13 de agosto de 2006

São Bartolomeu, Apóstolo

Sabemos pouca coisa deste Apóstolo. Parece que tinha dois nomes - Bartolomeu (filho de Ptolomeu) e Natanael, nome hebraico que pode significar «dádiva de Deus» - o que era comum na Palestina e mesmo entre os Judeus que viviam dispersos pelo Império. Paulo, por exemplo, que era de Tarso na Cilícia, também se chamava Saúl, porque os Judeus eram como que cidadãos de duas cidades: a civil que falava o grego, ou o latim ou o aramaico, e a religiosa que tinha herdado a Revelação em hebraico.
Bartolomeu aparece nas listas dos Doze que Jesus escolheu, logo a seguir a Filipe (cf. Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,14). E o Evangelho de São João confirma esta amizade entre os dois (cf. Jo 1,45-50). Embora Natanael fosse de Caná e Filipe de Betsaida, talvez pelos afazeres profissionais deste último, chegaram a ser bons amigos pelo que se depreende do diálogo entre eles. Filipe fala-lhe de «Jesus de Nazaré, Filho de José» como «Aquele de quem escreveu Moisés na Lei e os Profetas anunciaram» (Jo 1,45), e o outro reagiu cheio de sinceridade embora de modo um tanto brusco: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» (Jo 1,46). Filipe devia conhecê-lo bem. Em vez de responder à letra e conduzir a conversa para a discussão, disse-lhe «Vem ver» (ib.). E Natanael foi.
Ao chegar onde estava Jesus, o Senhor fez dele este elogio: «Eis um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento» (Jo 1,47). E Natanael reagiu de novo ao seu modo: «De onde me conheces?» (Jo 1,48). Jesus mostra­lhe que o conhece de há muito e Natanael rende-se (cf. Jo 1,48-49).
Para nós pode ficar-nos o exemplo da simplicidade, da transparência deste homem. E de como essas virtudes agradam a Deus. Peçamos a São Bartolomeu que nos ajude a ser sempre sinceros, sobretudo connosco próprios, com Deus e com os outros.

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