13 de novembro de 2006

Santo André, Apóstolo

André parece ser um nome grego, o que não é estranho: ele era de Betsaida, uma cidade que já se situa no limite Norte da Galileia, nos confins da Siro-Fenícia, região totalmente helenizada. Era irmão de Simão Pedro, possivelmente irmão mais novo, uma vez que vivia com ele em Cafarnaum, e com a sogra deste.
André conheceu Jesus fora da sua terra. Estava na Judeia, junto a João Baptista, perto do rio Jordão, quando Jesus passou e ouviu dizer: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1,36). Já no dia anterior Jesus tinha passado por eles e o Baptista falara abertamente d’Ele. Agora, porém, nada o detinha e foi atrás de Jesus com outro e ficou com ele aquela tarde (cf. Jo 1,37ss).
O primeiro encontro com Jesus marcou tanto a sua alma que André não esperou para ir falar com o seu irmão, que também se devia encontrar pela zona, no seguimento do Baptista: «Encontrámos o Messias» (Jo 1,41), disse-lhe, e levou a falar com Jesus.
André era pescador no mar da Galileia e voltou à sua faina, mas os dias nunca mais foram como antes. Aquela tarde com o Messias martelava a sua cabeça constantemente. Com toda a probabilidade, sempre que Jesus Se apresentava pelas redondezas André ia ouvi-l'O. Até que um belo dia, quando deitava as redes ao mar, Jesus passou na praia e chamou-o. André deixou tudo e seguiu o Senhor. Seguiu-O até à morte, até ao martírio, fundando a Igreja com os outros Apóstolos.
A história de Santo André fala-nos do encanto de Jesus. A vida cristã é vida de seguimento de Cristo, e, embora isso envolva sacrifício, é sobretudo uma vida deslumbrante, uma aventura maravilhosa e divina. Nada é tão bom como seguir o Senhor de perto.

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