22 de setembro de 2007

A oração na Carta Apostólica Novo millennio ineunte

Em 6 de Janeiro de 2001 o Papa João Paulo II entregava à Igreja um documento programático, com o título sugestivo «No início do novo milénio». Nessa extensa Carta ele apontava as linhas que deveriam guiar a actuação dos cristãos neste novo ciclo histórico que iniciámos. Vale a pena reler alguns parágrafos.
«…é muito importante que tudo o que com a ajuda de Deus nos propusermos, esteja profundamente radicado na contemplação e na oração. O nosso tempo é vivido em contínuo movimento que muitas vezes chega à agitação, caindo-se facilmente no risco de “fazer por fazer”. Há que resistir a esta tentação, procurando o “ser” acima do “fazer”» (n. 15)
«…há necessidade de um cristianismo que se destaque principalmente pela arte da oração (…) a oração, como bem sabemos, não se pode dar por suposta; é necessário aprender a rezar, voltando sempre de novo a conhecer esta arte dos próprios lábios do divino Mestre, como os primeiros discípulos: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1)» (n. 32)
«Trata-se de um caminho sustentado completamente pela graça, que no entanto requer grande empenhamento espiritual e conhece também dolorosas purificações (…) mas desemboca, de diversas formas possíveis, na alegria inexprimível vivida pelos místicos como “união esponsal”» (n. 33)
«As nossas comunidades (…) devem tornar-se autênticas “escolas” de oração» (ib.)
«…seria errado pensar que o comum dos cristãos possa contentar-se com uma oração superficial, incapaz de encher a sua vida. Sobretudo perante as numerosas provas que o mundo actual põe à fé, eles seriam não apenas cristãos medíocres, mas “cristãos em perigo”: com a sua fé cada vez mais debilitada, correriam o risco de acabar cedendo ao fascínio de sucedâneos, aceitando propostas religiosas alternativas e acomodando-se até às formas mais extravagantes de superstição» (n. 34)

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