13 de dezembro de 2006

São João Apóstolo e Evangelista

Deste Apóstolo possuímos mais informação do que sobre qualquer um dos outros: em primeiro lugar porque Jesus o escolheu para ser um dos três que mais de perto O seguiram, em segundo lugar porque escreveu um Evangelho que tem o seu nome, e em terceiro lugar, porque foi o que mais tempo permaneceu sobre a terra (até perto do ano 100).
Era muito aguerrido. Segundo a tradição teria sido o mais novo dos Doze, mas não é só a juventude de João o que o torna tão fogoso: é o carácter. João é um homem de tudo ou nada. Cristo cativou-o de uma forma tão absoluta que sentiu e escreveu que se sentia aquele dos discípulos por quem Jesus tinha mais afecto (cf. Jo 13,23; 19,26; 21,7.20).
João seguiu Jesus e meteu-se na vida de Jesus onde os outros não souberam ou não quiseram introduzir-se, e por isso nos narra tantos episódios desconhecidos dos Sinópticos (cf. Jo 2,1ss; 3,1ss; 4,1ss; etc.). Mas a sua presença e o seu testemunho é particularmente importante em três momentos da vida do Mestre.
O primeiro é a última ceia: João inclina a sua cabeça sobre o peito do Senhor e conhece o batimento do seu Coração. João vive aquela ceia de um modo especialmente intenso depois de sentir como Jesus estava e como os amava.
O segundo é a Cruz: João é o único dos Apóstolos que está junto de Jesus no momento da agonia final e recebe d’Ele o maior presente que o Senhor podia ter feito a alguém, a sua Mãe.
O terceiro é a pesca milagrosa: quando alguns dos Apóstolos se unem a Pedro para pescar no Mar da Galileia, enquanto esperam sinais do seu Senhor já ressuscitado, João é o único que O reconhece da barca. Descobre que é Jesus aquele homem que lhes falava da margem.
O Apóstolo João é único pelo amor jovem que não sabe de cálculos. E nós, que queremos também apaixonar-nos por Cristo, podemos tomá-lo como especial intercessor.

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