18 de setembro de 2006

Primeiros sábados: Uma manifestação do amor maternal de Nossa Senhora em Fátima

É próprio de todas as mães desejarem para seus filhos um futuro próspero. No Evangelho de S. Mateus, podemos ver como a mãe de Tiago e João pede a Jesus que situe bem os seus filhos no Seu futuro Reino (Mt 20, 20-22). O seu amor assim a faz proceder.

Ao assumir a nossa maternidade no Calvário, Maria Santíssima passou imediatamente a amar-nos como Mãe. E que Mãe!, acrescentamos nós. Tal como a dos dois apóstolos referidos, Nossa Senhora deseja ardentemente o nosso melhor bem, que é a salvação eterna, pelo que, com muita frequência, o Seu Filho a mandou ter com os Seus irmãos à Terra, a fim de lhes lembrar obrigações com que devem corresponder ao Amor perfeito de Deus para com eles.

Foi isso o que Maria veio fazer a Fátima. Lançou-nos um convite sério, embora dito em termos maternais, a que nos convertamos deveras. No dia 13 de Julho de 1917, explica aos pastorinhos que se os homens, “(…) fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas…” E observa: “(…) virei pedir … a Comunhão reparadora dos Primeiros Sábados de cada mês”.

Esta mensagem amplia-se a 10 de Dezembro de 1925, em Pontevedra, quando Nossa Senhora confidencia à única vidente viva da Cova da Iria, Lúcia, mostrando-lhe o seu coração cheio de espinhos: “Olha, minha filha, o meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todo o momento me cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de me consolar e diz que a todos aqueles que, durante cinco meses seguidos, no primeiro sábado, se confessarem (*), recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem o Terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes à hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação”.

Como não aproveitar esta carícia maternal de Maria? Procuremos seriamente corresponder ao que ela nos pede. Não é difícil. Deus é o Senhor do perdão e não da condenação. E a Virgem Santíssima transmite-nos este Seu empenho, convidando-nos e incumbindo-nos de uma tarefa simples e realizável, certamente com a esperança de que, após o seu cumprimento, se Deus quiser que continuemos nesta vida, sejamos melhores cristãos. Ou, se a nossa hora de partir tiver chegado, que Jesus, seu Filho e nosso juiz misericordioso, nos encontre nas melhores condições para Lhe prestar contas.

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(*) Para o seu cumprimento, a Confissão pode ser feita no espaço de um mês em relação à data do 1º Sábado.

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