18 de janeiro de 2007

Conselhos para ajudar a unir

Por vezes encontramos pessoas desunidas. Nós próprios: custa-nos a adesão aos outros e desculpamo-nos com os defeitos que eles têm. No entanto, a fonte da desunião como a fonte da união nascem do coração de cada um. E basta que um de nós queira unir para que a união seja possível.

Quando antipatizamos com alguém devemos perguntar a nós mesmos porquê? Podem surgir várias respostas: aquela pessoa tem exactamente os mesmos defeitos que nós; aquela pessoa tem qualidades que nós gostaríamos de ter; aquela pessoa põe em evidência as nossas debilidades. Em qualquer caso, mesmo sabendo que cada caso pode ter uma solução diferente, vale a pena pedir a Deus por essa pessoa e por nós próprios. Dessa oração, sobretudo se for humilde, confiada e insistente, nascerá luz para nos conhecermos e reconhecermos aquilo que em nós está mal, graça para lutarmos e vencermos, e um carinho muito especial para com a pessoa em questão.

No sossego da nossa meditação diária, desabafamos com o Senhor. Pomos no Sacrário o nosso fastio pelo outro, mesmo até ao exagero de o achar insuportável, impossível de manter a convivência pacífica com ele. O Senhor não responderá logo: primeiro ouve-nos, depois olha-nos e finalmente mostra-nos a verdade.

Acabaremos por rir de nós mesmos e daquilo que considerávamos tão grave na nossa relação. Haverá novas crises e novos desabafos e novas luzes. Mas sempre, cada vez mais, o amor irá criando raízes e sedimentando um laço profundo, terno e forte ao mesmo tempo. Bendita unidade dos lares cristãos que produz hoje a mesma exclamação dos pagãos de outros tempos: «Vede como se amam!»

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