18 de setembro de 2007

Estudo: um hábito familiar

Recomeçam as aulas. Esta evidência pode significar uma alegria ou uma pena, um alívio ou uma angústia, por motivos muito diferentes, para diferentes pessoas, mesmo dentro da mesma família. Mas para todos o estudo deve ser um hábito apaixonante.

São Josemaría deixou escrito «Se tens de servir a Deus com a tua inteligência, para ti estudar é uma obrigação grave» (Caminho 336). Todos nós queremos servir a Deus com a nossa inteligência, com toda a nossa inteligência (cf. Mt 22,36), que é uma das faculdades que Deus nos deu, e não a mais pequena.

O que é estudar? Studium é palavra latina que significa «empenho», «esforço». Ela revela que a verdade não se encontra facilmente. A resposta às mais profundas interrogações que o ser humano formula exige o esforço de escavar aquilo que lhe surge na aparência para procurar aquilo que não surge de imediato mas é a verdadeira causa.

Ora estudar é um hábito intelectual que se cultiva sobretudo em família. Os filhos têm o hábito de fazer perguntas; algumas só por começar uma conversa ou chamar a atenção, outras porque estão intrigados com a realidade, e sempre porque possuem uma natureza – a humana – que permite o aprofundamento no diálogo. Esta é uma riqueza que, quando os pais a sabem aproveitar, produz frutos magníficos. Muitas vezes o pai ou a mãe tem que responder «Isso não sei. Deixa-me pensar e depois já te dou a resposta». Outras vezes os pais sentem a necessidade de trocar ideias entre eles para aproveitar a natural curiosidade dos filhos. E isso também é estudar. As respostas não estão feitas: fazem-se com o estudo, com a reflexão.

O fruto é o encontro com Deus, como causa última, cheia de sabedoria e de amor. Mas é também uma grande serenidade perante a vida, um saber ultrapassar a trepidação da realidade sensível. E é ainda um saber esperar, um não decidir pelas primeiras impressões e adquirir uma fina prudência.

Sem comentários:

Enviar um comentário