18 de agosto de 2006

Espírito de Serviço

As férias são uma das melhores ocasiões para se saborear a felicidade de pertencer a uma família. O tempo passado a passear, a jogar, a conviver com outras pessoas, faz-nos pressentir como será o Céu, onde poderemos gozar eternamente da própria Família de Deus sem nada que se oponha.

No entanto, esse clima não tem porque aparecer sozinho. Pode requerer algum esforço. E esse esforço traduz-se no espírito de serviço. O espírito de serviço é especialmente luminoso na mãe: ela não pensa em si mesma e apressa-se em tudo o que lhe parece que pode vir a tornar a vida mais agradável aos outros. As suas filhas aprendem dela rapidamente e sentem uma espécie de contágio do mesmo espírito, de modo que ajudam com prontidão e entusiasmo.

Mas é importante que este espírito seja vivido por todos. Existe uma arte muito cristã, e até poderíamos dizer que muito de Maria, em conseguir que outros sejam capazes de servir: uma sugestão - «serias capaz de lavar o carro?», «poderias ir despejar o caixote do lixo à rua?», «aposto que consegues pendurar este quadro na parede» - com alguma compensação, um «muito obrigado» sincero ou um comentário sobre o bem que ficou.

Quanto mais servimos mais saboreamos as férias. Por isso deve ser preocupação que todos sejam capazes de o fazer, que ninguém se feche no seu egoísmo onde se acabará por aborrecer. O espírito de serviço destrói o tédio.

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