18 de outubro de 2007

Os nossos Anjos da Guarda

Todos sabemos que temos um Anjo da Guarda. Jesus referiu-Se a ele quando, diante dos seus Apóstolos, quis explicar a importância de nos fazermos pequeninos para chegar a ser grandes, úteis à Igreja, à nossa família, ao nosso país.

Quando Lhe vieram perguntar sobre quem era o maior para Deus (cf. Mt 18,1) Jesus pegou numa criança e começou a falar da conveniência de nos tornarmos como as crianças e depois acrescentou: «Livrai-vos de desprezar um só destes pequeninos, pois digo-vos que os seus anjos, no Céu, vêem constantemente a face de meu Pai que está no Céu» (Mt 18,10). A razão da dignidade de uma criança pode ser reconhecida na protecção constante que Deus Pai lhe dispensa desde o Céu através do seu Anjo da Guarda.

Apliquemos esta ideia ao nosso dia-a-dia: diante de Deus, que é omnipotente, imenso e eterno, nós somos todos muito pequeninos. E ganhamos muito – crescemos muito – quando consideramos a nossa pequenez diante d’Ele e a sua protecção através do nosso Anjo da Guarda.

Por isso vale a pena lembrarmos a presença do nosso Anjo, tanto diante da «face» de Deus, como diante de nós. A liturgia da Igreja canta «Na presença dos Anjos, eu Vos louvarei, Senhor» (Sl 138[137],1). Essa presença ajuda-nos a fazer da nossa vida um cântico de louvor a Deus, quer rezemos, quer convivamos com os outros, quer trabalhemos.

Cada um de nós pode encontrar truques para actualizar esta recordação: por exemplo ao usar as chaves para abrir ou fechar a porta de casa ou do seu automóvel, aproveitando para lhe pedir que proteja a família, ou nos acompanhe na viagem; também quando nos encontramos com alguém cumprimentar o seu Anjo pedindo-lhe pela pessoa. São Josemaria tinha este hábito tão arraigado na sua vida que não se lembrava de ter cumprimentado quem quer que fosse sem antes se ter dirigido ao seu Anjo da Guarda. Também a ele podemos pedir ajuda para esta devoção.

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