22 de outubro de 2007

O Opus Dei

No dia 2 de Outubro, dia dos Santos Anjos da Guarda, do ano de 1928, um sacerdote jovem, de 26 anos, que se encontrava em Madrid, e nesse momento realizava uns dias de Retiro espiritual, recebeu a luz de Deus sobre uma tarefa que devia empreender e que consumiria toda a sua existência: o Opus Dei. Eis como ele mesmo o definiu numa entrevista concedida a Peter Forbarth, correspondente da revista Time, no dia 15 de Abril de 1957:
«O Opus Dei propõe-se promover, entre pessoas de todas as classes da sociedade, o desejo da plenitude da vida cristã no meio do mundo. Isto é, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo – o homem vulgar, o homem da rua – a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar o seu modo normal de vida, o seu trabalho habitual, nem os seus ideais e preocupações.
Por isso se pode dizer, como escrevi há muitos anos, que o Opus Dei é velho como o Evangelho e, como o Evangelho, novo. Trata-se de recordar aos cristãos as palavras maravilhosas que se lêem no Génesis: Deus criou o homem para trabalhar. Pusemos os olhos no exemplo de Cristo, que passou quase toda a sua vida terrena a trabalhar como artesão numa terra pequena. O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação. (...)
Se alguma comparação se quer fazer, a maneira mais fácil de entender o Opus Dei é pensar na vida dos primeiros cristãos. Eles viviam profundamente a sua vocação cristã; procuravam muito a sério a perfeição a que eram chamados, pelo facto, ao mesmo tempo simples e sublime, do Baptismo. Não se distinguiam exteriormente dos outros cidadãos. Os membros do Opus Dei são como toda a gente: realizam um trabalho corrente; vivem no meio do mundo conforme aquilo que são – cidadãos cristãos que querem responder inteiramente às exigências da sua fé.»

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