18 de fevereiro de 2007

Como fazer uma boa Confissão?

Confessar-se é uma das coisas que mais felicidade comunica à alma. Recebemos um cúmulo de graças destinadas àquelas faltas de que nos acusámos e aos defeitos que lhes estão na origem. A alma fica cheia de paz e o amor de Deus que sempre perdoa é-lhe mais manifesto.

No entanto, nem sempre é fácil fazer uma boa Confissão. Por vezes parece-nos que não encontramos nada para acusar. Noutras ocasiões a vergonha complica-nos terrivelmente. Há momentos em que não estamos certos do arrependimento porque nos parece que tínhamos razão.

Para fazer uma boa Confissão requer-se que nos detenhamos antes a examinar a própria consciência. Pedimos luz ao Espírito Santo e reservamos algum tempo, diante do Santíssimo, se possível. Se temos um registo diário do nosso exame recorremos a ele. Ao ler esses apontamentos pensamos na causa dos pecados para assim ir à raíz do mal. Se não temos recorremos a um formulário com perguntas de exame para nos ajudar.

A seguir procuramos formular um propósito de não voltar a cometer os pecados que vimos no exame. É aqui que pode surgir a dúvida sobre o arrependimento: temos que distinguir, nos casos duvidosos, aquilo que foi culpa nossa daquela parte que cabe a algum defeito dos outros, e propor-nos a emenda daquilo que nos diz respeito.

Vem então a dor ou contrição. Devemos pensar que não se trata de um erro mas de uma ofensa feita a Deus, que é infinitamente bom e que nos ama. É aqui que a alma se deve deter. Quanto mais fundo for o seu arrependimento mais sincera a sua Confissão, mais graça recebe, mais alegria, e mais libertação do pecado.

Depois chega o momento da Confissão. É bom pensar que, qualquer que seja o sacerdote, quem está a ouvir-nos é Cristo, que actua através do ministro. Nesta altura pode ser bom pedir ajuda, caso nos custe revelar algum pecado ou caso não tenhamos ainda noção clara do motivo de um pecado.

Finalmente cumprimos a penitência. Se nos foi dado um conselho procuramos gravá-lo na alma e até pode ser bom registá-lo para nos lembrarmos mais tarde. Agradecemos a Deus a sua bondade para connosco e renovamos o propósito que já tínhamos formulado.

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