Introdução Geral à Sagrada Escritura. As sessões terão lugar no Salão da Igreja (entrada pela Rua Filipe Duarte), aos Sábados, às 21:45. Serão orientadas pelo Pe. José Miguel.

  • 18 de Outubro: Em que consiste a Revelação?
  • 25 de Outubro: Não pode haver outra Revelação legítima fora de Jesus de Nazaré?
  • 1 de Novembro: A Igreja é credível?

Teologia para todos – Aulas sobre questões actuais

Periodicidade mensal. 2ªs Feiras, 19.15h: Salão da Igreja (Entrada pela R. Filipe Duarte). Neste ano, o Curso incidirá sobre os Sacramentos. Início: 20/10/08. Responsável: P. João Campos.

Ausência de Sacerdotes em Outubro 2008

Prior – P. Rui: de 1, 4ª Feira a 5, Domingo, da parte da manhã

P. José Miguel: 4 (Sábado) e 5 (Domingo)

Peregrinação Paroquial a Fátima: Data: 1/12/08, Feriado (2ª Feira)

À semelhança do que temos feito noutros anos, a nossa peregrinação anual a Fátima realiza-se na data indicada. Brevemente será exposto um cartaz explicativo, com tudo o que for necessário e uma folha de inscrições.

2 de outubro de 2008

Pensamentos de São Josemaria sobre o chamamento universal à santidade

São Josemaria tinha 26 anos quando viu aquilo que Deus queria que ele fizesse. Foi no dia 2 de Outubro de 1928. A mensagem que lhe foi comunicada nessa altura como se se tratasse de uma visão consistia no chamamento universal à santidade, que a Igreja veio a fazer seu no Concílio Vaticano II. Em 1939 publicou um pequeno livro que viria a tornar-se um clássico da espiritualidade, a que deu o nome de Caminho, onde expõe em parágrafos breves e numerados aquilo que então viu e aquilo que Deus lhe foi comunicando depois.

«Que a tua vida não seja uma vida estéril. – Sê útil. – Deixa rasto. – Ilumina, com o resplendor da tua fé e do teu amor. Apaga com a tua vida de apóstolo, o rasto viscoso e sujo que deixaram os semeadores impuros do ódio. – E incendeia todos os caminhos da Terra com o fogo de Cristo que levas no coração» (n. 1)

«Paradoxo: é mais acessível ser santo que sábio, mas é mais fácil ser sábio que santo.» (n. 282)

«Um segredo. – Um segredo em voz alta: estas crises mundiais são crises de santos. – Deus quer um punhado de homens “seus” em cada actividade humana. – Depois… “Pax Christi in regno Christi” – a paz de Cristo no reino de Cristo.» (n. 301)

«Ser pequeno. As grandes audácias são sempre das crianças. – Quem pede… a lua? – Quem não repara nos perigos, ao tratar de conseguir o seu desejo? “Ponde” numa criança “destas” muita graça de Deus, o desejo de fazer a sua Vontade (de Deus), muito amor a Jesus, toda a ciência humana que a sua capacidade lhe permita adquirir…, e tereis retratado o carácter dos apóstolos de hoje, tal como indubitavelmente Deus os quer.» (n. 857)

(Caminho, Prumo - Rei dos Livros, Lisboa, 1998)

É atribuído a João XXIII o dito de que “o pior terço é aquele que não se reza”. Longe estava o santo antecessor de Bento XVI de considerar esta devoção mariana, tão cara a Nossa Senhora, como uma forma de oração menor.

Pelo contrário, sempre a louvou e a praticou com constância e amor. Ficou célebre, num consistório de cardeais que se efectuou nos princípios da década de noventa, a sua atitude de filho de Maria, que gostava de agradar e falar com a sua Mãe. O Santo Padre estava presente em quase todas as sessões, a que, obviamente, presidia. Numa delas, depois de várias horas de comunicações e intervenções dos ilustres purpurados, João Paulo II, discretamente, pegou no seu terço e começou a passar as contas...

Há gente que considera o terço uma sensaboria, uma maneira primária de rezar, enfim, uma sistemática repetição das mesmas coisas, que dificilmente tem sentido. Conta-se, a este respeito, que um bispo americano, que orientava um jovem rapaz de boa formação e prática católica, assistiu ao começo do namoro deste seu amigo com uma moça de outra confissão cristã diferente, como tantas que existem nesse país. A pouco e pouco, a amizade entre os três foi-se sedimentando.

Um dia, na ausência do rapaz, a rapariga disse de modo delicado ao prelado: “Tenho muita dificuldade em entender como rezam os católicos. Por exemplo, o terço. Repetem Ave-marias sobre Ave-marias. Estarão com atenção? É isso rezar?... Há-de convir que, pelo menos, é uma prática maçadora e aborrecida...”

A conversa ficou-se por aí. Encontrando-se os dois nas mesmas circunstâncias algum tempo depois, o bispo perguntou-lhe: “Já viste hoje o teu namorado?” “Estive com ele só um bocadinho, da parte da manhã...”. “E de que é que falaram?” “Muito simples: como não tínhamos mais tempo, ele disse-me que gostava muito de mim...”. “E tu gostaste?” “Claro, respondeu a rapariga, é o que ele me diz sempre quando não há tempo para mais...” “E tu gostas disso?” “Com certeza. É o meu namorado...” “É curioso. A mim isso parece-me algo assim como o terço. Repete-se sempre a mesma coisa...” E acrescentou, olhando-a com um sorriso: “Hás-de convir que, pelo menos, é uma prática maçadora e aborrecida...”

Claro que não achava maçadora e aborrecida a forma como o namorado a tratava, quando tinham pouco tempo para se verem. Esta observação serviu-lhe para compreender que o terço não é um mero papaguear de fórmulas e cultivar a distracção. Se se reza com amor, vai directo ao Coração de Maria, que está cheio de misericórdia e poder de intercessão. Foi o princípio da sua conversão ao catolicismo.

E deve ser uma oração esforçada e bem rezada. Lembremos a censura maternal da Senhora de Fátima aos três pastorinhos, que rezavam o terço sintético apenas dizendo, em cada mistério, “Ave-Maria” dez vezes, enunciavam o “Glória” e, por fim o “Pai-nosso”, para se livrarem dessa obrigação que os pais lhes recomendavam, e terem assim mais tempo para brincar. Maria “ralhou-lhes”, como Mãe, e, a partir daquele momento, passaram a rezar as contas como devia ser, isto é, dizendo as orações completas que ele comporta.

Mês de Outubro, Mês do Rosário. A nossa Mãe espera a prenda diária do nosso terço bem rezado. E se não nos for possível alguma vez completar esta oração, que tenhamos com ela algum pormenor de amor: um pequeno sacrifício, um mistério do terço, uma Ave-Maria muito compenetrada. E porque não? Rezarmos, nas nossas casas, em família, o terço ou qualquer outra oração que reúna todos os membros à volta da Virgem do Rosário.

7 de setembro de 2008

Do Pároco

Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi a vós, e vos destinei para que vades e deis fruto …” (Jo 15,16). Estas palavras – que são Palavra de Deus –, recolhidas por S. João Evangelista directamente da boca do próprio Cristo, fala-nos simultaneamente de uma obrigação grave de todo o cristão e de uma dimensão fundamental da sua vivência da caridade. Não é possível receber a mensagem do Senhor, torná-la nossa e não se preocupar em dá-la a conhecer aos outros. Sobretudo aos que se cruzam de mais perto nas ruas da nossa vida, isto é, aos que são nossos próximos. Evangelizar ou fazer apostolado é um dever que todos temos de ter em mente e muito bem gravado no coração. Como diz sabiamente o nosso povo, ninguém pretenda ir para o Céu sozinho, sem arrastar almas para lá.

O exemplo e o mandato de Jesus é claro. A sua vida terrena foi um constante apostolado, dizendo a todos os seus discípulos dum modo nítido e prescritivo, pouco antes da sua Ascensão: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura” (Mc 16, 15).

Nenhum cristão pode, pois, pôr de lado este ensinamento do Senhor sem negar a sua própria condição de seguidor de Jesus. O mandato é um mandato universal, para todos os homens de todos os tempos. Quem é de Cristo, tem obrigação – e mais do que obrigação – a missão amorosa de viver a caridade, ensinando aos outros o que Ele nos deixou como testemunho da sua palavra e da sua vida.

As desculpas não são sérias nem convincentes: “Os tempos são difíceis”, “as pessoas não querem ouvir”, “os costumes mudaram muito”, etc. Isto mesmo podiam dizer os primeiros cristão e os cristãos de todos os tempos, já que nunca foi fácil evangelizar. Quanta gente não pagou com a sua vida o apostolado que fez, quanta gente não sentiu na pele e na honra o facto de testemunhar a sua adesão incondicional ao Senhor! Não nos esqueçamos que é próprio do verdadeiro cristão ser sinal de contradição e que seguir a Cristo importa pegar na cruz quotidiana. Ora, a cruz era instrumento doloroso de morte corporal e de humilhação de todo o condenado, que se via assim julgado indigno de viver no seu ambiente social. Este rejeitava-o de um modo absolutamente radical, fazendo-o desaparecer do mundo.

O zelo apostólico que nos deve caracterizar, se é verdadeiro, funciona também, até sob o ponto de vista humano, como uma espécie de factor de equilíbrio da nossa própria personalidade. Tendencialmente, inclinamo-nos a viver ensimesmados, de uma forma egoísta e sem grandes horizontes, para além daqueles que nos dita a nossa comodidade, o nosso desejo de boa imagem e a relevância habitualmente excessiva que nos atribuímos . O apostolado leva-nos a pensar nos outros, a querer o seu bem por excelência e a dar às nossas problemáticas o seu real lugar: se eu devo amar o próximo como a mim mesmo – diz-nos Jesus comentando os mandamentos fundamentais da Lei de Deus – tenho que dar às questões alheias a mesma qualidade e intensidade de importância com que me ocupo das minhas. Além de que, por dever e por justiça, o “amar a Deus sobre todas as coisas”, conduz-nos a colocar as coisas que Deus quer que nós realizemos no topo das nossas preocupações. Entre estas, não podemos pôr a um canto a ordem de apostolado que Jesus deixou para todos nós.

E não se pense que, apesar das dificuldades que se tenham de enfrentar, não sentiremos a grande satisfação, não já de cumprir um mandato divino, mas de ver com os nossos olhos como a graça actua e as pessoas melhoram, ao tornarmo-nos “semeadores de paz de alegria”, de acordo com a frase tão chamativa de S. Josemaria. É que, diz-nos o profeta Isaías, “Os meus escolhidos não trabalharão em vão (Is 65, 23).” E Deus nunca falha nas suas promessas.

Está um ano laboral a começar. Tantas ocasiões que o Senhor nos vai dar para comunicar aos outros a alegria de Jesus. Não percamos esta oportunidade para fazermos um bom exame de consciência, procurar pôr de lado razões sem fundamento que não passam de respeitos humanos, e lançar-nos a falar de Deus aos nossos amigos e conhecidos. Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos, lembrar-nos-á o exemplo extraordinário de S. Paulo, no seu ano comemorativo. E apoiará a nossa boa vontade com a sua intercessão poderosíssima.

FUNCIONAMENTO DA PARÓQUIA EM SETEMBRO 2008

Missas:
  • De 2ª Feira a Sábado: 18.30h
  • Domingos: 10.00h, 12.00h e 19.00h
Horários de abertura e de encerramento da Igreja:
  • De 3ª Feira a 6ª Feira: 11.00h-13.00h; 16.00h-19.30h
  • 2ªs Feiras e Sábados: 17.00h – 19.45h
  • Domingos: 9.30h – 13.00h; 17.00h – 20.00h
Serviço de atendimento de Secretaria:
  • De 3ª Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h

Agrupamento n. 683, de Telheiras

Durante este mês, o Agrupamento, através das suas chefias, está preparando as actividades e os objectivos a atingir durante 2008/9.

Recolecções Mensais em Setembro

Homens – 2ª Feira, dia 1, 19.10h – No Salão da Igreja
Senhoras – 5ª Feira, dia 11, 19.15h – Na Igreja

Ausência de Sacerdotes em Setembro 2008

Prior – P. Rui: 29, 2ª Feira a 5/10, Domingo. Regressa na tarde desse dia.
P. José Miguel – 1, 2ª Feira a 14, Domingo, ao fim da manhã.

Catequese: Matrículas

Estão abertas desde Junho passado as matrículas. Recordamos que é necessário renovar a matrícula de todos os alunos, incluindo os que já frequentaram as nossas aulas em anos anteriores. Agradecemos que o façam com rapidez, de preferência até ao próximo dia 14, Domingo. Como foi anunciado atempadamente, os horários serão afixados na 2ª Feira, 15/09. As aulas iniciar-se-ão na semana de 13 a 18/10/08.

No Mês passado:

Sendo Agosto um mês de férias por excelência, ausentaram-se muitos paroquianos. E também nos escreveram ou saudaram dos seus locais de veraneio, pelo que queremos agradecer aqui a sua gentileza.

Roupas e outras dádivas

Reabre-se o nosso serviço de recepção de roupas e outras dádivas. Em virtude de aparecer cada vez maior número de pessoas com carências alimentares, pedíamos que nos trouxessem géneros alimentícios duráveis. Ao longo do mês, distribui-los-emos a quem necessite.

BAPTISMOS NESTE MÊS NA NOSSA PARÓQUIA

Dia 06, Sábado:
  • 10.00h – Maria Gabriela Moitinho Bueri Baptista
Dia 13, Sábado:
  • 11.30h – Lourenço Vitorino Serras
Dia 20, Sábado:
  • 10.00h – Margarida e Daniela Dias Coutinho
  • 12.00h – Gonçalo Metelo da Costa
Dia 21, Domingo:
  • 13.00h – Beatriz Fortes Marques
Dia 27, Sábado:
  • 11.00h – Marta da Cunha Figueiredo
  • 12.00h – Leonor Barbosa Marta
  • 12.45h – Francisca Ramalhão de Almeida
  • 16.00h – Miguel Amado de Albuquerque Lopes Matos

A piedade da Beata Jacinta

«Quando, nesse dia [14 de Maio de 1917], chegámos à pastagem, a Jacinta sentou-se pensativa, em uma pedra.

– Jacinta! Anda brincar.

– Hoje não quero brincar.

– Porque não queres brincar?

– Porque estou a pensar. Aquela Senhora disse-nos para rezarmos o Terço e fazermos sacrifícios pela conversão dos pecadores. Agora, quando rezarmos o Terço, temos que rezar a Avé Maria e o Padre Nosso inteiro. E os sacrifícios como os havemos de fazer?

O Francisco discorreu em breve um bom sacrifício:

– Demos a nossa merenda às ovelhas e fazemos o sacrifício de não merendar!

Em poucos minutos, estava todo o nosso farnel distribuído pelo rebanho. E assim passámos um dia de jejum, que nem o do mais austero cartuxo! A Jacinta continuava sentada na sua pedra, com ar de pensativa e perguntou:

– Aquela Senhora disse também que iam muitas almas para o inferno. O que é o inferno?

– É uma cova de bichos e uma fogueira muito grande (assim mo explicava minha Mãe) e vai para lá quem faz pecados e não se confessa e fica lá sempre a arder.

– E nunca mais de lá sai?

– Não.

– E depois de muitos, muitos anos?!

– Não; o inferno nunca acaba. E o Céu também não. Quem vai para o Céu nunca mais de lá sai. E quem vai para o inferno também não. Não vês que são eternos, que nunca acabam?

Fizemos, então, pela primeira vez, a meditação do inferno e da eternidade. O que mais impressionou a Jacinta foi a eternidade. Mesmo brincando, de vez em quando, perguntava:

– Mas olha: Então, depois de muitos, muitos anos, o inferno ainda não acaba?

Outras vezes:

– E aquela gente que lá está a arder não morre? E não se faz em cinza? E se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor livra-os de lá? E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Havemos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles!

Depois acrescentava:

– Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu!

(Memórias da Irmã Lúcia, 1ª memória, I,8, Postulação, Fátima, 1976, p. 27)

4 de setembro de 2008

As orações da manhã

«Já é hora de acordardes do sono, pois a salvação está agora mais perto de nós do que quando começámos a acreditar. A noite adiantou-se e o dia está próximo. Despojemo-nos, por isso, das obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz» (Rom 13,11-12). Estas palavras de São Paulo escritas aos fiéis de Roma, estão cheias de ânimo, de santa galhardia. O Apóstolo não pretende chamar «dorminhocos» àqueles seus irmãos, mais ainda tratando-se da Igreja de Roma, pretende entusiasmá-los pelo trabalho que os espera: o trabalho da própria santificação e da evangelização.

Esta passagem da Epístola aos Romanos está na conclusão do escrito. São Paulo já explicou em que consiste a nossa santificação, a vida nova a que fomos chamados, e as consequências práticas no nosso dia-a-dia. Agora puxa pelo seu destinatário para o levantar de uma admiração passiva. Toca a mexer-se.

Algo de semelhante sucede connosco em cada manhã. Tendo dormido bem ou mal é a hora de acordar do sono, de nos levantarmos e de nos despojarmos uma vez mais das obras das trevas para nos revestirmos das armas da luz. O Senhor espera-nos e a nossa família, os nossos amigos, as pessoas que se servem do nosso trabalho, também.

É então que nos podemos recolher e rezar. Tratam-se de orações breves: o oferecimento das obras do dia, a consagração a Nossa Senhora, uma invocação ao nosso Anjo da Guarda e fora. Pode ajudar-nos, a essas horas da manhã, ler as orações nalgum papel, ou num desses livrinhos de orações habituais. Também podemos ter uma oração pessoal ou uma lembrança do dia anterior e renovar a nossa contrição pelo que não esteve bem, assim como o propósito que tínhamos formulado para aquele dia. É sempre bom que nos levantemos sem hesitações, sem ceder à preguiça ou à comodidade.

3 de agosto de 2008

O apostolado epistolar

Epístola» e «apóstolo» são nomes gregos que têm um corpo comum: o verbo stello que significa «enviar». A diferença reside na preposição que antecede o verbo: epi quer dizer «sobre» e apo «desde», i.e., uma é o termo de chegada do envio e a outra o termo de partida. O Apóstolo faz referência a quem envia, que é Cristo, a epístola faz referência ao destinatário.

A realidade substancial, no entanto, permanece a mesma: o apostolado e a carta são sempre formas de comunicação e podem chegar a ser a mesma coisa. O apostolado é a actividade do cristão que se sabe enviado por Cristo aos outros para lhes comunicar a mensagem do Evangelho. A carta é um meio excelente de apostolado.

Hoje a carta parece ter concorrentes no telefone ou no correio electrónico. No entanto a carta permanece, de certo modo insubstituível porque permite uma intimidade que os outros meios não garantem, porque está envolvida num clima de maior serenidade e recolhimento, e porque envolve uma série de operações que denotam a estima que se tem por aquele a quem se escreve: conseguir caneta, papel, envelope e selo, procurar a morada e um marco do correio, além de pensar no conteúdo do que se vai escrever.

Através de cartas os Apóstolos, sobretudo São Paulo, realizaram um intensíssimo trabalho de consolidação da fé, de abertura de horizontes, de reflexão, que beneficia ambas as partes: quem escreve tem ocasião de olhar de novo a realidade que conhece e quem lê tem ocasião de entrar em comunhão com outro, e onde dois ou três estão unidos em nome do Senhor, Ele está no meio deles (cf. Mt 18,20).

O Verão é uma ocasião excelente para escrever cartas e postais como manifestação de amizade e também como forma de evangelização. A própria amizade é a primeira forma de evangelização e não é a menos importante. Ao escrever contando notícias pessoais podemos animar quem nos lê a aproximar-se mais de Deus, que é aproximar-se mais dele próprio.

FUNCIONAMENTO DA PARÓQUIA EM AGOSTO 2008

Horários de abertura e de encerramento da Igreja:
  • De 2ª Feira a 6ª Feira: 16.00h – 19.45h
  • Sábados: 17.00h – 19.45h
  • Domingos e dia 15 (6ª Feira, Feriado da Assunção de Nossa Senhora):
    10.00h – 13.00h; 17.30h – 20.00h
Confissões:
  • Se não encontrar algum sacerdote no confessionário, salvo se houver qualquer celebração, dirija-se à Secretaria e solicite a sua presença.
Missas:
  • De 2ª Feira a Sábado: 18.30h
  • Domingos e dia 15, 6ª Feira (Assunção de Nossa Senhora): 11.00h e 19.00h
Serviço de atendimento de Secretaria:
  • De 3ª Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h

Ausência de Sacerdotes em Agosto 2008

Vigário Paroquial, P. João Campos – 1 (6ª F.) a 21 (5ª F.)
P. José Miguel – 1 (6ª F.) a 31 (Dom.)

Agrupamento n. 683, de Telheiras

Estando em Agosto encerradas as actividades habituais, o nosso Agrupamento participará, nos primeiros dias deste mês, no Acampamento organizado pelo Núcleo a que pertence.

No Mês passado

Na sequência do que se vem realizando desde o ano em que a Paróquia começou a funcionar, no passado dia 16 de Julho, Nossa Senhora do Carmo, na Missa das 18.30h, foi imposto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, tão recomendado pela Igreja, aos paroquianos que o requisitaram.

Esta manifestação de amor maternal da Virgem Santíssima, que promete a morte nas melhores circunstâncias – em estado de graça – a todos os que usarem este seu sinal com o devido respeito e dignidade, é uma oportunidade de aperfeiçoamento da nossa vida cristã que não devemos ignorar.

Catequese: Matrículas

Continuam abertas as matrículas para a frequência da Catequese no próximo ano pastoral de 2008/2009. Recorda-se, uma vez mais, que a frequência das aulas não é automática, tanto mais que sempre existem situações de alunos que mudam de paróquia, outros novos que provêm de comunidades diferentes, etc. Por isso, é necessária a renovação da inscrição. Como se anunciou, as aulas começarão na semana de 13 a 18/10/08 e os horários serão afixados a 15/09/08, 2ª Feira.

Roupas e outras dádivas

Durante o mês de Agosto, os nossos serviços de recepção de roupas e outras dádivas encontram-se encerrados.

As duas formas de tristeza segundo Bento XVI

Bento XVI publicou recentemente uma reflexão pessoal sobre a vida e a figura de Cristo, com o título Jesus de Nazaré, à qual prometeu um segundo volume que está ainda por aparecer. Ao comentar a 2ª Bem-Aventurança – «Bem-aventurados os que choram porque serão consolados (Mt 5,4) – o Papa escreve:

«Há duas espécies de tristeza: uma que perdeu a esperança, que deixou de confiar no amor e na verdade e, consequentemente, insidia e destrói o homem por dentro; mas há também a tristeza que deriva da comoção provocada pela verdade e leva o homem à conversão, à resistência contra o mal. Esta tristeza cura, porque ensina o homem a esperar e a amar de novo. (...)»

«[Esta] espécie positiva de tristeza (...) constitui um poder contra o domínio do mal (...). Trata-se de pessoas que não se deixam ir na onda, que não se deixam levar por espírito gregário a pactuar com a injustiça reinante, antes sofrem por causa disso; embora não esteja no seu poder alterar globalmente a situação, todavia contrapõem ao domínio do mal a resistência passiva do sofrimento, a tristeza que coloca um limite ao poder do mal.»

«A tradição encontrou ainda outra imagem de tristeza que cura: Maria, que está ao pé da cruz (...) Quem não endurece o coração perante o sofrimento e a necessidade do outro, quem não abre a alma ao mal mas sofre sob a sua pressão dando assim razão à verdade, a Deus, esse escancara a janela do mundo para fazer entrar a luz. A estes que choram é prometida a grande consolação (...)»

«A tristeza de que o Senhor fala é o não-conformismo com o mal, é um modo de opor-se àquilo que todos fazem e que se impõe ao indivíduo como modelo de comportamento. O mundo não suporta este tipo de resistência, exige que se participe. Esta tristeza parece-lhe uma denúncia que se opõe ao aturdimento das consciências. E é-o.»

(RATzINGER, J. - BENTO XVI, Jesus de Nazaré, A esfera dos livros, Lisboa, 2007, pp. 125-127)

1 de agosto de 2008

Ao longo do ano, na vida de todos os dias, Nossa Senhora surge sempre como uma constante companheira das nossas horas. Aliás, que outra coisa podemos dizer de uma Mãe que nos ampara com o seu amor, os seus desvelos e, também, se somos humildes e fiéis ao exame de consciência quotidiano, com as advertências que nos faz, porque o nosso comportamento nem sempre se apresenta exemplar, como o do seu Filho primogénito, Jesus Cristo.

A Igreja, de quem é também Mãe e protectora, povoa os tempos litúrgicos e os dias do ano com celebrações, onde recorda a todos os fiéis as suas glórias e o grande amor que a Santíssima Trindade lhe dedica.

É bom não esquecer que a Virgem Santíssima mantém com Deus Uno e Trino uma intimidade ímpar: Maria é Filha de Deus Pai, por adopção, como todos nós, embora de modo mais eminente, mas também, e aqui em perfeita exclusividade, Mãe de Deus Filho e Esposa de Deus Espírito Santo.

Quis Deus, para realizar a Redenção do género humano, que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade encarnasse. Fê-lo, porém, da maneira, por assim dizer, o mais humana possível, para que o homem compreendesse facilmente a dignidade da sua natureza, criada à imagem e semelhança do seu Autor.

A paternidade de Deus é perene, pelo que Jesus Cristo manteve a filiação ao Pai que O gerou desde toda a eternidade. No entanto, todo o homem tem uma mãe humana, que lhe transmite a sua natureza. O nosso Redentor é Filho de Maria, como nós o somos da nossa mãe. E Deus abençoa o nascimento do seu Unigénito, por obra e graça do Espírito Santo, que torna a Virgem Santíssima sua Esposa Puríssima.

Com estes elos de relação a Deus, Maria é a criatura mais excelsa da nossa humanidade, excepção feita a Cristo Homem. Coube-lhe, de um modo especial, criar e educar Jesus Cristo, que foi, tal como nós, uma criança inerme, entregue por completo, aos cuidados de Sua Mãe e do seu pai legal, S. José.

Maria e o seu marido devem ter sido indubitavelmente os maiores educadores de sempre, pois ajudaram Jesus, com o seu exemplo e com a sua dedicação, a ser homem perfeito, Senhor de todas as virtudes, que nós podemos contemplar ao ler a sua vida e, sobretudo, nos momentos dolorosos da Paixão e Morte, onde Ele nos ensina como é possível manter o espírito livre e o perfeito domínio da vontade para pensar nos outros e no seu bem supremo. Lembremos, a propósito, a oração constante de Cristo, a conversão do bom ladrão, o pedido de perdão ao Pai para aqueles que O condenavam, a petição a Nossa Senhora para aceitar a nossa maternidade e, por fim, a consciência perfeita do dever cumprido, quando diz: “Tudo está consumado!”

Não estranha, pois, que a Igreja destine a Maria muitas celebrações. Neste mês, no calendário litúrgico universal, apresenta duas. A sua Assunção ao Céu e a sua condição de Rainha de todas as criaturas, incluindo as angélicas.

A primeira, que tem a categoria de Solenidade, corresponde, no nosso país, a um dia santo de preceito. Honremos nesse dia a nossa Mãe, recebendo, desde que estejamos convenientemente preparados, o Seu Filho Jesus na Sagrada Eucaristia. Cristo, como bom Filho, e tendo em conta os méritos de santidade de Maria Santíssima, quis a sua presença integral no Céu, em corpo e alma, para que ela, junto de Si, tal como a conheceu na terra, pudesse intervir a favor de todos os filhos que aceitou no Calvário, a Seu pedido.

E no segundo, reconheçamos a Mãe de Jesus e nossa Mãe, como Rainha, sobretudo como Rainha do nosso coração, a fim de que Cristo seja, de facto, Nosso Senhor. Assim, ele se tornará “manso e humilde” para realizar tudo aquilo que Jesus nos pedir, em nome de Deus.

Imagem: André Gonçalves, Óleo, 1730, Palácio Nacional de Mafra

6 de julho de 2008

As Orações da Noite

“E Deus disse: «Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite» (…) Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia, e o menor para presidir à noite” (Gn 1,14.16). Deus quis separar o dia da noite. Essa separação foi também um acto de amor, como toda a Criação, de amor ao homem que deveria descansar.
A noite está feita para dormir. A escuridão envolve a terra durante algum tempo e cessam os ruídos porque cessam os movimentos. Descansam os homens e descansam os animais e as plantas. Todos os seres vivos descansam mas Deus continua velando por nós, e, com Ele e connosco, vela também o Anjo da Guarda.
É natural que cheguemos à noite cansados, a ansiar pelo repouso. Tendemos a precipitar-nos sobre o descanso porque o merecemos. Mas não nos devemos deitar sem rezar. Também o sono há-de ser santo em previsão do descanso eterno que o Senhor nos tem reservado.
É o momento de examinar a nossa consciência sobre o dia que passou, purificando o que não esteve bem. Escreve São Paulo «Se vos irardes, não pequeis; que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento, nem deis espaço algum ao diabo» (Ef 4,26-27). É necessário afastar do coração qualquer rancor no momento de nos deitarmos.
Além disso, rezamos as nossas orações: a Nossa Senhora as três Avé-Marias em que pedimos as virtude da Pureza, ao nosso Anjo da Guarda para que guarde a nossa alma, e alguma outra de que tenhamos costume. Tudo isto se pode fazer brevemente. Bastam uns 4 ou 5 minutos.
Adormecemos com o pensamento no Senhor que nos aguarda no Sacrário. Imaginamos a Igreja às escuras e a lamparina a parpadear. E se tivermos uma insónia não nos havemos de afligir. É a ocasião para prolongar a nossa oração fazendo-Lhe companhia. No dia seguinte o nosso levantar será mais doce ainda, mesmo que estejamos cansados.

FUNCIONAMENTO DA PARÓQUIA EM JULHO 2008

  • Missas:
    - De 2ª F. a Sábado: Missa às 18.30h
    - Domingos: 10.00h, 12.00h e 19.00h
  • Horários de abertura e de encerramento da Igreja:
    - de 2ª F. a Sábado, das 16.00h às 19.30h
    - Domingos: 9.30h-13.00h e 17.30h-20.00h
  • Serviço de atendimento de Secretaria:
    - de 3ª Feira a 6ª Feira: 16.30h-18.00h

Recolecções em Julho 2008

Homens, 2ª Feira, 7: 19.10h
Senhoras: 5ª Feira, 10: 19.10h

Ausência de Sacerdotes em Julho 2008

Prior (P. Rui): de 1 (3ª Feira) a 27 (Domingo)
Vigário Paroquial (P. João Paulo): 25 (6ª Feira) a 31 (5ª Feira)
P. José Miguel: de 13 (Domingo) a 24 (5ª Feira); e sai de novo a 31 (5ª Feira)

Cursos

Teologia para todos:
Dia 14 , 2ª Feira, 19.15h
Tema: Imortalidade e Ressurreição
Obs. – Este curso realiza-se no salão da Igreja

Dia 16 de Julho, 4ª Feira – Nossa Senhora do Carmo - Imposição do Escapulário

A exemplo do que se tem efectuado nos anos anteriores, far-se-á a Imposição do escapulário de Nossa Senhora do Carmo às pessoas que o pedirem, na Missa das 18.30h. Quem estiver interessado, deverá inscrever-se previamente na Secretaria, até ao dia 14 de Julho, 2ª Feira. Certamente que a recepção de tão grande graça que concede a nossa Mãe do Céu, deve encontrar a pessoa que a recebe em estado de graça, pelo que deverá preparar-se convenientemente, recorrendo, se necessário, ao Sacramento da Penitência. Esclarece-se ainda que a quem já foi imposto o Escapulário do Carmo, não necessita de o fazer novamente.

Agrupamento n. 683, de Telheiras

Encerrou as suas actividades programadas para 2007/2008 no passado dia 24 de Junho, Sábado, celebrando-se neste dia, às 18.30h, a Eucaristia destinada aos membros do Agrupamento. Nos primeiros dias de Agosto, muitos dos nossos escuteiros participarão num Acampamento do Núcleo a que pertencem.

No mês passado:

Destacamos, do mês de Junho passado, as seguintes actividades:
  • 1 de Junho, Domingo: 10.00h – Festa do Pai Nosso
  • 6 de Junho, 6ª Feira, 21.00h:Procissão de velas em honra de Nossa Senhora da Porta do Céu. Neste ano, as crianças da catequese transportaram, com grande coragem e interesse, os andores da Beata Jacinta e do Beato Francisco Marto (na foto), pastorinhos de Fátima.

  • 8 de Junho, Domingo, 16.00h: Festa da Primeira Comunhão: 40 crianças. Nas fotos: o grupo dos rapazes e o das raparigas que fizeram a Primeira Comunhão.


Os últimos dias de São Tomás More

Thomas More (1477-1535) foi chanceler do reino da Inglaterra no tempo de Henrique VIII. Era casado e teve quatro filhos. Homem recto e exemplar, quando o rei se afastou da Igreja Católica por pretender a anulação do seu primeiro casamento, e se constituiu chefe da Igreja de Inglaterra, demitiu-se do cargo. O rei encarcerou-o na Torre de Londres e graças a um perjúrio foi condenado à morte e recebeu a palma do martírio no dia 6 de Julho.
Carta enviada da Torre de Londres em 1534 à sua filha Margaret que lhe tinha escrito «Então poderemos dizer com São Paulo: o meu viver é Cristo e a morte um lucro; e também: tenho o desejo de me ver livre das ataduras deste corpo e estar com Cristo (cf Fil 1,21-23)»:
«Minha querida filha, que o Senhor Se digne conceder-me a graça de dizer essa santa oração que ele te infundiu, diariamente, e a ti que a escreves, te dê a força de a rezar diariamente de joelhos… Reza sempre essa oração por nós os dois; eu no futuro farei o mesmo. Ao mesmo tempo pedirei a graça de que nós, que nos enriquecemos aqui em baixo com a nossa amizade (já que assim une o amor natural do pai com a filha), nos possamos alegrar juntos eternamente na glória do Céu, e que também participem connosco todos os outros membros da família, todos os nossos amigos…»
Palavras ditas perante o tribunal que tinha acabado de ditar a sentença de morte no dia 1 de Julho de 1535, quando se lhe perguntou se tinha ainda alguma coisa que alegar em sua defesa:
«Não mais do que o seguinte: como podemos ler nos Actos dos Apóstolos, Paulo esteve presente na morte de Santo Estêvão e guardou as vestes daqueles que o apedrejaram. Apesar disso, ambos são hoje santos no Céu e serão ali amigos para sempre. Assim eu espero – e rezarei de todo o coração por isso – que embora me tenhais condenado aqui na terra, nos venhamos a encontrar para a nossa eterna salvação no Céu»
Última oração:
«Santa Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo – três Pessoas iguais e igualmente eternas numa divindade omnipotente – tem piedade de mim, mísero, desprezável, e detestável pecador, que diante da tua soberana majestade confesso que a minha vida foi em todo o tempo pecadora. Assim como me concedes, bom e clemente Senhor, a graça de reconhecer os meus pecados, concede-me também que me doa deles, não só em palavras, mas do profundo do coração, e que me desdiga inteiramente deles. Perdoa-me também aqueles pecados que, pela minha própria culpa, pelas minhas más qualidades e baixos costumes, não reconheço como tais, já que a minha razão está tão cega pela sensualidade. Ilumina, Senhor, o meu coração, concede-me a tua graça para conhecer e ver todos os pecados, e perdoa aqueles que esqueci por descuido; recorda-mos na tua clemência para que seja purificado completamente deles…»
(retirado de BERGLAR, P., La hora de Tomás Moro. Solo frente al Poder [tradução do original Die Stunde des Thomas Morus. Einer gegen die Macht], Palabra, Madrid, 1993, pp. 341-342, 380-382)
Neste mês de Julho, em que uma boa parte da população do nosso país começa as suas férias, é bom que pensemos neste tempo de repouso, querido por Deus para o homem, porque Ele, como autor da nossa natureza, conhece como ninguém as nossas necessidades.
Descansar começa por ser, assim, algo que o nosso criador quis que a sua criatura preferida não descurasse. Fazer férias é, pois, não só uma coisa boa e apetecível, como também uma forma de o homem cumprir a vontade de Deus.
Não se trata, porém de um tempo dedicado ao ócio, sem perspectivar nada pela frente, como se a nossa natureza precisasse de um vazio absoluto para poder recuperar as forças que foi desgastando, ao longo do ano laboral, com as múltiplas preocupações profissionais.
Dedicar o tempo ao ócio é uma maneira de se ser egoísta. Pensar em si, no seu bem estar, querendo que os outros nos sirvam, ou melhor, satisfaçam os nossos caprichos, como que movidos pela obrigação que nós construímos acerca de nós mesmos: somos o centro do mundo, o centro das atenções e o objecto de todas as deferências. Esta visão deletéria e egocêntrica não é difícil de conceber.
Quem está ao nosso lado é uma espécie de degrau que me ajuda a subir para onde quero, almofada que me serve de descanso, sofá da minha sesta privilegiada que nada nem ninguém tem o direito de perturbar, porque o nosso ócio exige dos outros aquilo que eu não lhes quero dar: o meu amor, a minha compreensão, a minha ajuda, a partilha no meu descanso. Senhor total do repouso, os outros são os meus servos, que cumprem bem a sua missão quando me dão aquilo que eu espero para me sentir o melhor possível. Posso declarar-me amigo dos que comigo partilham das minhas alegrias egoístas. No entanto, tal amizade termina sempre que a sua companhia perturba a minha placidez ou prefiro estar sozinho, entregue aos meus devaneios.
Decerto que uma concepção de descanso aparentemente tão exagerada, pode-me parecer irreal. Contudo, quando pensamos nos nossos tempos livres e nas relações que neles procuramos ter com Deus, a situação descrita toca-nos muitas vezes bem de perto, quando não em sentido absoluto.
Se Deus quer o nosso descanso e a ele nos incita, não esqueçamos que somos suas criaturas e que toda a nossa existência d’Ele depende. Não somos seres autónomos, a não ser no uso da liberdade, que é também um dom de Deus, e não conquista da nossa parte. Não somos livres, porque trabalhamos para construir essa qualidade do nosso ser, mas porque Deus assim nos criou. E deu-nos a liberdade para um fim fundamental, que nós podemos rejeitar de uma maneira radical: amá-Lo e servi-Lo.
Nestas duas atitudes, nada existe de vexatório para a nossa condição. Pelo contrário, amar e servir a Deus, sempre de uma forma livre e responsável, significa fazer a melhor opção que a nossa liberdade pode encontrar, já que Deus, entre todos os seres, é Aquele que mais merece o amor e o serviço de alguém, quer pela sua perfeição, quer ainda porque Ele é Quem mais nos ama e mais nos serve.
Se olharmos a vida de Jesus Cristo, o Deus encarnado, compreendemos que só um grande Amor, absolutamente desinteressado – ou, se quisermos, apenas interessado no nosso verdadeiro bem – O levou a assumir a nossa natureza, a ser uma criatura inerme e indefesa como nós fomos quando viemos ao mundo e, depois, a sofrer a humilhação e a dor terrível do sacrifício da Cruz. E isto para que nós, uma vez reconquistada a graça que nos abriu as portas do Reino de Deus, pudéssemos de novo, como filhos de Deus, aspirar ao bem supremo do Céu.Quando vamos para férias e deixamos Deus nas gavetas do esquecimento premeditado, em lugar de tentar descansar n’Ele e através d’Ele, o que fazemos é dispensar o seu Amor e a sua Providência, querendo construir um mundo de auto-suficiência egoísta, onde eu sou senhor absoluto do meu destino, sem admitir a interferência de Quem mais me ama e de Quem mais fez pela minha verdadeira felicidade. É um erro grave e uma injustiça que só o perdão incondicional do nosso Deus sabe sanar. E porquê? Porque nos ama mais do que ninguém e compreende, mais e melhor do que ninguém, as nossas fragilidades. Vamos com Deus para férias, e elas tornar-se-ão assim as melhores da nossa vida!

Basílica de Nossa Senhora do Carmo - Bela Vista, São Paulo

8 de junho de 2008

Festas da Catequese durante o mês de Junho

Festa do Pai-nosso: Dia 1, Domingo: Missa das 10.00h
Festa da Primeira Comunhão: Dia 8, Domingo: Missa às 16.00h (*)
................................................
(*)Além desta, celebrar-se-ão as três Missas habituais dos domingos e dias de preceito: 10h, 12h e 19h.

Procissão de Velas em honra e Nossa Senhora da Porta do Céu

Dia 6, 6ª Feira, Início às 21.00. Percurso – Partida: R. Hermano Neves, em frente do terreno da futura nova Igreja; R. Prof. João Barreira, R. Prof. Henrique Vilhena, R. Prof. Mário Chicó, R. Prof. Francisco Gentil, Jardim dos Repuxos, Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu.
Agradecemos que até dia 3, 3ª Feira, se inscrevam mais pessoas para levar o andor de Nossa Senhora da Porta do Céu, indicando a altura.

Agrupamento n. 683 do CNE de Telheiras

Encerram-se este mês as actividades regulares do nosso Agrupamento. O seu final terá lugar a 28 de Junho, Sábado, sendo neste dia celebrada a última Eucaristia relativa ao ano de 2007/08, como habitualmente às 18.30h.
Em Agosto, entre 3 e 8, participará no Acampamento de Núcleo em Constância.

Recolecções

Homens, 2ª Feira, 2: 19.10h
Senhoras: 5ª Feira, 12: 19.10h

Cursos

Teologia para todos: Dia 5, 5ª Feira, 19.15h
Tema: A História da Igreja
Dia 23, 2ª Feira, 19.15h
Tema: A Igreja e o Estado

Curso Bíblico: Dia 19, 5ª Feira, 21.15h
Tema: Os pequeninos

Obs. – Estes cursos têm lugar no salão da Igreja

Vigário Paroquial

Desde de há uns meses o P. José Miguel começou a estar mais ocupado em trabalhos pastorais fora da paróquia passando o P. João Campos a dedicar-lhe mais tempo. Uma consequência deste facto foi a sua recente nomeação como Vigário paroquial (coadjutor) pelo Senhor Patriarca, substituindo assim nessas funções o P. José Miguel. Na ausência do Pároco, passará a ser ele quem o representa juridicamente. Este reajuste mantém nas suas tarefas e actividades os sacerdotes que trabalham na Paróquia.

No mês passado


Realizou-se a Festa da Profissão de Fé, no passado dia 22 de Maio, Domingo, na Missa das 10.00h. Foram treze os alunos da nossa catequese os protagonistas deste momento alto do curso catequético, comprometendo-se a ser fiéis à sua Fé e a concluir as suas aulas de Catequese, quando, no ano oportuno, receberem o terceiro Sacramento da Iniciação Cristã, a Confirmação.

1 de junho de 2008

A bênção da mesa

Tomar alimento é uma necessidade do nosso corpo. Qualquer ser humano necessita de se alimentar, tal como acontece com todos os animais. Mas esse acto, ao ser realizado por alguém que possui uma alma adquire umas características que o tornam essencialmente diferente.
«Comer» é um verbo que procede do latino edere, que significa «alimentar-se», ao que se acrescenta a preposição cum, «com»; ou seja, na linguagem corrente ficou a marca de que não faz sentido comer de um modo solitário: come-se sempre com alguém, é um acto social, realizado na companhia de outros.
A nossa cultura foi dando a esta prática modalidades várias: o almoço de negócios, a refeição festiva, particularmente o banquete de bodas, a reunião de todos os familiares dispersos. É frequente que o encontro entre amigos se realize à volta de uma mesa. O jantar tem-se tornado a reunião específica da família que habita uma mesma casa: é então que se contam os acontecimentos do dia e, de um modo natural, se constrói o amor.
Também Jesus Cristo usou as refeições para nos salvar: aceitou o convite para tomar lugar à mesa de outros (cf. Lc 7,36; 11,37; 14,1; Jo 12,1) e aproveitou a ocasião para o anúncio do Reino e o convite à conversão (cf. Mt 9,10ss; Lc 7,47ss; 15,2); quis alimentar a multidão (cf. Mc 6,30ss; 8,1ss) e os seus inimigos chegaram a acusá-l’O de ser um «glutão e um bebedor» (cf. Lc 7,34). Foi no decurso de uma refeição pascal que o Senhor instituiu a Eucaristia e o sacerdócio cristão (cf. Mt 26,26ss) e nos deixou tantos ensinamentos como o mandamento do amor (cf. Jo 13-17).
Também havemos de imitar Jesus neste aspecto, que pode parecer intranscendente: as refeições devem ser uma ocasião para crescer no amor a Deus e ao próximo, mesmo se motivadas por negócios ou assuntos profissionais. Procuremos que o clima que se respire à nossa mesa seja o de Cristo, o de Maria, o de um filho de Deus. Um modo prático é procurar abençoar no início e dar graças ao terminar a refeição. Teremos então convidado o Senhor a ficar connosco e com aqueles que nos acompanham no caminho da nossa vida (cf. Lc 24,28ss), e Ele será mais facilmente reconhecível por todos.

Meter-se nas cenas do Evangelho

«Eu aconselho-te a que, na tua oração, intervenhas nas passagens do Evangelho, como um personagem mais. Primeiro, imaginas a cena ou o mistério que te servirá para te recolheres e meditares. Depois aplicas o entendimento para considerar aquele rasgo da vida do Mestre: o seu Coração enternecido, a sua humildade, a sua pureza, o seu cumprimento da Vontade do Pai. Conta-lhe então o que te costuma suceder nestes assuntos, o que se passa contigo, o que te está a acontecer. Mantém-te atento, porque talvez Ele queira indicar-te alguma coisa: surgirão essas moções interiores, o caíres em ti, as admoestações.»
«Seguir Cristo: este é o segredo. Acompanhá-lo tão de perto, que vivamos com Ele, como os primeiros doze; tão de perto, que com Ele nos identifiquemos. Se não levantarmos obstáculos à graça, não tardaremos a afirmar que nos revestimos de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Rm 13,14). O Senhor reflecte-se na nossa conduta como num espelho. Se é espelho é como deve ser, captará o rosto amabilíssimo do nosso Salvador sem o desfigurar, sem caricaturas: e os outros terão a possibilidade de o admirar e de o seguir»
(São Josemaria, Amigos de Deus nn. 253 e 299)
Neste mês, que já começa a despertar em nós o desejo das próximas férias estivais, começa o Ano Paulino, decretado em boa hora por Sua Santidade o Papa Bento XVI para lembrarmos todo o gigantesco panorama de evangelização do apóstolo tardio, que nasceu para a sua missão no caminho de Damasco, de forma inesperada.

Deus pode e sabe mais. Pois quem diria que àquele fariseu intransigente, que concordou e se regozijou com a morte de Estêvão - o primeiro dos mártires cristãos -, havia o Senhor de o chamar para ser o apóstolo das gentes e, já no fim da sua missão, para receber a palma do martírio decretada por Nero, imperador corrupto e alucinado, associando-o assim ao número daqueles que, como o mesmo Estêvão, ofereceram cruentamente a sua vida por Cristo?

O exemplo de S.Paulo é muito actual para todos. A sua conversão lembra-nos que Deus tem desígnios por nós inimagináveis. E, ao mesmo tempo, que quando precisa de um instrumento eficaz para o desempenho das tarefas que quer ver realizadas, fá-lo aparecer sem que ninguém o suspeite. Não esqueçamos que à sua providência ordinária, a que nos habituamos como se fosse um fenómeno comum ou natural, a omnipotência divina pode recorrer a outro tipo de providência – a extraordinária -, que vemos amiúde nos milagres espantosos que Jesus efectuou. E não será a conversão de S. Paulo um comprovativo paradigmático da sua eficácia?

S. Paulo, entre todos os apóstolos, foi o que espalhou por mais lugares a Palavra de Deus. Não descansou um segundo para falar de Cristo e da sua doutrina, fosse entre a gente simples que se convertia, fosse entre os intelectuais mais refinados do seu tempo, como aqueles filósofos gregos epicuristas e estóicos que, no areópago ateniense, com muitas outras pessoas, não faziam outra coisa do que ouvir novidades (Act 17, 16-34).

Duma forma inteligente e sistemática, procurou chegar aos lugares mais relevantes do majestoso Império Romano, de que era cidadão por nascimento. O seu dito “ai de mim se não evangelizar”(1 Cor 9, 16), deve levar todo o cristão a fazer um exame de consciência sincero, a fim de erradicar de si a frondosa gama de respeitos humanos, que às vezes sentimos, até para falar da nossa condição de cristãos, entre as pessoas que se cruzam no nosso dia a dia.

De notar que Paulo não foi um homem preocupado com o estilo formal e o conteúdo apelativo da sua interpelação aos outros. Como ele nos confessa, a sua base de argumentação sempre girou à volta de uma realidade que poderia parecer frustrante para quem o ouvia: “Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1 Cor 1, 23).

Aparentemente, é um facto que nos fala do fracasso de um rabi, que não conseguiu convencer as autoridades religiosas e políticas do seu tempo de que era portador da mensagem mais importante da história humana. Por isso foi condenado à morte mais vil da altura, destinada aos escravos e aos malfeitores: a Cruz. Com ela, procurava manifestar-se publicamente que o condenado não era pessoa de bem nem de respeito, pelo que se lhe destinava aquele suplício da morte tão aviltante. Esta foi a grande arma apostólica de Paulo, convencido de que não eram as suas palavras que convenciam e levavam à conversão, mas a morte redentora de Jesus, coroada de seguida com a sua gloriosa Ressurreição.

Mostremos a nossa gratidão a S. Paulo, lendo com profundidade os seus escritos, e recordando a sua vida, a partir dos Actos dos Apóstolos, que nos expõem com simplicidade toda a sua saga de anunciador da Boa Nova. E sigamos o seu sulco de evangelizador, falando das maravilhas de Deus a todos aqueles que o Senhor dispuser nos caminhos das nossas vidas.
S. Paulo pregando em Atenas. Pintura de Rafael, 1515

S. Paulo pregando em Atenas. Pintura de Rafael, 1515

11 de maio de 2008

Corpo de Deus: 22 de Maio, 5ª Feira

“Cristo vivo no Coração da cidade”, eis o lema da Celebração do Corpo de Deus. Para os paroquianos interessados, indicamos aqui o que se realizará no âmbito diocesano:

Sé Patriarcal:

11.00h
– Missa, seguida de Adoração ao Santíssimo Sacramento, das 12.30h às 16.00h;
16.00h – Recitação das Vésperas;
16.30hInício da Procissão da Sé à Praça do Município, onde será a Bênção do Santíssimo Sacramento, às 18.00h(*)
...................................
(*) Neste dia, a Missa da tarde da Paróquia será celebrada às 19.30h, para facilitar a participação dos paroquianos na Procissão do Corpo de Deus. As outras Missas serão celebradas às horas normais, isto é, 10.00h e 12.00h.

Recolecções

Homens: 2ª Feira, 5, 19.10h
Senhoras: 5ª Feira, 8, 19.10h
(ler mais)

Anatomia da Fé – Curso de Teologia para Universitários

Sábado, 10, 21.45h: Quantas Teologias Existem? Qual a verdadeira? (ler mais)

Curso Bíblico de Escatologia Cristã: a Ressurreição e a Vida

8ª sessão, 15 de Maio, 21h30: A purificação (ler mais)

Curso de Teologia para todos

2ª Feira, 12: 19.15h: O Espírito Santo actua na Igreja (ler mais)

Catequese

Festa da Profissão de Fé: Domingo, 25, Missa das 10.00

Procissão em honra de Nossa Senhora da Porta do Céu: 6ª Feira, 6 de Junho, 21.00h

Como já vai sendo habitual, a procissão em honra da nossa Padroeira, Nossa Senhora da Porta do Céu, vai efectuar-se, neste ano, uma vez mais, na data acima referida. Daremos mais pormenores sobre a sua realização ao longo do mês de Maio.

Agrupamento nº 683

Sábado, 10: Missa do Agrupamento às 18.30h
Lobitos- Dias 3 e 4: Actividade no Jardim Zoológico; 23 e 24: Acampamento de Pais e Filhos;
Exploradores- Dia 3: Colaboração com o Banco Alimentar contra a Fome (recolha de alimentos); 10 e 11: Acampamento
Dia 31: Venda de Manjericos (todo o Agrupamento)

4 de maio de 2008

No mês passado

Visita breve à Paróquia de D. Joaquim Mendes, novo Bispo Auxiliar de Lisboa
Numa breve passagem pela paróquia, no passado dia 17, 5ª Feira, esteve entre nós o Senhor D. Joaquim Mendes, novo Bispo Auxiliar de Lisboa, acompanhado pelo Vigário da II Vigararia (à que pertence a nossa Paróquia), P. Duarte Cunha e pelo Vigário Adjunto, P. Alberto Matos Gomes. Agradecemos a visita.

Celebração do Sacramento da Confirmação
Decorreu no domingo, 6 de Abril. Presidiu o Senhor D. Tomás da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa. A administração do Sacramento decorreu durante uma Missa , celebrada às 16.00h, comparecendo os 16 crismandos que se estiveram a preparar desde Janeiro passado.

As imagens de Nossa Senhora

No Antigo Testamento, Deus proibiu que se venerassem figuras feitas pelo homem como representantes da divindade. Queria afastar do nosso coração a tentação de confundir o importante com o acidental, e que ao reter a nossa atenção naquilo que não tem valor perdêssemos aquilo que realmente o tem: o seu amor por nós.

Com a Encarnação o Corpo de Cristo tornou-se, juntamente com todos os elementos da sua Humanidade Santíssima, caminho para chegar ao Pai. Por isso a Igreja fomenta a veneração das imagens que representam Jesus ou a sua Mãe, ou os Santos, e até as que representam os Anjos, embora careçam de corpo (já no Antigo Testamento eles eram representados sobre a Arca da Aliança). No entanto, o perigo de usar as imagens para aquilo que é acidental mantém-se. Devemos usar as imagens para captar o amor de Deus por nós e não ficar retidos na sua beleza plástica, harmonia, proporção, colorido, acabamento, etc.

É muito bom ter imagens em nossa casa e, se possível, no nosso local de trabalho, e dirigir para elas o nosso olhar. Podemos ainda usar estampas que representam Nossa Senhora, na nossa carteira, ou para marcar livros. Até no tablier do automóvel se pode colocar uma representação da Mãe de Deus. As imagens da Santíssima Virgem atraem-nos particularmente a nós portugueses, feridos pela sua predilecção, e podem ajudar-nos verdadeiramente, se ao elevar os olhos até elas elevamos também o coração.

Nesses olhares podemos louvá-la, invocá-la ou agradecer-lhe a sua protecção e ternura. Podemos utilizar algumas dessas pequenas frases com que a elogiamos e de que está cheia a Ladainha, ou compor os nossos próprios piropos. Depressa notaremos que esses olhares produzem em nós um efeito surpreendente: mais do que a contemplação de um rosto feminino elas fazem penetrar Deus no nosso coração. Deus torna-Se facilmente presente pela figura da sua Mãe bendita.

O pudor no Catecismo da Igreja Católica

«A pureza exige o pudor. O pudor é parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se à castidade e comprova-lhe a delicadeza. Orienta os olhares e as atitudes em conformidade com a dignidade das pessoas e com a união que existe entre elas.»
«O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa e exige que se cumpram as condições do dom e do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira a escolha do vestuário, mantém o silêncio ou o recato onde se adivinha o perigo de uma curiosidade malsã. O pudor é discrição.»
«Existe um pudor dos sentimentos, tal como existe um pudor corporal. Aquele protesta, pelo exemplo, contra as explorações exibicionistas do corpo humano em certa publicidade, ou contra a solicitação de certos meios de comunicação em ir longe demais na revelação de confidências íntimas. O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes.»
«As formas de que o pudor se reveste variam de cultura para cultura. No entanto, ele continua a ser, em toda a parte, o pressentimento de uma dignidade espiritual própria do homem. Nasce com o despertar da consciência pessoal. Ensinar o pudor às crianças e adolescentes é despertá-los para o respeito pela pessoa humana»
Com que satisfação não verá Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa Mãe, começar o seu mês - o mês de Maio - com uma celebração em honra de seu marido, S. José, considerando a sua faceta de artesão, de trabalhador.

Efectivamente, foi o trabalho de S. José a fonte principal do sustento da Sagrada Família, durante os anos da infância de Jesus, nos tempos difíceis do Egipto e, depois, da adaptação, decerto complexa, à aldeia de Nazaré, onde Jesus cresceu e foi educado da melhor maneira pelos seus pais.

Também desta forma simples e concreta, quis o Deus humanado dar o seu testemunho de apreço pelo trabalho profissional, que sempre foi, ao longo dos tempos, desde a criação do homem – diz a Bíblia que Deus o colocou no "jardim do Éden para o cultivar e também para o guardar" (Gén. 2, 15) -, o modo através do qual ele se insere no meio ambiente, transformando-o e dele retirando com o seu esforço laboral os meios para viver.

Deus não quis que o Seu Filho estivesse entre nós à custa de milagres constantes, que o eximissem de trabalhar. Pelo contrário, fê-lo participar integralmente na aventura humana da labuta profissional. Nos primeiros tempos da sua vida pública, Jesus impressionou - era inevitável! - pelos prodígios que operou e pela autoridade com que falava aos seus conterrâneos, que se admiravam por verem proceder assim quem era o "carpinteiro, filho de Maria... (Mc 6, 3)". Ao realizar o seu trabalho quotidiano, Jesus afirma-o como uma actividade santificante e santificável. E, por isso mesmo, que a santidade é um chamamento que Deus faz a todos os homens, porque todos eles devem encontrar, por intermédio da sua profissão, o meio de subsistência principal para a satisfação das suas necessidades vitais.

S. Paulo lembra, a este respeito, a todos os cristãos que a sua vida não pode ser a de um parasita ou de um ocioso inútil, declarando com todo o vigor: "Quem não quiser trabalhar, não tem o direito de comer" (2 Tes 3, 10).

Começa, assim, da melhor maneira, o mês de Maria, que também se santificou sendo uma magnífica e humilde dona de casa, como acontecia com a maior parte das mulheres do seu tempo e do seu meio social. Hoje, este tipo de funções talvez se encontre um pouco desvalorizado. Mas é pena, porque um lar só se torna atraente e agradável, quando há quem cuide dos seus aspectos materiais e, por assim dizer, mais comezinhos, que o tornam, juntamente com o amor essencial a toda a vida familiar, um recanto de paz e de alegria.

E Jesus? De sua Mãe aprendeu tudo o que pode aprender um filho daquela que, como observava S. Josemaria, não precisa de fazer propósitos para gostar dos filhos que Deus lhe concede. O amor maternal é uma realidade espontânea e natural, que enche o coração de todas as mães, como o de Maria Santíssima. E de José, além da profissão por que era conhecido, apreciou a fortaleza de um homem que nunca recusou a Deus nenhum desígnio, por mais difícil e embaraçante que pudesse ser. Todo o comportamento sereno de Cristo na Cruz e na Paixão recorda muito a aceitação com que S. José abraçou as solicitações que Deus lhe enviou na sua vida.

Procuremos neste mês de Maria abrir-nos de forma total e incondicional ao cumprimento da vontade de Deus, tendo como modelo da nossa conduta os três membros da Casa de Nazaré. E veneremos e exaltemos especialmente Nossa Senhora para invocar a protecção de quem é a Medianeira de todas as Graças, rezando em família o seu Terço.


Madonna Conestabile, Rafael