18 de abril de 2007

Conhecer Jesus

Todo o Baptizado foi revestido de Cristo (cf. Ga 3,27) e recebeu, desde esse dia, a condição de filho de Deus em Cristo, pela qual se pode dirigir ao Pai chamando-Lhe Abba (cf. Ga 4,6; Rm 8,15) que é o modo como as crianças hebreias tratavam os seus pais e corresponde talvez ao nosso "papá".

Mas ser cristão não termina no Baptismo. Começa no Baptismo. Depois há um crescimento na identificação com Cristo, que exige o esforço por conhecer a sua vida e a sua alma. Um dos meios mais eficazes é a leitura assídua do Novo Testamento.

No Novo Testamento encontramos três tipos de Escritos: os Evangelhos com os Actos dos Apóstolos, as Epístolas e o Apocalipse.

Os Evangelhos são narrativos: descrevem os gestos e as palavras de Jesus e também os gestos e as palavras dos Apóstolos que O seguiram. É onde mais directamente conhecemos Cristo.

Nas Epístolas temos uma meditação de um Apóstolo sobre Jesus e sobre a nossa identificação com Ele. É onde aprendemos a reflectir sobre Cristo e a tirar consequências para a nossa vida.

E no Apocalipse encontramos uma visão profética do triunfo de Jesus e daqueles que com Ele se identificaram. É onde nos apoiamos para esperar quando sentimos as dificuldades.

Não se requer muito tempo. Bastam alguns minutos, cinco, por exemplo. Requer-se que essa leitura seja atenta, que seja completa e que seja religiosa. Que seja completa implica não escolher a passagem ao nosso gosto mas ao gosto do Espírito Santo, seguindo a ordem do Escrito. Para que ela seja religiosa pode-nos ajudar a rezar, no início e no fim, uma Avé Maria por ser Ela, a Mãe de Deus, quem melhor conheceu Jesus, ou uma oração ao Espírito Santo que é o verdadeiro Autor daquilo que estamos a ler e é também quem nos pode fazer entender aquilo que lemos.

Por vezes podemos tropeçar com uma passagem que seja mais difícil de entender. Podemos tomar um apontamento e depois perguntar a alguém que saiba o significado daquela expressão ou daquele gesto. Mas essa leitura, mesmo repetida, nunca será rotineira; há-de sempre produzir fruto na nossa alma.

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