1 de janeiro de 2006

Caríssimos Paroquianos e Amigos de Telheiras:

Começa um novo ano e com ele uma nova possibilidade que Deus nos dá para nos santificarmos. A Sua vontade é esta e toda a nossa vida deve orientar-se para esse grande objectivo.

Com a graça que Ele nos dá duma forma magnânima – Deus sempre concede ao homem os dons com a prodigalidade dum Pai amoroso e generosíssimo -, espera de nós correspondência e disponibilidade. Quer que sejamos aqueles homens de boa vontade, que a corte de anjos aparecida aos humildes pastores de Belém na noite de Natal, anunciou, entre cânticos, para os animar a ir até ao presépio conhecer o Redentor.

Passada esta data de esperança, entramos em 2006 cheios de boas razões para cumprir os desígnios divinos.

Em primeiro lugar, ainda acicatados por toda a interpelação positiva do ICNE, que nos moveu a consciencializar a necessidade premente do cristão ser um instrumento de evangelização no meio em que se insere. Tudo o que se fez e as palavras de estímulo que o nosso Pastor nos transmitiu, desde o documento sobre "A Missão na cidade" à inesquecível consagração final a Nossa Senhora, na Praça dos Restauradores, são pontos de apoio para o alerta constante que o Senhor nos lança, convidando-nos a dar testemunho de Cristo vivo entre quem nos rodeia.

O dia a dia deve ser um constante incentivo para que os nossos companheiros de trabalho, de vizinhança, de relações habituais e de família, recebam de nós a corajosa mensagem de amor que Jesus ensinou a viver, com o Seu exemplo, a Sua palavra e a Sua entrega radical, aos apóstolos e aos discípulos que O acompanharam. Durante o ICNE, ouvimos dizer que o mais importante era não tanto o Congresso, mas as suas sequelas. Graças a Deus, temos verificado que quando os cristãos se mostram, mesmo tornando-se "sinais de contradição", aumenta o clima de intimidade com Deus, que se traduz numa maior frequência do preceito dominical e na busca dos Sacramentos, nomeadamente no da Reconciliação.

Outra razão reside certamente no acompanhamento cada vez mais surpreendente e vivo, de todas as palavras que tem proferido o novo Papa, Bento XVI, sucessor do já Servo de Deus, João Paulo II, como pastor universal da Igreja que Cristo fundou. Nós já conhecíamos a sua preclara inteligência como teólogo e pensador. Agora admiramo-nos com a sua energia pastoral, que se expressará brevemente com a publicação da sua primeira encíclica, já anunciada. Tudo isto é sinal de que o Espírito Santo actua na Igreja de que é alma viva e fonte de unidade; e também motivo para que nos unamos com a oração e os nossos afectos a quem o Senhor confiou a chefia, como sucessor de Pedro, da Sua Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica.

Por fim, continuará a mover-nos o desejo de que as obras da nossa Igreja Paroquial prossigam no bom ritmo que agora conhecemos, na esperança de que a comunidade de Telheiras, com a sua generosidade comprovada até ao momento, ultime o restauro do templo da sua padroeira, Nossa Senhora da Porta do Céu.

Do vosso pároco e amigo,
P. Rui Rosas da Silva

Sua Santidade, o Papa Bento XVI


D. José da Cruz Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa

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