18 de novembro de 2006

Como falar das Verdades Eternas

Novembro é um mês em que a Igreja nos convida a meditar nas Verdades Eternas. A todos nós a morte pode chegar a assustar: vemos as folhas caírem mortas no chão, junto à árvore que as gerou e pensamos que um dia será a nossa vez (cf. São Josemaria, Caminho 736). Este pensamento pode chegar a nublar a nossa alma e até o nosso corpo, com alguma tristeza.

Mas apesar de a morte nos entristecer sabemos que a vida não acaba, apenas se transforma para podermos adquirir no céu uma morada eterna (Missal Romano, Prefácio de Defuntos I). A morte abre-nos a porta do Céu. Sim, o Céu é para nós. É a Casa do nosso Pai, a Casa comum de todos os cristãos e nós estamos feitos para viver no Céu.

«Oh, mas o Céu parece tão distante!» pode alguém exclamar. Se em Outubro a Igreja nos fez considerar a presença dos Anjos da Guarda (cuja Memória se celebra no dia 2 desse mês) não foi para nos complicar a alma com mais uma devoção («Se eu já tenho Deus, Nosso Senhor, e a Mãe do Céu para que preciso dos Anjos?»).

É que o Céu é uma Casa cheia de gente. Vamos viver eternamente em comunhão com milhões de pessoas, os Santos e os Anjos, com Nossa Senhora e as três Pessoas da Santíssima Trindade. É bom que nos habituemos a essa companhia e assim o Céu não estará tão longe.

Mas os Anjos servem também para nos guardar de cair nas tentações. Eles podem ajudar muito quando queremos que outra pessoa – que também tem o seu Anjo da Guarda – se afaste de um perigo para a sua alma. Assim a meditação das Verdades Eternas – morte, juízo, inferno e paraíso – ajudam-nos na vida terrena.

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