18 de novembro de 2007

Os Sufrágios pelas Almas

Todos nós conhecemos pessoas que já morreram. A sua partida, por vezes, deixou-nos o peso da falta de alguém onde brilhava a luz de Deus. Ela era para nós especialmente querida por ser especialmente sobrenatural. E temos por ela uma certa convicção de que já goza do Céu. Por ela devemos pedir – é uma obrigação de estrita justiça –, mas a convicção da sua proximidade de Deus leva-nos também a tomá-la como intercessora junto de Nosso Senhor e, portanto, a pedir-lhe coisas, a apresentar-lhe as nossas intenções.

Outras almas há, porém, cuja partida não marcou a nossa da mesma maneira. E, embora o nosso juízo seja falível porque nada sabemos do estado de uma alma, nem sequer da nossa, sentimos uma urgência maior em oferecer sufrágios a Deus, pedindo pelo alívio das penas que eventualmente esteja a sofrer no Purgatório.

Qual a melhor forma de sufragar as Almas?

Do ponto de vista objectivo, o melhor sufrágio é, sem dúvida a Santa Missa, porque nela se oferece o próprio sacrifício redentor de Cristo, realizado uma única vez no Calvário, e actualizado ou tornado presente sobre o altar, em virtude do ministério do sacerdote. Sabemos que qualquer fiel pode oferecer privadamente o sacrifício eucarístico pela intenção que desejar. Mas também pode envolver o ministro celebrante e toda a assembleia tornando esse oferecimento público, e como que mais comunitário, pelo que ganha, digamos assim, uma força especial.

Também conhecemos a doutrina sobre as indulgências (recordada no Boletim n. 34, de Julho de 2007). Aqui, porém, actua muito mais a subjectividade de quem as obtém, uma vez que as suas disposições íntimas é que determinam os efeitos. De qualquer modo, no dia 2 de Novembro pode-se obter uma indulgência plenária aplicável pelas Almas do Purgatório, por rezar numa igreja ou capela, um Credo ou Pai-Nosso pelas intenções do Santo Padre, e nos primeiros oito dias desse mesmo mês por fazer outro tanto num Cemitério.

Além disso, tudo o que pudermos fazer de bom, de digno, de nobre, pode ser oferecido a Deus por essas nossas irmãs, e nós seremos também beneficiados, porque cresce em nós a caridade, porque meditamos nas verdades eternas e porque recebemos os frutos da intercessão delas junto de Deus.

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