13 de julho de 2006

Santa Marta

Os poucos dados que os Evangelhos nos fornecem desta mulher permitem conhecer alguns pormenores do seu modo de ser.
São Lucas (cf. Lc 10,38-42) refere que Marta é uma dona de casa. Uma dona de casa piedosa e que crê em Jesus até ao ponto de O acolher em sua casa. Uma dona de casa zelosa que se preocupa por que tudo esteja agradável e acolhedor para quando o Senhor vier. A sua ânsia de servir, no entanto, tropeça com alguma intolerância ou rigidez, ou talvez o desejo excessivo pela perfeição. Marta tem uma irmã chamada Maria e esta está sentada aos pés de Jesus a escutá-l'O. Marta impacienta-se e quer que Jesus diga à sua irmã que a venha ajudar. Jesus tem que a corrigir.
São João (cf. Jo 11,1-44) por seu lado, narra que Marta tinha ainda outro irmão chamado Lázaro e que este adoece e morre. Marta apressou-se em avisar Jesus da doença e pedir-Lhe que viesse. Quando Jesus chegou já Lázaro estava sepultado há quatro dias. Marta vai ao seu encontro e lamenta-Se que o Senhor tenha chagado tarde demais. Mas Jesus diz que tenha fé, que o seu irmão há-de ressuscitar. Quando Jesus está diante da sepultura manda retirar a pedra que tapa a entrada e Marta aflige-se: «Senhor, já cheira mal! Já tem quatro dias!» (Jo 11,39). Jesus acalma-a e ressuscita o irmão.
Em ambos os casos admiramos em Santa Marta a sua energia e o seu espírito incansável de serviço. É uma mulher cheia de generosidade. Mas também nos apercebemos que chegou a ser santa na luta por se acalmar e não perder a cabeça quando os acontecimentos pareciam que a ultrapassavam. Talvez ela possa ser uma boa intercessora quando nos sentimos em situações parecidas.

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