13 de setembro de 2006

São Mateus, Apóstolo e Evangelista

Sobre São Mateus sabemos três coisas: era um dos Doze Apóstolos, foi um dos Quatro Evangelistas e tinha sido um publicano.
O Evangelho de São Mateus foi o preferido nos primeiros séculos da Igreja e mesmo depois. É um Evangelho muito sóbrio, bem estruturado e sobretudo ligado a uma testemunha ocular daquilo que narra.
São Mateus descreve-nos a sua vocação: Jesus passava pelo posto de cobrança dos impostos e viu um cobrador chamado Mateus; chamou-o e Mateus levantou-se imediatamente e seguiu Jesus (cf. Mt 9,9). Mateus ficou tão contente que ofereceu uma festa em sua casa e convidou muitos dos seus companheiros de trabalho e amigos, publicanos como ele, e pessoas afastadas de Deus (cf. Mt 9,10).
Um publicano era um cobrador de impostos. Em teoria seria uma profissão como qualquer outra. Mas nos tempos de Jesus estes cobradores não eram justos e serviam-se frequentemente da força e de todos os meios ao seu alcance para obter o dinheiro dos impostos. Eram temidos e eram implacáveis. Por isso eram vistos como pecadores, mesmo pelo próprio Jesus (cf. Mt 5,46; 18,17).
Este episódio é também relatado pelos Evangelhos de São Marcos e de São Lucas, mas dão ao publicano o nome de Levi (cf. Mc 2,13; Lc 5,27). Fazem-no para não difamar um dos Doze. São Mateus, pelo contrário, reforça a ideia de ter sido um publicano: na lista dos Apóstolos menciona-se a si próprio com as palavras «e Mateus, o publicano» (Mt 10,3).
São Mateus não pretendia gabar-se de ter sido um publicano. Amava a verdade, isso sim. Mas, além disso, estava maravilhado com o milagre que Jesus tinha realizado nele. Mateus tinha sido chamado do pecado para a vida. Atrás da sobriedade do seu Escrito vemos muitas vezes que se esconde uma lágrima. Mal a podia segurar ao escrever o Evangelho.
Como ecoariam as palavras do Mestre no seu coração: «Eu não vim chamar os justos mas os pecadores» (Mt 9,13).

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